Fonte: B3 (Brasil, Bolsa, Balcão)·Atualizado em 06/11/2026 às 18:00
VALE3 (Vale S.A.) é uma ação negociada na B3 do setor de Materiais Básicos. No pregão de hoje, o ativo é negociado a R$ 63,84, registrando variação de +1.87% no dia. O ativo opera a um múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 127.15x. O índice Preço/Valor Patrimonial (P/VP) está avaliado em 1.43x. O Dividend Yield (DY) acumulado nos últimos 12 meses é de aproximadamente 8.79%.
Selo de Investimento:
⚠️ AtençãoAtende a 7 de 12 critérios. Alguns múltiplos ou métricas de endividamento exigem cautela.
Checklist Fundamentalista de 12 Critérios
Critérios auditados automaticamenteA dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses
Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%
Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.
Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos
Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x
Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século
Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial
Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado
Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x
Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x
Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x
Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%
Método Barsi (Preço Teto)
Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.
Fórmula de Graham (Preço Justo)
Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.
Resumo Fundamentalista de VALE3
O ativo VALE3 (Vale S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 63,84, acumulando uma variação de +1.87% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 59,42 e a máxima de R$ 91,62. A companhia está inserida no setor de Materiais Básicos, atuando no segmento de Mineração de Minerais Metálicos. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 127.15x e P/VP de 1.43x. Com Dividend Yield acumulado nos últimos 12 meses de 8.79%.
Histórico de Cotação: VALE3
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Dados Financeiros
Sobre a VALE3
A Vale S.A. (VALE3) é uma companhia brasileira de mineração e metais, com foco principal na produção de minério de ferro e de metais para transição energética. A empresa também atua na produção de pelotas de minério de ferro e, no segmento de metais básicos, em produtos como níquel, cobre, cobalto e metais do grupo da platina, além de subprodutos como ouro e prata. A estrutura operacional é reportada principalmente em dois grandes negócios: Iron Solutions (soluções em minério de ferro) e Energy Transition Metals (metais para transição energética), além de atividades corporativas. No negócio de minério de ferro, a companhia opera sistemas integrados de mina, ferrovia e porto no Brasil para extração, beneficiamento e escoamento de grandes volumes para o mercado internacional. A Vale também opera infraestrutura logística própria e dedicada, incluindo ferrovias, terminais marítimos e portos, o que reduz dependência de terceiros no transporte de carga mineral. Essa integração operacional é parte central do modelo de negócios da companhia, com distribuição para siderúrgicas e clientes industriais em diferentes regiões. Em posição de escala global, a empresa figura entre os maiores produtores mundiais de minério de ferro e níquel. Sua presença geográfica inclui operações e/ou ativos em países como Brasil, Canadá, Indonésia, Omã, China, Japão, Malásia e Reino Unido, com vendas para mercados internacionais, especialmente cadeias industriais de aço e de materiais para eletrificação.
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Um dos focos da Black Friday é aproveitar o menor preço possível para comprar o eletrodoméstico que precisa ser trocado há algum tempo. Mas, se você está mirando economia nas contas de luz e água, talvez valha a pena gastar um pouco a mais no período de promoções para conseguir reduzir os gastos posteriormente. Continua após a publicidade Essa lógica é especialmente interessante para produtos que fazem parte da rotina doméstica, como geladeiras, máquinas de lavar e aparelhos de ar-condicionado. No caso desses itens, a eficiência energética e o consumo de água podem fazer diferença no orçamento, principalmente quando o equipamento é utilizado com frequência. Pensando nisso, reunimos cinco produtos que merecem atenção na Black Friday de 2026. Alguns têm um prazo de retorno financeiro relativamente fácil de calcular, enquanto outros dependem bastante dos hábitos de consumo da casa: O Canaltech está no WhatsApp! Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia WhatsApp Continua após a publicidade Ar-condicionado Inverter; Geladeira inverter; Máquina de lavar com tampa frontal; Lava louças; Purificador de água. 1. Ar-condicionado Inverter Se você costuma usar o ar-condicionado durante várias horas por dia, investir em um modelo Inverter pode significar um gasto inicial maior, mas também uma economia posterior na conta de luz. Essa tecnologia ajusta a rotação do compressor conforme a necessidade de refrigeração, em vez de depender apenas dos ciclos de ligar e desligar comuns em modelos convencionais. Com esse funcionamento, o aparelho Inverter tende a consumir menos eletricidade sem do que um convencional sem comprometer o conforto térmico, mesmo que o investimento inicial seja maior. Ou seja, o valor extra pago pelo equipamento mais avançado pode ser compensado com a economia na conta de luz. Continua após a publicidade Qual a economia do ar-condicionado Inverter na conta de luz? Para fazer um comparativo, podemos utilizar modelos de 12.000 BTUs, apenas frio, que ficam ligados durante oito horas por dia. A tarifa de energia de referência é de R$ 0,85 por kWh. Nesse cenário, o modelo convencional consome cerca de 65,5 kWh por mês, gerando um custo estimado de R$ 55,68 na conta de luz, enquanto a versão Inverter utiliza aproximadamente 41,7 kWh mensais, com uma despesa de R$ 35,45. A diferença de consumo é de 23,8 kWh por mês, o que representa uma redução de aproximadamente 36,3% no gasto de eletricidade. Aplicando a tarifa considerada no cálculo, isso equivale a uma economia estimada de R$ 20,23 mensais, ou cerca de R$ 242,76 ao ano na conta de luz para quem opta pelo modelo Inverter. Continua após a publicidade 2. Geladeira Inverter A geladeira é um eletrodoméstico que fica ligado 24 horas por dia para manter os alimentos refrigerados, e esse funcionamento contínuo faz com que o consumo de energia possa pesar no orçamento ao longo dos anos. Por isso, quem precisa trocar um modelo antigo pode considerar uma versão com tecnologia Inverter. Assim como nos aparelhos de ar-condicionado, esse recurso permite ajustar o funcionamento do compressor conforme a necessidade de refrigeração. A diferença no consumo em relação a uma geladeira convencional vai aumentando ao longo dos meses, alcançando patamares maiores no final de um ano inteiro. Continua após a publicidade O investimento adicional, no entanto, precisa entrar na conta. Isso porque os equipamentos inverter são mais caros do que uma geladeira convencional equivalente, e a economia na conta de luz pode levar alguns anos para compensar a diferença de preço. Qual a economia da geladeira inverter na conta de luz? Para estimar o impacto na conta de luz, podemos comparar duas geladeiras com consumos médios diferentes, usando a mesma tarifa de referência de R$ 0,85 por kWh. Nesse cenário, um modelo convencional que consome cerca de 45 kWh por mês representa um gasto estimado de R$ 38,25, enquanto uma versão Inverter, com consumo de 31 kWh mensais, fica em torno de R$ 26,35. Continua após a publicidade Na prática, a diferença de 14 kWh mensais entre os aparelhos representa uma redução de aproximadamente 31% no consumo de energia. Ao aplicar a tarifa usada na simulação, a economia chega a cerca de R$ 11,90 por mês, alcançando R$ 142,80 em um ano. 3. Máquina de lavar com tampa frontal A troca da máquina de lavar também pode ajudar a reduzir as despesas domésticas, principalmente para quem precisa substituir um aparelho antigo. Os modelos com abertura frontal utilizam um sistema de lavagem por tombamento, que movimenta as roupas dentro do tambor e permite lavar as peças com menos água. Continua após a publicidade E a vantagem vai além da conta de abastecimento, já que esse processo também favorece uma lavagem eficiente. Uma máquina frontal de capacidade semelhante à de um modelo com tampa superior consome menos água por ciclo e, quando o aparelho é utilizado várias vezes por semana, a diferença pode representar uma redução significativa no volume de água usado ao longo do mês. Além da economia de água, o consumo de eletricidade também influencia o custo de uso da lavadora, embora a diferença varie conforme o ciclo escolhido e a eficiência de cada modelo. Qual a economia na conta de luz? Para estimar o impacto na conta de luz, podemos considerar três ciclos de lavagem por semana, o equivalente a aproximadamente 13 ciclos por mês, e utilizar a mesma tarifa de referência das simulações anteriores, de R$ 0,85 por kWh. Usaremos uma lavadora frontal considerada de alto consumo, que utiliza 0,31 kWh por ciclo, enquanto a máquina de tampa superior, também “gastona”, usa 0,46 kWh. Continua após a publicidade Com essa frequência de uso, a máquina frontal consumiria cerca de 4,03 kWh por mês, gerando um custo estimado de R$ 3,43 na conta de luz. Já o modelo de tampa superior chegaria a 5,98 kWh mensais, com uma despesa aproximada de R$ 5,08. A diferença representa uma economia estimada de R$ 1,66 por mês, ou aproximadamente R$ 19,89 ao ano, para quem opta pela lavadora frontal nesse cenário. E a economia de água? A diferença entre as categorias também aparece no consumo de água por ciclo. Para esse comparativo, utilizamos uma lavadora frontal que consome 92 litros por lavagem e um equipamento de tampa superior que chega a 184 litros por ciclo. Continua após a publicidade Considerando novamente três lavagens por semana, a máquina frontal utilizaria aproximadamente 1.196 litros de água por mês, contra 2.392 litros do modelo de tampa superior. Isso representa uma diferença de cerca de 1.196 litros mensais e de 14.352 litros no acumulado de um ano. 4. Lava-louças Assim como a máquina de lavar, a lava-louças pode ajudar a reduzir o consumo de água em casa, especialmente para quem costuma deixar a torneira aberta durante a lavagem manual. O resultado, no entanto, depende da quantidade de louça, do ciclo escolhido e dos hábitos de cada família. Continua após a publicidade Uma comparação feita pelo Canaltech mostra que o aparelho pode utilizar consideravelmente menos água do que a lavagem manual com a torneira aberta. Para quem acumula louça diariamente, essa diferença pode contribuir para reduzir ainda mais as despesas domésticas ao longo do tempo. No entanto, é importante considerar que a lava-louças também consome eletricidade e exige produtos específicos, como detergente e líquido secante, que geram gastos recorrentes. Por isso, o investimento tende a compensar mais para famílias que utilizam o aparelho com frequência e gastam bastante água na pia, enquanto a economia pode ser menor para quem lava pouca louça ou já controla o consumo durante a lavagem. Qual a economia de água da lava-louças? Para estimar a diferença no consumo, consideramos uma lava-louças de 14 serviços que utiliza, em média, 25 litros de água por ciclo automático. Com uma lavagem por dia durante um mês, o gasto chega a aproximadamente 750 litros, considerando 30 dias de uso. Já a lavagem manual pode consumir bem mais água, dependendo da vazão da torneira e do tempo necessário para limpar toda a louça. Em uma estimativa que considera 15 minutos de lavagem por dia e um consumo de 117 litros nesse período, o volume mensal chega a 3.510 litros de água. Ao comparar os dois cenários, a lava-louças utiliza cerca de 79% menos água do que a lavagem manual considerada na simulação. A diferença representa uma economia aproximada de 2.760 litros por mês e de 33 mil litros quando analisado o cenário anual. 5. Purificador de água Para quem compra galões de água mineral com frequência, o purificador pode ajudar a reduzir as despesas domésticas, especialmente em casas com consumo elevado, onde o equipamento substitui boa parte das compras recorrentes. Diferentemente dos galões, que precisam ser repostos regularmente, o purificador concentra o investimento inicial na aquisição do aparelho, com gastos posteriores relacionados à manutenção e à troca dos refis. Dessa forma, a economia tende a ser maior para quem consome bastante água mineral e encontra um modelo com promoção agressiva na Black Friday. Mas, antes de aproveitar uma oferta com foco na economia a médio e longo prazo, vale considerar também os custos de uso, já que os modelos com refrigeração consomem eletricidade e exigem a troca periódica do refil. Assim, comparar o preço do aparelho com as despesas de manutenção ajuda a avaliar se o investimento realmente compensa. Quanto um purificador pode economizar em um ano? Para estimar a economia, vamos considerar uma família de quatro pessoas, com consumo diário de dois litros de água por morador, e um galão de 20 litros por R$ 25. Nesse cenário, a residência precisaria de aproximadamente 12 galões por mês, o que representa um gasto de R$ 300 em 30 dias e de R$ 3.650 ao longo de um ano. Agora, imagine que a família substitua os galões por um purificador de R$ 500. Nesse caso, o investimento inicial equivale a menos de dois meses de gastos com água mineral, mas a manutenção também precisa entrar na conta. Considerando duas trocas anuais de refil, cada uma por R$ 80, o custo do aparelho somado aos refis chegaria a R$ 660 no primeiro ano, uma diferença de R$ 2.990 em relação à compra dos galões. Vale destacar que a simulação considerou que o purificador substitui integralmente a água mineral comprada e não incluiu gastos com instalação ou eletricidade. Como saber se a economia realmente compensa? Para saber se uma promoção realmente vale a pena, é importante avaliar se a economia gerada pelo produto compensa o investimento inicial. Um eletrodoméstico eficiente tende a justificar o preço mais alto quando a redução das despesas ao longo do tempo supera a diferença de valor entre os modelos. Além disso, um bom desconto na Black Friday pode diminuir essa diferença e acelerar o retorno financeiro. Por isso, a dica é comparar o consumo indicado nas etiquetas, estimar os gastos mensais e considerar despesas adicionais, como manutenção e instalação. Consultar o histórico de preços também ajuda a verificar se a oferta da Black Friday representa uma economia real.
Tema da redação do Enem 2026 é 'a valorização do SUS como direito universal'
São Paulo O tema da redação do Enem 2026 é A valorização do SUS como direito universal. A proposta foi apresentada aos candidatos neste domingo (8), durante o primeiro dia de provas do exame, que também incluiu questões de linguagens, códigos e suas tecnologias e ciências humanas. O tema foi anunciado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. Estudante se prepara para o vestibular Nos últimos anos, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão responsável pela prova, tem escolhido temas ligados à visibilidade de grupos sociais historicamente marginalizados, como "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira" (2025), "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil" (2024) e "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil" (2023). O tema da redação é tradicionalmente um dos momentos mais comentados do exame, tanto entre candidatos quanto entre professores e especialistas, por refletir debates sociais, culturais e políticos atuais. A tarefa exige dos participantes a produção de um texto dissertativo-argumentativo, conforme o formato tradicional do exame, que deve defender um ponto de vista sobre o tema proposto, com base em argumentos consistentes e uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. A correção da redação considera cinco competências, que avaliam desde o domínio da norma padrão até a capacidade de propor soluções viáveis e éticas. São elas: Competência 1: Domínio da norma culta escrita. Domínio da norma culta escrita. Competência 2: Compreensão e desenvolvimento do tema. Compreensão e desenvolvimento do tema. Competência 3: Organização e defesa de argumentos. Organização e defesa de argumentos. Competência 4: Coesão e coerência na argumentação. Coesão e coerência na argumentação. Competência 5: Proposta respeitando direitos humanos Cada competência vale até 200 pontos, somando um total máximo de mil pontos. O Inep reforçou na Cartilha do Participante a importância da autenticidade textual. O órgão orientou que os candidatos evitem o uso de "repertórios de bolso" —citações genéricas, frases feitas e introduções prontas que circulam nas redes e cursinhos. Neste domingo, os portões dos locais de prova foram abertos ao meio-dia e fechados às 13h. Os participantes começaram a resolver as 90 questões objetivas e a escrever a redação a partir das 13h30. O tempo máximo de realização foi de cinco horas e meia, com término às 19h. A Folha, em parceria com o colégio Farias Brito, faz uma live às 19h deste domingo para comentar o tema da redação e analisar o primeiro dia de provas. Mais de 5,05 milhões de candidatos estão inscritos no Enem 2026. O segundo dia de exame será no próximo domingo (15), com questões de matemática e ciências da natureza. Veja todos o temas da redação do Enem
O “Janonismo” vem aí. A campanha que ajudou a eleger Lula está a chegar à Europa
O chamado “Janonismo” está a ser importado pela esquerda de outros países, nomeadamente França e Espanha. Também na Argentina as táticas de campanha do deputado brasileiro André Janones estão a começar a ser usadas pela esquerda local. Até Portugal está a ser influenciado pelo fenómeno. 8 Novembro 2026, 15h00 Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil no passado 25 de outubro a depois de ter ficado atrás de Flávio Bolsonaro na primeira volta das presidenciais do Brasil. O feito, inédito desde que a democracia foi restabelecida no Brasil (1985), foi alavancado pelo grupo de WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones. Em três semanas, Janones criou o “Exército de Lula” e reuniu mais de 10 milhões de pessoas. Por lá, várias vezes ao dia deu missões aos seguidores, ensinou a contornar as restrições que o algoritmo de redes sociais como o Instagram, estavam a fazer e incitou a bater em tachos e panelas durante entrevistas ao candidato da direita, Flávio Bolsonaro, ou mesmo a reclamar para a esquerda o uso da camisola amarela da seleção de futebol brasileira, que desde a eleição de Jair Bolsonaro (pai de Flávio) é usada pela direita do país, Agora o “Janonismo” está a ser importado pela esquerda de outros países, nomeadamente em França e Espanha. Também na Argentina as táticas de campanha de André Janones estão a começar a ser usadas pela esquerda local. Por estes dias o deputado brasileiro tem estado na Argentina em reuniões com Cristina Kirchner, ex-presidente argentina. Em Portugal, o deputado único do Bloco de Esquerda também decidiu seguir o mesmo modelo, mas através do Instagram. Ao Jornal Económico o publicitário Edson Athayde, também especialista em marketing político e autor da campanha “Razão e Coração” que ajudou a eleger António Guterres como primeiro-ministro em 1995, afirma que a utilização das redes sociais em política “é uma forma nova de organizar uma coisa antiga: a militância”. O analista político André Santos Pereira salienta “a capacidade cada vez maior de organizar comunidades para transformar seguidores em distribuidores de mensagem”. Quem é André Janones e como deu a volta aos resultados das eleições brasileiras? André Janones, de 42 anos, é deputado federal em Minas Gerais e apoiante de Lula da Silva. Depois da vitória de Lula da Silva, Janones, cujo papel foi fundamental para fazer os resultados virarem a favor do presidente brasileiro na segunda volta, afirmou, ao New York Times, que: “Independentemente do que aconteça na minha vida daqui para a frente, a minha existência já valeu a pena”. “Consegui contribuir para a sobrevivência da democracia no meu país”, assegurou. Ao contrário de Lula da Silva, que até há pouco tempo nem sequer tinha um smartphone, Janones está longe de ser um novato na política digital. Desde 2018 que publica vídeos no Facebook, incluindo alguns em apoio às pessoas mais pobres e aos camionistas em greve, que se tornaram virais e acabaram por fazer parte da sua bem-sucedida campanha para o Congresso. Depois de Lula ter ficado dois pontos percentuais atrás de Flávio Bolsonaro na primeira volta, a 4 de outubro, muitos analistas políticos e especialistas em dados começaram a dar a eleição como perdida para o presidente. Mas Janones tinha outras ideias. Decidiu dar um impulso decisivo a um canal do WhatsApp de crescimento lento, chamado “Exército de Lula”, que tinha criado em abril. A 5 de outubro, lançou um primeiro apelo à mobilização, na sequência da primeira volta. Janones prometeu ganhar as eleições ao falar a “voz do povo”. No entanto, o canal também apostou numa mensagem simples e poderosa: o Brasil dificilmente poderia dar-se ao luxo de ter mais um mandato presidencial de Bolsonaro. No passado “partidos entregavam panfletos, agora fazem vídeos” Segundo Edson Athayde, “antes, os partidos entregavam panfletos aos apoiantes; agora, fazem vídeos, partilham argumentos e lançam tarefas pelo telemóvel. O militante continua a bater às portas, mas algumas passaram a chamar-se Instagram”. “O ‘Exército do Lula’ é, mais precisamente, um canal de WhatsApp que serve de centro de distribuição e mobilização. Em vez de apenas assistir, cada pessoa é convidada a fazer alguma coisa. Chegou a mais de 10 milhões de inscritos e mostrou que é possível usar as armas das big techs contra elas mesmas”, sublinha o especialista. Por sua vez, o analista político André Santos Pereira explica que “a novidade não é propriamente o WhatsApp, a grande diferença é a capacidade cada vez maior de organizar comunidades para transformar seguidores em distribuidores de mensagem”. No Brasil, esta forma de se organizar não foi “unilateral”, detalha o analista político. “Se por um lado houve o Exército do Lula, a campanha de Flávio Bolsonaro também tinha um grupo chamado a ‘Tropa de Flávio'”. No entanto, e apesar de maior exposição mediática, a dinâmica não é novidade. André Santos Pereira lembra que “há um precedente de 2022, já na altura o mesmo André Janones tinha criado um grupo na rede social Telegram onde reuniu aproximadamente 110 mil pessoas”. A transição para a Europa “Aquilo que nós vemos agora é a transição deste método para a Europa” destaca André Santos Pereira. “França tem um movimento incorporado dentro do França Insubmissa [La France insoumise] e em Espanha foi criado também um canal que se chama ‘La Fuerza de La Gente’ ligado ao grupo de apoiantes do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e que tem”. Em França, o ´L’équipe de Mélenchon officielle’ reúne apoiadores do líder da esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, fundador da LFI (França Insubmissa), cresceu 157,89%, o canal passou de 57 mil para 147 mil participantes. Em Espanha, o ‘La fuerza de la gente’, criada em apoio ao primeiro-ministro Pedro Sánchez, do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol),cresceu 68%, de 25 mil para 42 mil integrantes. Na Argentina, o ‘Ejército del Peronismo’, ligado à ala jovem e mais à esquerda do Peronismo, principal força de oposição ao presidente Javier Milei, passou de 41 mil para 60 mil integrantes,um crescimento de 46,34%. Em Portugal, no canal de Instagram do deputado bloquista Fabian Figueiredo apelou a que cada integrante do grupo partilhasse com outras cinco pessoas. Até ao momento são 394 as pessoas que afirmam ter partilhado o canal. André Santos Pereira assinalou que, no caso de Lula da Silva, “não se sabe ao certo quantos sentidos de votos foram alterados em função das redes sociais, mas sabemos uma coisa muito importante: a capacidade de disseminação de mensagens reforçou a presença no espaço digital”. A política nas redes sociais em Portugal Edson Athayde é da opinião que os partidos portugueses utilizam as redes sociais “mas ainda sem grande dimensão”. “Os partidos usam as redes para divulgar propostas, distribuir excertos de debates, promover candidatos e incentivar a participação dos simpatizantes. A campanha passa do palco para o telemóvel e regressa à rua: um vídeo anuncia uma iniciativa, a iniciativa produz novos vídeos e os vídeos alimentam a conversa”, frisa. Já André Santos Pereira sublinha que se vê um crescimento significativo da comunicação nas redes sociais, sobretudo “no Chega e com André Ventura, tanto nas métricas de alcance como nas interações estudadas”. Até à data, o partido tem 337 mil seguidores no Instagram e André Ventura conta com 940 mil seguidores também no Instagram. Além do Chega, no Instagram, o PSD conta com 61 mil seguidores, o Partido Socialista com 57,1 mil seguidores, o PCP tem 55 mil seguidores, o BE tem 123 mil pessoas a segui-los, o Livre conta com 99,6 mil seguidores. No Facebook, o Chega tem 498 mil seguidores, o PSD tem 184 mil seguidores, o PS conta com 134 mil seguidores, o Livre com 51 mil, o PCP com 66 mil e o BE com 41 mil seguidores. O analista político cita ainda um estudo feito pelo Observatório Europeu de media digital que indica que, entre as legislativas de 2024 e 2025, existiu um aumento de 20% nos seguidores nos principais partidos e de 55% nos perfis dos candidatos. “Em Portugal, a política digital passou a estar no quotidiano dos partidos e dos políticos. Inclusive a própria performance política transformou-se para integrar a dimensão digital, e é muito evidente: vídeos, recortes, material gráfico, mensagens curtas que depois possam ser editadas para as redes são cada vez mais relevantes no quotidiano político”, indica o analista, acrescentando, “temos o caso notório de Isaltino Morais, o presidente da câmara de Oeiras em Portugal, e até do próprio Governo como já convoca para dentro dos seus gabinetes de apoio aos ministros e secretários de estado, elementos de comunicação para privilegiarem profissionais na área do digital, na área das redes e na área da comunicação”. Porque os partidos recorrem cada vez mais as redes sociais? Edson Athayde responde: “É lá que encontram uma parte importante do público, incluindo pessoas que dificilmente iriam a um comício ou leriam um programa eleitoral. Uma publicação pode chegar ao eleitor enquanto ele procura uma receita de bacalhau, por exemplo. A política sempre apreciou uma boa oportunidade de aparecer.“ André Santos Pereira fazer política digital é uma oportunidade de “criar diferenciação entre públicos”, mas também pela falta de escrutínio que existe nas redes sociais, “não existe o jornalista intermediário que faz o fact checking adicional”. Frisa que é importante, ao nível da imagem política, “a percepção de proximidade de autenticidade que é construída também na cadencia, na apresentação dos candidatos. Na verdade as redes ajudam a remodelar a imagem do próprio candidato e este é um dos modelos chave para que isso aconteça. Partidos e candidatos ganham a vantagem de comunicar da maneira que querem sem estar limitados a agendas, sem estar limitados ao espaço mediático”. Desinformação entre os riscos de se fazer política online Fazer política nas redes sociais tem um lado positivo e negativo. Edson Athayde diz que “há ganhos claros: mais oportunidades de participação, maior facilidade em divulgar propostas, contactos mais rápidos entre cidadãos e representantes e espaço para causas que teriam pouca atenção nos meios tradicionais”. Por outro lado, “há também riscos: desinformação, assédio, exposição de dados pessoais e pressão para simplificar assuntos complexos até lhes desaparecer uma parte essencial”, explica Em linha com o publicitário brasileiro, André Santos Pereira considerou que fazer política online aumenta “os canais de expressão e organização o que permite que um politico mesmo que ele não tenha representatividade eleitoral, que acompanhe a sua tração nas redes sociais”. “Vimos esse fenómeno com um conjunto de partidos. Por exemplo, o Chega no seu primeiro ato eleitoral já tinha uma tração positiva nas redes sociais. E mesmo aconteceu com a Iniciativa Liberal e com o Livre. Rui Tavares é dos políticos com mais seguidores nas redes sociais em Portugal”, recorda. De recordar que, inclusive, a designação “partido do Twitter” (atual X) foi atribuída à Iniciativa Liberal nos seus primeiros anos de existência — nomeadamente após a sua afirmação pública e a eleição dos primeiros deputados nas legislativas de 2019. Quanto aos riscos, Santos Pereira assinala a “disseminação de mensagens enganosas, e dá o exemplo do Brasil, a agência Lupa (O QUE É?) identificou em 247 mensagens analisadas de Flávio Bolsonaro pelo menos oito conteúdos enganosos”. “Quando a mensagem perde um nível de escrutínio que nós esperamos encontrar na resposta de um jornalista. Quando isso se perde a disseminação de mensagens menos precisas aumenta”, afirma.
Perguntas Frequentes sobre VALE3
Qual é a cotação de VALE3 hoje na B3?
Quanto a VALE3 paga de dividendos (Dividend Yield)?
Como calcular o Preço Teto de VALE3 pelo Método Barsi e Décio Bazin?
O que significam os indicadores fundamentalistas P/L e P/VP de VALE3?
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Apresentação Institucional da Vale
Política de Sanções e Controles de Exportação
Desempenho da Vale no 3T26
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