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MXRF11

Fundos Imobiliários

Maxi Renda Fundo de Investimento Imobiliario Cotas

CNPJ: 97521225000125

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Fec. Ant: R$ 9,70
Variação Dia
Min: R$ 9,66
Max: R$ 9,78
52 Semanas
Mín: R$ 9,32
Máx: R$ 10,00
Volume
1.604.751
Moeda: BRL

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12.00%
P/VP
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R$ 0,00 Mi
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R$ 0,00 Mi

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Dívida Líquida
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Indicadores de Rentabilidade

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Sobre a MXRF11

Setor
Fundos Imobiliários
Indústria
Logística
Market Cap
N/A
Descrição do Negócio

O FII MAXI RENDA RL (MXRF11) é um fundo de investimento imobiliário listado na B3. O fundo possui mandato de não informado e atua no segmento de Logística, com gestão Ativa.

Administrador do Fundo
Nome
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CNPJ
59281253000123
Telefone
55 11 3383-3102
Endereço
Praia de Botafogo, 501 - 6º Andar, Botafogo — Rio de Janeiro/RJ - CEP 22.250-040

Dividendos

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Pagamento: 15/06/2026
RENDIMENTO R$ 0,1000
Pagamento: 15/05/2026
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RENDIMENTO R$ 0,1000
Pagamento: 13/03/2026
RENDIMENTO R$ 0,1000
Pagamento: 13/02/2026
RENDIMENTO R$ 0,1000
Pagamento: 15/01/2026
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Pagamento: 12/12/2025
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Pagamento: 14/11/2025
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Pagamento: 14/10/2025
RENDIMENTO R$ 0,1000
Pagamento: 12/09/2025

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Os 10 melhores filmes com Emily Blunt, de Dia D
TecMundo 20/06/2026

Os 10 melhores filmes com Emily Blunt, de Dia D

A atriz Emily Blunt é a grande estrela do filme Dia D, nova produção de ficção científica de Steven Spielberg. Na trama, o planeta precisa lidar com grandes e perigosas revelações envolvendo vida extraterrestre, conspirações misteriosas e fenômenos inexplicáveis. Tudo isso enquanto diferentes personagens se veem no centro de uma descoberta capaz de mudar tudo o que a humanidade sabe sobre o universo em que vive. No longa, Emily Blunt interpreta Margaret Fairchild, uma meteorologista que acaba envolvida diretamente nos acontecimentos sinistros da história. A personagem, então, se torna uma das figuras centrais da trama, pois passa a vivenciar esses fenômenos estranhos e, consequentemente, se conectar à busca por respostas sobre a existência de vida fora da Terra. smart_display Nossos vídeos em destaque Nascida em Londres em 1983, Emily Blunt começou sua carreira artística no teatro antes de conquistar espaço no cinema. Na vida pessoal, é casada com o ator e cineasta John Krasinski, com quem trabalhou em Um Lugar Silencioso. Juntos, eles têm duas filhas. Voltando à carreira, a atriz acumula papéis marcantes, indicações a grandes premiações e, claro, alguns dos filmes mais lembrados das últimas décadas. Pensando nisso, o Minha Série trouxe uma lista com suas principais e melhores produções para você assistir no streaming e nas plataformas digitais, confira! Leia Mais 10 melhores filmes de faroeste para assistir na HBO Max 10. Máfia da Dor (2023) O filme Máfia da Dor acompanha a personagem Liza Drake (Blunt), uma mulher que está em busca de estabilidade financeira e que consegue emprego em uma empresa farmacêutica em crise. Aos poucos, ela se envolve em um esquema perigoso de vendas e corrupção ligado à indústria dos medicamentos. O filme Máfia da Dor está disponível na Netflix. 9. A Garota no Trem (2016) Baseado no livro da autora Paula Hawkins, o suspense acompanha Rachel Watson (Blunt), uma pessoa que observa diariamente a vida de um casal pela janela do trem. Então, quando uma mulher desaparece, ela se vê envolvida em uma investigação confusa, perigosa e intrigante. Você pode assistir ao filme A Garota no Trem no Globoplay. 8. Coração de Lutador (2025) O filme de drama esportivo Coração de Lutador conta a história real de Mark Kerr, lutador de MMA que se tornou uma das grandes figuras do esporte. Porém, ele também ficou conhecido por enfrentar problemas pessoais, sofrer uma grande pressão profissional e por ter uma relação complicada com a fama. Emily Blunt interpreta Dawn Staples, esposa de Mark Kerr. Sua personagem tem um papel importante ao mostrar o lado mais íntimo do atleta, já que acompanha de perto seus conflitos e dificuldades que enfrenta fora dos ringues. Coração de Lutador pode ser assistido no Prime Video. 7. O Diabo Veste Prada (2006) A comédia de sucesso acompanha Andy Sachs (Anne Hathaway), uma jovem jornalista que consegue emprego como assistente da poderosa editora de moda Miranda Priestly (Meryl Streep). Logo, o que parecia ser uma grande oportunidade profissional rapidamente se transforma em uma rotina cheia de cobranças, vaidade e muita pressão. Leia Mais Quando Mortal Kombat 2 chega ao streaming? Confira as previsões Emily Blunt interpreta Emily Charlton, a primeira assistente de Miranda. A personagem, definitivamente, se tornou uma das mais lembradas da carreira da atriz, e ajudou a marcar sua presença em Hollywood. Vinte anos depois, o longa ganhou uma sequência com o retorno dos personagens principais. O Diabo Veste Prada está disponível no Disney+. 6. O Retorno de Mary Poppins (2018) A sequência do clássico da Disney acompanha a volta da icônica personagem Mary Poppins à vida da família Banks. Agora adultos, os irmãos Michael e Jane enfrentam problemas familiares e financeiros, mas a babá mágica retorna para trazer encanto, esperança e novas lições para suas vidas. Emily Blunt interpreta Mary Poppins, papel eternizado originalmente por Julie Andrews. Você pode assistir ao filme O Retorno de Mary Poppins no Disney+. 5. O Dublê (2024) Misturando ação, romance e comédia, O Dublê acompanha Colt Seavers (Ryan Gosling), um dublê que começa a investigar o desaparecimento de um astro de cinema enquanto tenta reconquistar a diretora do filme, Jody Moreno (Blunt) em que está trabalhando, que já foi a sua namorada. O Dublê pode ser assistido na Netflix. 3. Sicario: Terra de Ninguém (2015) O filme suspense policial Sicario acompanha Kate Macer (Blunt), uma agente do FBI recrutada para participar de uma operação contra o tráfico de drogas na fronteira entre os Estados Unidos e México. Quanto mais a missão avança, mais ela percebe que as regras do jogo são muito mais obscuras do que imaginava. Leia Mais Mortal Kombat: Confira onde assistir todos os filmes da franquia Você pode conferir o filme Sicario: Terra de Ninguém por compra ou aluguel nas plataformas digitais. 2. Um Lugar Silencioso (2018) O suspense de terror Um Lugar Silencioso acompanha uma família tentando sobreviver em um mundo dominado por criaturas misteriosas que não enxergam, mas são capazes de caçar qualquer som que ouvem. Então, para continuar vivos, eles precisam se comunicar em silêncio e se adaptar a essa ameaça constante. Emily Blunt interpreta a personagem Evelyn Abbott, uma mãe que luta para proteger os filhos em meio ao caos O filme Um Lugar Silencioso está disponível no Paramount+. Leia Mais 12 doramas românticos para assistir no streaming 1. Oppenheimer (2023) Dirigido por Christopher Nolan, o drama biográfico Oppenheimer acompanha a trajetória de J. Robert Oppenheimer, físico responsável por liderar o Projeto Manhattan e desenvolver uma bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial. Emily Blunt interpreta Katherine “Kitty” Oppenheimer, esposa do protagonista. Mesmo sem ser o centro da história, a personagem passa por momentos decisivos, e o filme rendeu à atriz uma das atuações mais elogiadas de toda a sua carreira. Oppenheimer está disponível em compra ou aluguel nas plataformas digitais. Leia Mais Crítica: Obsessão é um filme interessante mesmo pra quem não é entusiasta do terror Comente nas redes sociais do Minha Série! Estamos no Threads, Instagram, TikTok e até mesmo no WhatsApp. Venha acompanhar filmes e séries com a gente!

Como um negociante britânico ganhou milhões com antiguidades saqueadas
CNN Brasil 20/06/2026

Como um negociante britânico ganhou milhões com antiguidades saqueadas

Seja em um museu respeitado ou na mansão de um bilionário, é provável que qualquer escultura khmer encontrada no Ocidente tenha sido, em algum momento, arrancada de um antigo complexo de templos e retirada ilegalmente do Camboja. Também há uma boa chance de que ela tenha passado pelas mãos de um britânico chamado Douglas Latchford. Para seus clientes, o negociante de antiguidades era uma figura respeitável — um vendedor de confiança, renomado estudioso de arte (embora em grande parte autodidata) e autor de vários livros sobre esculturas do Império Khmer, uma civilização que prosperou no que hoje é o Camboja e outras partes do Sudeste Asiático entre os séculos IX e XV. Dos anos 1960 até sua morte, em 2020, Latchford forneceu a colecionadores frisos ornamentados, entalhes de templos e estátuas de deuses hindus, Budas e bodisatvas. O fato de essas divindades, às vezes, estarem sem membros ou terem sido grosseiramente cortadas nos tornozelos, ou ainda estarem cobertas de terra quando ele as fotografava, quase não levantou suspeitas até o fim de sua vida. Quando isso acontecia, o bem relacionado negociante geralmente apresentava documentos ou histórias que tranquilizavam os compradores. Mas, em seus últimos anos, à medida que autoridades dos Estados Unidos começaram a investigar artefatos retirados do Camboja durante a guerra civil do país e o período genocida do Khmer Vermelho que se seguiu, as evidências contra Latchford aumentaram. Hoje, tudo indica que grande parte do estoque de Latchford havia sido saqueada ilegalmente de sítios arqueológicos abandonados como Angkor Wat e Koh Ker. Saqueadores de pequena escala, às vezes com a ajuda de militares locais, removiam as peças usando pás, cinzéis, picaretas e até dinamite antes de transportá-las, muitas vezes em carroças puxadas por bois, até a fronteira com a Tailândia. Os itens então chegavam ao negociante baseado em Bangkok que, embora já tenha morrido, é acusado de inseri-los no mercado global de arte por meio de registros falsificados. Algumas dessas obras acabaram aparecendo em grandes casas de leilão ou integrando coleções de museus, incluindo o Museu Metropolitano de Arte de Nova York. No ano anterior à sua morte, Latchford, então com 88 anos, foi indiciado por promotores americanos por acusações que incluíam fraude eletrônica, contrabando e conspiração. Investigadores federais afirmam que ele construiu conscientemente sua carreira como um “canal” para antiguidades saqueadas. Naquela altura, porém, sua saúde estava tão debilitada na Tailândia que é questionável se ele sequer tinha conhecimento das acusações — muito menos condições de respondê-las em um tribunal de Nova York, a cerca de 13.800 quilômetros de distância. Mesmo assim, grande parte do mundo da arte já formou sua opinião. O nome do negociante tornou-se tão tóxico que qualquer objeto que se saiba ter passado por suas mãos é praticamente intocável. Nos últimos anos, colecionadores privados e grandes instituições, incluindo o Met, o Museu de Arte de Denver e a Galeria Nacional da Austrália, devolveram ao Camboja peças ligadas a Latchford. Isso praticamente “acabou com o mercado” de arte khmer, afirmou o jornalista canadense Matthew Campbell, cujo novo livro "The Man Who Stole the Gods" (“O Homem que Roubou os Deuses”) apresenta em detalhes as acusações contra Latchford. “Haverá casos isolados — peças vendidas privadamente entre duas partes. Você pode fechar um negócio, claro. Mas a Sotheby’s não pode mais colocar uma grande estátua khmer em leilão em Nova York. Isso acabou”, disse Campbell. “O valor efetivo de venda dessas peças hoje seria zero, porque você não consegue vendê-las.” Latchford sempre negou as acusações. Em 2010, declarou ao Bangkok Post que “a maioria das peças com as quais me deparei foi encontrada ou escavada por agricultores em campos”. À medida que a origem questionável de suas antiguidades se tornava mais difícil de negar, ele alegava ignorância ou argumentava que elas teriam tido um destino pior em seu país de origem. “Admito que essas coisas foram retiradas clandestinamente do Camboja e acabaram em outro lugar”, disse ao New York Times em 2013. “Mas, se isso não tivesse acontecido, provavelmente teriam sido usadas como alvo de tiro pelo Khmer Vermelho.” Hoje, porém, ninguém — nem mesmo pessoas próximas a ele — sai em sua defesa. Uma de suas antigas associadas, a desmoralizada negociante de arte Nancy Wiener, declarou-se culpada por conspiração e posse de propriedade roubada em relação a itens comprados de Latchford. Sua filha, Julia, que também usa o nome tailandês Nawapan Kriangsak, devolveu ao governo cambojano mais de 100 artefatos khmer herdados do pai. Embora nunca tenha afirmado que ele era culpado, ela disse à CNN em 2021 que repatriar seus registros e obras de arte, “independentemente da origem”, era “a melhor forma de lidar” com seu legado complexo. Dois anos depois, concordou em encerrar uma ação civil nos Estados Unidos que resultou na perda de US$ 12 milhões do patrimônio do pai, valor proveniente da venda de antiguidades roubadas. “Seu interesse por esses objetos era muito genuíno. Mas ele nasceu vendedor e sentia uma enorme adrenalina ao fechar esses negócios", disse Matthew Campbell, autor de "The Man Who Stole the Gods". Na ausência de uma condenação criminal contra Latchford, isso pode representar algum tipo de desfecho. Mas, com centenas — talvez milhares — de peças ainda fora do Camboja, e muitos dos saqueadores ainda em liberdade, como seria a busca por justiça hoje? Décadas de saque Nascido na Índia Britânica em 1931, Latchford chegou a Bangkok como um jovem empresário aventureiro em meados da década de 1950. Circulando com facilidade entre expatriados e a aristocracia tailandesa, construiu uma ampla rede de contatos enquanto administrava operações locais de uma distribuidora de cosméticos e produtos farmacêuticos. Segundo Campbell, que entrevistou amigos de Latchford desde os anos 1970, ele desenvolveu uma verdadeira obsessão pelo opulento Império Khmer e começou a adquirir esculturas produzidas por seus artesãos, tanto hindus quanto budistas. A partir dos anos 1960, Latchford passou a explorar templos cambojanos e realizar viagens para comprar artefatos em sítios arqueológicos khmer. Com colecionadores e museus ocidentais cada vez mais fascinados pela arte asiática, ele enxergou uma oportunidade de transformar seu hobby em negócio. Em um campo então pouco estudado pela academia internacional, também viu a chance de se consolidar como especialista, apesar de não ter formação formal em artes. “Seu interesse por esses objetos era muito genuíno”, afirmou Campbell, cujo livro retrata Latchford como um intelectual outsider entre a elite expatriada de Bangcoc formada em Oxford e Cambridge. “Mas ele nasceu vendedor e sentia uma enorme adrenalina ao fechar esses negócios.” A eclosão da guerra civil em 1967 encerrou, por três décadas, as viagens de Latchford (e de praticamente todos os outros estrangeiros) ao Camboja. Em meio às campanhas secretas de bombardeio dos EUA que transbordaram da Guerra do Vietnã, o governante cambojano, príncipe Sihanouk, foi deposto em um golpe antes que o partido Khmer Vermelho de Pol Pot tomasse o poder em 1975. O regime bárbaro do grupo comunista devastou o Camboja — abolindo o dinheiro, perseguindo as classes instruídas, destruindo a agricultura do país e cometendo um genocídio que matou entre 1,5 milhão e 3 milhões de pessoas (na época, cerca de um quarto da população do país). Em meio ao caos, a proteção do patrimônio ficou em segundo plano. Leis locais contra a exportação já existiam desde os tempos coloniais, assim como uma convenção da UNESCO de 1970 que proibia a “importação, exportação e transferência ilícitas de propriedade de bens culturais”. Mas o Camboja praticamente não tinha meios para fazer cumprir nenhuma das duas. Mesmo depois que o Khmer Vermelho foi removido do poder por uma invasão vietnamita em 1979, os sítios arqueológicos permaneceram abandonados, repletos de minas terrestres ou usados como esconderijo por guerrilhas armadas. Segundo o livro de Campbell, quando o Khmer Vermelho caiu, apenas três arqueólogos permaneciam vivos em todo o país. Entre os cambojanos que exploraram a instabilidade estava Toek Tik, um ex-soldado raso do Khmer Vermelho que já havia vivido na pobreza e cujas confissões ajudaram os investigadores a fundamentar algumas de suas acusações contra Latchford. Como Campbell relata em seu livro, Toek Tik fez trabalhos ocasionais após a libertação do Camboja antes de perceber que vender estátuas, em vez do gado que usava para escambo, poderia lhe render dinheiro vivo. Tendo se escondido nas montanhas ao redor de Koh Ker como combatente, ele conhecia bem o complexo de templos. O trabalho era difícil e perigoso, mas oferecia segurança em tempos de desespero econômico. Inicialmente atuando sozinho, ele expandiu suas operações durante a relativa paz da década de 1990, chegando a comandar uma equipe de centenas de saqueadores que traficavam artefatos para intermediários na fronteira com a Tailândia, segundo documentos judiciais. Falando ao New York Times pouco antes de sua morte, em 2021, Toek Tik, pai de oito filhos, disse que nunca ganhou mais do que algumas centenas de dólares por qualquer item. Isso representava muito dinheiro para o Camboja rural da época. Mas ele e sua equipe de saqueadores estavam tão distantes do mercado global de arte que praticamente não tinham ideia de quanto os artefatos valiam no mercado internacional, escreve Campbell. Enquanto fazia reportagens no Camboja, Campbell encontrou um dos associados de Toek Tik, que acreditava que as obras poderiam alcançar “dezenas de milhares” de bahts tailandeses no exterior (10 mil bahts equivalem a cerca de US$ 300). “Então, ele errou por um fator de 30”, disse o autor. Toek Tik não sabia exatamente para onde seu saque ia depois de deixar o Camboja. Mas ouviu dizer que a demanda era impulsionada por um comprador baseado em Bangcoc conhecido como “Sia Ford” (ou “Lord Ford”), escreve Campbell. Segundo os promotores, Sia Ford era um dos pseudônimos de Latchford. “Na verdade, eu não o culpo de forma alguma”, disse Campbell sobre Toek Tik, considerado um dos saqueadores mais prolíficos do Camboja. “Se não fosse ele, teria sido outra pessoa... Não acho que qualquer um de nós possa dizer com confiança o que faria ou deixaria de fazer nessas circunstâncias.” Seguindo o rastro A história do saqueador só veio à tona graças a Bradley Gordon, um advogado americano radicado no Camboja que passou grande parte dos últimos 14 anos investigando a pilhagem do patrimônio cultural khmer. Seu interesse foi inicialmente despertado por um artigo de opinião publicado pela CNN em 2012 sobre as “antiguidades de sangue” do Camboja. Gordon foi contratado para prestar consultoria ao Distrito Sul de Nova York, que então investigava um item ligado a Latchford. Ele começou a visitar vilarejos próximos a sítios de templos ao lado de colegas locais do escritório de advocacia que dirige na capital, Phnom Penh. (Impactado pela enorme escala dos saques do século XX, o advogado nascido em Connecticut disse que mais tarde sentiu a obrigação de oferecer os serviços de seu escritório, gratuitamente, ao Ministério da Cultura do Camboja, que o nomeou oficialmente em 2018. “Senti que era a coisa certa a fazer”, disse Gordon, que hoje faz lobby junto a museus e colecionadores estrangeiros em nome do governo cambojano, em uma chamada de vídeo de Phnom Penh.) Buscando testemunhos de quem presenciou os fatos, a equipe de Gordon localizou Toek Tik, com quem o advogado fez amizade e acabou convencendo a falar oficialmente. Durante horas de entrevistas e visitas a templos, o ex-contrabandista relatou suas atividades com detalhes minuciosos. Gordon cruzava suas histórias com o inventário de Latchford, descobrindo que Toek Tik reconhecia muitos itens nos livros do negociante porque ele próprio os havia arrancado das paredes dos templos ou dos pedestais de pedra. Percebendo o dano que havia causado, Toek Tik acreditava ter um “karma muito ruim” e que deveria revelar o que sabia “para melhorá-lo”, disse Gordon, acrescentando: “Ele fez algo incrível no fim da vida. Podemos perdoá-lo por seus crimes? Não. Mas podemos tentar entender por que certas coisas aconteceram.” Toek Tik, que nunca foi formalmente acusado de nenhum crime, expressou “arrependimento” ao New York Times antes de morrer, dizendo: “Quero que os deuses voltem para casa.” Gordon trabalhou com arqueólogos para relacionar estátuas a locais específicos saqueados por Toek Tik, mapeando redes de pilhagem. Sua pesquisa de campo ajudou investigadores americanos a construir o caso contra Latchford. Mas as acusações contra o negociante diziam tanto respeito à forma como ele vendia os itens quanto à maneira como eles haviam sido adquiridos. Latchford, cidadão tailandês naturalizado que também usava o nome Pakpong Kriangsak, construiu cuidadosamente sua credibilidade, abrindo uma galeria no centro de Bangcoc em 1974. Na década de 1980, ele doou artefatos khmer ao Museu Britânico e ao Met, que na época expandia agressivamente sua coleção de arte asiática. Entre eles estavam a cabeça de um Buda de pedra do século X e duas figuras ajoelhadas que ficaram famosas por flanquear a entrada das galerias de arte do Sudeste Asiático do Met. Campbell argumenta que as doações de Latchford ajudaram a reforçar sua credibilidade como estudioso ao associar seu nome a instituições de prestígio. Isso, por sua vez, tranquilizava futuros compradores de que seus artefatos tinham origem legítima. O Met era a “ferramenta de marketing mais poderosa” de Latchford, escreve o autor. Em comunicado à CNN, o Met afirmou que “permanece comprometido em colaborar com a Tailândia e o Camboja no estudo das obras da coleção do Met”. Citando uma iniciativa de pesquisa de procedência lançada em 2023, o comunicado disse que o museu “desde então dedicou recursos substanciais” a uma “revisão aprofundada de sua coleção”, acrescentando: “O Met tem um histórico longo e bem documentado de trabalho colaborativo com países de origem quando surgem dúvidas sobre a história anterior de um objeto.” O Museu Britânico não respondeu ao pedido de comentário da CNN. Era uma época em que menos perguntas eram feitas. E Latchford tinha respostas para as que surgiam. Muitos compradores queriam saber se os artefatos haviam deixado o Camboja antes da convenção da UNESCO de 1970, que forneceu aos países uma estrutura legal para recuperar patrimônio cultural saqueado. O negociante supostamente usava faturas falsificadas, documentos de transporte e cartas para tranquilizar seus clientes. (As exportações autorizadas foram, na verdade, tão limitadas na história moderna do Camboja que a ideia de um artefato khmer de origem legal é quase impossível, disse Campbell. “Tudo é, quase por definição, saqueado”, acrescentou.) Convenientemente, um empresário falecido chamado Ian Donaldson parecia confirmar repetidamente, por meio de cartas, que havia adquirido os itens de Latchford fora do Camboja — em Hong Kong ou no Vietnã — na década de 1960, antes da adoção do tratado da UNESCO. Embora Donaldson fosse uma pessoa real, que morreu em 2001, investigadores americanos alegam que as cartas foram falsificadas por Latchford — apelidando Donaldson de “falso colecionador” em documentos judiciais. Ainda assim, a fraude não era particularmente elaborada porque, na época, não precisava ser. “Não acho que ele esperasse que alguém investigasse isso”, disse Campbell. “E por que investigariam? Ninguém jamais havia investigado.” Onda de repatriação Isso mudaria drasticamente quando a Sotheby’s retirou inesperadamente de venda uma figura khmer do século X em 24 de março de 2011 — justamente o dia em que ela seria leiloada. Investigadores federais alegaram que a versão de Latchford sobre a origem da estátua (ou seja, que ela havia deixado o Camboja e estava em Londres no fim da década de 1960) era falsa. O artefato de arenito, que retrata o personagem Duryodhana da épica hindu, havia sido saqueado de Koh Ker em 1972 ou por volta desse ano, após a crucial convenção da UNESCO. Seguiu-se uma batalha judicial de dois anos, e a Sotheby’s acabou concordando com um acordo, tendo consistentemente negado qualquer irregularidade ou conhecimento sobre a origem do item. Em comunicado enviado à CNN, a casa de leilões afirmou ter “agido de boa-fé” e em conformidade com seus próprios “rigorosos padrões” durante toda a disputa. “Continuamos comprometidos com uma diligência minuciosa, estreita cooperação com as autoridades e a administração responsável de bens culturais”, acrescentou a Sotheby’s. A estátua foi devolvida ao Camboja. E o caso estabeleceu um poderoso precedente jurídico, expondo como as inverdades de um homem podiam percorrer todo o mercado de arte. Separadamente da controvérsia envolvendo Duryodhana, a Sotheby’s listava regularmente itens do Sudeste Asiático sem procedência documentada, segundo um estudo revisado por pares, que constatou que mais de 70% das 377 peças khmer colocadas à venda entre 1988 e 2010 não tinham histórico de propriedade publicado. O comunicado da Sotheby’s à CNN não comentou essa constatação. Em um momento em que o patrimônio cultural era cada vez mais analisado sob a ótica da justiça social, o caso Duryodhana também lançou um foco desconfortável sobre os museus que haviam negociado com Latchford, direta ou indiretamente. Em maio de 2013, o Met devolveu as já mencionadas figuras ajoelhadas que durante muito tempo guardaram sua ala de arte do Sudeste Asiático. Na época, o museu declarou, em uma breve nota, que havia “recentemente entrado em posse de novas pesquisas documentais que não estavam disponíveis ao museu quando os objetos foram adquiridos”. “Ele deveria ter sido levado para Nova York de avião. Não me importa se tinha 80 ou 85 anos, ele deveria ter ido para a prisão", disse Bradley Gordon, advogado. Após a acusação formal e a morte de Latchford, outras instituições seguiram o exemplo. As comportas agora se abriram. Nos últimos três anos, a Galeria Nacional da Austrália devolveu três esculturas de bronze que havia comprado de Latchford por US$ 1,5 milhão, e o Museu de Arte de Denver anunciou que estava repatriando 11 itens ligados a Latchford — incluindo vários identificados pelo saqueador Toek Tik como objetos que ele havia roubado. O Museu de Arte Asiática da Califórnia e o Museu Norton Simon estão entre as outras instituições que voluntariamente repatriaram itens ligados a Latchford para o Camboja. Em 2023, dez anos depois de devolver as figuras ajoelhadas, o Met entregou outros 14 itens de sua coleção ao Camboja. Desta vez, o museu explicou sua posição com mais detalhes. O diretor Max Hollein afirmou que o Met vinha “trabalhando diligentemente há anos” para “resolver questões” relacionadas a obras associadas a Latchford. “Esse trabalho complexo leva tempo, e estamos comprometidos em fazer a coisa certa”, escreveu. Colecionadores bilionários também enfrentaram pressão crescente (e visitas de investigadores). Entre eles estava Jim Clark, cofundador da Netscape e um dos maiores clientes de Latchford, que em 2022 abriu mão voluntariamente de 35 itens do Sudeste Asiático de sua coleção de arte. Clark disse ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) que entregou voluntariamente os itens depois que investigadores lhe apresentaram provas dos supostos crimes de Latchford. No ano seguinte, a família do falecido bilionário americano George Lindemann concordou em devolver 33 itens khmer — alguns dos quais chamaram a atenção dos investigadores pela primeira vez por meio de uma reportagem da Architectural Digest que os mostrava decorando sua casa em Palm Beach. Nem Lindemann nem Clark, ambos estimados como tendo gasto mais de US$ 30 milhões nos artefatos posteriormente entregues, foram citados em documentos judiciais ou acusados de irregularidades. Gordon estima que pelo menos 300 artefatos khmer saqueados retornaram ao Camboja como resultado direto do trabalho de sua equipe. Ele acredita que trará de volta pelo menos mais 100 este ano. (O Camboja recentemente concedeu ao advogado americano cidadania e uma honraria equivalente a um título de cavalaria em reconhecimento aos seus esforços.) Ainda assim, esses números representam apenas “a ponta do iceberg”, afirmou. O número de tesouros khmer fora do Camboja jamais será conhecido, mas Gordon compilou um banco de dados com cerca de 2.000 objetos de museus e “tantos quanto, ou mais” em coleções privadas. Ele estima que pelo menos um quarto tenha passado pela operação de Latchford “de alguma forma”. Em sua lista estão itens abrigados em cerca de uma dúzia de museus americanos, incluindo alguns que já cooperaram anteriormente com solicitações cambojanas. Gordon espera que o livro de Campbell “coloque mais pressão sobre esses museus para fazerem a coisa certa”. Ainda há muitas perguntas sem resposta — incluindo as identidades das pessoas na cadeia criminosa entre saqueadores como Toek Tik e Latchford. “Quem eram as pessoas na Tailândia, entre aquele intermediário e Latchford?”, perguntou Campbell. “Isso eu nunca consegui responder bem.” O fato de Latchford ter morrido sem jamais comparecer ao tribunal é uma injustiça que Gordon diz sentir profundamente. “Ele deveria ter sido levado para Nova York de avião. Não me importa se tinha 80 ou 85 anos, ele deveria ter ido para a prisão.” O advogado espera que mais respostas surjam a partir do “enorme número de pistas” contidas nas dezenas de milhares de e-mails, faturas, listas de clientes, inventários e fotografias que a filha de Latchford entregou ao Camboja após sua morte. “Acho que, se não tivéssemos esse arquivo, eu estaria extremamente amargurado.” Gordon também encontra consolo em ajudar a devolver itens sagrados a um país onde muitas pessoas consideram as estátuas religiosas não apenas representações de divindades, mas encarnações vivas dos deuses. Falando à CNN em 2021, após anunciar que a filha de Latchford devolveria a arte herdada, a ministra da Cultura e Belas Artes do Camboja, Phoeurng Sackona, resumiu esse sentimento. “Nossa cultura e nossas estátuas não são apenas madeira e argila”, disse ela, acrescentando que o país planeja expandir seu museu nacional para acomodar o fluxo de itens devolvidos. “Elas possuem espíritos e têm sentidos", disse.

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Bitcoin 20/06/2026

Polymarket aponta Bitcoin entre US$ 54 mil e US$ 62 mil até sexta

Polymarket atribui 100% de probabilidade ao BTC entre US$ 54 mil e US$ 58 mil Probabilidade de BTC acima de US$ 64 mil cai para dígito único Fear and Greed Index em 22 sinaliza capitulação do varejo Os mercados de previsão estão fechando o cerco sobre o Bitcoin. Na Polymarket, as apostas se concentram em uma faixa estreita entre US$ 54 mil e US$ 62 mil para o fechamento desta sexta-feira, em um sinal de que traders descartam tanto um rali sustentado quanto uma queda profunda no curtíssimo prazo. A leitura do mercado binário da Polymarket mostra probabilidade implícita de 100% para o BTC permanecer entre US$ 54 mil e US$ 58 mil até o encerramento semanal. Acima disso, a curva afunda. A chance cai para 75% no nível de US$ 62 mil e despenca para um dígito único quando o alvo vira US$ 64 mil ou mais. No momento, o Bitcoin é negociado a US$ 63.240, ou cerca de R$ 328 mil, com alta de 1% em 24 horas. O ativo perdeu fôlego depois de tocar US$ 66.449 no início da semana, impulsionado pelo acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e pela retomada das entradas nos ETFs à vista. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE ETFs injetam US$ 77 milhões, mas momentum trava O fluxo institucional voltou a aparecer na metade de junho. Os ETFs spot de Bitcoin captaram aproximadamente US$ 77 milhões em um único pregão, revertendo semanas seguidas de saques. Foi o primeiro respiro relevante para gestores que vinham acumulando resgates desde maio. O alívio durou pouco. O preço escorregou de volta para baixo de US$ 64.500, devolvendo parte do ganho. Operadores agora se dividem entre apostar no rompimento da resistência em US$ 67.500 e proteger posições contra um teste do suporte em US$ 61.800. A reversão técnica casa com a leitura do prediction market, o acordo geopolítico e o retorno dos ETFs foram tratados como gatilhos pontuais, não como início de tendência. A divergência entre humor de varejo e posicionamento institucional ficou explícita. O Fear and Greed Index opera em 22 pontos, zona de medo extremo. É um nível compatível com capitulação de pequenos investidores. Já as carteiras de baleias mantêm postura neutra, sem distribuir agressivamente nem acumular em larga escala. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Saylor, Strategy e vencimento de opções pressionam O quadro técnico ganha outra camada quando se olha para o calendário de derivativos. O vencimento de US$ 13 bilhões em opções de Bitcoin previsto para o fim do mês reforça o viés baixista de curto prazo, com max pain em níveis abaixo do preço atual. Mesas em Chicago e Cingapura têm sinalizado preferência por puts protetivas em strikes entre US$ 58 mil e US$ 60 mil. Há também o efeito Strategy. Compras seguidas de Michael Saylor não conseguiram destravar uma nova perna de alta, e analistas como Ki Young Ju já apontam estagnação estrutural. Esse pano de fundo ajuda a explicar por que a projeção de queda até US$ 59 mil ganhou tração entre traders quantitativos nas últimas semanas. Para o investidor brasileiro, o efeito chega por duas vias. A primeira é o câmbio, com o dólar a R$ 5,1500, qualquer correção em dólar é amplificada em reais nos painéis das exchanges locais. A segunda é a janela macro doméstica. O Copom cortou a Selic para 14,25%, mas o juro real ainda elevado mantém parte da liquidez ancorada em renda fixa, limitando o apetite por risco mesmo entre quem opera cripto regularmente. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Polymarket vira termômetro paralelo ao CME O uso de prediction markets como referência de probabilidade ganhou peso desde 2024, quando Polymarket e Kalshi passaram a movimentar volumes comparáveis aos de mesas tradicionais em eventos pontuais. A leitura agora compete em precisão com curvas de opções listadas na CME e funciona como termômetro independente do humor de derivativos. O recado desta semana é direto. Enquanto a CME mostra prêmio de volatilidade implícita acima da média de 30 dias, a Polymarket atribui chance praticamente nula a um fechamento semanal acima de US$ 64 mil. Junho 19, na avaliação dos apostadores, deve apenas marcar tempo até o próximo catalisador macro.