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Selic é reduzida e chega aos 14,25% ao ano, mas é ‘inevitável’ que cortes nos juros sejam pausados eventualmente, diz analista
Selic 20/06/2026

Selic é reduzida e chega aos 14,25% ao ano, mas é ‘inevitável’ que cortes nos juros sejam pausados eventualmente, diz analista

Alguns eventos de grande relevância mexeram com as expectativas de mercado nessa última semana. Começando pela Super Quarta, que trouxe decisões de juros tanto no Brasil como nos Estados Unidos, e passando pela assinatura de um acordo preliminar entre EUA e Irã, que pode sinalizar “o início do fim” do conflito no Oriente Médio. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No Brasil, o Copom optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a aos 14,25% ao ano. A princípio, a combinação de possível fim da guerra e cortes nos juros pode parecer um bom sinal – mas é preciso dar alguns passos para trás e entender que há mais em jogo. Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, os efeitos da guerra podem perdurar, e uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic eventualmente virá. “Do ponto de vista analítico, a pausa parece praticamente inevitável. A combinação entre inflação corrente elevada, expectativas desancoradas, fiscal mais ruidoso e bancos centrais globais mais duros reduz drasticamente o espaço para a continuidade do afrouxamento monetário.” Cenário brasileiro: ‘fiscal mais ruidoso’ é protagonista das expectativas Destrinchando os fatores trazidos pelo analista, o próprio cenário doméstico brasileiro contribui para que os cortes na Selic não perdurem. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros altos por mais tempo. Leia Também Para Spiess, por mais que o acordo entre EUA e Irã ajude reduzir a pressão imediata sobre o petróleo e o câmbio, “o cenário segue desconfortável”, especialmente do ponto de vista fiscal, que “continua sendo o principal limitador de uma normalização monetária mais limpa”. “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”, afirma. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais que, em sua visão, devem vir “obrigatoriamente” em 2027. Além disso, a comunicação do Copom nesta última reunião pode ter trazido mais incertezas em relação às próximas decisões. Na intepretação de Spiess, “o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita”. O que, paradoxalmente, pode ser custoso para o câmbio e os vértices mais longos dos juros. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária”. Segundo o último boletim Focus, publicado na segunda-feira (15), expectativas do mercado giram em torno de uma Selic terminal a 13,75% em 2026. Vale monitorar se haverá alguma mudança nas perspectivas nos próximos dias. Cenário global: juros podem permanecer mais altos globalmente, mesmo com o possível fim da guerra Além do cenário doméstico, Spiess reforça que a decisão do Copom vem em um período em que as principais economias globais possivelmente caminham na contramão: endurecendo o tom. Isso porque, por mais que o conflito no Oriente Médio acabe, ele “não devolve o mundo ao conforto monetário anterior à crise”, diz o analista. O chamado “G4 dos bancos centrais” (EUA, Japão, Reino Unido e Zona do Euro) podem acabar por “validar um regime global de juros mais altos por mais tempo”, segundo o analista. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A Zona do Euro elevou seus juros pela primeira vez desde 2023 na quinta-feira passada (11) e, na última quarta-feira (17), o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros dos EUA no intervalo entre 3,50 e 3,75%, com parte dos membros do comitê prevendo pelo menos uma decisão pela elevação dos juros ainda em 2026. “A paz reduz a probabilidade de um choque de oferta, mas não apaga o legado inflacionário. Energia mais cara se espalha pelo frete, pelos custos industriais, pela produção de alimentos, pelas tarifas de serviços e, sobretudo, pelas expectativas. Um choque desse tipo deixa de ser apenas um evento de mercado e passa a contaminar a formação de preços de maneira mais ampla. Por isso, o alívio em Ormuz não entrega, por si só, uma folga automática aos bancos centrais.” Onde e como investir em um cenário global tão incerto? Esse é um cenário que pede por mais cautela do que o usual na hora de escolher onde investir. Mas não significa que o investidor precisa, necessariamente, tomar decisões sozinho, sem orientação profissional. Matheus Spiess é um dos responsáveis pela Empiricus Megatendências, carteira recomendada criada para em um mundo em constante transformação, que exige investimentos feitos de forma tática. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “A estratégia parte da identificação de principais mudanças em curso – sejam tecnológicas, geopolíticas e econômicas – para direcionar a alocação a setores, regiões e temas que tendem a se beneficiar dessas transformações”, afirma o analista. A atual seleção da Empiricus Megatendências traz ativos voltados para temas como: Commodities; Corrida aeroespacial; Inteligência Artificial (IA); Dentre outros. Você está convidado a conhecer, na íntegra, o relatório completo com todas as indicações da carteira no momento. Ele está disponível no BTG Content, a plataforma de conteúdos do BTG Pactual. Além disso, por meio da plataforma do banco, você também pode investir nos ativos recomendados de forma 100% automática. Isso mesmo: você não precisa buscar os ativos “a dedo” em sua corretora. Com alguns cliques, o BTG faz o trabalho para você – inclusive de rebalanceamento e troca de ativos, quando necessário. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Para acessar o conteúdo e saber mais, é só clicar no botão abaixo. DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability). CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Baco Exu do Blues inicia turnê do álbum ‘HASOS’ na Europa
Europa 20/06/2026

Baco Exu do Blues inicia turnê do álbum ‘HASOS’ na Europa

O cantor e compositor baiano Baco Exu do Blues desembarcou na Europa para uma série de apresentações da turnê do álbum “HASOS“, que passará por seis cidades em cinco países e levará ao público europeu um repertório que atravessa diferentes momentos de sua carreira. A agenda contempla apresentações em Porto e Lisboa (Portugal), Amsterdã (Holanda), Dublin (Irlanda), Londres (Inglaterra) e Bruxelas (Bélgica), reforçando a crescente conexão do artista com o público internacional e a demanda cada vez maior pela música brasileira nos principais circuitos culturais do continente. Quer receber nossa newsletter? Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo! Enviar Reconhecido por construir uma obra que dialoga com o rap, a MPB, o R&B e as sonoridades afro-diaspóricas, Baco chega à Europa em um momento de consolidação de sua presença global. Leia mais: ‘O pop no Brasil ainda é muito embranquecido’, diz Baco Exu do Blues Ao longo dos últimos anos, o artista – que já esteve outras duas vezes em tour pela Europa – acumulou milhões de ouvintes em plataformas digitais, apresentações em festivais internacionais e uma base de fãs que ultrapassa as fronteiras da língua portuguesa. A turnê apresenta ao público europeu a força estética e narrativa que marca a fase mais recente de sua trajetória artística. No palco, Baco revisita sucessos que ajudaram a redefinir os rumos do rap nacional, além de faixas de seus trabalhos mais recentes, em um espetáculo que combina intensidade, poesia e uma leitura singular sobre amor, identidade, raça e espiritualidade. “Voltar à Europa é sempre especial porque existe uma troca muito forte com o público. É bonito perceber como as histórias que nasceram na Bahia conseguem atravessar oceanos e encontrar identificação em pessoas de lugares tão diferentes. Essa turnê é uma celebração desse encontro”, afirma o artista. Leia mais: Veja os artistas negros confirmados no Rock in Rio 2026; ingressos estão à venda Serviço Baco Exu do Blues – HASOS Euro Tour 2026 20 de junho – Porto, Portugal – Coliseu do Porto – Porto, Portugal – Coliseu do Porto 21 de junho – Amsterdã, Holanda – Melkweg – Amsterdã, Holanda – Melkweg 23 de junho – Dublin, Irlanda – Button Factory – Dublin, Irlanda – Button Factory 24 de junho – Londres, Inglaterra – Jazz Café – Londres, Inglaterra – Jazz Café 26 de junho – Oeiras (Lisboa), Portugal – Festival Jardins do Marquês – Oeiras (Lisboa), Portugal – Festival Jardins do Marquês 27 de junho – Bruxelas, Bélgica – La Madeleine Para mais informações e ingressos, acesse aqui.

IA. Energia verde e conectividade de Portugal e Espanha são chave para fechar o "buraco" de 480 mil milhões na produtividade europeia
Europa 20/06/2026

IA. Energia verde e conectividade de Portugal e Espanha são chave para fechar o "buraco" de 480 mil milhões na produtividade europeia

Para o velho continente europeu, a Inteligência Artificial (IA) já não é uma mera questão de inovação tecnológica, é mesmo uma questão de sobrevivência económica e soberania política. Durante duas décadas, o motor económico europeu tem vindo a perder rotação, com o crescimento da produtividade do trabalho a registar uma quase estagnação de 0,2% nos anos mais recentes (2022-2025), como revela o novo relatório da McKinsey & Company, Accelerating Europe’s AI Adoption: The Role of Sovereign AI, a que o DN teve acesso em primeira mão. O estudo aponta caminhos para que bloco consiga evitar o atraso em que se viu cair face aos seus concorrentes diretos EUA e asiáticos, bem como releva as vantagens competitivas únicas que tanto Portugal como Espanha hoje têm face aos seus parceiros do norte e centro da Europa. Desde logo, a McKinsey aponta que uma adoção acelerada de IA, sustentada por soluções soberanas, pode acrescentar nada menos que 480 mil milhões de euros por ano ao PIB europeu até 2030. Desse bolo, a fatia de leão — cerca de 416 mil milhões de euros — virá diretamente de ganhos de produtividade nas organizações que utilizam estas ferramentas, dizem os especialistas. É no fundo o fecho do "buraco" digital que hoje separa a Europa do resto do mundo tecnologicamente mais desenvolvido. O caso Anthropic: a IA tratada como um míssil Este estudo surge num momento crucial: a 12 de junho de 2026, o Departamento de Comércio dos EUA emitiu uma diretiva de controlo de exportação sem precedentes, ordenando à tecnológica Anthropic que bloqueasse o acesso aos seus modelos de fronteira mais avançados — o comercial Fable 5 e o ultra-especializado em cibersegurança Mythos 5 — a qualquer cidadão que não tenha nacionalidade norte-americana. Alegando preocupações de segurança nacional e o risco de "jailbreaks" que pudessem revelar vulnerabilidades de software críticas. A decisão de Washington teve um efeito global imediato: impossibilitada de filtrar a nacionalidade de centenas de milhões de utilizadores em tempo real (e até dos seus funcionários), a Anthropic viu-se forçada a desligar os modelos em todo o mundo, relegando os clientes europeus para versões anteriores. Sem modelos de fronteira próprios, a Europa percebeu da pior forma que a sua infraestrutura de produtividade está à mercê das decisões de segurança interna (e da temperatura geopolítica) de Washington… ou de Pequim. Entre 2020 e 2024, as empresas americanas investiram cerca de 300 mil milhões de dólares em IA — comparado com apenas 62 mil milhões na Europa, pode ler-se no estudo da McKinsey. Esta assimetria brutal de capital resultou numa dependência quase total de fornecedores externos em áreas críticas da cadeia de valor, como a cloud pública, o hardware e os modelos fundacionais, alerta a consultora. A receita para mudar o panorama A forma de responder a esta situação não passa pelo isolamento, mas sim decalcar uma solução já testada no setor aeroespacial, agora sob o nome de "IA Soberana": criar na região competências digitais críticas para garantir autonomia operacional e técnicaa através de uma estratégia industrial coordenada assente num modelo híbrido de investimento público-privado de larga escala: A McKinsey sugere a criação de um fundo europeu de IA, gerido pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) e cofinanciado pelos Estados-membros, capaz de injetar 15 a 20 mil milhões de euros por ano até 2030 em infraestrutura de computação e espaços de dados soberanos. O objetivo deste "capital semente" público é retirar o risco inicial do ecossistema e atrair as profundas reservas de capital privado que existem no continente — evitando assim mais fugas para destinos de elevada rentabilidade potencial, como os EUA. O Executivo da União Europeia deverá, também, obrigar os Governos a destinar pelo menos 10% dos seus orçamentos de transição digital diretamente para a contratação pública de soluções de IA soberana, estimulando e sustentando a procura interna na fase de arranque, escrevem os especialistas. Propõe-se ainda a criação de um Mercado Único Digital no bloco, eliminando a fragmentação burocrática dos 27 Estados-membros, o que permitirá que uma startup de IA se registe em apenas uma hora online a nível pan-europeu e ganhe escala continental de forma ágil. As vantagens de Portugal e Espanha Tal como referimos, a Península Ibérica surge no panorama europeu com especificidades críticas que lhe traz enormes vantagens, apesar de ter desafios enormes a ultrapassar, nomeadamente a nível da desburocratização. Além disso, numa região onde o tecido empresarial é dominado por Pequenas e Médias Empresas (PME), o investimento em IA de ponta é residual quando comparado com os gigantes de Silicon Valley. No entanto, o inquérito exclusivo da McKinsey aos líderes tecnológicos europeus — que incluiu diretamente o mercado espanhol — revela um forte incentivo para a mudança: as preocupações com a soberania e a segurança de dados são o principal travão à digitalização. Cerca de 44% dos decisores tecnológicos evitam a cloud pública norte-americana por receio quanto à segurança dos dados, e 31% exigem que os dados fiquem guardados dentro da sua própria geografia. Quando confrontados com alternativas, a preferência é clara: 54% dos líderes tecnológicos ibéricos e europeus preferem uma nuvem pública europeia para soluções destinadas a clientes (front-end), e as soluções com certificação soberana recolhem a preferência esmagadora para gerir operações centrais (core) das empresas (44%) e serviços de suporte (43%). A procura por soluções locais existe, só que falta escala aos fornecedores europeus para as disponibilizarem. O trunfo verde ibérico Para dar resposta a esta procura, a McKinsey estima que a Europa precisa de triplicar a sua capacidade de computação até 2030. Trata-se de um desafio que esbarra diretamente num recurso escasso no centro do continente: a energia. Como tal, diz a consultora, os novos projetos de computação de grande escala devem focar-se estrategicamente em localizações com excedentes de energia renovável. É precisamente aqui que Portugal e Espanha têm o seu maior trunfo competitivo. Ao contrário do centro da Europa (o saturado eixo Frankfurt-Londres-Amesterdão-Paris, ou "FLAP"), que enfrenta moratórias de rede devido à incapacidade de alimentar novos servidores, Portugal destaca-se positivamente. Dados do Eurostat apontam que a eletricidade industrial em Portugal custa cerca de 13,2 euros por 100 kWh, um valor muito abaixo da média europeia de 19 euros. Mais do que o preço, a estabilidade fornecida por uma matriz elétrica onde as energias renováveis ultrapassam de forma consistente os 70% do balanço nacional permite que as tecnológicas estabeleçam contratos de fornecimento a longo prazo (Power Purchase Agreements ou PPA), blindando-se contra a volatilidade energética e cumprindo os exigentes critérios corporativos de sustentabilidade. Além disto, a amarração de grandes cabos submarinos internacionais de alta capacidade — como o EllaLink em Sines, que liga diretamente a Europa à América do Sul — transforma Portugal na "porta de entrada" física dos dados no continente. O megaprojeto do Sines Data Campus (com capacidade planeada de 1.2 GW de computação verde) e o anúncio recente de novos investimentos da Microsoft para servidores de hiperescala focados em IA são provas de que a região já está a ser vista como o motor de infraestrutura que a McKinsey recomenda. Obstáculo: a burocracia da contratação pública Se a infraestrutura energética joga a favor da Península Ibérica, a eficácia burocrática e a velocidade de execução legislativa continuam a ser o calcanhar de Aquiles da região. Para que a proposta da McKinsey de reservar 10% dos orçamentos digitais públicos para soluções de IA soberana se torne realidade, Portugal e Espanha terão de reformar de forma drástica os seus processos de contratação pública. Atualmente caracterizados por extrema lentidão e complexidade jurídica, os concursos públicos locais dificilmente acompanham o ciclo de inovação tecnológica da IA, que se renova em meses, não em anos. O relatório aponta o exemplo de França, através da sua Direção Interministerial Digital, que atua como incubadora para integrar inovação local diretamente nos serviços do Estado com rapidez. Sem uma simplificação administrativa semelhante nem a criação de zonas de teste regulatório desburocratizadas na Península Ibérica, a excelente infraestrutura de dados que Portugal e Espanha possuem corre o risco de servir apenas de "armazém de dados" para tecnologia estrangeira, em vez de incubadora de inovação soberana local. Apenas uma estratégia ibérica integrada — que tire partido das renováveis e da conetividade em Portugal e do ecossistema tecnológico em Espanha — permitirá a Portugal e Espanha ajudarem a Europa a deixar de ser uma consumidora dependente e passar a ser uma peça estrutural e soberana na nova arquitetura digital do mundo. Resta saber se os governos, todos, conseguirão mover-se com a velocidade exigida antes que a próxima tensão geopolítica global feche, de vez, as portas de acesso à tecnologia que já mudou o mundo.