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MoedaEuro/Real Brasileiro
Atualizado: 2026-09-23 12:38:16
Resumo Cambial: Euro/Real Brasileiro
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Alemanha de Klopp é a seleção que mais desperta curiosidade no novo ciclo
Klopp, no meu ponto de vista, foi um técnico mais influente até do que Pep Guardiola na virada para esta década. Depois dos anos de rivalidade contra Mourinho, Guardiola encontrou em Klopp um rival à altura, seja nos tempos de Bundesliga (Borussia Dortmund x Bayern de Munique) ou de Premier League (Liverpool x Manchester City). Ainda que Pep tenha conquistado mais títulos, os duelos diretos mostravam outra coisa - no total, Klopp ganhou 12 e perdeu 11 jogos contra times do catalão. Ao longo dos 10 anos de rivalidade (saudável, diga-se) e duelos, Klopp virou o mestre da "gegenpressing", a tal pressão pós-perda que hoje todo mundo tenta fazer no futebol mundial. O futebol "heavy metal", como o próprio Klopp batizou, não só é mais fácil de ser copiado como agrada mais aos fãs de futebol de uma maneira geral do que o ballet clássico de Guardiola (que também se transformou em outra coisa, importante frisar). Klopp foi quem mais obrigou Guardiola a rever conceitos e fazer adaptações ao longo da carreira. E agora, depois de anunciar aposentadoria e ir trabalhar na Red Bull fora dos gramados e do stress do dia a dia, ele chega para resgatar a seleção alemã, que vem de três Copas do Mundo consecutivas sem sequer chegar às oitavas de final. A Alemanha não virou uma porcaria. Tão somente dois anos atrás, foi quem passou mais perto de eliminar a Espanha de uma grande competição, nas quartas de final da Euro. Foi roubada, vamos falar o português claro, e perdeu o jogo na prorrogação após um pênalti escandaloso por mão de Cucurella não ter sido marcado - erro este que foi admitido pela Uefa posteriormente. Ou seja, poderíamos hipoteticamente estar falando de uma Alemanha campeã da Europa, vai saber. O material humano está lá e não é ruim. Os alemães tem uma liga competitiva, apesar do domínio escandaloso do Bayern de Munique quando se fala de títulos, saudável financeiramente, com estádios lotados, jogadores e técnicos sendo revelados o tempo todo. A Alemanha tem algo mais valioso do que o resultado da seleção absoluta. Mas, como sabemos, resultado de seleção importa por várias razões, entre elas o orgulho nacional. Klopp fez algo bem interessante para esta primeira Data Fifa. Convocou 44 jogadores e os separou em dois grupos de 22, cada grupo fará uma dobradinha de jogos. Equilibrou os times, não são exatamente elenco A e elenco B. A nova Data Fifa, mais extensa, é ótima para o trabalho de treinadores de seleções, que têm mais tempo para treinar, observar, testar, conviver. E Klopp vai sair de um grande contingente para tentar arrumar as soluções que busca.
Apesar de incertezas globais, OCDE prevê solidez e crescimento da economia brasileira em 2026 e 2027
A economia mundial vai resistir melhor do que o esperado às turbulências da guerra no Oriente Médio, graças aos subsídios públicos, aos preços da energia e ao dinamismo dos investimentos em inteligência artificial. Em relatório publicado nesta quarta-feira (23), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) expressa um otimismo "relativo" para 2027 e também aponta que Brasil e México são os países da América Latina que melhor conseguem contornar as pressões geopolíticas. Resumo A OCDE elevou a previsão de crescimento global para 2,9% em 2026 e 3% em 2027, destacando a resiliência mundial frente à inflação e à guerra no Oriente Médio. Na América Latina, Brasil e México lideram com solidez, prevendo-se para a economia brasileira altas de 2% e 1,9%. Em contraste, a Argentina desacelera. O avanço da inteligência artificial impulsiona a economia, mas riscos persistem devido à volatilidade dos combustíveis e ao impacto do fenômeno El Niño sobre a produção agrícola. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico elevou em 0,1 ponto, a 2,9%, sua projeção de crescimento mundial para 2026 em seu relatório trimestral sobre a economia global. O resultado representa uma desaceleração na comparação com o ano passado (+3,4%), atribuída ao encarecimento da energia e aos preços mais elevados, que afetam o poder de compra. "O crescimento econômico mundial desacelerou, mas permaneceu resiliente", afirma a OCDE. Como fatores de resistência, a instituição, que tem sede em Paris, menciona "as medidas discricionárias de apoio governamental, o uso parcial de produtos substitutos (como o carvão), o aumento da oferta não procedente das economias do Golfo e as retiradas das reservas de petróleo. Também cita, de forma destacada, "o dinamismo persistente das atividades relacionadas à inteligência artificial". O crescimento deve alcançar 3% em 2027 (-0,1 ponto), graças a uma redução gradual dos preços dos combustíveis e a uma queda da inflação. Segundo o relatório, este último indicador vai desacelerar, impulsionado em particular por um aumento das taxas de juros de referência por parte de vários bancos centrais, entre eles o Banco Central Europeu na zona do euro e o Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed). Perspectivas de crescimento ao Brasil e México Na América Latina, a OCDE destaca o desempenho das duas principais economias latino-americanas, o México e o Brasil. Segundo o relatório, na região, os países são os que estão em melhor situação e obtêm sucesso ao contornar as turbulências mundiais. O México lidera a melhora das perspectivas regionais, com crescimento de 1,5% (+0,7 ponto) em 2026 e 1,8% (estável) em 2027. Já o Brasil permanecerá relativamente sólido neste ano (2%, +0,4 ponto) e no próximo (1,9%, -0,2 ponto). Por outro lado, a Argentina vai perder fôlego, após o crescimento de 4,5% em 2025. A organização reduziu suas perspectivas para este ano a 2,6% (-0,2 ponto). Em 2027, o país deve avançar 3,0% (-0,5 ponto). Ao mesmo tempo, a organização espera uma "desinflação maior na Argentina", a 30,8% neste ano, "apesar dos obstáculos impostos pelos custos de energia e fertilizantes". Outro ponto destacado no relatório é o El Niño, com o qual as economias da América Latina podem ser castigadas. Segundo especialistas, este episódio do fenômeno será o mais intenso já registrado, e deve atingir o ponto máximo no fim do ano, com possíveis efeitos até 2027. "Isto, somado a certas interrupções persistentes no fornecimento de fertilizantes provenientes do Golfo, pode ampliar as pressões de alta previstas sobre os preços dos alimentos", adverte a OCDE. De uma forma global, os efeitos do El Niño poderão reduzir "a produção agrícola nas economias mais expostas da América Latina, da África e da região Ásia-Pacífico", afirmou a organização. Guerra no Oriente Médio ditará ritmo da economia mundial As perspectivas mundiais continuam dependendo da evolução da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no fim de fevereiro. O conflito afetou o fornecimento de petróleo e gás, sobretudo devido ao bloqueio, por parte de Teerã, do Estreito de Ormuz, estratégico para o transporte de combustíveis. O barril de petróleo voltou a ser negociado abaixo dos US$ 100 dólares nesta semana, com a esperança de avanços diplomáticos enquanto os líderes mundiais se reúnem na Assembleia Geral da ONU em Nova York. No atual contexto, a OCDE também aumentou as previsões para os Estados Unidos (+2,2% em 2026 e +2,1% em 2027), enquanto prevê que a China registrará uma desaceleração, a 4,5% neste ano e com crescimento de 4,2% em 2027. Segundo o relatório, a zona do euro permanecerá firme em 2026 (1%, +0,2 ponto), impulsionada especialmente pela Alemanha (1,1%, +0,4 ponto). A previsão para a França foi reduzida para 0,4% em 2026 (-0,3 ponto). RFI com AFP
PIB do Brasil deve crescer 2% em 2026, prevê OCDE; veja os números
A economia brasileira deve crescer 2% em 2026, segundo a nova projeção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada nesta quarta-feira, 23. A estimativa representa uma revisão para cima em relação aos 1,6% previstos pela organização em junho. A revisão ocorre em um cenário de maior resiliência da economia global diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio. Segundo a OCDE, investimentos relacionados à inteligência artificial, demanda doméstica e medidas de apoio dos governos ajudaram a compensar parte do impacto provocado pela alta dos preços de energia. Para o Brasil, a organização projeta crescimento de 1,9% em 2027, uma redução de 0,2 ponto percentual em relação à previsão anterior. Os dados da OCDE para a economia brasileira são mais otimistas que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que acumula alta de 1,5% em 2026. O resultado foi divulgado pelo Banco Central (BC) na semana passada. Apesar disso, o crescimento econômico brasileiro deve vir acompanhado de inflação ainda elevada. A OCDE prevê alta de 5,1% nos preços em 2026, acima dos 5% registrados na estimativa anterior. Para 2027, a projeção é de desaceleração para 4,3%. Segundo a organização, o Brasil está entre os países emergentes que conseguiram sustentar a atividade apesar do choque de energia. O relatório afirma que o crescimento de economias como Brasil, Índia e Indonésia foi apoiado pela resiliência da demanda doméstica e por políticas governamentais que amorteceram o impacto dos preços mais altos da energia sobre famílias e empresas. A inflação, porém, voltou a ganhar força em várias economias. Mais da metade dos países do G20 está atualmente com inflação acima da meta de seus bancos centrais, segundo a OCDE. Veja as principais projeções da OCDE Economia PIB 2026 PIB 2027 Inflação 2026 Inflação 2027 Brasil 2,0% 1,9% 5,1% 4,3% Estados Unidos 2,2% 2,1% 3,6% 2,6% China 4,5% 4,2% 1,4% 1,9% Zona do euro 1,0% 1,0% 3,0% 2,9% Argentina 2,6% 3,0% 30,8% 20,5% Índia 7,1% 6,5% 4,7% 4,2% Indonésia 5,2% 5,1% 3,3% 3,0% OCDE revisa para cima o crescimento global em 2026, mas diminuiu para 2027 A OCDE também elevou a projeção para o crescimento global em 2026, de 2,8% para 2,9%. Para 2027, porém, a previsão foi reduzida de 3,1% para 3%. O desempenho deve variar bastante entre as principais economias. Nos Estados Unidos, o PIB deve avançar 2,2% em 2026 e 2,1% em 2027. A OCDE avalia que os investimentos em inteligência artificial continuam impulsionando a atividade, mas a desaceleração do consumo e a perda de poder de compra devem limitar o crescimento. Na China, a previsão é de crescimento de 4,5% neste ano e 4,2% no próximo. A economia chinesa deve desacelerar gradualmente, enquanto a inflação deve subir de 1,4% em 2026 para 1,9% em 2027. Na zona do euro, a expansão deve ser mais modesta: 1% em 2026 e também 1% em 2027. Alemanha, França, Itália e Espanha apresentam trajetórias diferentes dentro do bloco, com o crescimento alemão estimado em 1,1% neste ano. Entre os casos mais extremos está a Argentina. A OCDE projeta crescimento de 2,6% em 2026 e 3% em 2027, mas a inflação ainda deve ficar em 30,8% neste ano, antes de cair para 20,5% no próximo. A Índia aparece entre as economias de crescimento mais rápido, com expansão projetada de 7,1% em 2026 e 6,5% em 2027. A questão inflacionária A OCDE atribui parte da pressão recente ao aumento dos preços de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio. O choque, segundo a organização, foi parcialmente absorvido por estoques de petróleo, aumento da oferta fora da região do Golfo, redução do consumo e medidas de apoio dos governos. A situação, porém, ainda representa um risco para o crescimento. A organização projeta que a inflação do G20 chegue a 4,1% em 2026, antes de recuar para 3,6% em 2027. Nos países avançados do G20, a inflação básica deve passar de 2,7% em 2026 para 2,5% em 2027. Nos emergentes, a inflação cheia deve atingir 4,8% neste ano e cair para 4,3% no próximo. Para o Brasil, a organização prevê que a política monetária possa continuar sendo flexibilizada à medida que a inflação perca força. A OCDE observa que a taxa de juros brasileira já foi reduzida em mais de 1 ponto percentual desde março, partindo de um nível considerado bastante restritivo. IA ajuda a sustentar o crescimento, mas mercado de energia é incerto Um dos elementos que impediram uma desaceleração mais forte da economia global foi o avanço dos investimentos em inteligência artificial. A OCDE destaca que gastos com centros de dados, equipamentos tecnológicos e semicondutores estimularam produção, comércio e investimentos em diversos países. Nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, os investimentos em estruturas de centros de dados e equipamentos tecnológicos ajudaram o PIB no segundo trimestre. Coreia do Sul e Japão também registraram impulso nas exportações de tecnologia. Ao mesmo tempo, a OCDE alerta que o ritmo de investimento pode não se sustentar caso os retornos financeiros esperados com a IA não se concretizem. Uma eventual frustração poderia reduzir investimentos e afetar setores ligados à tecnologia, construção e engenharia. O principal risco apontado pela OCDE continua sendo a duração dos problemas no mercado de energia. Uma interrupção mais longa das exportações do Oriente Médio poderia elevar ainda mais os preços e, consequentemente, reduzir o poder de compra das famílias e aumentar os custos das empresas. A organização também cita eventuais choques climáticos, novos aumentos dos juros de longo prazo e uma possível decepção com os investimentos em IA entre os fatores capazes de prejudicar o crescimento. Em um cenário ilustrativo elaborado pela própria OCDE, a combinação de energia mais cara, preços de alimentos mais altos e condições financeiras mais restritivas poderia reduzir o crescimento global em 0,7 ponto percentual em 2027 e elevar a inflação mundial em 1,1 ponto percentual.