Taxa CDI

Certificado de Depósito Interbancário – Principal benchmark de rendimento da renda fixa brasileira

Valor Atual
13,65%
Referência: 2026-11-04

Fonte: B3 / Banco Central do Brasil·Atualizado em 03/11/2026 às 21:00

Simulador de Renda Fixa

Quanto rende seu dinheiro a 100% do CDI em 12 meses?

Prazo estimado: 1 ano (365 dias)
Valor Aplicado Caderneta de Poupança (Isenta) 100% do CDI (Líquido IR) Ganho Adicional no CDI
R$ 1.000,00
R$ 1.062,90
+R$ 62,90 (6,29%)
R$ 1.112,61
+R$ 112,61 líq. (13,65%)
+R$ 49,71
R$ 5.000,00
R$ 5.314,50
+R$ 314,50 (6,29%)
R$ 5.563,06
+R$ 563,06 líq. (13,65%)
+R$ 248,56
R$ 10.000,00
R$ 10.629,00
+R$ 629,00 (6,29%)
R$ 11.126,12
+R$ 1.126,12 líq. (13,65%)
+R$ 497,12
R$ 50.000,00
R$ 53.145,00
+R$ 3.145,00 (6,29%)
R$ 55.630,62
+R$ 5.630,62 líq. (13,65%)
+R$ 2485,62
R$ 100.000,00
R$ 106.290,00
+R$ 6.290,00 (6,29%)
R$ 111.261,25
+R$ 11.261,25 líq. (13,65%)
+R$ 4971,25
* Considera alíquota de Imposto de Renda de 17,5% para aplicações de 361 a 720 dias no CDI. Poupança isenta de IR. Simular outros prazos e valores →

Histórico dos Últimos 12 Meses

11/2025 a 11/2026
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O que é Taxa CDI?

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é o título emitido pelos bancos para captar e emprestar recursos entre si no mercado interbancário pelo prazo de 1 dia útil. A taxa média dessas operações diárias, calculada e divulgada pela B3, é a Taxa DI (ou Taxa CDI).

Por determinação do Banco Central, todas as instituições financeiras devem encerrar o dia com saldo positivo de caixa. Quando um banco fecha o dia com mais saques do que depósitos, ele toma recursos emprestados de outro banco com sobra de liquidez. A taxa negociada nessas operações diárias forma a média ponderada do CDI.

O CDI é o principal referencial de rentabilidade (benchmark) da renda fixa no Brasil. Quando você investe em um produto que rende 100% do CDI, seu capital acompanha rigorosamente essa taxa diária anualizada.

Aplicações que usam o CDI como referência

🏦
CDBs (Certificados de Depósito Bancário)

Emitidos por bancos com garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de até R$ 250 mil por CPF e conglomerado financeiro.

🌱
LCIs e LCAs (Crédito Imobiliário e Agro)

Investimentos com cobertura do FGC e isenção total de Imposto de Renda para pessoas físicas, muito vantajosos.

📱
Contas Digitais Remuneradas

Bancos digitais e fintechs com remuneração automática do saldo em conta a 100% do CDI com liquidez diária imediata.

📜
Debêntures e CRIs/CRAs

Títulos de dívida corporativa que remuneram os investidores com taxas como CDI + spread (ex: CDI + 2,5% a.a.).

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Fundo imobiliário recuou após as eleições, anunciou rendimento menor para novembro e agora enfrenta o desafio de preservar resultados em um cenário de juros elevados. O fundo imobiliário Maxi Renda (MXRF11), um dos mais populares da Bolsa brasileira, atravessa um período de maior volatilidade após registrar forte queda nas cotações e anunciar uma redução nos rendimentos distribuídos aos investidores. O movimento ocorre em meio à revisão das expectativas econômicas depois das eleições presidenciais e à preocupação com os juros elevados. As cotas do MXRF11 encerraram o pregão de 4 de novembro de 2026 a R$ 8,39, acumulando desvalorização de aproximadamente 11,1% em relação ao fechamento de 23 de outubro, quando eram negociadas a R$ 9,44. Apesar da pressão, o fundo apresentou recuperação nas duas sessões seguintes e fechou sexta-feira, 6 de novembro, a R$ 8,80. Mesmo assim, permaneceu abaixo do preço anterior à turbulência. A combinação entre desvalorização das cotas, rendimentos menores e perspectivas econômicas incertas colocou o fundo no centro das atenções dos investidores que procuram renda mensal. MXRF11 reduz dividendos e confirma pagamento de novembro Além da queda nas negociações, o MXRF11 anunciou uma diminuição de 5% no rendimento referente a outubro, que será pago em novembro. O valor passou de R$ 0,10 para R$ 0,095 por cota, conforme comunicado divulgado em 30 de outubro de 2026. O pagamento está previsto para 16 de novembro, com direito aos investidores que possuíam cotas na data-base de 30 de outubro. Na prática, a mudança provoca uma redução direta na renda recebida pelos cotistas. Quantidade de cotas Pagamento anterior Pagamento anunciado 100 R$ 10,00 R$ 9,50 500 R$ 50,00 R$ 47,50 1.000 R$ 100,00 R$ 95,00 5.000 R$ 500,00 R$ 475,00 10.000 R$ 1.000,00 R$ 950,00 Embora a diferença de meio centavo por cota pareça pequena, seu impacto aumenta conforme o tamanho da posição do investidor. Para quem possui 10 mil cotas, por exemplo, a redução representa R$ 50 a menos em um único pagamento. O anúncio não significa que o fundo manterá rendimentos menores nos próximos meses. As distribuições dependem dos resultados efetivamente gerados pela carteira e das decisões da administração. Por que o MXRF11 caiu tanto? A desvalorização ocorreu em um período de forte instabilidade nos mercados financeiros brasileiros. Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro, investidores passaram a reavaliar as perspectivas para a política fiscal, a trajetória da dívida pública e o comportamento dos juros. A reação também atingiu os fundos imobiliários, tradicionalmente sensíveis às mudanças nas taxas de juros e no retorno oferecido pelos títulos públicos. Quando os investimentos de renda fixa passam a oferecer remunerações mais elevadas, parte dos investidores exige retornos maiores dos fundos imobiliários. Esse ajuste pode pressionar os preços das cotas. No caso do MXRF11, a queda coincidiu com esse movimento mais amplo do mercado, mas não pode ser atribuída exclusivamente ao resultado eleitoral. A evolução dos resultados do próprio fundo, as condições de crédito e as expectativas sobre futuras distribuições também influenciam a avaliação dos investidores. Relatório mostra pressão sobre os resultados Os dados operacionais ajudam a explicar por que o mercado acompanha o MXRF11 com maior atenção. Segundo o relatório gerencial referente a setembro de 2026, divulgado em novembro, o fundo registrou resultado de caixa equivalente a R$ 0,099 por cota, diante de uma distribuição de R$ 0,10. Foi o terceiro mês consecutivo em que o resultado de caixa ficou abaixo do valor distribuído. Embora a diferença tenha sido pequena, a situação indica a necessidade de acompanhar a capacidade recorrente de geração de resultados. No mesmo período, a receita proveniente de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) apresentou redução: Agosto: R$ 40,58 milhões. Setembro: R$ 39,51 milhões. Diferença: aproximadamente R$ 1,07 milhão, ou 2,6%. Por outro lado, as receitas com permutas financeiras avançaram de R$ 5,80 milhões para R$ 11,34 milhões, contribuindo para a recuperação do resultado mensal. O resultado de caixa total alcançou R$ 56,37 milhões em setembro, equivalente a R$ 0,099 por cota, contra R$ 0,094 em agosto. Esses números mostram que o desempenho do fundo depende de diferentes operações, cujas receitas não necessariamente evoluem no mesmo ritmo. Risco de crédito exige atenção dos cotistas O MXRF11 possui uma carteira concentrada em ativos financeiros relacionados ao setor imobiliário, especialmente CRIs. Esses instrumentos representam operações de crédito vinculadas ao mercado de imóveis e podem oferecer remuneração atrelada ao CDI, ao IPCA ou a outras condições contratuais. Em um ambiente de juros elevados, determinados títulos podem gerar receitas maiores. Entretanto, o efeito positivo não é automático. Empresas e empreendimentos imobiliários também enfrentam custos de financiamento mais altos, o que pode comprometer o fluxo de caixa e aumentar o risco de atrasos nos pagamentos. Para fundos que investem em crédito imobiliário, a qualidade dos devedores, as garantias e a capacidade de recuperação dos valores tornam-se fatores decisivos. O MXRF11 também realiza operações de permuta financeira, nas quais participa economicamente de projetos imobiliários e recebe valores conforme condições previstas nos contratos. O desempenho dessas operações depende, entre outros fatores, do desenvolvimento dos empreendimentos e dos pagamentos realizados pelos compradores. A existência desses riscos não significa que o fundo esteja enfrentando inadimplência generalizada, mas reforça a importância da análise individual das operações. Gestão adota postura mais cautelosa O relatório de setembro também indicou uma mudança de postura da gestão diante das condições de mercado. A prioridade passou a incluir operações com menor risco de crédito, devedores com maior solidez financeira e estruturas contratuais com proteções adicionais. Nas permutas financeiras, a administração sinalizou uma redução temporária no ritmo de novos investimentos, considerando os efeitos dos juros elevados sobre os custos dos projetos e o financiamento imobiliário. A composição divulgada da carteira mostrava aproximadamente 75% dos recursos em CRIs, 13,4% em outros fundos imobiliários, 5,9% em permutas financeiras e 5,7% em caixa. O fundo também informou uma reserva acumulada de correção monetária de R$ 12 milhões, abaixo dos R$ 19,23 milhões registrados anteriormente. Essa reserva deve ser analisada conforme sua natureza contábil e não pode ser tratada automaticamente como dinheiro disponível para cobrir qualquer obrigação. MXRF11 abaixo do valor patrimonial representa oportunidade? A queda das cotações fez o MXRF11 negociar com desconto em relação ao patrimônio líquido por cota. No fechamento de 6 de novembro, a cotação estava em R$ 8,80 e o indicador preço sobre valor patrimonial (P/VP) aparecia próximo de 0,94 em uma das bases de acompanhamento do mercado. Isso significa que o preço negociado representava aproximadamente 94% do valor patrimonial registrado, segundo aquela referência. BrFiis+1 O desconto pode despertar o interesse de investidores, mas não garante que a cota esteja barata do ponto de vista econômico. O valor patrimonial é uma referência baseada na avaliação dos ativos do fundo. Já o preço negociado em Bolsa incorpora expectativas sobre os resultados futuros, riscos e condições de mercado. Se a carteira enfrentar dificuldades de crédito ou apresentar redução persistente da capacidade de distribuir rendimentos, o desconto poderá continuar ou até aumentar. Por outro lado, uma melhora das condições econômicas e dos resultados operacionais pode contribuir para uma reavaliação positiva das cotas. Nenhum desses movimentos, porém, é garantido. Quanto R$ 1 mil investidos no MXRF11 poderiam render? Considerando o fechamento de R$ 8,80 em 6 de novembro, um investimento de aproximadamente R$ 1 mil permitiria adquirir 113 cotas, desconsiderando custos operacionais. Com o rendimento anunciado de R$ 0,095 por cota, essa quantidade proporcionaria R$ 10,735 no pagamento de novembro. Se o mesmo valor fosse mantido durante 12 distribuições, o total hipotético seria de R$ 128,82. Essa simulação representa apenas uma projeção matemática. Não significa que o fundo manterá o rendimento durante um ano. Também não considera oscilações no preço das cotas, reinvestimento dos proventos ou eventuais mudanças tributárias. O que acompanhar nos próximos meses A recuperação do MXRF11 dependerá de uma combinação de fatores internos e externos. Entre os principais pontos estão a evolução dos resultados de caixa, a qualidade dos créditos imobiliários, o recebimento das permutas financeiras e a capacidade de manter distribuições sustentáveis. O comportamento dos juros também será importante, especialmente porque influencia tanto a remuneração dos ativos da carteira quanto o custo de financiamento dos empreendimentos imobiliários. Outro indicador relevante será o P/VP, que permite acompanhar a relação entre a cotação de mercado e o patrimônio por cota. A redução dos rendimentos em novembro merece atenção, mas um único pagamento menor não determina, isoladamente, uma deterioração permanente do fundo. O desafio será verificar se os próximos relatórios confirmarão uma recuperação da geração de caixa ou se haverá necessidade de ajustes adicionais nas distribuições. Para investidores interessados em renda mensal, a análise precisa considerar não apenas o rendimento anunciado, mas também sua sustentabilidade, a qualidade da carteira e os riscos envolvidos. Aviso legal: Esta matéria possui caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de investimentos. Fundos imobiliários estão sujeitos a riscos de mercado, crédito e liquidez. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

Mega-Sena: quanto rendem R$ 60 milhões na poupança, Tesouro Direto ou CDB
Selic •

Mega-Sena: quanto rendem R$ 60 milhões na poupança, Tesouro Direto ou CDB

Sorteio deste domingo (8) será realizado às 11h; apostas poderiam ter sido feitas até as 22h de sábado (7) A Mega-Sena realiza neste domingo (8) o concurso 3083, com prêmio estimado em R$ 60 milhões. A pedido do CNN Money, Michael Viriato, estrategista da Casa do Investidor, realizou um levantamento mostrando quanto rende uma aplicação do valor integral do prêmio, considerando o atual patamar da taxa básica de juros em 13,75%. A poupança segue com o “menor” retorno, tanto no curto quanto no longo prazo: em um mês, a aplicação renderia pouco mais de R$ 399 mil e, após um ano, o ganho seria de R$ 4 milhões. A melhor opção estaria nos CDBs de bancos médios, considerando uma remuneração de 110% do CDI. Neste caso, os mesmos R$ 60 milhões renderiam R$ 562 mil em apenas um mês e R$ 7 milhões em um ano. O levantamento apresenta os ganhos em percentuais e em reais da poupança, do Tesouro Direto (considerado o título pós-fixado, o Tesouro Selic), CDBs e fundos DI, que acompanham o CDI e a taxa Selic. As contas já consideram os rendimentos líquidos, ou seja, descontados do Imposto de Renda que incide sobre os ganhos. Apenas a poupança é livre de cobranças. A simulação considera taxa de administração de 0,5% para os fundos DI e de 0,2% para Tesouro Selic, embora a cobrança varie entre fundos e corretoras. O sorteio da Mega-Sena será realizado às 11h, no Espaço da Sorte, em São Paulo, e será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa.

Selic em 13,75%: como comparar renda fixa com liquidez diária
Selic •

Selic em 13,75%: como comparar renda fixa com liquidez diária

Rentabilidade líquida, prazo de resgate e risco do emissor fazem diferença; simulação mostra o efeito de taxas de 100% a 120% do CDI. A manutenção da Selic em 13,75% ao ano pelo Banco Central mantém a renda fixa pós-fixada no centro das comparações de quem precisa guardar dinheiro com possibilidade de resgate. O rendimento anunciado, porém, é apenas uma parte da escolha. Impostos, horários, limites promocionais e risco do emissor podem mudar o resultado. Para uma reserva de emergência, a pergunta principal é quando o dinheiro estará disponível. Uma aplicação com taxa maior pode ser inadequada se exigir carência, limitar saques ou não permitir acesso no momento necessário. Liquidez diária não é, necessariamente, disponibilidade imediata durante todos os dias e horários. Também não há um ranking permanente dos melhores produtos. Ofertas mudam, podem depender do perfil do cliente e frequentemente possuem tetos. A comparação responsável usa as condições do contrato efetivamente disponível, em vez de presumir que uma taxa divulgada vale para qualquer pessoa e qualquer valor. Selic e CDI não são a mesma taxa A Selic é a taxa básica da economia. O CDI é uma referência do mercado interbancário utilizada na remuneração de muitas aplicações. Embora costumem caminhar próximos, não devem ser tratados como números idênticos em todas as situações. Um CDB que paga 100% do CDI acompanha esse indexador conforme as regras contratadas. Se o CDI mudar ao longo do investimento, a remuneração futura também muda. Fixar o percentual do CDI não significa fixar uma taxa nominal anual em reais. O Tesouro Selic tem remuneração vinculada à taxa básica e preço de negociação próprio. Seu desempenho não precisa coincidir exatamente com o de um CDB a 100% do CDI, especialmente em prazos curtos ou em comparações que incluam custos e venda antecipada. Simulação: quanto uma taxa maior acrescenta O exercício abaixo considera R$ 10 mil por um ano, com hipótese de CDI constante em 13,65% ao ano, 252 dias úteis e aplicação diária do percentual contratado sobre a taxa diária equivalente. A hipótese é ilustrativa e não representa previsão para o CDI nem oferta de uma instituição. O cálculo desconta Imposto de Renda de 17,5% sobre o ganho, compatível com prazo de 361 a 720 dias na tabela da Receita Federal. Não inclui tarifas, custos adicionais ou mudanças de tributação. Não há IOF no exercício, porque o prazo supera 30 dias. Taxa hipotética Ganho bruto aproximado Saldo líquido ao fim de um ano 100% do CDI R$ 1.365,00 R$ 11.126,13 105% do CDI R$ 1.437,92 R$ 11.186,29 110% do CDI R$ 1.511,31 R$ 11.246,83 120% do CDI R$ 1.659,50 R$ 11.369,09 Nessas premissas, a diferença líquida entre 100% e 110% do CDI é de aproximadamente R$ 120,71 no ano. O ganho adicional existe, mas precisa ser comparado às condições exigidas. Uma mensalidade ou uma limitação de resgate pode reduzir a vantagem econômica. Como funciona o imposto regressivo Nas aplicações de renda fixa sujeitas à tabela regressiva, o IR incide sobre os rendimentos, e não sobre todo o capital aplicado. A alíquota diminui conforme o prazo de permanência: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Um investimento de 360 dias e outro de 365 dias podem, portanto, ter alíquotas diferentes. A expressão “um ano” precisa ser traduzida para o prazo real do contrato antes de calcular a rentabilidade líquida. Para retiradas antes de 30 dias, pode haver IOF regressivo sobre o rendimento nas aplicações sujeitas a esse tributo. Esse efeito torna especialmente importante analisar o prazo provável de utilização da reserva. A taxa anual anunciada não descreve sozinha o ganho de um resgate muito curto. CDB depende do emissor e do contrato Ao comprar um CDB, o investidor empresta recursos à instituição emissora. A remuneração e as condições de resgate são definidas na contratação. Existem CDBs com liquidez diária e outros que só permitem retirada no vencimento ou em condições específicas. O nome do banco ou da plataforma não basta para determinar a regra. É necessário conferir o produto, a carência, o vencimento, o horário de movimentação e o prazo de crédito em conta. Diferentes CDBs do mesmo emissor podem apresentar condições distintas. Uma oferta que paga mais por poucos meses também não equivale a uma remuneração garantida para os próximos anos. Quando o título vence, uma reaplicação dependerá das condições disponíveis naquele momento, criando risco de reinvestimento. FGC protege dentro de limites CDBs elegíveis contam com a cobertura ordinária do FGC, sujeita às regras da entidade. O limite é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição ou conglomerado, considerando a soma dos créditos cobertos. Há ainda o teto global de R$ 1 milhão em quatro anos nas condições previstas. Dividir aplicações entre marcas pertencentes ao mesmo conglomerado não cria automaticamente limites independentes. Também é prudente considerar que os rendimentos entram no saldo coberto. Aplicar exatamente o teto em principal pode fazer o total ultrapassá-lo com o tempo. A garantia não transforma o resgate em imediato caso ocorra uma liquidação. O processo de pagamento exige procedimentos próprios. Para uma reserva que pode ser necessária a qualquer hora, a disponibilidade operacional continua relevante mesmo quando o produto é coberto. Tesouro Selic tem outra estrutura de risco O Tesouro Selic é um título público federal e não depende da garantia do FGC. A obrigação é do Tesouro Nacional. Essa diferença deve aparecer na comparação com títulos bancários, sem tratar os dois mecanismos como se fossem o mesmo tipo de proteção. O programa informa liquidação no mesmo dia para solicitações realizadas até as 13h em dias úteis, em condições normais. Após esse horário, a liquidação segue o prazo do dia útil seguinte. O crédito final também depende do funcionamento da instituição financeira utilizada. Há ainda custos a observar. A taxa de custódia da B3 é de 0,2% ao ano, com isenção para os primeiros R$ 10 mil por CPF em Tesouro Selic e cobrança sobre o excedente. Eventual taxa da instituição deve ser verificada separadamente. Poupança precisa ser comparada na base correta Com a meta Selic acima de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança segue a regra de 0,5% ao mês mais TR. Isso não permite anunciar uma taxa anual fixa sem considerar a trajetória da TR. O rendimento da pessoa física é creditado na data de aniversário. Retirar antes desse marco pode alterar o ganho daquele período sobre o valor movimentado. Sua isenção tributária não dispensa a comparação com o retorno líquido de outras alternativas. O que verificar antes de escolher Uma comparação útil reúne taxa líquida, carência, vencimento, disponibilidade do dinheiro, cobertura e custo. Se houver promoção, também deve informar limite de saldo, duração, exigência de movimentação e eventual assinatura. Para dinheiro de emergência, previsibilidade de acesso pode valer mais que alguns pontos percentuais do CDI. Para recursos com prazo definido, outras estruturas podem ser consideradas conforme o objetivo. A melhor escolha depende dessas necessidades concretas e das condições confirmadas no contrato, não de uma posição fixa em um ranking. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Investimentos envolvem riscos.

Perguntas Frequentes sobre a Taxa CDI

Qual é a Taxa CDI hoje?
A Taxa CDI atual está fixada em 13.65% ao ano, acompanhando as operações de empréstimos interbancários e a taxa Selic Over.
Quanto rende R$ 10.000 a 100% do CDI em 1 ano?
Com o CDI em 13.65% ao ano, uma aplicação de R$ 10.000 a 100% do CDI rende aproximadamente R$ 1365.00 em juros brutos em 12 meses.
Qual a diferença entre a taxa Selic e o CDI?
A Selic Meta é a taxa de juros definida pelo Copom/Banco Central, enquanto o CDI é a taxa média apurada pela B3 nos empréstimos entre bancos, ficando tradicionalmente cerca de 0,10 ponto percentual abaixo da Selic Meta.
O que rende mais: 100% do CDI ou Caderneta de Poupança?
O CDI rende substancialmente mais do que a Poupança. Mesmo após o desconto do Imposto de Renda regressivo (17,5% em 1 ano), 100% do CDI supera com folga o rendimento da Poupança.