Taxa Selic
Taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central
Histórico dos Últimos 12 Meses
09/2025 a 09/2026O que é Taxa Selic?
A Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil em reuniões realizadas a cada 45 dias.
Ela é a principal ferramenta de política monetária utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a inflação está alta, o Copom tende a aumentar a Selic para desestimular o consumo e o crédito. Quando a economia precisa de estímulo, a taxa é reduzida.
A Selic serve como referência para todas as demais taxas de juros da economia, incluindo empréstimos bancários, financiamentos e rendimentos de investimentos de renda fixa.
Como a Selic afeta seus investimentos?
CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic acompanham diretamente a taxa. Selic alta = maior rendimento em renda fixa.
Selic alta tende a desvalorizar ações, pois investidores migram para renda fixa (mais segura e rentável).
Juros de empréstimos, cartão de crédito e financiamento imobiliário sobem junto com a Selic.
Com Selic acima de 8,5% a.a., a poupança rende 0,5% ao mês + TR. Abaixo, rende 70% da Selic.
Notícias relacionadas
Economistas esperam que El Niño aumente inflação em 0,5 ponto no Brasil em 2027, mostra BC
Brasília Economistas consultados pelo Banco Central às vésperas da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) esperam que o fenômeno climático El Niño aumente a inflação no Brasil em 0,5 ponto percentual em 2027. O resultado do questionário foi divulgado pela autoridade monetária nesta quarta-feira (23). Essa foi a estimativa mediana registrada por 89 economistas na pesquisa encaminhada antes da decisão sobre a taxa de juros da semana passada. Do total, 83 entrevistados afirmaram já ter incorporado 0,3 ponto percentual em suas projeções para os preços ao consumidor no próximo ano. Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pela redistribuição das chuvas, o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano. Segundo o último relatório da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), há 97% de probabilidade de o fenômeno atingir um nível muito forte ainda em setembro. Alagamento na Vila Seabra, zona leste de São Paulo, após fortes chuvas - Allison Sales - 14.set.26/Folhapress A pesquisa feita pelo BC mostrou também que a expectativa mediana entre 87 analistas é de um impacto de 0,3 ponto percentual na inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2026. Nesse caso, já foi incorporado 0,2 ponto nas previsões, conforme a resposta mediana de 80 participantes. De acordo com o questionário, na projeção mediana de 110 agentes econômicos, o IPCA deve fechar este ano em 5% e em 4,3% no próximo, em ambos os casos acima da meta perseguida pelo BC. O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No modelo de meta contínua, em vigor atualmente, o objetivo é considerado descumprido pela autoridade monetária quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). As respostas ao levantamento, que foi enviado aos analistas do mercado no dia 4 de setembro, serviram como subsídio para a mais recente decisão do Copom sobre a taxa básica de juros (Selic), com novo corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. O El Niño está entre os elementos que levaram o Ministério da Fazenda a revisar para cima sua projeção para inflação do próximo ano, de 3,6% para 3,8%, refletindo os efeitos de um fenômeno mais intenso sobre a safra de 2027. A estimativa consta no boletim macrofiscal divulgado pela SPE (Secretaria de Política Econômica) na terça-feira (22). "O El Niño pode pressionar os preços dos alimentos in natura ainda este ano, embora seus efeitos mais significativos devam se concentrar na safra de 2027", afirmou a SPE. "A projeção para 2027 foi revisada para cima em razão dos efeitos de primeira ordem do El Niño sobre a produção de grãos e de segunda ordem sobre os preços das carnes, cujos impactos devem se materializar, sobretudo, no próximo ano", complementou. Os efeitos do El Niño também são motivo de preocupação para o BC em seu balanço de riscos para a inflação. No comunicado e na ata, a autoridade monetária falou sobre a possibilidade de as expectativas de o IPCA seguirem distantes da meta por longo período em razão dos efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e os custos de energia.
Cenário de incerteza demanda ação cautelosa na Selic, diz David, do BC
Em evento, o diretor Nilton David afirmou que o BC está promovendo ciclo de "calibração" e não de flexibilização monetária, com um "ajuste fino" na política monetária Cenário de incerteza demanda ação cautelosa na Selic, diz David, do BC O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse nesta quarta-feira (23) que, em momentos de incerteza como o que a economia vive hoje, a política monetária deve adotar movimentos suaves e cautelosos, minimizando solavancos. Em evento do banco J.Safra, David afirmou que o BC está promovendo ciclo de "calibração" e não de flexibilização monetária, com um "ajuste fino" na política monetária, acrescentando que os juros seguem em patamar contracionista.
Notícia BC prega cautela nos cortes da Selic e não vê grandes solavancos no câmbio
Economia Resumo feito pela Kin, a inteligência artificial do Kinvo. Encontrou um erro? A autoridade monetária brasileira planeja avançar com cautela nos próximos ajustes da taxa básica de juros, minimizando o risco de grandes impactos no câmbio. Em momentos de incerteza, a política monetária deve ser conduzida com movimentos suaves para evitar choques na economia e nos mercados. O processo atual é descrito como uma "calibração" ou "ajuste fino", e não uma flexibilização monetária, pois os juros no país permanecem em patamar contracionista. Essa abordagem visa manter a estabilidade enquanto se promove um ciclo de cortes na taxa de juros. Não se espera grandes solavancos no câmbio, mesmo com a redução da diferença de juros entre o Brasil e outras economias. A política monetária brasileira, que exige juros mais altos devido às expectativas de inflação, torna o real menos sensível a essa diferença, reforçando a intenção de uma condução gradual e cautelosa.