Taxa Selic
Taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central
Fonte: Banco Central do Brasil (SGS)·Atualizado em 06/11/2026
Histórico dos Últimos 12 Meses
11/2025 a 11/2026O que é Taxa Selic?
A Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil em reuniões realizadas a cada 45 dias.
Ela é a principal ferramenta de política monetária utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a inflação está alta, o Copom tende a aumentar a Selic para desestimular o consumo e o crédito. Quando a economia precisa de estímulo, a taxa é reduzida.
A Selic serve como referência para todas as demais taxas de juros da economia, incluindo empréstimos bancários, financiamentos e rendimentos de investimentos de renda fixa.
Como a Selic afeta seus investimentos?
CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic acompanham diretamente a taxa. Selic alta = maior rendimento em renda fixa.
Selic alta tende a desvalorizar ações, pois investidores migram para renda fixa (mais segura e rentável).
Juros de empréstimos, cartão de crédito e financiamento imobiliário sobem junto com a Selic.
Com Selic acima de 8,5% a.a., a poupança rende 0,5% ao mês + TR. Abaixo, rende 70% da Selic.
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Inflação, ata do Copom: os indicadores que movimentam os mercados na próxima semana – Money Times
Agenda de indicadores econômicos movimenta mercado. (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil) A agenda econômica da próxima semana, de 9 a 13 de novembro, será marcada pela divulgação do IPCA de outubro e da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, além dos dados de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos. Os indicadores devem movimentar as expectativas para os próximos passos dos juros nas duas economias. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No Brasil, a semana começa com o boletim Focus, na segunda-feira (9). Na terça-feira (10), o Banco Central divulga a ata do Copom, após manter a Selic em 13,75% ao ano. Na quarta-feira (11), saem os dados de serviços de setembro, seguidos pelo IPCA de outubro, na quinta-feira (12), e pelas vendas no varejo, na sexta-feira (13). Nos Estados Unidos, o destaque fica para o CPI de outubro e o relatório ADP de emprego privado, ambos na terça-feira (10). Na quarta-feira (11), é feriado do Dia dos Veteranos, enquanto a sexta-feira (13) reserva a inflação ao produtor (PPI). Na Europa, o Reino Unido divulga o PIB do terceiro trimestre, a produção industrial e a balança comercial na quinta-feira (12). Já a zona do euro apresenta os dados do PIB do terceiro trimestre na sexta-feira (13). Na Ásia, a China divulga os índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) de outubro no domingo (8). No Japão, o destaque fica para os gastos das famílias, na segunda-feira (9), e os agregados monetários, na terça-feira (10). Confira a agenda de indicadores da semana de 8 a 13 de novembro de 2026 Brasil Segunda (09/11) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 08:00 — IGP-DI de outubro 08:00 — IPC-S da 1ª quadrissemana de novembro 08:25 — Boletim Focus Terça (10/11) 08:00 — IPC-S Capitais da 1ª quadrissemana de novembro 08:00 — Ata do Copom Quarta (11/11) 09:00 — Produção Industrial Regional de setembro 09:00 — Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de setembro Quinta (12/11) 09:00 — IPCA de outubro Sexta (13/11) 09:00 — Vendas no Varejo de setembro Estados Unidos Terça (10/11) 10:15 — Relatório ADP de Emprego Privado 10:30 — Inflação ao Consumidor (CPI) de outubro Quarta (11/11) Feriado — Veterans Day Sexta (13/11) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 10:30 — Inflação ao Produtor (PPI) de outubro Reino Unido Segunda (09/11) 14:25 — Discurso de Andrew Bailey (BoE) Terça (10/11) 15:30 — Discurso de Huw Pill (BoE) Quinta (12/11) 04:00 — PIB do 3º trimestre 04:00 — PIB mensal de setembro 04:00 — Produção Industrial de setembro 04:00 — Balança Comercial de setembro União Europeia Segunda (09/11) 07:00 — Reunião do Eurogrupo Sexta (13/11) 07:00 — PIB do 3º trimestre China Domingo (08/11) 22:30 — Inflação ao Consumidor (CPI) de outubro 22:30 — Inflação ao Produtor (PPI) de outubro Japão Segunda (09/11) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 20:30 — Gastos das Famílias de setembro Terça (10/11) 20:50 — Agregados Monetários de outubro CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Crise abre janela para quem investe em imóveis no longo prazo
SPX Capital investe R$ 938 milhões em imóveis comerciais, incluindo edifício de escritórios em São Paulo e participações em três shoppings. Enquanto boa parte do mercado financeiro trabalha na defensiva, uma das gestoras mais conhecidas do país resolveu ir às compras. A SPX Capital fechou a aquisição de quase R$ 1 bilhão em imóveis comerciais, num movimento que expõe uma lógica antiga do investimento imobiliário: os melhores preços costumam aparecer quando o ambiente está mais pesado. O negócio foi revelado pelo portal Metro Quadrado nesta sexta-feira (06). O comprador é o SPX Portfólio Alfa, fundo imobiliário novo da gestora, que captou mais de R$ 1 bilhão com cerca de 19,2 mil investidores pessoas físicas. A vendedora é a HBR Realty, holding da família Borenstein, que assumiu o controle da incorporadora Helbor uma semana antes. O que a SPX comprou? A operação soma R$ 938 milhões. Desse total, R$ 562,6 milhões são pagos à vista e R$ 375,1 milhões em quatro parcelas anuais corrigidas pelo IPCA. O pacote inclui 90,91% do Lead Corporate, edifício de escritórios na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e participações em três shoppings: 50% do Patteo Olinda Shopping, na Região Metropolitana do Recife, 25% do Suzano Shopping e 20% do Mogi Shopping, ambos na Grande São Paulo. Segundo a reportagem, a gestora acompanhava parte desses ativos havia sete anos, sem conseguir chegar a um preço que considerasse adequado. Juro alto empurra empresas a vender O que mudou foi o custo do dinheiro. A Selic começou 2026 em 15% ao ano e, mesmo depois de uma sequência de cortes, segue acima de 13%. Com dívida cara, empresas donas de imóveis passam a vender ativos para reduzir o endividamento. Para quem tem caixa, essa pressa do vendedor vira poder de negociação. “E eu acredito que essa será uma tônica importante de 2027, vai ter muita monetização de ativo”, afirmou Pedro Daltro, sócio de real estate da SPX, ao Metro Quadrado. Leia também Por que olhar para o médio e o longo prazo? A tese da gestora se apoia em três pontos que ajudam qualquer investidor a ler o momento. O primeiro é a oferta, tendo em vista que nos escritórios da Faria Lima, a demanda voltou e há poucos prédios novos a caminho. “Vamos vivenciar cinco anos de pouca oferta”, disse Daltro. O segundo é a qualidade do ativo. Nos shoppings, a SPX buscou empreendimentos com espaço para crescer, seja com novas lojas, troca de mix ou usos residenciais, e que sejam o principal centro de compras da sua região. O terceiro é a proteção. Em cenário de inflação, déficit fiscal e conflitos internacionais, imóveis voltam a ser vistos como ativo real, capaz de preservar valor. “Quando o mundo tinha medo de inflação comprava ouro e real estate”, resumiu o gestor. O que o pequeno investidor pode tirar do caso? A principal lição é de comportamento. Quem compra imóvel pensando em cinco ou dez anos tende a encontrar preços melhores quando o vendedor precisa de liquidez, e não quando o mercado está eufórico. Para a pessoa física, o caminho mais acessível costuma ser o fundo imobiliário, que permite entrar nesse tipo de ativo com pouco dinheiro. Ainda assim, a estratégia exige paciência e análise. Juro alto por mais tempo, vacância nos imóveis e dificuldade para vender cotas em momentos de estresse são riscos reais, que pesam mais para quem precisa do dinheiro no curto prazo. Continue acompanhando Acompanhe no Paraíba Business as principais movimentações do mercado imobiliário, oportunidades de investimento e tendências que impactam a economia brasileira.
“Como transformar cenários macroeconômicos em decisões financeiras e geração de valor” – Por Fabiano Mapurunga
“Não basta acompanhar a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). É necessário compreender como esses indicadores afetam o negócio, antecipar seus possíveis desdobramentos e incorporar essas variáveis ao planejamento financeiro e estratégico”, aponta o administrador de empresas Fabiano Mapurunga Confira: A economia não acontece apenas nos indicadores divulgados pelo governo, nas decisões dos bancos centrais ou nas projeções dos analistas de mercado. Seus efeitos chegam diariamente às empresas, influenciando custos, receitas, margens, investimentos, endividamento e capacidade de crescimento. Nesse contexto, uma das competências mais importantes da liderança financeira é transformar informações macroeconômicas em decisões empresariais capazes de proteger resultados e gerar valor. Não basta acompanhar a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). É necessário compreender como esses indicadores afetam o negócio, antecipar seus possíveis desdobramentos e incorporar essas variáveis ao planejamento financeiro e estratégico. O cenário brasileiro ilustra bem esse desafio. Em novembro de 2026, a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, acompanhada de expectativas de inflação acima da meta e perspectivas moderadas de crescimento, reforça a necessidade de maior disciplina na gestão financeira. O ambiente exige cautela na contratação de dívidas, seletividade nos investimentos e atenção permanente à geração de caixa. Da análise econômica à decisão empresarial O primeiro passo é compreender que cada variável macroeconômica produz efeitos diferentes sobre a estrutura financeira de uma organização. Uma elevação dos juros, por exemplo, não representa apenas um aumento no custo das dívidas. Ela também modifica o custo de oportunidade do capital, eleva a taxa mínima de atratividade dos projetos e pode comprometer a viabilidade de investimentos anteriormente considerados interessantes. Da mesma forma, a inflação pressiona custos operacionais, salários, contratos e necessidades de capital de giro. Quando a empresa não consegue repassar integralmente esses aumentos aos preços, suas margens são comprimidas. Já a volatilidade cambial pode afetar diretamente organizações expostas a insumos importados, contratos internacionais ou obrigações financeiras em moeda estrangeira. O desafio da gestão financeira é traduzir essas variáveis em impactos mensuráveis sobre o fluxo de caixa, o resultado operacional e a estrutura de capital. Planejamento financeiro não pode depender de um único cenário Uma prática fundamental é trabalhar com diferentes cenários econômicos, em vez de construir o orçamento empresarial com base em uma única expectativa. O cenário-base deve representar as premissas consideradas mais prováveis. Entretanto, é igualmente importante avaliar cenários otimistas e adversos, identificando como mudanças nos juros, na inflação, no câmbio e na atividade econômica podem afetar os resultados. Essa análise permite testar a resiliência financeira da empresa, identificar pontos de vulnerabilidade e estabelecer respostas antecipadas. Por exemplo: o que acontece com o EBITDA se os custos operacionais crescerem acima da inflação projetada? Qual será o impacto no fluxo de caixa se os clientes aumentarem o prazo médio de pagamento? Como ficará a cobertura do serviço da dívida diante de uma elevação dos juros? Essas perguntas transformam o planejamento financeiro em instrumento efetivo de gestão de riscos e tomada de decisão. Alocação de capital: onde investir e onde preservar recursos? Talvez seja na alocação de capital que a conexão entre cenário macroeconômico e geração de valor se torne mais evidente. Em ambientes de juros elevados, a avaliação de novos investimentos exige maior rigor. Não basta que um projeto apresente crescimento de receita ou geração positiva de caixa. É necessário verificar se o retorno esperado remunera adequadamente o capital empregado e os riscos assumidos. Nesse processo, indicadores como Taxa Interna de Retorno (TIR), Valor Presente Líquido (VPL) e Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) são fundamentais. Um projeto pode apresentar resultados operacionais positivos e, ainda assim, destruir valor econômico quando seu retorno não supera o custo de capital. Por outro lado, momentos de maior restrição econômica também podem revelar oportunidades. Empresas financeiramente estruturadas, com liquidez e capacidade de investimento, podem aproveitar condições de mercado para adquirir ativos, ampliar operações ou negociar melhores condições comerciais. Portanto, a decisão não deve ser simplesmente investir menos quando os juros sobem, mas selecionar melhor onde, quando e como investir. Estrutura de capital e gestão de liquidez Outro aspecto fundamental é a gestão do endividamento. A combinação entre juros elevados, prazos inadequados e concentração de vencimentos pode comprometer a flexibilidade financeira de uma empresa, mesmo quando seus resultados operacionais são satisfatórios. Por isso, é necessário avaliar continuamente o custo efetivo das fontes de financiamento, a relação entre dívida e geração de caixa, o perfil de amortização e a exposição a taxas variáveis. A liquidez também precisa ser tratada como uma decisão estratégica. Manter recursos disponíveis não significa necessariamente deixar capital improdutivo, mas assegurar capacidade de enfrentar imprevistos, honrar compromissos e aproveitar oportunidades de investimento. O CFO como tradutor da economia em geração de valor É nesse ambiente que o papel do CFO ganha uma dimensão ainda mais estratégica. O executivo financeiro precisa conectar as variáveis externas à realidade operacional da empresa, oferecendo informações que apoiem decisões de investimento, financiamento, precificação, expansão e gestão de riscos. Sua contribuição não se limita a explicar o que aconteceu com os resultados. Está principalmente em antecipar o que poderá acontecer, demonstrar os impactos financeiros das alternativas disponíveis e orientar a melhor alocação dos recursos. Isso exige integração entre planejamento financeiro, controladoria, tesouraria, operações e estratégia, além de uma cultura de decisões fundamentadas em dados e indicadores consistentes. Cenários macroeconômicos não devem ser tratados apenas como informações de acompanhamento ou elementos de contextualização dos relatórios financeiros. Eles precisam fazer parte do processo decisório das organizações. Empresas que conseguem antecipar mudanças econômicas, adaptar suas estruturas financeiras e direcionar capital para oportunidades de maior retorno desenvolvem maior capacidade de atravessar períodos adversos e construir vantagens competitivas. No fim, a geração de valor não depende apenas de acertar as previsões econômicas, mas de preparar a organização para diferentes possibilidades e tomar decisões consistentes diante de cada uma delas. Afinal, o diferencial de uma boa gestão financeira não está em prever perfeitamente o futuro da economia, mas em compreender seus sinais, antecipar seus impactos e transformar incertezas em decisões que preservem e ampliem o valor do negócio.