Taxa Selic

Taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central

Valor Atual
14.25%
Referência: 04/08/2026

Histórico dos Últimos 12 Meses

08/2025 a 08/2026
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O que é Taxa Selic?

A Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil em reuniões realizadas a cada 45 dias.

Ela é a principal ferramenta de política monetária utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a inflação está alta, o Copom tende a aumentar a Selic para desestimular o consumo e o crédito. Quando a economia precisa de estímulo, a taxa é reduzida.

A Selic serve como referência para todas as demais taxas de juros da economia, incluindo empréstimos bancários, financiamentos e rendimentos de investimentos de renda fixa.

Como a Selic afeta seus investimentos?

📈
Renda Fixa

CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic acompanham diretamente a taxa. Selic alta = maior rendimento em renda fixa.

📉
Renda Variável

Selic alta tende a desvalorizar ações, pois investidores migram para renda fixa (mais segura e rentável).

🏠
Crédito e Financiamentos

Juros de empréstimos, cartão de crédito e financiamento imobiliário sobem junto com a Selic.

🏦
Poupança

Com Selic acima de 8,5% a.a., a poupança rende 0,5% ao mês + TR. Abaixo, rende 70% da Selic.

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O Banco Central começa, hoje, o primeiro dia da quinta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), e o consenso entre analistas do mercado financeiro é de uma redução na taxa básica da economia (Selic) de 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Será o quarto corte consecutivo nos juros básicos do atual ciclo de afrouxamento, iniciado em março. Para a reunião seguinte, em setembro, ainda há dúvidas se haverá continuidade desse mesmo corte às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais. De acordo com os especialistas, nesta semana, apesar da redução das estimativas do mercado para a taxa Selic no fim deste ano, o Copom não deverá deixar a porta aberta para um novo corte nos juros. A expectativa dos analistas ouvidos pelo Correio é de que o ciclo de cortes dos juros possa ter chegado ao fim nesta semana, apesar dos dados recentes de uma inflação mais frouxa em julho. Fique por dentro das notícias que importam para você! SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NO SIGA O CB NO Segundo esses especialistas, o espaço para uma nova redução da taxa Selic está cada vez menor diante do aumento das incertezas em relação ao conflito no Oriente Médio e os impactos nos preços dos combustíveis, e também à perspectiva do fenômeno climático El Niño nos preços dos alimentos. Além disso, a política fiscal expansionista do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem intensificado os desembolsos com a aproximação das eleições, também dificulta o trabalho do Banco Central em trazer a inflação para o centro da meta, tanto para o fim de 2027 quanto para o primeiro trimestre de 2028 — o novo horizonte relevante do Copom, antecipado na reunião de junho, quando o comunicado do colegiado deixou o mercado um tanto confuso, inclusive. Apesar de a inflação oficial ter dado sinais de desaceleração nos dados mais recentes, a perspectiva de piora de pressões inflacionárias para 2027, devido ao impacto do fenômeno climático El Ninõ nos preços dos alimentos devem acender o alerta dos diretores do BC. Os especialistas apontam que está havendo uma desancoragem das expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tanto para 2027 quanto para 2028, que estão se distanciando do centro da meta de 3%, que é o horizonte relevante monitorado pela política monetária. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia do IPCA de julho, o IPCA-15, apresentou uma desaceleração de 0,41%, em junho, para 0,06%, em julho, acumulando alta de 4,52% em 12 meses — resultado bem abaixo das estimativas do mercado, que estavam acima de 0,20%. Mesmo com esse dado menor do que o esperado, o economista Fábio Romão, da consultoria 4 Intelligence — que previa 0,17% no IPCA-15 de julho —, prevê o último corte na taxa Selic nesta semana para 14% anuais, devido ao elevado grau de incertezas nos mercados interno e externo. "Por ora, em razão das incertezas que cercam o cenário internacional e doméstico, esperamos que este seja o derradeiro movimento deste ciclo de calibração", afirmou. Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, também aposta em um corte derradeiro da taxa Selic, para 14% ao ano, na reunião desta semana do Copom, apesar de a inflação de julho apresentar sinais de desaceleração maior do que o esperado pelo mercado. "O nosso cenário-base ainda é esse de um corte de 0,25 ponto percentual, na taxa Selic, para 14% ao ano, e, depois, para, porque a inflação pode reacelerar lá na frente com El Nino e ainda tem os impulsos fiscais do governo e o petróleo que ainda está perto de US$ 85 o barril. Enfim, tem algumas pressões ainda e, como o desemprego está bem baixo, acho que o Copom pode ser mais conservador no curto prazo, e procurar esperar um pouquinho mais para ter mais certeza lá na frente para voltar a reduzir os juros", explicou. Leia também: Juros altos e carga tributária impactam confiança da pequena indústria Megale reconheceu, contudo, que, como a inflação veio melhor no curto prazo, a probabilidade de mais um corte em setembro aumenta, mas se houver um cenário em que a atividade econômica esteja cedendo aos juros mais altos e a pressão inflacionária esteja diminuindo, apesar dos impulsos fiscais. "Mas acreditamos que no fim, o Copom vai mesmo cortar os juros em 0,25 ponto percentual, e não dar nenhuma sinalização clara e esperar os dados para ver se essa desaceleração da inflação é permanente ou temporária para decidir na próxima reunião", acrescentou. Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, lembrou que o consenso do mercado é de que haverá corte na taxa Selic para 14% na reunião do Copom desta semana e que a grande dúvida vai ser o que o BC vai sinalizar para a próxima. "Apesar de o mercado estar com corte adicional de 0,25 ponto percentual, ainda não está muito claro exatamente o que vai acontecer em setembro, porque estamos falando de um período muito próximo das eleições. A inflação está cedendo nos últimos dias, e isso é uma possibilidade para um novo corte, mas tem um efeito que o BC precisa trabalhar e que não está muito claro que é o El Niño, que está vindo muito forte e vai ter um impacto expressivo na inflação de elementos no ano que vem", alertou Vale. O economista lembrou que o Copom vai precisar ter um cuidado adicional na próxima decisão também porque a inflação pode estar cedendo agora, mas, olhando para frente, ainda vai ser muito arriscado continuar reduzindo os juros. "A gente espera que tenha menos tumulto do que foram os últimos comunicados, que foram muito tensos e talvez um pouco mal-elaborados. Talvez, ter um comunicado seja bem mais cuidadoso e mais objetivo, talvez ajude mais a diminuir um pouco das incertezas que estavam no mercado desde a última decisão", afirmou. Leia também: Mercado reduz projeção para inflação de 2026 pela quarta semana seguida Apesar de ponderar que o BC não deveria cortar os juros, o economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, também espera redução na taxa básica para 14% nesta semana. Para ele, o BC vai aproveitar que a inflação corrente está caindo para reduzir os juros agora. "E uma questão interessante é que, na reunião de setembro, o último número que o Copom terá para o IPCA de agosto será negativo, por causa do bônus de Itaipu. Então, sim, há uma possibilidade não desprezível de o Copom reduzir os juros em setembro também, inclusive a curva de juros dá uma probabilidade de 57% de isso acontecer", explicou ele, alertando para um efeito contábil no indicador da inflação oficial que precisará ser levado em conta, justamente às vésperas do primeiro turno das eleições. "Agora, eu acho que o BC não deveria cortar os juros em setembro. Além das incertezas em relação à política econômica do próximo governo, as expectativas de inflação para 2027 e 2028 estão piorando, mesmo com as de 2026 melhorando o que é uma prova do desconforto do mercado com as indicações do BC", alertou. "Existe uma regra no bolso dos banqueiros centrais de que não se deve mudar a política monetária próximo de uma eleição majoritária. Agora, isso não está escrito na pedra, tanto que, nas últimas eleições norte-americanas o Fed cortou os juros mais do que o esperado há pouco mais de um mês do pleito", disse Leal, mencionando um dos motivos para a deterioração das relações entre o ex-presidente do Fed Jerome Powell e o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Diante desse cenário, na avaliação dos especialistas, a queda da Selic em setembro só deverá ocorrer se houver uma piora muito grave no mercado de trabalho e na atividade econômica. Vale lembrar o aumento dos gastos crescentes e os juros elevados seguem pesando no forte aumento da dívida pública bruta do setor público federal - incluindo governo federal, Previdência social, estados, municípios e estatais federais -, que chegou a 81,9% do Produto Interno Bruto - o maior patamar desde abril de 2021, somando R$ 10,8 trilhões, nível considerado preocupante para um país emergente que paga juros de dois dígitos, que acaba dobrando de tamanho em até sete anos. Nos Estados Unidos, devido ao aumento das incertezas externas, especialmente com o conflito no Oriente Médio, as apostas são de aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), que, na semana passada, manteve os juros básicos entre 3,50% e 3,75% ao ano. Por aqui, conforme dados da pesquisa semanal Focus, do Banco Central, a mediana das estimativas do mercado financeiro para taxa Selic no fim de 2026 recuou pela primeira vez desde março, passando de 14% para 13,75%. Contudo, os juros seguem acima de 10% até 2029. A mediana das estimativas para a inflação oficial, medida pelo IPCA, também recuou, passando de 5,12%, na semana passada, para 5,03%, nesta semana, ainda acima do teto da meta, de 4,50%. A mediana das previsões para o IPCA em 2027 e 2028 ficaram estáveis em 4,22% e 3,80%, respectivamente.

Dólar hoje oscila perto da estabilidade enquanto Ibovespa avança; mercado monitora Oriente Médio, EUA e cenário fiscal brasileiro
Dólar Hoje 04/08/2026

Dólar hoje oscila perto da estabilidade enquanto Ibovespa avança; mercado monitora Oriente Médio, EUA e cenário fiscal brasileiro

Publicado em: 04/08/2026 às 11:00hs O mercado financeiro brasileiro iniciou esta terça-feira (4) em ritmo de cautela, com o dólar operando próximo da estabilidade e o Ibovespa mantendo viés positivo, refletindo uma combinação de fatores externos e domésticos. Os investidores seguem atentos aos novos desdobramentos no Oriente Médio, à divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias. Durante as primeiras negociações do dia, a moeda norte-americana chegou a registrar leves perdas frente ao real, mas posteriormente inverteu o movimento e passou a operar em alta moderada. Por volta das 10h30, o dólar comercial era negociado próximo de R$ 5,09, enquanto os contratos futuros também apresentavam valorização discreta. Na sessão anterior, o dólar encerrou em alta de aproximadamente 0,34%, cotado ao redor de R$ 5,087, interrompendo parte da trajetória de queda observada nas últimas semanas. Mesmo assim, a moeda ainda acumula desvalorização superior a 7% em 2026, resultado da entrada de capital estrangeiro, do diferencial de juros favorável ao Brasil e da melhora na percepção sobre ativos de mercados emergentes. Ibovespa mantém trajetória positiva Enquanto o câmbio apresenta volatilidade moderada, o Ibovespa segue sustentando ganhos. O principal índice da Bolsa brasileira voltou a operar acima dos 179 mil pontos, impulsionado principalmente pelas ações de bancos, mineradoras e empresas ligadas ao setor de commodities. O desempenho da Bolsa acompanha o movimento positivo observado em mercados internacionais, favorecido pela redução da aversão ao risco em relação ao conflito no Oriente Médio e pela expectativa de novos dados sobre a economia norte-americana, que poderão influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). Petróleo perde força e reduz pressão sobre a inflação Outro fator que contribui para um ambiente mais equilibrado nos mercados é o comportamento do petróleo. Após registrar alta nas primeiras horas do dia, o contrato do Brent passou a recuar, sendo negociado próximo de US$ 81 por barril. A desaceleração dos preços reduz parte das preocupações relacionadas aos custos globais de energia, inflação e fretes internacionais. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) também apresentaram queda, favorecendo moedas de países emergentes, incluindo o real. Mercado acompanha indicadores dos Estados Unidos Os investidores aguardam a divulgação de novos indicadores da economia americana, especialmente dados ligados ao mercado de trabalho e à atividade econômica. Esses números poderão alterar as expectativas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve, fator considerado um dos principais direcionadores do dólar global nos próximos meses. Caso os indicadores apontem desaceleração da economia dos Estados Unidos, cresce a expectativa de flexibilização monetária, cenário que tende a favorecer moedas emergentes e aumentar o fluxo de recursos para países como o Brasil. Dólar segue sensível ao cenário fiscal brasileiro No mercado doméstico, além do ambiente internacional, o comportamento do câmbio continua condicionado às expectativas sobre as contas públicas, inflação e trajetória da taxa Selic. Apesar do bom desempenho recente do real, analistas observam que qualquer deterioração na percepção fiscal ou aumento das incertezas políticas pode provocar novos movimentos de valorização da moeda norte-americana. A manutenção de juros ainda elevados no Brasil continua oferecendo suporte à entrada de capital estrangeiro, ajudando a limitar oscilações mais intensas do dólar. Panorama do mercado financeiro No início da tarde desta terça-feira, o cenário dos principais ativos era o seguinte: Dólar comercial: em torno de R$ 5,09, com pequenas oscilações ao longo do pregão; Ibovespa: acima de 179 mil pontos, sustentando valorização; Petróleo Brent: próximo de US$ 81 por barril, após perder força durante a sessão; Treasuries americanos: rendimentos em queda, favorecendo ativos de risco. Perspectivas Especialistas avaliam que a volatilidade deverá permanecer elevada nos próximos dias. O mercado continuará acompanhando a evolução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, os indicadores econômicos dos Estados Unidos, as expectativas para os juros globais e o cenário fiscal brasileiro. Enquanto esses fatores permanecerem no radar dos investidores, o dólar deverá seguir alternando movimentos de alta e baixa, refletindo mudanças rápidas no fluxo internacional de capitais e na percepção de risco dos mercados.

Copom inicia reunião que definirá taxa Selic
Selic 04/08/2026

Copom inicia reunião que definirá taxa Selic

Começa nesta terça-feira (4) a quinta reunião de 2026 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). As expectativas são de que a decisão sobre a Taxa Selic seja anunciada dia 5 de agosto, após os dois dias de discussões do grupo sobre o cenário econômico nacional e internacional. O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os integrantes do comitê analisam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros (Selic). Leia também Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho Boletim Focus A quinta reunião do comitê ocorre um dia após o mercado financeiro ter reduzido de 14% para 13,75% as expectativas da Selic (taxa básica de juros) para 2026, como mostrou o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (3). Esta foi a primeira vez, desde março, que o mercado revê para baixo as expectativas para a taxa básica de juros. Em reuniões anteriores, o Copom chegou a acenar com a possibilidade de corte da Taxa Selic. No entanto, o conflito entre Estados Unidos e Irã acabou gerando incertezas, principalmente em alguns preços – em especial sobre os combustíveis, o que levou o comitê a adotar mais cautela em suas decisões. Atualmente em 14,25% ao ano, a Selic está no menor nível de 2026, após três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual promovidas pelo Copom nas reuniões de março, abril e junho. Inflação A expectativa de inflação para 2026 tem melhorado no Brasil, segundo o mais recente Boletim Focus. Pela quinta semana consecutiva, os analistas consultados pelo BC para a elaboração do documento reduziram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerada a inflação oficial do país) para o ano. A estimativa passou de 5,12% para 5,03%. Apesar da melhora, a projeção continua acima do teto da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o limite superior é 4,5%. Taxa Selic A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional, servindo de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, reduzindo pressões sobre os preços. Por outro lado, taxas mais elevadas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro ao definir os juros cobrados dos consumidores. Quando a Selic é reduzida, a tendência é crédito mais barato, favorecendo consumo e investimentos estimulando a atividade econômica. *Agência Brasil Quer analisar todos os seus investimentos em um só lugar, em uma plataforma intuitiva? Baixe o APP B3