IPCA

Índice oficial de inflação do Brasil, medido pelo IBGE

Valor Atual
4.64%
Referência: 01/06/2026

Histórico dos Últimos 12 Meses

07/2025 a 07/2026
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O que é IPCA?

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o indicador oficial de inflação do Brasil, calculado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ele mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. A cesta inclui categorias como alimentação, habitação, transportes, saúde, educação, vestuário e comunicação.

O IPCA é utilizado pelo Banco Central como referência para o regime de metas de inflação. Quando o IPCA acumulado se afasta da meta, o Copom ajusta a Taxa Selic para tentar controlar os preços.

Por que o IPCA é importante para investidores?

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Poder de Compra

A inflação corrói o valor do dinheiro ao longo do tempo. Se seu investimento rende menos que o IPCA, você está perdendo poder de compra.

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Tesouro IPCA+

Títulos do Tesouro IPCA+ garantem rendimento real acima da inflação, protegendo o poder de compra do investidor.

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Rentabilidade Real

Para saber o ganho real de um investimento, subtraia o IPCA do rendimento bruto. Ex: CDI de 14% - IPCA de 4% = ganho real de ~10%.

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Aluguéis e Contratos

Muitos contratos de aluguel e planos de saúde são reajustados pelo IPCA. Acompanhar o índice ajuda a planejar gastos futuros.

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GARE11 Desembolsa R$ 119 Milhões por Galpão Logístico Locado Pelo Carrefour
Fundos Imobiliários Brasileiros 04/08/2026

GARE11 Desembolsa R$ 119 Milhões por Galpão Logístico Locado Pelo Carrefour

O Fundo Imobiliário Guardian Real Estate, o GARE11, comprou um galpão logístico em Itapevi, no interior de São Paulo, pela cifra de R$ 119,8 milhões. Atualmente, o imóvel tem como único inquilino o Carrefour. A informação foi divulgada pela gestão na noite de segunda-feira (3), por meio de fato relevante. A transação de compra foi realizada por meio do Guardian Prime Log FII, um dos fundos imobiliários controlados pelo GARE11. O imóvel está localizado às margens da Rodovia Presidente Castelo Branco, no quilômetro 34,5 no sentido interior, sendo usado pelo Carrefour como centro logístico para abastecer sua rede de lojas em São Paulo. O galpão é composto por uma nave logística de aproximadamente 34.286 m² construídos em um terreno de 405.826 m², com área adjacente de cerca de 4.300 m². Leia Também BTG Pactual Passa a Recomendar HGLG11 de Olho em Desconto Acima de 10% e Dividendos BRCO11 Amplia Locação com M. Dias Branco e Reduz Vacância para 5,9% Oncoclínicas (ONCO3) Vende Fatia na Arábia Saudita e Fecha Acordo de R$ 90 Milhões Fim do Patrimonialismo? O Real Motivo para o Mercado Privilegiar Companhias com Imóveis em Fundos Imobiliários Petrobras Bate Recorde de Produção no 2º Trimestre de 2026 HGLG11 Vende Galpões em Itapevi (SP) por R$ 119 Milhões e Lucra R$ 0,98 por Cota A nave logística divide sua operação entre armazenagem seca (85%) e refrigerada (15%). Newsletter Forbes Daily As principais notícias do mercado financeiro De segunda a sexta-feira no seu email Assinar Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação. O contrato de locação é do tipo típico, com vencimento em dezembro de 2029, e a gestão informa que o Carrefour já demonstrou interesse em renovar o contrato. O pagamento foi estruturado em duas parcelas: A primeira, de R$ 101,7 milhões, quitada pelo fundo no ato da escritura A segunda, de R$ 18 milhões (a serem corrigidos pelo IPCA), com vencimento previsto para julho de 2028 Rentabilidade e impacto no caixa Segundo o fato relevante da Guardian, a estrutura financeira da operação foi desenhada para garantir ao GARE11 uma rentabilidade ponderada média de dois dígitos nos cinco primeiros anos, após custos de aquisição, e acima do guidance de dividendos atual do fundo. Esse cálculo não considera eventuais acréscimos reais no valor do aluguel. Em relação ao impacto no caixa do fundo, a gestão ressalta que o valor da primeira parcela (R$ 101,7 milhões) já vinha sendo provisionado desde janeiro de 2026 no “pote” de Disponibilidades do fundo, registrado nos relatórios gerenciais. Com isso, apenas a segunda parcela (cerca de R$ 18 milhões, corrigidos pelo IPCA) passará a figurar como nova obrigação de pagamento. O impacto na estrutura de capital do fundo, assim, é descrito como marginal. Contexto estratégico e reequilíbrio do portfólio A aquisição faz parte de um movimento de reequilíbrio da exposição do GARE11 entre imóveis logísticos e de renda urbana, antecipado pela gestora nos seus últimos relatórios. Ainda em junho deste ano, o GARE11 firmou compromisso de venda do portfólio de lojas que contempla “considerável fatia de sua exposição a lojas locadas ao varejista Atacadão, detida pelo grupo Carrefour”. A Guardian alega que o objetivo da operação é “reduzir a exposição direta do fundo à contraparte Carrefour”, dado que a empresa é o principal inquilino do fundo (com 37% de participação na receita de aluguel do GARE11). Além disso, o movimento também permite que o FII possa “aproveitar novas operações que tenham o grupo como inquilino sem aumento do patamar atual de concentração”. “Portanto, é fundamental reforçar que a conclusão desta transação traz ao GARE11 uma fotografia provisória em termos de concentração de inquilinos e de exposição aos vértices logísticos e de renda urbana”, defende a gestão. No mesmo fato relevante, o FII apresentou uma simulação preliminar de como ficará a carteira de maneira provisória, que reflete apenas esta transação, do galpão em Itapevi (SP), e uma segunda simulação contemplando o compromisso de venda de ativos de renda urbana detalhados pela gestão nos comunicados recentes. Guardian Simulações do GARE11 Em resumo, com a conclusão da compra do galpão em Itapevi, o portfólio do GARE11 passa de 61% em renda urbana e 31% em logística (posição de junho de 2026) para 57% em renda urbana e 36% em logística. A participação do Carrefour na distribuição de inquilinos sobe de 37% para 41% nessa fotografia intermediária. Após a conclusão da venda dos ativos de renda urbana (operação RU Riza), o portfólio deve se rebalancear para 46% em renda urbana e 44% em logística, com a concentração do Carrefour recuando para 35%. Os contratos atípicos, que hoje representam 94% da carteira, passariam para 84% nesse cenário final. Cotação do GARE11 As cotas do GARE11 são negociadas a R$ 8,14 em bolsa nesta terça-feira (4). Nos últimos 30 dias, os papéis sobem 0,25%. Em uma janela de 12 meses, o fundo acumula queda de 9,45%, no entanto.

Fundos imobiliários: Empiricus aprova venda de shoppings do VISC11 e vê avanço na renovação do portfólio – Money Times
Fundos Imobiliários Brasileiros 04/08/2026

Fundos imobiliários: Empiricus aprova venda de shoppings do VISC11 e vê avanço na renovação do portfólio – Money Times

Fundos imobiliários: Empiricus aprova venda de shoppings do VISC11 e vê avanço na renovação do portfólio (Imagem: Nigel Jarvis/ istockphoto) A Empiricus Research avaliou como positiva a divulgação do memorando de entendimentos (MoU) assinado pelo Vinci Shopping Centers (VISC11) para vender participações em nove shopping centers, por R$ 573 milhões, e reiterou a recomendação de compra para as cotas do fundo imobiliário. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Em relatório assinado pelo analista Caio Nabuco de Araujo, a casa afirmou que a potencial transação representa mais um passo na estratégia de renovação do portfólio do fundo, ao permitir reciclagem de ativos e geração de recursos. “A operação representa um avanço relevante na estratégia de reciclagem sinalizada pela gestão desde o início do ano, ao destravar valor na carteira e reforçar o caixa do fundo para o cumprimento de suas obrigações financeiras nos próximos anos”, disse a Empiricus. Quais ativos fazem parte da negociação? O MoU firmado pelo VISC11 prevê a venda de participações nos seguintes empreendimentos: Shopping Localização Participação objeto da Transação Participação remanescente estimada do VISC11 Prudenshopping Presidente Prudente (SP) 15,0% 73,0% Shopping Granja Vianna Cotia (SP) 15,0% 20,0% Boulevard Shopping Rio Rio de Janeiro (RJ) 40,0% 0,0% Center Shopping Rio Rio de Janeiro (RJ) 7,5% 0,0% Natal Shopping Natal (RN) 20,0% 0,0% Shopping Crystal Curitiba (PR) 17,5% 0,0% Shopping Tacaruna Recife (PE) 10,0% 0,0% Via Sul Shopping Fortaleza (CE) 45,0% 0,0% West Shopping Rio de Janeiro (RJ) 7,5% 0,0% De acordo com a Empiricus, o valor indicado para a operação, de R$ 573 milhões, equivale a cerca de R$ 11,4 mil por metro quadrado (m²) e representa um prêmio de aproximadamente 10% em relação ao valor dos laudos de avaliação dos ativos. Exposição preservada CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Caso a venda seja concluída, o VISC11 deixará de ter participação direta em sete dos nove empreendimentos. Nos casos do Prudenshopping e do Shopping Granja Vianna, o veículo permanecerá como sócio com frações remanescentes de 73% e 20%, respectivamente. Apesar disso, um dos pontos destacados pela Empiricus é a estrutura da operação. Isso porque a aquisição será feita por meio de um novo fundo imobiliário, que será dividido em duas classes de cotas: 80% em papéis seniores e 20% em subordinados. Segundo apuração do portal Pipeline, a compradora seria a Tivio Capital, controlada pelo Bradesco, que estaria estruturando esse novo FII. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ocorre que, pelos termos no MoU, o VISC11 ficará com a totalidade das cotas subordinadas desse veículo a ser constituído, mantendo, assim, exposição econômica ao desempenho futuro dos shoppings vendidos. De acordo com a análise da Empiricus, essa estrutura permite que o fundo participe de uma eventual valorização dos empreendimentos, embora os pagamentos às cotas subordinadas ocorram após a remuneração e amortização da classe sênior. “O veículo preservará exposição ao desempenho futuro dos shoppings, embora seu recebimento permaneça subordinado à remuneração e à amortização da classe sênior”, escreveu Araujo. “A TIR [taxa interna de retorno] nominal alvo das cotas subordinadas é de 17% ao ano, enquanto o excedente mensal ficará retido no veículo durante os três primeiros anos e deverá ser repassado ao VISC11 a partir do quarto ano”, acrescentou. Ganho de R$ 1,21 por cota CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Em termos financeiros, a gestão do VISC11 estima alcançar uma geração de R$ 346 milhões em caixa líquido com a venda. O ganho de capital bruto esperado é de R$ 60 milhões, enquanto o líquido, após despesas relacionadas à quitação antecipada de dívidas dos ativos envolvidos, é estimado em R$ 35 milhões, equivalente a R$ 1,21 por cota. “Considerando o NOI dos últimos 12 meses dos shoppings, a transação apresenta um cap rate [taxa de capitalização] estimado de 7,5%, patamar que consideramos adequado para a venda”, afirmou a Empiricus. “Além do preço 10% superior ao valor de laudo dos empreendimentos, a gestão aponta para um portfólio remanescente mais produtivo”, prosseguiu. Midway Mall reforça tese do fundo CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A casa de análise também destacou que, além da venda das nove participações, o VISC11 concluiu a conversão de sua exposição ao Midway Mall, localizado no Rio Grande do Norte (RN). O fundo transformou o CRI do qual era credor em fração adicional no empreendimento, elevando sua fatia de 0,95% para 12,43%. O investimento total para aquisição dessa participação será de aproximadamente R$ 200 milhões, sendo que R$ 99,8 milhões serão pagos em quatro parcelas anuais corrigidas pelo IPCA. De acordo com a Empiricus, o Midway Mall é um dos principais shopping centers de Natal, com cerca de 300 lojas e posição de destaque no mercado regional. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Segundo a casa, ao final do primeiro semestre de 2026, o ativo registrava crescimento de 13% no NOI caixa em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a atratividade operacional e seu potencial de geração de valor. “Em nossa visão, a conclusão dessa segunda negociação também é positiva para a tese do VISC11, ao ampliar a exposição do fundo a um imóvel relevante, com desempenho consistente e aquisição realizada a um cap rate atrativo de 9,2%.” CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mercado aposta em novo corte na taxa Selic
Selic 04/08/2026

Mercado aposta em novo corte na taxa Selic

O Banco Central começa, hoje, o primeiro dia da quinta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), e o consenso entre analistas do mercado financeiro é de uma redução na taxa básica da economia (Selic) de 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Será o quarto corte consecutivo nos juros básicos do atual ciclo de afrouxamento, iniciado em março. Para a reunião seguinte, em setembro, ainda há dúvidas se haverá continuidade desse mesmo corte às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais. De acordo com os especialistas, nesta semana, apesar da redução das estimativas do mercado para a taxa Selic no fim deste ano, o Copom não deverá deixar a porta aberta para um novo corte nos juros. A expectativa dos analistas ouvidos pelo Correio é de que o ciclo de cortes dos juros possa ter chegado ao fim nesta semana, apesar dos dados recentes de uma inflação mais frouxa em julho. Fique por dentro das notícias que importam para você! SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NO SIGA O CB NO Segundo esses especialistas, o espaço para uma nova redução da taxa Selic está cada vez menor diante do aumento das incertezas em relação ao conflito no Oriente Médio e os impactos nos preços dos combustíveis, e também à perspectiva do fenômeno climático El Niño nos preços dos alimentos. Além disso, a política fiscal expansionista do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem intensificado os desembolsos com a aproximação das eleições, também dificulta o trabalho do Banco Central em trazer a inflação para o centro da meta, tanto para o fim de 2027 quanto para o primeiro trimestre de 2028 — o novo horizonte relevante do Copom, antecipado na reunião de junho, quando o comunicado do colegiado deixou o mercado um tanto confuso, inclusive. Apesar de a inflação oficial ter dado sinais de desaceleração nos dados mais recentes, a perspectiva de piora de pressões inflacionárias para 2027, devido ao impacto do fenômeno climático El Ninõ nos preços dos alimentos devem acender o alerta dos diretores do BC. Os especialistas apontam que está havendo uma desancoragem das expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tanto para 2027 quanto para 2028, que estão se distanciando do centro da meta de 3%, que é o horizonte relevante monitorado pela política monetária. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia do IPCA de julho, o IPCA-15, apresentou uma desaceleração de 0,41%, em junho, para 0,06%, em julho, acumulando alta de 4,52% em 12 meses — resultado bem abaixo das estimativas do mercado, que estavam acima de 0,20%. Mesmo com esse dado menor do que o esperado, o economista Fábio Romão, da consultoria 4 Intelligence — que previa 0,17% no IPCA-15 de julho —, prevê o último corte na taxa Selic nesta semana para 14% anuais, devido ao elevado grau de incertezas nos mercados interno e externo. "Por ora, em razão das incertezas que cercam o cenário internacional e doméstico, esperamos que este seja o derradeiro movimento deste ciclo de calibração", afirmou. Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, também aposta em um corte derradeiro da taxa Selic, para 14% ao ano, na reunião desta semana do Copom, apesar de a inflação de julho apresentar sinais de desaceleração maior do que o esperado pelo mercado. "O nosso cenário-base ainda é esse de um corte de 0,25 ponto percentual, na taxa Selic, para 14% ao ano, e, depois, para, porque a inflação pode reacelerar lá na frente com El Nino e ainda tem os impulsos fiscais do governo e o petróleo que ainda está perto de US$ 85 o barril. Enfim, tem algumas pressões ainda e, como o desemprego está bem baixo, acho que o Copom pode ser mais conservador no curto prazo, e procurar esperar um pouquinho mais para ter mais certeza lá na frente para voltar a reduzir os juros", explicou. Leia também: Juros altos e carga tributária impactam confiança da pequena indústria Megale reconheceu, contudo, que, como a inflação veio melhor no curto prazo, a probabilidade de mais um corte em setembro aumenta, mas se houver um cenário em que a atividade econômica esteja cedendo aos juros mais altos e a pressão inflacionária esteja diminuindo, apesar dos impulsos fiscais. "Mas acreditamos que no fim, o Copom vai mesmo cortar os juros em 0,25 ponto percentual, e não dar nenhuma sinalização clara e esperar os dados para ver se essa desaceleração da inflação é permanente ou temporária para decidir na próxima reunião", acrescentou. Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, lembrou que o consenso do mercado é de que haverá corte na taxa Selic para 14% na reunião do Copom desta semana e que a grande dúvida vai ser o que o BC vai sinalizar para a próxima. "Apesar de o mercado estar com corte adicional de 0,25 ponto percentual, ainda não está muito claro exatamente o que vai acontecer em setembro, porque estamos falando de um período muito próximo das eleições. A inflação está cedendo nos últimos dias, e isso é uma possibilidade para um novo corte, mas tem um efeito que o BC precisa trabalhar e que não está muito claro que é o El Niño, que está vindo muito forte e vai ter um impacto expressivo na inflação de elementos no ano que vem", alertou Vale. O economista lembrou que o Copom vai precisar ter um cuidado adicional na próxima decisão também porque a inflação pode estar cedendo agora, mas, olhando para frente, ainda vai ser muito arriscado continuar reduzindo os juros. "A gente espera que tenha menos tumulto do que foram os últimos comunicados, que foram muito tensos e talvez um pouco mal-elaborados. Talvez, ter um comunicado seja bem mais cuidadoso e mais objetivo, talvez ajude mais a diminuir um pouco das incertezas que estavam no mercado desde a última decisão", afirmou. Leia também: Mercado reduz projeção para inflação de 2026 pela quarta semana seguida Apesar de ponderar que o BC não deveria cortar os juros, o economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, também espera redução na taxa básica para 14% nesta semana. Para ele, o BC vai aproveitar que a inflação corrente está caindo para reduzir os juros agora. "E uma questão interessante é que, na reunião de setembro, o último número que o Copom terá para o IPCA de agosto será negativo, por causa do bônus de Itaipu. Então, sim, há uma possibilidade não desprezível de o Copom reduzir os juros em setembro também, inclusive a curva de juros dá uma probabilidade de 57% de isso acontecer", explicou ele, alertando para um efeito contábil no indicador da inflação oficial que precisará ser levado em conta, justamente às vésperas do primeiro turno das eleições. "Agora, eu acho que o BC não deveria cortar os juros em setembro. Além das incertezas em relação à política econômica do próximo governo, as expectativas de inflação para 2027 e 2028 estão piorando, mesmo com as de 2026 melhorando o que é uma prova do desconforto do mercado com as indicações do BC", alertou. "Existe uma regra no bolso dos banqueiros centrais de que não se deve mudar a política monetária próximo de uma eleição majoritária. Agora, isso não está escrito na pedra, tanto que, nas últimas eleições norte-americanas o Fed cortou os juros mais do que o esperado há pouco mais de um mês do pleito", disse Leal, mencionando um dos motivos para a deterioração das relações entre o ex-presidente do Fed Jerome Powell e o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Diante desse cenário, na avaliação dos especialistas, a queda da Selic em setembro só deverá ocorrer se houver uma piora muito grave no mercado de trabalho e na atividade econômica. Vale lembrar o aumento dos gastos crescentes e os juros elevados seguem pesando no forte aumento da dívida pública bruta do setor público federal - incluindo governo federal, Previdência social, estados, municípios e estatais federais -, que chegou a 81,9% do Produto Interno Bruto - o maior patamar desde abril de 2021, somando R$ 10,8 trilhões, nível considerado preocupante para um país emergente que paga juros de dois dígitos, que acaba dobrando de tamanho em até sete anos. Nos Estados Unidos, devido ao aumento das incertezas externas, especialmente com o conflito no Oriente Médio, as apostas são de aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), que, na semana passada, manteve os juros básicos entre 3,50% e 3,75% ao ano. Por aqui, conforme dados da pesquisa semanal Focus, do Banco Central, a mediana das estimativas do mercado financeiro para taxa Selic no fim de 2026 recuou pela primeira vez desde março, passando de 14% para 13,75%. Contudo, os juros seguem acima de 10% até 2029. A mediana das estimativas para a inflação oficial, medida pelo IPCA, também recuou, passando de 5,12%, na semana passada, para 5,03%, nesta semana, ainda acima do teto da meta, de 4,50%. A mediana das previsões para o IPCA em 2027 e 2028 ficaram estáveis em 4,22% e 3,80%, respectivamente.