CAD/BRL
MoedaDólar Canadense/Real Brasileiro
Atualizado: 2026-11-06 13:06:13
Fonte: Mercado Financeiro / Câmbio Comercial·Atualizado em 06/11/2026 às 13:06
Resumo Cambial: Dólar Canadense/Real Brasileiro
O câmbio de Dólar Canadense/Real Brasileiro (CAD/BRL) está cotado a R$ 3,8995 para compra e R$ 3,8995 para venda, registrando uma variação de -0.07% no pregão atual. Nas últimas horas de negociação, a moeda registrou a cotação mínima de R$ 3,8921 e a máxima de R$ 3,9147.
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EUA sancionam empresas canadenses de câmbio por vínculos com o Irã
O Tesouro dos EUA impôs sanções financeiras a oito empresas canadenses de serviços monetários que, segundo o órgão, fizeram negócios com entidades iranianas sancionadas. Essas empresas facilitaram o câmbio de riais iranianos e outras moedas por ativos digitais, possibilitando transações internacionais, disse um comunicado do Departamento do Tesouro na sexta-feira. As sanções, que servem para isolar as empresas do sistema financeiro baseado no dólar, são as mais recentes de uma série de medidas do Tesouro contra empresas fora dos EUA. Essas empresas facilitaram transações com exchanges iranianas de ativos digitais sancionadas, bem como com endereços de ativos digitais associados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), segundo o Tesouro. Bessent diz que o Canadá não pode ser um refúgio seguro Relacionado: EUA planejam apreender US$ 1 bilhão em criptomoedas ligadas ao Irã nesta semana, diz Scott Bessent “O Canadá não pode ser um refúgio seguro para facilitadores financeiros ilícitos que prestam serviços de evasão de sanções ao regime iraniano e seus representantes”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent. “O Tesouro perseguirá e interromperá os canais financeiros do regime iraniano em qualquer lugar do mundo.” A Cointelegraph informou em agosto que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro, ou OFAC, estava mirando exchanges de criptomoedas que facilitavam a transferência de fundos para o IRGC do Irã. Bessent disse na época que os EUA planejavam “aumentar a pressão econômica” sobre o Irã, concentrando-se nas redes financeiras que financiam o regime do país “em dólares, riais ou criptomoedas”. As designações de sexta-feira dão continuidade à campanha do Tesouro para “interromper a exploração de ativos digitais pelo regime para financiar terrorismo, violações de direitos humanos e ataques contra funcionários e aliados dos EUA”, disse o comunicado. O comunicado acrescentou que as ações foram coordenadas com o FINTRAC, a unidade de inteligência financeira do Canadá. O comunicado observou que algumas das entidades sujeitas a essa ação mudaram seus nomes e endereços para evitar a detecção. Recompensa de US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear do Irã Em uma ação separada na sexta-feira, o programa Recompensas por Justiça dos EUA ofereceu até US$ 20 milhões e possível relocação por informações sobre o programa nuclear do Irã, incluindo suas instalações, equipamentos e pessoal. A falta de conformidade do Irã com a Agência Internacional de Energia Atômica em relação às salvaguardas levou à perda de “continuidade do conhecimento” pela agência sobre a produção iraniana de urânio enriquecido e componentes como centrífugas, disse o comunicado. Revista: Exchanges que informam ganhos com criptomoedas à Receita Federal enfrentam um pesadelo tributário
Fabricantes de cerveja artesanal sofrem com conflito comercial entre EUA e Canadá
Fabricantes de cerveja artesanal sofrem com conflito comercial entre EUA e CanadáAs remessas de cerveja pela fronteira entre os países estão em queda, especialmente após a proibição de importação de bebidas canadenses pelos EUA. (Foto: Bloomberg) As microcervejarias de ambos os lados da fronteira há muito adotam uma abordagem mais colaborativa, mas barreiras tarifárias têm impactado todo o segmento Bloomberg — A Collective Arts, uma cervejaria de Hamilton, província de Ontário, no Canadá, aconselha seus clientes a beber “com criatividade”, oferecendo uma IPA da Costa Oeste chamada “Ransack the Universe” e uma porter com o rótulo “Stranger than Fiction”. A guerra comercial entre os Estados Unidos e o Canadá também está forçando a cervejaria artesanal a pensar fora da caixa. O CEO Matt Johnston afirma que as tarifas e os boicotes ao álcool obrigaram a empresa a reconsiderar como atender ao mercado norte-americano, que representava quase 20% de seus negócios. PUBLICIDADE Uma opção é transferir parte da produção para os EUA. Outra consiste em “direcionar investimentos e energia para onde temos a base mais sólida — nosso mercado interno canadense e outros mercados de exportação que fazem sentido para nós”, afirmou ele. “O objetivo é um negócio que seja resiliente à política comercial ou a qualquer mercado específico”, afirmou Johnston. ⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail. PUBLICIDADE As cervejarias artesanais nos dois países estão se adaptando a uma realidade que poucos imaginavam desde que o presidente Jimmy Carter assinou uma lei em 1978 legalizando a fabricação caseira de cerveja e os pubs canadenses começaram a surgir alguns anos depois: barreiras comerciais que dividem o mercado norte-americano. Apesar das dificuldades, muitas microcervejarias em ambos os lados da fronteira costumam trabalhar juntas. (Foto: Bloomberg) As remessas de cerveja através da fronteira terrestre mais longa do mundo, há muito em declínio, praticamente cessaram desde que algumas províncias canadenses deixaram de estocar cerveja, vinho e destilados americanos nas lojas, e o presidente americano Donald Trump retaliou proibindo as importações de muitas bebidas alcoólicas do Canadá em 29 de setembro. Leia também: Reação a tarifas dos EUA derruba vendas de bebidas alcoólicas em geral no Canadá PUBLICIDADE A proibição foi apenas o mais recente de uma série de obstáculos que têm deixado as indústrias de cerveja artesanal dos EUA e do Canadá — que somam quase US$ 30 bilhões — lutando para lidar com custos mais elevados e mudanças na demanda. Importações de cerveja canadense e americana(Fonte: UN Comtrade) Muitas pequenas cervejarias canadenses e americanas não enxergam as distinções nacionais na visão de soma zero de Trump sobre o comércio, em que os ganhos de exportação de um país ocorrem às custas do importador. As microcervejarias de ambos os lados da fronteira há muito adotam uma abordagem mais colaborativa. “Há um sentimento entre os fabricantes de cerveja de que a maré alta levanta todos os barcos”, disse Bart Watson, presidente e CEO da Brewers Association, um grupo com sede em Boulder, estado americano do Colorado, que representa cerca de 9,5 mil fabricantes independentes de cerveja americanos. PUBLICIDADE Como a fatia da indústria artesanal no mercado geral de cerveja é de meros 13%, “se for possível aumentar essa participação, então o bolo cresce para todos”, afirmou ele. Leia também: Sai vinho, entra ‘tequila’: produtores da Califórnia trocam uva por agave para driblar crise Esse espírito de solidariedade, em vez de competitividade, está se desgastando na disputa comercial que eclodiu este ano entre Trump e o primeiro-ministro canadense Mark Carney. Ambos os líderes demonstraram otimismo quanto à possibilidade de um acordo ser alcançado em breve, e as autoridades canadenses parecem ainda mais confiantes de que a vantagem está mudando para o seu lado, após o partido de Trump ter perdido o controle da Câmara e do Senado a partir do início de janeiro, em uma eleição de meio de mandato centrada em tarifas e outras pressões sobre os consumidores. Carney afirmou na terça-feira (03) que os EUA estão “exigindo menos” e “oferecendo mais” nas recentes negociações comerciais. Uma trégua não poderia chegar em melhor hora para os fabricantes de cerveja, cujas cadeias de abastecimento interconectadas foram efetivamente interrompidas. “Anteriormente, nós, cervejeiros, considerávamos nosso sistema como um sistema norte-americano”, disse Watson, “e esse não é o caso no momento”. ‘Danos colaterais’ A confusão levanta algumas questões óbvias, entre elas: por que produtos como as cervejas artesanais deveriam ser alvo de uma disputa comercial que gira, em grande parte, em torno da segurança econômica dos países e da repatriação de grandes indústrias, como a siderúrgica? Christine Comeau, diretora executiva da Associação Canadense de Cervejeiros Artesanais, afirmou que os pequenos operadores estão intrinsecamente enraizados nas comunidades locais. O transporte de cerveja por longas distâncias é caro. É difícil para os pequenos fabricantes redirecionarem suas vendas para mercados distantes, onde as regulamentações são abundantes. Leia também: Ambev vê volume de cerveja afetado por calendário da Copa e mantém ganho de share, diz CFO Em uma guerra comercial, as pequenas empresas familiares tornam-se “danos colaterais”, disse ela. “Se as conexões transfronteiriças desaparecerem, ambos os países correm o risco de perder mais do que o acesso à cerveja um do outro”, disse Comeau. “Eles também perdem oportunidades de turismo cervejeiro, parcerias comerciais, compartilhamento de conhecimento e os relacionamentos que ajudaram a construir um vibrante setor de cervejas artesanais na América do Norte.” As tarifas sobre o alumínio, que são essenciais para a produção de latas, há muito têm afetado os custos das cervejarias. (Foto: Bloomberg)(NATHAN CYPRYS) Manter esses laços é importante porque o comércio de cerveja entre os Estados Unidos e o Canadá vem sofrendo um declínio constante há quase duas décadas, segundo dados da UN Comtrade, à medida que as grandes cervejarias se consolidaram para formar gigantes como a Anheuser-Busch InBev e a Molson Coors Beverage. Leia também: A corrida dos ‘uísques pavões’: destilarias disputam mercado de garrafas de ultraluxo O México é, de longe, a maior fonte de importações de cerveja dos EUA, respondendo por cerca de 85% do total. O Canadá ocupa o sexto lugar, atrás dos pesos-pesados europeus: Bélgica, Países Baixos, Irlanda e Alemanha. Valor (em dólares) das importações de cerveja dos EUA por origem(Fonte: UN Comtrade) Embora a proibição de importações do Canadá seja dolorosa, um golpe mais persistente para as cervejarias americanas é o custo elevado do alumínio utilizado na fabricação de latas, uma vez que a maior parte do metal bruto provém de usinas canadenses. A Associação de Cervejeiros calcula que as tarifas de 50% impostas por Trump sobre as importações de alumínio poderiam custar aos consumidores até 8,2 centavos a mais por lata, dependendo das decisões de precificação nos níveis das cervejarias, atacadistas e varejistas. Algumas cervejarias independentes podem absorver esses aumentos de custo em suas margens de lucro, disse Watson. “No entanto, é improvável que nossos membros, que são pequenas empresas, possam absorver esses custos para sempre”, afirmou ele, acrescentando que quase mil pequenas cervejarias fecharam nos últimos dois anos, sendo a pressão sobre os preços uma das principais razões para as falências. Para as cervejarias artesanais do Canadá, a divisão também representa uma oportunidade de pressionar o governo a tomar medidas para torná-las mais resilientes e competitivas, por meio da modernização da estrutura tributária federal e da remoção de barreiras ao comércio entre as províncias, afirmou Comeau. “A diversificação comercial é importante, mas o fortalecimento do ambiente de negócios doméstico também o é”, afirmou ela. Leia também: Guinness e Smirnoff Ice impulsionam vendas da Diageo e reforçam aposta do novo CEO ‘World Beer Cup’ Watson afirmou que os boicotes à cerveja colocam em dúvida a futura participação do Canadá em eventos como a “World Beer Cup”, realizada anualmente pela Brewers Association. A competição, realizada em abril, atraiu mais de 1.600 participantes de 50 países, sendo que os EUA, o Japão, o Canadá, a China e o Brasil foram as cinco nações com maior número de inscrições. Caso a disputa entre Washington e Ottawa se agrave, o pior cenário para os fabricantes de cerveja artesanal seria a utilização da cevada como arma, um ingrediente fundamental para a produção de malte cultivado em ambos os países e que ilustra sua co-dependência. Os EUA foram o terceiro maior mercado para as exportações canadenses de cevada em 2024 e o maior comprador de exportações de malte, de acordo com a Comissão de Desenvolvimento da Cevada de Saskatchewan. “Se isso fosse interrompido, seria — não sei qual a palavra certa — catastrófico para as pequenas cervejarias em termos de aumento de preços e disponibilidade”, afirmou Watson. Para Johnston, da Collective Arts, o setor enfrenta muitos desafios além da disputa comercial. Sua empresa está mudando seu portfólio de produtos para atender aos gostos dos consumidores por cerveja sem álcool, bebidas saudáveis, energéticas e água voltadas para compradores preocupados com a hidratação. “Também estamos nos diversificando, não apenas geograficamente, mas também por categoria”, afirmou ele. --Com a colaboração de Joel Arbaje. Veja mais em Bloomberg.com Leia também Motorola desafia Apple e Samsung e reforça aposta no premium com celular de R$ 10.999 ©2026 Bloomberg L.P.
Fundo oferece bolsa de R$ 15 mil para jornalistas
São Paulo O Equality Fund abriu inscrições para sua primeira bolsa internacional de jornalismo. O programa selecionará até cinco profissionais para produzir reportagens sobre soluções locais para crises globais, com foco na igualdade de gênero. As candidaturas podem ser enviadas até 8 de novembro. A iniciativa aceita textos, podcasts, vídeos e projetos digitais baseados em apuração original. As pautas devem tratar de respostas locais a crises globais, como mudanças climáticas, violência de gênero e desigualdade. Movimentos sociais e estudantes realizam manifestação na Avenida Paulista em ato pelo Dia Internacional das Mulheres. Ato destaca a violência de gênero e reivindica políticas públicas de proteção às mulheres - Bruno Santos - 8.mar.24/Folhapress Cada selecionado receberá uma bolsa de 4.000 dólares canadenses (cerca de R$ 15 mil), além de até 500 dólares canadenses (aproximadamente R$ 1.900) para cobrir despesas de apuração. O programa terá duração de nove meses, de janeiro a setembro de 2027. Os seis primeiros meses serão dedicados a encontros, oficinas e desenvolvimento das pautas. Os três meses seguintes serão reservados à conclusão e à publicação das reportagens. Os selecionados serão comunicados até janeiro de 2027. Todas Discussões, notícias e reflexões pensadas para mulheres Carregando... É preciso apresentar três trabalhos e falar inglês; as reportagens podem ser publicadas em outros idiomas. Pré-selecionados farão entrevista virtual e deverão apresentar carta de interesse de um veículo; para publicação independente, poderá ser aceito plano de checagem. A bolsa prevê encontros virtuais mensais, treinamentos de segurança e apuração sensível a traumas e encontro presencial opcional, com viagem e hospedagem custeadas pela organização. Os bolsistas manterão independência editorial e direitos sobre os trabalhos. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial da instituição.