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Atualizado: 2026-09-24 11:04:39

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Brasil fica fora de corredor estratégico entre EUA e Argentina e pode ser impactado por avanço do país vizinho
EUA

Brasil fica fora de corredor estratégico entre EUA e Argentina e pode ser impactado por avanço do país vizinho

A iniciativa coloca a Argentina em posição de receber novos investimentos e financiamento americano O Brasil ficou fora de uma nova iniciativa estratégica dos Estados Unidos na América do Sul que promete movimentar bilhões de dólares em infraestrutura, energia, mineração e tecnologia. Estados Unidos e Argentina anunciaram o Corredor Andes-Atlântico, projeto criado para conectar as principais regiões produtoras de minerais e energia da Argentina aos portos do Atlântico e aos mercados internacionais. O Brasil não integra o corredor. Mas isso não significa que ficará indiferente aos seus efeitos. A iniciativa coloca a Argentina em posição de receber novos investimentos e financiamento americano justamente em setores nos quais o Brasil também tenta ampliar sua presença internacional: minerais críticos, petróleo, gás, infraestrutura, tecnologia e logística. Ao mesmo tempo, dois dos principais eixos argentinos contemplados pelo projeto têm ligação direta com a economia brasileira: o gás de Vaca Muerta e a Hidrovia Paraguai–Paraná. Na prática, portanto, o Brasil pode sentir os efeitos do acordo de duas maneiras: como concorrente da Argentina por investimentos internacionais e como possível beneficiário da expansão da infraestrutura energética e logística do país vizinho. Argentina é escolhida para primeiro corredor da região O peso do anúncio aumenta porque este não é apenas mais um acordo de investimentos. Segundo o governo americano, o Andes-Atlantic Corridor será o primeiro corredor da Partnership for Global Infrastructure and Investment, a PGII, no Hemisfério Ocidental. A estratégia prevê modernizar ferrovias, gasodutos, portos, redes elétricas e infraestrutura digital, ligando duas regiões consideradas fundamentais para o futuro econômico argentino. De um lado está o noroeste do país, onde estão algumas das principais reservas de lítio e cobre. Do outro, Vaca Muerta, gigantesca formação de petróleo e gás não convencional que transformou a Argentina em um dos atores mais importantes da nova configuração energética da América do Sul. O governo americano afirma que o corredor poderá destravar bilhões de dólares em investimentos e criar novas oportunidades para empresas dos Estados Unidos. E há dinheiro público americano potencialmente envolvido. O Export-Import Bank dos Estados Unidos, o EXIM, e a Argentina também anunciaram um marco de cooperação que poderá oferecer até US$ 7 bilhões em financiamento até 2027 para projetos de infraestrutura e expansão da capacidade produtiva. Separadamente, o EXIM apresentou uma indicação de financiamento de até US$ 6 bilhões para o Argentina LNG, projeto estimado em US$ 51 bilhões para produzir e exportar gás natural liquefeito a partir de Vaca Muerta. E o Brasil? É justamente aí que o acordo passa a interessar diretamente aos brasileiros. Brasil e Argentina estão buscando capital internacional para desenvolver setores semelhantes. E a disputa por minerais críticos se tornou particularmente importante. O Brasil sancionou há apenas uma semana, em 16 de setembro, a sua Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A nova legislação brasileira foi criada para estimular pesquisa, mineração, beneficiamento e transformação desses recursos dentro do país, aumentar a industrialização e atrair investimentos. Também foram previstos incentivos fiscais e instrumentos de financiamento. Ou seja: na mesma semana em que o Brasil estabelece uma política nacional para tentar transformar suas reservas minerais em investimento, indústria e tecnologia, a Argentina recebe dos Estados Unidos uma iniciativa internacional específica para acelerar exatamente esse tipo de projeto. O Brasil possui ativos extremamente relevantes nesse mercado, entre eles reservas de terras raras, grafita, nióbio, manganês e cobre. A Argentina, por sua vez, desponta principalmente no lítio e no cobre. O novo corredor não significa que os Estados Unidos tenham rejeitado o Brasil nem que os dois países disputassem formalmente o mesmo projeto. O anúncio não diz isso. Mas significa que, neste momento, é an Argentina – e não o Brasil – que passa a sediar o primeiro corredor desse modelo criado pelos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental. E os setores escolhidos são justamente aqueles que estão no centro da corrida mundial por segurança energética, tecnologia e minerais estratégicos. Investimentos que vão para a Argentina podem alterar a competição regional O impacto para o Brasil pode começar pela disputa por capital. Projetos de mineração e infraestrutura exigem bilhões de dólares e competem mundialmente por investidores, financiamento, empresas de engenharia e compradores de longo prazo. Com o corredor, os Estados Unidos pretendem aproximar diretamente empresas americanas de projetos e concessões argentinas e mobilizar instrumentos de financiamento de órgãos como o EXIM e a U.S. International Development Finance Corporation, a DFC. Isso dá à Argentina uma plataforma adicional para transformar suas reservas naturais em projetos economicamente viáveis. Enquanto isso, o próprio debate brasileiro sobre minerais críticos reconhece que o país ainda enfrenta obstáculos para desenvolver essas cadeias, incluindo financiamento, pesquisa mineral, qualificação profissional e processamento doméstico. Por isso, o avanço argentino passa a ser relevante para o Brasil mesmo que nenhum centavo do corredor seja investido em território brasileiro. Vaca Muerta pode trazer efeito direto para o Brasil Por outro lado, nem todo impacto significa competição. Um dos maiores beneficiários do novo corredor poderá ser Vaca Muerta e o Brasil quer comprar justamente esse gás. Brasil e Argentina já têm um acordo específico para ampliar as exportações de gás argentino ao mercado brasileiro. O objetivo traçado pelos dois governos prevê começar com cerca de 2 milhões de metros cúbicos por dia, avançar para 10 milhões e chegar potencialmente a 30 milhões de metros cúbicos diários em 2030. O Ministério de Minas e Energia afirma que o gás argentino poderá aumentar a oferta no Brasil e atender setores como fertilizantes, vidro, cerâmica e petroquímica. As primeiras importações já começaram, e representantes dos dois países trabalham para solucionar gargalos de infraestrutura, transporte, regulação e preços. Aqui está uma das consequências mais claras do novo corredor para o Brasil. Se os investimentos americanos permitirem à Argentina produzir mais gás e, principalmente, melhorar sua infraestrutura para transportá-lo, o mercado brasileiro também poderá se beneficiar desse aumento de capacidade. Ainda dependerá, claro, de gasodutos, contratos, tarifas e preços competitivos. Mas Vaca Muerta já faz parte da estratégia energética brasileira. Hidrovia coloca o Brasil dentro da equação A segunda conexão direta é logística. O projeto americano prevê integrar regiões produtoras argentinas à Hidrovia Paraguai–Paraná. Só que essa hidrovia não é exclusivamente argentina. Ela começa em Cáceres, no Mato Grosso, atravessa a região central da América do Sul e termina em Nueva Palmira, no Uruguai. São aproximadamente 3.442 quilômetros navegáveis, e o sistema atende Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai. No Brasil, a hidrovia é especialmente importante para o transporte de minérios, grãos e produtos agrícolas do Centro-Oeste. O trecho brasileiro possui cerca de 1.272 quilômetros. Portanto, quando um projeto bilionário pretende aumentar a quantidade de minerais, energia e produtos agrícolas argentinos movimentados pelos portos da Hidrovia Paraguai–Paraná, o Brasil está necessariamente dentro dessa equação logística regional, ainda que não faça parte do acordo entre Washington e Buenos Aires. Maior movimentação de cargas, novos investimentos portuários e mudanças na infraestrutura argentina podem alterar custos, fluxos comerciais e a dinâmica de uma rota compartilhada também por exportadores brasileiros. Minerais críticos colocam Brasil e Argentina na mesma disputa Talvez o efeito mais estratégico esteja, porém, nos minerais. Lítio, cobre, grafita, níquel, terras raras e outros minerais passaram a ser essenciais para baterias, carros elétricos, redes de energia, chips, equipamentos militares e tecnologias avançadas. Por isso, grandes potências estão tentando reduzir sua dependência de cadeias produtivas concentradas em poucos países. E a América do Sul possui uma parcela importante desses recursos. A Argentina se tornou especialmente atraente por suas grandes reservas de lítio e pelo potencial de novos projetos de cobre. O Brasil também tenta transformar seu patrimônio mineral em vantagem econômica. A política sancionada neste mês determina, inclusive, que o país procure agregar valor aos minerais em território nacional, em vez de simplesmente exportar matéria-prima. Ela cria mecanismos de financiamento, incentivos ao processamento e um conselho nacional responsável por definir prioridades estratégicas. O contraste é significativo. Enquanto o Brasil organiza internamente sua política para minerais críticos, a Argentina recebe uma estrutura internacional de apoio americano que inclui financiamento, infraestrutura e aproximação direta com empresas dos Estados Unidos. Não significa necessariamente que um país ganhará investimentos às custas do outro. Mas coloca os dois vizinhos em uma disputa cada vez mais importante por capital, indústria e protagonismo dentro das novas cadeias globais de energia e tecnologia. Há também uma disputa geopolítica O anúncio tem ainda uma dimensão geopolítica. O documento americano afirma que Washington pretende usar suas agências de financiamento e sua capacidade comercial para desenvolver projetos considerados estratégicos e adotar tecnologias consideradas “confiáveis”. Também fala em excluir determinados “atores não orientados pelo mercado”. O comunicado não menciona a China diretamente. Por isso, não é possível afirmar que o corredor tenha sido criado exclusivamente para afastar Pequim da Argentina. Mas a disputa entre Estados Unidos e China por minerais críticos e infraestrutura na América Latina é parte importante do contexto. Um estudo publicado neste ano pelo Atlantic Council, por exemplo, argumentou que a Argentina se tornou um espaço cada vez mais disputado entre empresas americanas e chinesas no setor de minerais críticos e apontou especificamente a crescente presença chinesa na cadeia argentina de lítio. E isso novamente interessa ao Brasil. O país mantém uma relação econômica muito importante com a China, seu principal parceiro comercial, ao mesmo tempo em que busca investimentos americanos e de outros países para desenvolver sua própria cadeia de minerais críticos. Portanto, uma presença americana mais estruturada na Argentina pode alterar também o equilíbrio econômico e geopolítico da América do Sul. O Brasil ficou fora, mas não ficará imune O ponto central para o Brasil é justamente esse. O país ficou fora do Corredor Andes-Atlântico, mas dificilmente ficará fora de seus efeitos. Se a iniciativa funcionar como planejado, bilhões de dólares poderão ser mobilizados para aumentar a capacidade argentina de produzir e exportar gás, petróleo, lítio, cobre e outros recursos. Isso pode transformar a Argentina em uma concorrente ainda mais forte do Brasil pela atração de investimentos internacionais. Ao mesmo tempo, o Brasil pode se beneficiar de uma Argentina com mais capacidade de produzir gás para exportação e de melhorias em uma rede logística regional que também atende produtos brasileiros. Há, portanto, um efeito duplo. De um lado, competição: pela atenção dos Estados Unidos, por investimentos, financiamento e empresas interessadas em minerais críticos, energia e infraestrutura. Do outro, integração: porque parte da infraestrutura argentina que poderá crescer abastece ou se conecta diretamente ao Brasil. Nos próximos meses, esse movimento começará a sair do papel. Uma delegação do Departamento de Estado, da DFC e do EXIM deverá visitar Buenos Aires, Jujuy e Salta em outubro para identificar projetos. O subsecretário de Estado Christopher Landau também deve ir à Argentina para discutir investimentos com representantes públicos e privados. Para o Brasil, a questão agora é acompanhar como a escolha americana pela Argentina para inaugurar esse novo modelo de corredor estratégico no Hemisfério Ocidental poderá redesenhar fluxos de capital, energia, minerais e infraestrutura na América do Sul. Porque, embora não esteja dentro do acordo, o Brasil está geográfica, econômica e estrategicamente perto demais para não sentir seus efeitos.

Amazon no Brasil atinge 100 mil vendedores e amplia aposta logística, afirma CEO
UOL - Notícias

Amazon no Brasil atinge 100 mil vendedores e amplia aposta logística, afirma CEO

São Paulo Após anunciar em meados deste ano parcerias com grandes varejistas, como Magazine Luiza e Carrefour, a Amazon alcança 100 mil vendedores parceiros cadastrados no marketplace, 300 centros de distribuição e um total de 150 milhões de produtos colocados à venda na plataforma em 50 categorias diferentes, diz Juliana Sztrajtman, CEO da operação no Brasil. Os parceiros, segundo a executiva, são "o coração da operação", sem os quais seria inviável atingir o mix atual de produtos. Em conversa com o C-Level Entrevista, a executiva diz que a expectativa é manter nos próximos anos o ritmo de investimentos feitos no Brasil, cujo volume foi de R$ 19 bilhões em 2025. A CEO da Amazon no Brasil, Juliana Sztrajtman, no C-Level Entrevista, na Redação da Folha, em São Paulo - Folhapress Segundo ela, o Brasil é hoje o país que, provavelmente, mais pode trazer novos clientes à Amazon pelo tamanho e pelo alto engajamento do consumidor em compras online. Esse foco no país, diz ela, se traduz em um total de R$ 75 bilhões investidos na operação brasileira nos últimos 15 anos. Publicidade "A gente tem uma forma de falar na Amazon que é ‘ainda é dia 1’", diz a executiva ao citar um estudo do Bradesco BBI, segundo o qual apenas 17% do varejo brasileiro se dá de maneira online, enquanto em países onde o e-commerce está mais maduro esse número passa de 40%. "É só o início de uma história com potencial enorme", diz ela. Publicidade O ritmo de investimento deve se manter nos próximos anos, diz Sztrajtman, embora as características da aplicação possam mudar de cara. Nesse momento, a empresa está bastante concentrada na expansão da área logística. A Amazon, diz Sztrajtman, não só abriga o estoque de clientes que vão do microempreendedor individual ao grande varejista como assume toda a parte logística e o pós-venda, em contratos cujos detalhes não são divulgados. Atualmente, são dois centros logísticos inaugurados por semana. ‘Entregamos em todos os CEPs, todas as residências do Brasil", diz. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões Outro ponto importante, afirma, é o investimento em contratações. São 55 mil colaboradores direta ou indiretamente trabalhando na empresa, um crescimento de 50% em apenas um ano. A Amazon divide os seus negócios entre mercados consolidados e mercados emergentes. Esses últimos englobam países onde a operação foi iniciada há menos tempo, como Brasil, Índia, México, Austrália, Singapura e África do Sul. Publicidade Sztrajtman não revela se o Brasil é o segundo maior mercado emergente atrás da Índia, mas ressalta o nível da operação e o potencial do país em que a empresa aprendeu a operar. Segundo ela, o cliente brasileiro quer receber o produto cada vez mais rápido e, se há cinco anos, dois ou três dias eram sinônimo de alta velocidade, hoje a aposta é a entrega em 15 minutos por meio de uma parceria com a Rappi, algo feito em oito capitais. A busca, agora, é por uma diversidade cada vez maior de produtos, diz. A plataforma começou vendendo livros em 2014 e expandiu para outras categorias em 2019, com uma grande procura por eletrônicos. Nos últimos anos, registra busca crescente por produtos de uso diário, de higiene pessoal, limpeza e alimentação —segmento em que a concorrência entre as plataformas só aumenta. Em agosto, por exemplo, a Shopee estreou no mercado de alimentos frescos, com entrega em até quatro horas. Cosméticos é outro segmento concorrido. "Para se ter uma ideia, a gente aumentou o número de produtos que oferecia nessa categoria no último ano em 50%." Publicidade A plataforma conta também com 50 milhões de artigos trazidos de fora. Nesse contexto, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), que tem a Amazon entre as associadas, comemorou a aprovação do fim da taxa das blusinhas. A gigante de tecnologia disputa o comércio eletrônico brasileiro em um cenário singular. Por aqui, a concorrência inclui varejistas locais, plataformas asiáticas e a argentina Mercado Livre, líder do setor. Na avaliação da executiva, os estabelecimentos asiáticos trouxeram uma abundância de produtos e se fixaram na vida do consumidor. "De alguma forma, elas contribuem para que o mercado se desenvolva", diz. A executiva diz que o alto endividamento das famílias pode afetar a demanda por determinados produtos, mas os artigos de rotina, com um tíquete médio menor, seguem procurados. Além disso, ressalta que a parceria firmada no fim do ano passado com o Nubank, para oferta de crédito, é importante para a empresa também em momentos como esse e está totalmente integrada à operação. Quanto à reforma tributária, Sztrajtman diz que a empresa está em fase de adaptação dos sistemas internos, com atenção especial a aspectos relacionados à segurança da informação. "Acredito que vai simplificar a forma de operar, o que é sempre bom", diz. "É uma das coisas que fazem a gente ser bastante otimista sobre o Brasil." Publicidade Segue na mesma toada com relação a possíveis mudanças na jornada de trabalho. "É outro ponto que a gente está acompanhando de muito próximo. Diante de qualquer mudança, a gente rapidamente estará adaptado." Com inteligência artificial presente, segundo ela, em 100% da cadeia, a executiva destaca o uso da ferramenta seja para auxiliar vendedores parceiros a cadastrar seus produtos mais rapidamente, seja para definir qual é a melhor embalagem para determinado produto. Para Sztrajtman, o modelo tradicional —um marketplace que ofereça a maior quantidade de produtos a preços que as pessoas podem pagar e entrega rápida—não vai mudar. "Essa frase, falada pelo Jeff Bezos [fundador da Amazon], deve ter mais de dez anos: o consumidor quer encontrar o que está procurando, num bom preço e receber rápido", diz ela. "Acho que muda um pouco talvez a forma de comprar, mas o processo final, que é o que a gente tem que trabalhar todos os dias para fazer, não vai mudar". Diferentemente dos Estados Unidos, no Brasil as políticas para ampliação da diversidade no ambiente de trabalho seguem sendo implementadas. "Se eu quero atender bem o cliente brasileiro, tenho que ter um quadro de funcionários que represente essa população. É simples assim", diz. Publicidade Segundo Sztrajtman, a liderança da Amazon hoje é majoritariamente feminina. "É um trabalho intencional, porque a diversidade, na verdade, se a gente sentar e esperar, não vai acontecer." A executiva diz ter orgulho de ter se tornado a primeira mulher a liderar a operação da Amazon no Brasil e que é uma responsabilidade mostrar a outras mulheres que isso é possível. "É um peso, mas é um peso que eu gosto de carregar." RAIO-X | Amazon Fundação: 1995, por Jeff Bezos Sede: Seattle, Washington, EUA Presença: 26 países Atuação no Brasil: Chegou ao país em 2011, com a AWS; Kindle em 2012; livros físicos em 2014; marketplace em 2017 e Amazon Prime em 2019 Presença: 100% dos municípios brasileiros Centros logísticos: mais de 300 Receita líquida: US$ 200,6 bilhões (R$ 1 trilhão) no 2⁠º tri de 2026, com destaque para o segmento internacional, que avançou 15% e atingiu US$ 42,2 bilhões (R$ 211 bilhões) em vendas Lucro líquido: US$ 62,6 bilhões (R$ 313 bilhões) no 2⁠º tri de 2026 Funcionários: mais de 1,5 milhão no mundo Parceiros estratégicos e logísticos: Grupo Casas Bahia, Magazine Luiza, Carrefour, Nubank (NuPay), Favela Llog, To Do Green, Jadlog, Azul Linhas Aéreas e LATAM Cargo

ONU perde força e mundo entra em ciclo de mais conflitos - Times Brasil
Conflitos pelo Mundo

ONU perde força e mundo entra em ciclo de mais conflitos - Times Brasil

O avanço das disputas entre grandes potências e a multiplicação de conflitos reduziram a capacidade da Organização das Nações Unidas (ONU) de funcionar como espaço efetivo de cooperação internacional, na avaliação de Sidney Leite, professor de Relações Internacionais da Faculdade Rio Branco. Para ele, a instituição mantém importância como palco para líderes mundiais, mas enfrenta dificuldades crescentes para transformar os debates em consensos. Em entrevista nesta quarta-feira (23) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Leite avaliou que o cenário internacional está cada vez mais distante de uma lógica multilateral. “A ONU continua sendo um palco de repercussão internacional das falas, dos discursos, porém ela perdeu muito do seu poder de deliberar”, disse. Segundo ele, esse enfraquecimento não ocorreu apenas nos últimos anos, mas se desenvolveu ao longo de décadas. A análise ocorreu em meio aos discursos dos líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU, marcada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã e por debates envolvendo conflitos armados, inteligência artificial e as transformações da ordem internacional. Leia também: Milei chama ONU de ‘inútil’ em discurso e diz que Malvinas pertencem à Argentina Irã entra no debate eleitoral dos EUA Leite considera que o conflito com o Irã terá repercussões que ultrapassam a política externa americana e chegam ao debate doméstico nos Estados Unidos. Segundo o professor, as consequências econômicas da crise, especialmente sobre os preços do petróleo e dos combustíveis, aproximam o tema diretamente do eleitor. “Qualquer discurso tem um impacto enorme no preço do barril do petróleo. E, nesse sentido, chega no bolso do consumidor americano, notoriamente no preço da gasolina”, explicou. Para Leite, o tema tende a permanecer presente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. Na avaliação do professor, o Irã também expôs uma vulnerabilidade estratégica dos Estados Unidos ao demonstrar capacidade de pressionar a circulação de petróleo pelo Estreito de Ormuz e atingir bases e infraestruturas de aliados americanos. Ele classificou a decisão de iniciar um conflito armado com o país como o maior erro da política externa de Donald Trump. Leia também: Assembleia Geral da ONU: ameaça de Trump e recados sobre soberania marcam repercussão; veja o que esperar desta quarta Tecnologia muda equilíbrio dos conflitos Outro ponto destacado por Leite foi a crescente ligação entre inteligência artificial e poder militar. O professor citou o emprego de novas tecnologias em conflitos envolvendo Irã e Ucrânia para argumentar que recursos tecnológicos passaram a reduzir, em determinadas circunstâncias, parte da vantagem tradicional de países com forças armadas maiores. Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo. Siga o Times | CNBC “As guerras do século XXI são guerras em que a tecnologia contrabalançou um pouco aquela assimetria”, avaliou. Para ele, grandes exércitos e poder bélico convencional continuam decisivos, mas a capacidade tecnológica e a atuação geopolítica ganharam peso crescente nos conflitos contemporâneos. Leite também apontou a inteligência artificial como um dos grandes desafios da agenda internacional, por seus efeitos sobre cidadãos, empresas e relações entre Estados. O obstáculo, segundo ele, está em construir regras comuns em um ambiente marcado por rivalidades. Leia também: Vinicius Torres Freire: Lula começou institucional, mas levou campanha eleitoral à ONU; Trump fez discurso dentro do esperado “A grande dificuldade é conseguir um consenso que leve a uma regulamentação que tenha uma dimensão global. Eu diria que isso hoje é impossível”, ponderou. Para o professor, o atual ambiente internacional impede, neste momento, a criação de uma regulamentação de IA com eficácia mundial. Conflito ganha espaço sobre cooperação Ao analisar as acusações envolvendo o Irã e grupos classificados como terroristas, Leite afirmou que seria contraditório esperar que um Estado reconhecesse publicamente o emprego desse tipo de estratégia. Segundo ele, Teerã não admitiria financiar ou apoiar ações de grupos terroristas. O professor encerrou a análise com uma avaliação mais ampla sobre a deterioração do ambiente internacional. “Desde a Segunda Guerra Mundial, nós não tivemos tantos conflitos acontecendo simultaneamente”, ressaltou. Leia também: Lula reforça soberania na ONU e busca projetar Brasil como potência média, diz professor Leonardo Trevisan Para Leite, as perspectivas apontam para a continuidade das disputas entre Estados e para um enfraquecimento do multilateralismo. “O mundo [está] muito mais hoje dominado pela política das superpotências e das potências do que propriamente pelo multilateralismo”, concluiu. 📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL: 🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais 🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562 🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube 🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Perguntas Frequentes sobre Câmbio (ARS/BRL)

Qual é a cotação de Peso Argentino/Real Brasileiro hoje?
A cotação de Peso Argentino/Real Brasileiro está em R$ 0.0032 para compra (bid) e R$ 0.0032 para venda (ask), com variação de +0.00% no dia.
Qual a diferença entre preço de compra (bid) e de venda (ask)?
O preço de compra (bid) é o valor pelo qual o mercado compra a moeda de você, enquanto o preço de venda (ask) é quanto você paga para adquiri-la. A diferença entre os dois valores é o spread cambial praticado pelas instituições.
Qual foi a cotação máxima e mínima de ARS/BRL hoje?
Ao longo do dia, o câmbio oscilou entre a mínima de R$ 0.0032 e a máxima de R$ 0.0032.
Onde acompanhar a cotação de moedas e câmbio em tempo real?
No Cotações Hoje você acompanha cotações em tempo real de Dólar, Euro, Libra Esterlina, Iene, Peso Argentino e mais de 20 moedas internacionais atualizadas continuamente.
Aviso Legal sobre Câmbio: As cotações de câmbio são fornecidas para fins informativos e representam taxas de referência do mercado comercial (interbancário). Taxas para compra em casas de câmbio (turismo), transferências internacionais ou cartões de crédito podem incluir spread, IOF e outras tarifas operacionais.