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BRKM5 Braskem S.A. Pfd A – Cotação Hoje

📈 Ação B3 Materiais Básicos

Braskem S.A. Pfd A

CNPJ: 42150391000170

Preço Atual
R$ 3,18
+4.95%

Fonte: B3 (Brasil, Bolsa, Balcão)·Atualizado em 06/11/2026 às 18:00

Resumo Executivo (Visão Geral em Tempo Real)

BRKM5 (Braskem S.A. Pfd A) é uma ação negociada na B3 do setor de Materiais Básicos. No pregão de hoje, o ativo é negociado a R$ 3,18, registrando variação de +4.95% no dia. O Dividend Yield (DY) acumulado nos últimos 12 meses é de aproximadamente 284.17%.

Análise Fundamentalista • Estratégia de Longo Prazo

Selo de Investimento:

⚠️ Atenção

Atende a 4 de 12 critérios. Alguns múltiplos ou métricas de endividamento exigem cautela.

Pontuação dos Critérios 4/12 (33.3%)
Mínimo Buy & Hold: 8/12 Status: Atenção

Checklist Fundamentalista de 12 Critérios

Critérios auditados automaticamente
Dívida Líquida < Lucro Líquido (12M)
Lucro Líquido não positivo ou dados indisponíveis

A dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses

ROE > 5%
ROE não disponível

Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%

Histórico de Dividendos (> 4% a.a.)
Yield médio histórico: 58.08% a.a.

Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.

Crescimento de Receita ou Lucro (> 5%)
CAGR Receita 5A: 3.85%

Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos

P/VP abaixo de 5
P/VP negativo (-0.16x) - Patrimônio Líquido negativo

Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x

Setor com mais de 100 anos
Setor consolidado: Materiais Básicos

Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século

Empresa Blue Chip
Blue Chip reconhecida na B3

Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial

Mais de 30 anos de mercado
Fundada em 1972 (54 anos de mercado)

Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado

P/L abaixo de 30
P/L negativo ou nulo (-0.44x)

Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x

Dív. Líquida/EBITDA < 2
Dív. Líq/EBITDA: 6.71x (Acima de 2)

Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x

EV/EBIT abaixo de 7
EV/EBIT atual: 21.44x (Acima de 7)

Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x

Tag Along entre 80% e 100%
Tag Along de 0% (Abaixo de 80%)

Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%

ℹ️ Análise algorítmica fundamentalista calculada em tempo real com base em demonstrativos CVM/B3. Não constitui recomendação de compra ou venda.
💰
Valuation por Dividendos

Método Barsi (Preço Teto)

Abaixo do Preço Teto (Margem de Segurança)

Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.

Preço Teto Projetado (Yield 6%)
R$ 30,79
DPA Médio (5 anos) R$ 1,85
Margem de Segurança +868.24%
Ajustar parâmetros na Calculadora Barsi
Fórmula: DPA Médio ÷ 0,06 Alvo: Yield ≥ 6% a.a.
📐
Value Investing

Fórmula de Graham (Preço Justo)

Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.

ℹ️ Fórmula não aplicável (Prejuízo ou PL negativo) A Fórmula de Graham só é aplicável para empresas com Lucro por Ação (LPA) e Patrimônio Líquido (VPA) positivos.
Ajustar parâmetros na Calculadora Graham
Fórmula: √(22,5 × LPA × VPA) Fator 22,5 = P/L 15 × P/VP 1,5
⚠️ Aviso Legal: As estimativas do Método Barsi e da Fórmula de Graham são modelos matemáticos teóricos baseados em dados públicos da B3/CVM. Não constituem recomendação de investimento, compra ou venda.

O ativo BRKM5 (Braskem S.A. Pfd A) está sendo negociado hoje a R$ 3,18, acumulando uma variação de +4.95% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 2,62 e a máxima de R$ 13,78. A companhia está inserida no setor de Materiais Básicos, atuando no segmento de Petroquímicos. Com Dividend Yield acumulado nos últimos 12 meses de 284.17%.

✓ Fonte Oficial: CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e B3 S.A. Brasil, Bolsa, Balcão
Dados públicos em conformidade com a Lei das S/A (Lei 6.404/76)
Abertura
R$ 2,98
Fec. Ant: R$ 3,03
Variação Dia
Min: R$ 2,98
Max: R$ 3,25
52 Semanas
Mín: R$ 2,62
Máx: R$ 13,78
Volume
4.566.000
Moeda: BRL

Histórico de Cotação: BRKM5

Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência

Mínima no Período --
Máxima no Período --
Variação no Período --
Tendência Técnica --
Carregando cotações históricas...

Indicadores de Valuation

-0.44
-0.16
R$ -6,95
R$ -20,70
21.44
P/Receita (PSR)
0.04
P/FCO
-0.45
P/FCL
-0.28
EV/Receita Líq.
0.69
EV/FCO
-8.35
EV/FCL
-5.25
Earning Yield
4.66%
Enterprise Value
R$ 48,48 Bi

Indicadores de Endividamento

Dív. Líq./EBITDA
6.71
Dív. Líquida/PL
-2.78
Dívida Líquida
R$ 45,89 Bi
Liq. Corrente
0.77
PL/Ativos
-0.20
Passivos/Ativos
1.20
Liq. Seca
0.42
Liq. Imediata
0.15

Indicadores de Eficiência

Margem EBIT
3.20%

Indicadores de Rentabilidade

5.08%
-8.37%
Giro do Ativo
0.86

Indicadores de Crescimento

CAGR Receita
3.85%

Dados Financeiros

Margens
Margem Bruta 8.92%
Margem EBITDA 9.68%
Margem Operacional 3.20%
Margem Líquida -9.40%
Fluxo de Caixa
FCO R$ -5.803,00 Mi
FCL R$ -9.239,00 Mi
Caixa Total R$ 5,93 Bi
Caixa/Ação R$ 7,44
Receita e Dívida
Receita Total R$ 70,60 Bi
Lucro Bruto R$ 6,30 Bi
EBITDA R$ 6,83 Bi
Dívida Total R$ 49,34 Bi
Crescimento (Trimestral YoY)
Receita (YoY) -9.17%
Lucro (YoY) 4.63%

Resultados Financeiros

Indicador (Anual) 2025 2024 2023 2022
Receita Total R$ 70.717,00 Mi R$ 77.411,00 Mi R$ 70.569,00 Mi R$ 96.519,28 Mi
Lucro Bruto R$ 1.556,00 Mi R$ 5.997,00 Mi R$ 3.021,00 Mi R$ 11.358,74 Mi
EBIT / Lucro Operacional R$ -1.807,00 Mi R$ -1.079,00 Mi R$ -2.792,00 Mi R$ 4.272,07 Mi
Lucro Líquido R$ -10.961,00 Mi R$ -12.052,00 Mi R$ -4.890,00 Mi R$ -820,39 Mi

Sobre a BRKM5

Indústria / Segmento
Petroquímicos
Funcionários
8.126
Market Cap
R$ 2,59 Bi
Descrição do Negócio

A Braskem S.A. é uma companhia petroquímica brasileira com atuação na produção de resinas termoplásticas e petroquímicos básicos. A empresa opera complexos industriais no Brasil e no exterior, com fornecimento para cadeias de embalagens, bens de consumo, infraestrutura e indústria. A plataforma industrial contempla polietileno, polipropileno, PVC e produtos químicos associados, incluindo iniciativas em biopolímeros. O desempenho é sensível a spreads petroquímicos, custos de nafta e etano, e ao ciclo global de demanda por resinas. Na B3, a companhia negocia sob o ticker BRKM5 e integra o setor de materiais básicos no segmento de petroquímicos. A empresa foi fundada em 2002 e reporta 8.126 empregados.

DIVIDENDO R$ 1,6963
Pagamento: 02/05/2022
DIVIDENDO R$ 7,5390
Pagamento: 20/12/2021
DIVIDENDO R$ 0,8386
Pagamento: 30/12/2019
DIVIDENDO R$ 1,8857
Pagamento: 10/05/2018
DIVIDENDO R$ 1,2567
Pagamento: 12/12/2017
DIVIDENDO R$ 1,2572
Pagamento: 11/10/2016
DIVIDENDO R$ 1,2567
Pagamento: 14/04/2016
DIVIDENDO R$ 0,6062
Pagamento: 23/04/2015
DIVIDENDO R$ 0,6062
Pagamento: 23/04/2014
DIVIDENDO R$ 0,6051
Pagamento: 20/11/2012

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Copom interrompe ciclo de corte de juros e mantém Selic em 13,75% ao ano
Selic •

Copom interrompe ciclo de corte de juros e mantém Selic em 13,75% ao ano

Juros x Inflação: Entenda a relação entre eles 2:45 Crédito: Larissa Burchard/Laís Nagayama Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você O Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em março. A decisão, unânime, ocorre após a reeleição de Lula e em meio a um cenário de incertezas econômicas e inflação elevada. O Copom destacou a necessidade de cautela devido ao ambiente externo adverso e à desaceleração econômica doméstica. Projeções indicam inflação acima da meta até 2029, com a Selic prevista para cair a 12,50% até 2027. Abrir o resumo BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu o “ciclo de calibração da política monetária” e manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira, 4. A decisão foi unânime. PUBLICIDADE Foi a primeira reunião do Copom após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o estresse nos mercados após o segundo turno da eleição, cresceu a aposta de que o Comitê interromperia os cortes da Selic, e, às vésperas do encontro, o mercado estava dividido sobre qual seria o desfecho. O comitê avaliou que o contexto atual apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela em sua condução. Publicidade O colegiado detalhou que o contexto atual é caracterizado por “Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada”. Foi a primeira reunião do Copom após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que gerou estresse nos mercados Foto: Getty Images O Comitê afirmou que seguirá acompanhando a evolução do cenário, “para manter a restrição adequada de forma a assegurar a convergência da inflação à meta”. O Copom vinha conduzindo um ciclo cauteloso de afrouxamento monetário desde março deste ano e havia cortado os juros em 0,25 ponto porcentual cinco vezes, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã sobre a cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação. Publicidade Antes, o BC havia mantido a Selic em 15% — o maior nível em quase duas décadas — por dez meses seguidos, de junho de 2025 a março de 2026. O Copom afirmou que a decisão de manter a Selic em 13,75% ao ano é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta ao longo do horizonte relevante. Segundo o colegiado, a decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego, “sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços”. Publicidade Leia mais Política fiscal na mira O Copom afirmou que “segue acompanhando” como a política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros. Reforçou a postura de cautela em um cenário de “maior incerteza”. “O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, escreveu o BC no comunicado. Segundo o colegiado, os indicadores correntes de atividade “mantêm-se consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026”. E continua, dizendo que o comitê monitora “com atenção” a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos “na medida em que esta contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação”. Publicidade Incertezas externas O colegiado afirmou que o ambiente externo ficou “mais adverso” em função do prolongamento da guerra no Oriente Médio e da política monetária mais restritiva de economias avançadas. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, escreveu o comitê em comunicado. Já no cenário doméstico, o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do Copom aponta, segundo o BC, para uma “moderação mais acentuada da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos”. Publicidade O mercado de trabalho “permanece resiliente”, mas dá sinais de desaquecimento na margem. “Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta”, completa. Projeções de inflação Em alta Economia Após quebra de banco digital e bloqueio de contas, paraguaios protestam e pedem prisão de presidente Lula fará pronunciamento para tentar acalmar o mercado e demonstrar preocupação com a dívida pública O Copom revisou a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no 2º trimestre de 2028, de 3,1% para 3,5%, considerando o cenário de referência. Nesta quarta-feira, esse se tornou o horizonte relevante da política monetária. Com a mudança, a projeção está 0,5 ponto porcentual acima do centro da meta de inflação, de 3%. Isso indica que a trajetória de juros embutida no Focus é insuficiente para fazer a inflação convergir ao alvo no período de seis trimestres observado pelo BC. As medianas do relatório indicam que a Selic cairá a 12,50% no fim de 2027, depois de encerrar este ano em 13,50% ao ano, conforme boletim publicado nesta terça-feira, 3. Considerando só as estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana indica Selic em 13,75% no fim deste ano e 12,50% no fim de 2027. Ao justificar a decisão, o colegiado destacou que “os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista”. “O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, diz o comunicado. Publicidade Desde a última reunião, realizada em setembro, a mediana do Focus para a inflação em 2026 se afastou ainda mais do teto da meta de inflação, de 4,50%. Ela subiu de 4,90% para 5,22%. As estimativas para os anos seguintes também subiram e seguiram acima do centro da meta, de 3,0%. Para 2027, a mediana avançou de 4,30% para 4,76%. Para 2028, de 3,80% para 4,00%. Para 2029, de 3,50% para 3,98%. Já a cotação do dólar utilizada pelo Comitê em suas projeções subiu de R$ 5,15 para R$ 5,20. Publicidade Nesta quarta-feira, a projeção do Copom para o IPCA acumulado em 2026 aumentou de 5,2% para 5,6%. Para 2027, subiu de 3,9% para 4,7%. O colegiado também ajustou as estimativas para a inflação de preços livres em 2026 (5,2% para 5,5%), 2027 (4,1% para 4,8%) e no 2º trimestre de 2028 (3,0% para 3,4%). Para os preços administrados, revisou as estimativas para 2026 (5,3% para 6,0%), 2027 (3,5% para 4,2%) e 2º trimestre de 2028 (3,4% para 3,9%). Todas as estimativas levam em conta a evolução da taxa de câmbio conforme a paridade do poder de compra (PPC), a trajetória da Selic embutida no relatório Focus e o preço do petróleo seguindo a curva futura por aproximadamente seis meses, passando a aumentar 2% ao ano posteriormente. Vale ler também Camila Farani O que toda empresa precisa saber antes que o imposto vire o maior sócio do negócio Coluna da Broadcast Representantes da Braskem e Petrobras vão a NY para negociar com credores Coluna da Broadcast Bonifiq compra startup de IA por R$ 30 milhões e projeta dobrar receita em 2027

Empresas seguram novos investimentos à espera da política econômica do Lula 4
UOL - Notícias •

Empresas seguram novos investimentos à espera da política econômica do Lula 4

São Paulo O mergulho de 18% da Bolsa brasileira e o repique de 9% do dólar na semana passada foram a parte mais visível da reação dos investidores à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para o seu quarto mandato como presidente da República. De forma silenciosa, os dias que se seguem são marcados pela decisão de muitos gestores e empresas em pausar novos projetos. Não existem levantamentos que possam medir esse movimento em tão curto espaço de tempo, mas empresários, economistas e consultores ouvidos pela Folha afirmam que o alto comando de companhias e fundos quer saber quem será o novo ministro da Fazenda e a política econômica do Lula 4 antes de definirem estratégias para os próximos quatro anos. "A gente percebe que todo mundo está entrando numa espécie de piloto automático para tocar a operação no dia a dia e, no que se refere a novos projetos e expansões, principalmente no caso de quem depende de crédito, parou tudo", diz o banqueiro Ricardo Lacerda, fundador e CEO do BR Partners, banco de investimento voltado a fusões e aquisições, mercado de capitais e reestruturações financeiras. Painel eletrônico na B3 exibe a movimentação do mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Rafaela Araújo/Folhapress O fundador e presidente da consultoria de infraestrutura Inter.B, Cláudio Frischtak, percebe um período de espera, mas diz que a reação varia conforme o setor. Quem atua pensando no longo prazo costuma aproveitar oportunidades quando elas surgem, mas o executivo lembra que juros elevados por si só reduzem o número de investimentos economicamente viáveis. "A desorganização das contas públicas cobra um preço altíssimo do investimento", afirma. Publicidade À Folha, o estrategista-chefe do BlackRock Investment Institute para a América Latina, Axel Christensen, diz ter, já faz um tempo, uma visão otimista do Brasil, dadas as oportunidades oferecidas em energia verde, terras raras, agronegócio e inovação financeira, além do grande mercado consumidor. "Mas oportunidades não são garantia de sucesso. Para que se concretizem, é preciso execução", afirma. "Quando se constrói um porto ou uma usina de energia, não se pensa no ano seguinte, nem mesmo nos próximos quatro anos de um governo Lula. Está-se pensando em vários mandatos presidenciais à frente. Mas, se um investidor não souber o que esperar, poderá escolher outro país que ofereça previsibilidade." C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões Na semana passada, a importância de o governo detalhar como vai tocar as contas públicas foi destacada pelo economista sênior João Machado, da S&P Global Market Intelligence, braço de pesquisa e análise econômica do grupo S&P Global. Em evento em São Paulo na quarta (28), voltado a investidores de ETFs —fundos de índice negociados em bolsa—, ele afirmou que o mercado estará atento não apenas ao anúncio das medidas, mas também à implementação delas. Publicidade Adotar um compasso de espera é comum após eleições, mas especialistas apontam que o cenário agora é desafiador. Outros governos enfrentaram inflação ou juros mais altos, ou déficits primários mais profundos. O Lula 4 se depara com uma combinação de juros e dívida elevados, desaceleração do crescimento e choques inflacionários: alta do petróleo, efeitos do El Niño sobre custo de alimentos, reforma tributária e o fim da escala 6x1. Lula acrescentou mais uma fonte de incerteza ao assumir, durante a campanha, compromissos que exigirão aumento de despesas. Segundo estimativas apresentadas por Alexandre Andrade, diretor da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão vinculado ao Senado, as promessas eleitorais podem representar um gasto adicional de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões em 2027. Diante da dificuldade de acomodar esses compromissos sem cortes em outras áreas, Andrade questiona: "Vai remanejar de onde?". O mercado, porém, não vê risco de calote. O CDS (Credit Default Swap) de cinco anos, um derivativo de crédito usado como termômetro do risco de inadimplência de um país, estava em cerca de 135 pontos na quinta (29), muito distante dos 2.000 pontos de 2002, na primeira eleição de Lula. A resposta inicial do governo frustrou expectativas. Na quinta (29), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), escreveu nas redes sociais que "quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição". Em entrevista à Folha no sábado (31), não descartou a necessidade de economizar, mas classificou a pressão do mercado como "chantagem" e afirmou que ela não pode se sobrepor à vontade popular. Publicidade Participantes do mercado financeiro, por outro lado, apontam a urgência da adoção de medidas. "Essa não é uma discussão ideológica, é matemática", diz o economista-chefe da ARX Investimentos, Gabriel Barros. Para dar a dimensão da gravidade do momento, ele faz uma comparação com a recessão de 2015 e 2016, no segundo mandato de Dilma Rousseff, quando a economia encolheu cerca de 6,7%. Em 2014, o déficit primário rompeu uma longa sequência de 16 anos de superávits. Desde então, o país só voltou ao azul em 2021 e 2022. Neste ano, de janeiro a setembro, os gastos federais somaram R$ 1,9 trilhão, alta de 5,4% acima da inflação sobre igual período de 2025. A arrecadação cresceu mais, 6,5%, mas não o suficiente: o déficit primário, que exclui os juros da dívida, chegou a R$ 90,2 bilhões. Barros destaca que a dívida bruta também mudou de patamar. Equivalia a cerca de 56% do PIB em 2014 e chegou a 82,9% em setembro deste ano, patamar superado durante a pandemia, quando atingiu o pico de 86,9%. O economista da ARX lembra que, com a Selic a 13,75% ao ano, descontada da inflação, o Brasil tem um juro real na casa de 8,8%, quase o dobro do registrado em 2014, quando ficou em 5%. Esse juro alto tem duplo efeito: acelera o crescimento da dívida, já que 51,6% dos títulos federais estão atrelados à Selic, e compromete a saúde financeira de famílias e empresas. Em agosto, 82% das famílias estavam endividadas, um recorde. Naquele mesmo mês, 9,3 milhões de negócios estavam inadimplentes, com R$ 244,4 bilhões em dívidas negativadas, segundo a Serasa Experian. Publicidade Mesmo não sendo a causa única, o crédito caro elevou o número de recuperações judiciais, afetando varejistas como Casas Bahia, Marabraz e Tok&Stok, e recuperações extrajudiciais, caso da Raízen e da Braskem "Essa taxa de juros é inustentável, porque está comprometendo a renda das famílias e das empresas, e não vai cair se não houver uma melhora fiscal", afirma a economista e colunista da Folha Solange Srour, diretora de macroeconomia para Brasil do UBS GWM, resumindo o pensamento da maioria dos analistas. Srour está particularmente preocupada com a velocidade de avanço da dívida. Historicamente, cresceu de 1 a 1,5 ponto percentual do PIB por ano. Mantido o ritmo atual, porém, ela estima que o avanço se estabeleça acima de 4 pontos percentuais por ano, levando os investidores a cobrar prêmios de risco cada vez maiores para comprar títulos da dívida brasileira. "A economia já está desacelerando e, se nada por feito, a gente pode ir para uma recessão", diz Srour. Embora a defesa de um ajuste seja associada a economistas de orientação mais ortodoxa, há especialistas à esquerda que defendem revisão de gastos. É o caso de Nelson Marconi, que participou da elaboração dos programas econômicos das campanhas presidenciais de Ciro Gomes em 2018 e 2022. Marconi propõe, entre outras medidas, suavizar a regra de reajuste do salário mínimo e reformar o modelo da Previdência para o futuro. "A campanha não discutiu propostas, e o cenário ruim, de taxas de juros e endividamento elevados, permanece. Enquanto essa situação se prolongar, investidores e empresários param para esperar. Agora, tudo depende de Lula. O governo ainda não deu nem um sinal de mudança, mas precisa mudar logo."

Empresas enfrentam pressão de dívidas e juros elevados no início do quarto mandato de Lula
Selic •

Empresas enfrentam pressão de dívidas e juros elevados no início do quarto mandato de Lula

O elevado endividamento das empresas brasileiras e a perspectiva de uma queda mais lenta dos juros devem aumentar a pressão sobre o setor produtivo no próximo governo Lula. Estudo da consultoria RK Partners aponta que 26% das companhias de capital aberto no país não conseguem cobrir as despesas financeiras com a própria geração de caixa operacional. Segundo Ricardo Knoepfelmacher, sócio da consultoria, mais de R$ 700 bilhões em dívidas estão atualmente em negociação com bancos e fundos de investimento. Indústria de transformação e comércio concentram quase metade das empresas nessa situação e apresentam níveis de alavancagem três vezes superiores à geração anual de caixa operacional. A reportagem é do Estadão. O cenário é resultado de um ciclo prolongado de endividamento, iniciado quando a Selic chegou a 2% ao ano, em 2020, e agravado pela elevação dos juros nos anos seguintes, que alcançaram 15% em 2025. O custo do crédito tem contribuído para o aumento dos pedidos de recuperação judicial e extrajudicial, envolvendo empresas como Braskem, Unigel, Casas Bahia, Grupo Pão de Açúcar, Tok&Stok, Mobly, Habib’s e Ri Happy. Projeção da consultoria RGF-Bizdoc indica que o número de empresas em recuperação judicial em oito cadeias produtivas deve passar de 4.581, em junho deste ano, para 5.554 até o fim de 2027, considerando um cenário de redução gradual da taxa básica de juros. A reeleição de Lula também provocou uma revisão das expectativas do mercado sobre a política monetária. Parte dos investidores esperava uma queda mais acelerada da Selic caso Flávio Bolsonaro (PL) vencesse a disputa presidencial, diante da expectativa de um ajuste fiscal defendido por sua equipe econômica. Com a vitória do petista, a trajetória dos juros passou a ser reavaliada, enquanto empresários aguardam definições sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica. Entre os nomes cotados para o Ministério da Fazenda estão o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Economistas alertam que a combinação entre crédito restrito, endividamento elevado e incertezas fiscais pode levar mais empresas a renegociar dívidas em condições desfavoráveis ou recorrer à recuperação judicial.

Perguntas Frequentes sobre BRKM5

Qual é a cotação de BRKM5 hoje na B3?
A cotação de BRKM5 hoje está em R$ 3,18. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 2,98 e máxima de R$ 3,25.
Quanto a BRKM5 paga de dividendos (Dividend Yield)?
A empresa distribui proventos periodicamente na forma de dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio). Você pode conferir a tabela completa com as últimas datas de corte (Data Com) e pagamento na seção de Dividendos acima.
Como calcular o Preço Teto de BRKM5 pelo Método Barsi e Décio Bazin?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de BRKM5 para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significam os indicadores fundamentalistas P/L e P/VP de BRKM5?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.
Dados Oficiais CVM · Sistema RAD

📰 Fatos Relevantes e Comunicados de BRKM5

Documentos oficiais protocolados pela companhia na Comissão de Valores Mobiliários.

Ver histórico completo
Fato Relevante 29/10/2026 às 18:52

Relatório de Produção e Vendas 3T26

Comunicado ao Mercado 27/10/2026 às 22:30

Notícia divulgada na mídia

Fato Relevante 24/10/2026 às 16:42

Fato Relevante - Braskem comunica sobre informações compartilhadas com Investidores

Comunicado ao Mercado 21/10/2026 às 21:14

Aquisição/Alienação de Participação Acionária Relevante

Comunicado ao Mercado 21/10/2026 às 20:48

Braskem comunica sobre protocolo de Involuntary Chapter 11 contra a Braskem America Finance

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