BHIA3 Grupo Casas Bahia S.A. – Cotação Hoje
Grupo Casas Bahia S.A.
CNPJ: 33041260065290
Fonte: B3 (Brasil, Bolsa, Balcão)·Atualizado em 06/11/2026 às 18:00
BHIA3 (Grupo Casas Bahia S.A.) é uma ação negociada na B3 do setor de Consumo e Varejo. No pregão de hoje, o ativo é negociado a R$ 0,72, registrando variação de +4.35% no dia. O índice Preço/Valor Patrimonial (P/VP) está avaliado em 0.26x. O Dividend Yield (DY) acumulado nos últimos 12 meses é de aproximadamente 3382.86%.
Selo de Investimento:
⚠️ AtençãoAtende a 5 de 12 critérios. Alguns múltiplos ou métricas de endividamento exigem cautela.
Checklist Fundamentalista de 12 Critérios
Critérios auditados automaticamenteA dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses
Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%
Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.
Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos
Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x
Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século
Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial
Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado
Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x
Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x
Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x
Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%
Método Barsi (Preço Teto)
Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.
Fórmula de Graham (Preço Justo)
Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.
Resumo Fundamentalista de BHIA3
O ativo BHIA3 (Grupo Casas Bahia S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 0,72, acumulando uma variação de +4.35% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 0,29 e a máxima de R$ 4,17. A companhia está inserida no setor de Consumo e Varejo, atuando no segmento de Eletrodomésticos. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/VP de 0.26x. Com Dividend Yield acumulado nos últimos 12 meses de 3382.86%.
Histórico de Cotação: BHIA3
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 29.197,00 Mi | R$ 27.206,00 Mi | R$ 28.847,00 Mi | R$ 30.898,00 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 8.909,00 Mi | R$ 8.377,00 Mi | R$ 8.055,00 Mi | R$ 9.590,00 Mi |
| EBIT / Lucro Operacional | R$ 1.343,00 Mi | R$ 510,00 Mi | R$ -1.161,00 Mi | R$ 1.161,00 Mi |
| Lucro Líquido | R$ -2.988,00 Mi | R$ -1.045,00 Mi | R$ -2.625,00 Mi | R$ -342,00 Mi |
Sobre a BHIA3
O Grupo Casas Bahia S.A., listado na B3 sob BHIA3, atua no varejo de bens duráveis e eletroeletrônicos no Brasil, com operação omnicanal que combina lojas físicas, comércio eletrônico e marketplace. A companhia opera marcas de varejo conhecidas nacionalmente e mantém estrutura de logística, distribuição e serviços financeiros para apoiar vendas parceladas e recorrência de clientes. A base de receita inclui venda de produtos, serviços e intermediação em canais digitais. A dinâmica de resultados é influenciada por consumo das famílias, custo de crédito, inadimplência, nível de estoques e eficiência logística. O setor de varejo de eletrodomésticos é sensível a renda disponível, juros e competição de preço entre grandes plataformas. Nos últimos anos, a empresa passou por reorganização de marca e ajustes operacionais para reduzir alavancagem, melhorar geração de caixa e priorizar rentabilidade por canal e categoria de produto.
Outras Ações do Setor de Consumo e Varejo
Ver Todos os Ativos⚔️ Comparações Populares com BHIA3
Duelos 1 contra 1 de valuation, dividendos, preço teto e múltiplos fundamentalistas.
Notícias relacionadas
Como Brasil perdeu liderança mundial das terras raras para China
[RESUMO] Separar e purificar os 17 elementos quase indistinguíveis das terras raras desafia a química há mais de três séculos. Hoje, eles são insumos essenciais para motores elétricos, turbinas eólicas, eletrônica avançada e sistemas militares. Desde os anos 1990, a China detém o domínio mundial desses processos em escala industrial, protegendo-os como tecnologia estratégica de Estado. Nos anos 1940, porém, um cientista naturalizado brasileiro já havia sido pioneiro mundial nesses métodos de separação, levando o Brasil à vanguarda industrial das terras raras, posto perdido após escolhas equivocadas do Estado. A biografia de Xu Guangxian (1920-2015) entrelaça-se com a ascensão científica da China contemporânea. Na milenar Shaoxing, sua cidade natal, uma estátua de bronze e um museu quase devocional preservam sua vida e obra; no centenário de seu nascimento, em 2020, a homenagem se estendeu a universidades e instituições científicas chinesas, com exposições, cerimônias e edições especiais de revistas acadêmicas. Xu recebeu a mais alta distinção científica do país e passou a ser referido oficialmente como o "pai da química chinesa das terras raras". Nos anos 1970, formulou uma nova teoria de extração por solventes em cascata que permitiria levar à escala industrial a separação dos lantanídeos, os 15 elementos que formam o núcleo do grupo das terras raras, completados pelo escândio e pelo ítrio. Como esses elementos têm propriedades químicas muito semelhantes entre si, isolá-los com elevado grau de pureza e em escala industrial era, e ainda é, um dos trabalhos de Hércules da química industrial. A mineradora Serra Verde, em Minaçu (Goiás), é considerada a única fora da Ásia a produzir em escala comercial os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras, segundo o Ministério de Minas e Energia - Divulgação Serra Verde Algumas décadas antes, Pawel Krumholz (1909-1973) já tentava, no Brasil, separar o que a natureza mantivera quimicamente unido. Químico austro-húngaro com doutorado pela Universidade de Viena, deixou a Europa às pressas durante a Segunda Guerra Mundial, chegou ao Brasil em 1941 e naturalizou-se em 1945. Na empresa Orquima S.A., da qual foi um dos quatro fundadores em 1942 e depois diretor científico, Krumholz ajudou a construir uma competência tecnológica excepcional para um país cientificamente débil, reunindo pesquisa industrial, separação de terras raras e produção de compostos de elevada pureza. Em declarações à Folha, Marco Aurelio De Paoli, 77, professor aposentado do Instituto de Química da Unicamp, afirma que o seu antigo orientador de doutorado "foi o pioneiro na separação das terras raras em nível mundial. Por essa razão era detentor das patentes que protegiam a tecnologia". A matéria-prima era a monazita, trazida do litoral fluminense e capixaba, um mineral fosfatado rico em terras raras. A partir de experiências realizadas no laboratório de sua residência no Jardim Paulista e na planta industrial da Orquima na Avenida Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro (São Paulo), Krumholz e sua equipe conseguiram separar elementos individuais com graus de pureza extraordinários para a época, trabalhando com troca iônica, cristalização fracionada e outros métodos seletivos. Produziram "cloretos mistos ou concentrados de terras raras para a fabricação de catalisadores, vidros óticos especiais e ligas metálicas", afirma Fernando Galembeck, 83, o primeiro doutorando de Krumholz nos anos 1970 e professor emérito de química da Unicamp. O caso mais notório foi o óxido de európio "com cerca de 97% a 99% de pureza, uma marca extraordinária para a década de 1950, tornando-se o primeiro fornecedor comercial do mundo de concentrado de európio puro", diz Galembeck. A Orquima exportou 200 kg de óxido de európio para aplicações nucleares nos Estados Unidos; parte desse material foi destinada ao reator do USS Nautilus, o primeiro submarino nuclear operacional do mundo. A equipe também isolou uma quantidade então recorde de óxido de lutécio com pureza superior a 99,9%. Európio e lutécio são 2 dos 17 elementos que integram o grupo das terras raras. Enquanto isso, do outro lado do mundo, Xu Guangxian tinha pouco mais de 20 anos e ainda se formava como químico numa China em guerra com o Japão. É importante ser preciso. Nem Xu nem Krumholz "descobriram" a separação das terras raras, um hieróglifo investigado por sucessivas gerações de químicos e mineralogistas europeus desde o fim do século 18, e tampouco empregaram os mesmos métodos. O mérito de ambos esteve em transformar conhecimento químico em capacidade experimental e industrial. Krumholz fez isso quando as terras raras ainda estavam no prólogo de sua história industrial. Xu emergiu algumas décadas depois, numa China que começava a fazer desse saber a base de uma estrutura produtiva a ser ampliada e preservada. Mas foi o Brasil que saiu na frente, tanto na mina quanto no laboratório. As terras raras acompanham a história econômica do país desde o fim do século 19. Na década de 1880, areias monazíticas começaram a ser retiradas, de forma irregular, do litoral sul da Bahia, entre a Ponta da Baleia e Prado, depois que um marinheiro inglês identificou casualmente seu potencial. O material passou a ser exportado por John Gordon, comerciante americano radicado no Rio de Janeiro, com destino a Hamburgo, onde alimentava a nascente indústria de mantas incandescentes para lampiões a gás, então uma das principais tecnologias de iluminação urbana, desenvolvidas pelo químico austríaco Carl Auer von Welsbach. Nas primeiras décadas do século 20, o Brasil já ocupava a liderança mundial no comércio de monazita. Também houve pioneirismo no beneficiamento mineral. No início do século 20, funcionavam nas proximidades do rio Paraíba do Sul, no Estado do Rio, instalações que concentravam fisicamente a monazita. Mesas inclinadas e vibratórias do tipo Wilfley separavam os minerais por densidade, enquanto separadores magnéticos Humboldt retiravam aqueles com maior resposta ao campo magnético. O resultado era um concentrado de monazita de maior teor, mais valioso e menos oneroso de transportar. Ao desembarcar no Brasil, Krumholz encontrou uma indústria imberbe e lhe deu sustança científica. Assinou os primeiros artigos indexados sobre terras raras produzidos no país e, como reconhecem seus pares, inventou e patenteou um processo pioneiro de separação e purificação desses elementos a partir das areias monazíticas. O avanço chinês, porém, não nasceu desse conhecimento brasileiro. Não há evidência documental de que a tecnologia desenvolvida pela Orquima tenha sido transferida para a China. Ana Maria da Costa Ferreira, 76, professora titular sênior da USP e última orientada de doutorado de Krumholz, lembra que a China praticamente não aparecia nas conversas do grupo de pesquisa. "Era muito distante, não havia contatos." O químico austro-húngaro Pawel Krumholz (1909-1973), pioneiro em todo o mundo na separação de terras raras, em seu laboratório no Brasil - Acervo pessoal Brasil e China são, na verdade, nascentes de duas histórias tecnológicas independentes, iniciadas em momentos distintos e com destinos diferentes. A China transformou capacidade científica em aprendizagem industrial contínua. Marchando atrás de generais atentos à geopolítica da Guerra Fria, o Brasil seguiu outra trajetória. Como a monazita também contém tório e urânio, elementos radioativos, seu processamento foi sendo cada vez mais atraído para a órbita nuclear. A partir dos anos 1960, na ótica de vários governos brasileiros, de Juscelino Kubitschek a Costa e Silva, esses elementos passaram a pesar mais nas prioridades do Estado do que as próprias terras raras, que perderam centralidade industrial. Nos anos 1970, a crise do petróleo e a busca por autonomia energética reforçaram essa escolha e deram nova escala à ambição nuclear brasileira. A Orquima, criada de forma colegiada por quatro casais judeus que haviam deixado a Europa sob o avanço do nazismo, não teve, por isso, uma morte súbita. Sua absorção pelo Estado ocorreu em etapas. Em 1960, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) começou a adquirir equipamentos ligados ao processamento da monazita; em 1965, o governo federal desapropriou seus bens em São Paulo, completando sua incorporação ao aparato nuclear. Em entrevista à Folha, Micaela Krumholz, 82, filha única do cientista, relembra que os sócios foram obrigados a aceitar a estatização da empresa, o que deixou o pai "muito amargurado". A nacionalização foi uma forma de inibir as vendas internacionais, principalmente para os EUA. A atividade passou então para a Administração da Produção de Monazita e, mais tarde, para estruturas como a CBTN, a Nuclebrás e a Nuclemon. Alguns equipamentos, instalações e parte das equipes permaneceram ativos durante décadas, sob instituições orientadas por outras prioridades. Outros não sobrevieram. "Eu assisti a um acesso de indignação de Krumholz em 1969, quando descobriu que todas as seis cópias do relato sobre a tecnologia da Orquima, preparado para a CNEN, foram perdidas dentro da própria CNEN. Só restava a cópia pessoal dele", relembra Fernando Galembeck. Nem a universidade herdou esse conhecimento. Depois da Orquima, Krumholz foi lecionar na USP, onde orientou oito alunos de doutorado, mas já em outras áreas da química. Ana Maria da Costa Ferreira, que ainda mantém um retrato de Krumholz em seu gabinete, lembra: "Havia uma certa mágoa com o que tinha acontecido à Orquima, não pesquisávamos sobre terras raras". Na China, em movimento oposto, essa competência foi ampliada e incorporada a uma base industrial cada vez mais extensa, permitindo que cada geração de processos servisse de fundamento à seguinte. O futuro, depois de realizado, adquire uma aparência enganadora de inevitabilidade. Seria injusto açoitar o Brasil por não ter previsto, nos anos 1950, o papel que as terras raras desempenhariam muitas décadas depois. Mesmo nos anos 1960 e 1970, quando suas aplicações começavam a aflorar, era difícil imaginar que esses elementos se tornariam tão essenciais para motores elétricos, turbinas eólicas, eletrônica avançada e sistemas militares. Parte do mundo tecnológico que hoje lhes confere valor estratégico ainda pertencia à ficção científica. Nos anos 1950, quando o Brasil já separava e purificava esses elementos em escala industrial, esse futuro nem sequer tinha roteiro. A dificuldade de previsão não significa, contudo, ausência de sinais. A partir dos anos 1960, as terras raras começaram a sair dos laboratórios e a ocupar funções cada vez mais sofisticadas na indústria. Ítrio e európio deram o vermelho vivo às primeiras telas de televisão em cores; em meados dos anos 1950, a Orquima chegou a fornecer európio de alta pureza para o desenvolvimento dessa tecnologia pela Philips. Há mais. O neodímio entrou nos primeiros lasers de estado sólido, os ímãs de samário-cobalto abriram novas possibilidades para motores e equipamentos compactos e, em 1982, o neodímio-ferro-boro redefiniu a tecnologia dos ímãs permanentes. Brasil e China haviam desenvolvido suas primeiras competências sob a influência da política nuclear, mas seguiram caminhos distintos quando esses elementos começaram a adquirir uma vida industrial própria. A China percebeu mais cedo essa mudança de natureza; o Brasil permaneceu por mais tempo orbitando a lógica atômica. Dos anos 1970 a 1990, a China de Deng Xiaoping e, sobretudo, de Jiang Zemin conseguiu preservar e aprofundar essa continuidade entre conhecimento químico e escala industrial. Mineração, separação, refino, metais, ligas e ímãs passaram a integrar um mesmo sistema produtivo, alimentado pela expansão da eletrônica, dos motores e de outras indústrias avançadas. Sem depender de terceiros e dentro de casa, a China passou a dominar, como um colar de contas, todas as etapas das terras raras. Em 2024, o país concentrava 91% do refino mundial das terras raras usadas em ímãs e 94% da produção de ímãs permanentes sinterizados, números que condensam décadas de aprendizagem industrial acumulada. O Brasil não abandonou inteiramente essa competência, mas passou a reconstruí-la em soluços. Em 1986, a Nuclemon abriu em Interlagos uma nova unidade de separação, encerrada em 1991; em 1993, uma planta de demonstração em Buena (localidade situada no município de São Francisco de Itabapoana, RJ) retomou a extração por solventes, mas parou três anos depois. O país ainda dominava partes relevantes da química e conseguia levá-las à escala piloto, sem convertê-las em produção comercial duradoura. Entre 2002 e 2005, a produção brasileira praticamente desapareceu. O conhecimento sobreviveu em papers, patentes e na memória de uma geração envelhecida; o elo entre laboratório, engenharia, escala e mercado, não. Fernando Galembeck é claro: "A competência da Orquima foi perdida depois que foi estatizada". No início dos anos 1960, Krumholz e seus colaboradores reuniram um portfólio internacional de ao menos dez registros de patente ligados às terras raras e às tecnologias de separação, cobrindo troca iônica, precipitação fracionada, separação de cério e ítrio, sais metálicos e controle de emulsões. Foram registradas nos EUA, no Canadá, no Reino Unido, na França e na Alemanha. Hoje em domínio público, elas deixaram uma trilha que atravessa décadas e continentes. Um rastreamento quase forense das citações mostra as invenções de Krumholz reaparecendo no estado da técnica de patentes americanas da Michigan Chemical nos anos 1960, da japonesa Asahi Kasei nos anos 1980, da italiana Dibra nos anos 1990 e, já neste século, de grupos como General Electric e Universidade do Kentucky. Em 2022, uma patente chinesa da Central South University, uma das principais universidades do país em mineração, metalurgia e materiais, ainda citava trabalho desenvolvido por Krumholz seis décadas antes em São Paulo. O nióbio, metal usado sobretudo para tornar aços mais resistentes e leves, mostra que havia um outro caminho possível para o Brasil. Em Araxá (MG), a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) da família Moreira Salles mantém há décadas a ligação entre mineração, processamento, pesquisa metalúrgica e desenvolvimento de aplicações, acumulando conhecimento sobre o material ao mesmo tempo em que cria mercados para ele. Essa continuidade permitiu ao Brasil avançar para ferronióbio, óxidos, nióbio metálico e soluções de maior valor agregado. O Brasil corre agora para reconstruir uma cadeia de terras raras que já dominou parcialmente. Em Minas Gerais, o CIT-Senai opera em Lagoa Santa o LabFabITR, dedicado à produção de ligas e ímãs de neodímio-ferro-boro. No Rio de Janeiro, o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) desenvolve rotas de extração, separação por solventes e refino de neodímio, praseodímio, térbio e disprósio a partir de minerais brasileiros e de ímãs reciclados. Na Bahia, o Senai Cimatec acumulou competências em metalurgia extrativa. Em Santa Catarina, o Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura, em Joinville, trabalha em processos de fabricação e manufatura avançada. Em São Paulo, o IPT, com pesquisadores como Maciel Luz, e a USP —onde Fernando Landgraf trabalha há décadas com ímãs de terras raras, e Henrique Eisi Toma, na química de sua separação— atuam em diferentes etapas da cadeia. O país não parte do zero; parte de competências dispersas entre laboratórios, plantas-piloto e centros de pesquisa. O projeto MagBras tenta justamente reuni-las numa cadeia. Lançado em 2025, amarra 28 empresas, 7 instituições científicas e tecnológicas e 3 fundações, com a ambição de erguer no país o ciclo completo das terras raras, do minério à separação química, dos metais e ligas ao ímã acabado e à reciclagem. Estranhamente, porém, não tem sido feito um trabalho de arqueologia tecnológica para recuperar o conhecimento produzido por Krumholz e pela Orquima. Muitas das organizações científicas brasileiras hoje empenhadas em construir essa competência desconhecem, em boa medida, o trabalho pioneiro realizado no próprio país décadas atrás. Tal como os holandeses revolucionaram a construção naval no século 17, mas ficaram para trás na era do ferro e do vapor, o Brasil viveu nas terras raras um caso semelhante de domínio tecnológico seguido de retrocesso. Entre os químicos, Krumholz é reconhecido como um dos grandes especialistas em terras raras de sua geração; entre os brasileiros comuns, permanece praticamente desconhecido. Morreu em São Paulo após dois infartos, em 1973, e está enterrado no Cemitério Israelita do Butantã. A filha Micaela o define como discreto, um cientista que "era brasileiro e se sentia brasileiro, tinha muito orgulho de ser daqui". Em setembro, ao sancionar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, Lula evocou soberania, industrialização e a necessidade de o Brasil deixar de exportar minerais em estado bruto. Krumholz, porém, ficou fora dessa memória. A nova política oferece uma oportunidade de reparar o esquecimento. A Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Formação Profissional em Minerais Críticos e Estratégicos, prevista na nova lei 15.506, poderia levar seu nome. Seria reconhecer que, nas terras raras, o Brasil já teve um passado à altura do futuro que hoje ambiciona.
Fiocruz alerta para alta de casos graves de Covid-19
Saúde Pública Fiocruz alerta para alta de casos graves de Covid-19 Levantamento mostra quais as pessoas mais afetadas pela doença Covid-19: uma nova alta nos quadros respiratórios graves acende o alerta das autoridades sanitárias brasileiras. De acordo com dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o país enfrenta uma disparada expressiva nos atendimentos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os principais causadores dessa pressão no sistema de saúde são o metapneumovírus, o rinovírus e o Sars-CoV-2 (Covid-19). O avanço do metapneumovírus afeta principalmente o Sudeste (com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro), o Sul (Paraná e Santa Catarina) e o Nordeste (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe). Paralelamente, o coronavírus dá sinais de recrudescimento no Distrito Federal e nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, ainda que a taxa geral de internações por Covid-19 siga relativamente controlada nessas regiões. Crianças e idosos são as maiores vítimas O levantamento epidemiológico revela que o grupo da primeira infância — especialmente crianças de até dois anos — é o mais vulnerável ao contágio. Para essa faixa etária, a principal ameaça envolve o rinovírus, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o metapneumovírus. Preocupa ainda o fato de o rinovírus ter se tornado a maior causa de óbitos pediátricos decorrentes de complicações respiratórias. No outro extremo, os idosos com 65 anos ou mais lideram as estatísticas de mortalidade geral por SRAG. Diante desse quadro, os especialistas reforçam a necessidade de manter o esquema vacinal atualizado, principalmente para a população de maior risco. Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui! Situação da covid-19 nas capitais e dados estaduais No Centro-Oeste, a situação exige atenção dobrada: no Mato Grosso, a Covid-19 é o grande motor por trás do aumento das internações graves, enquanto no Mato Grosso do Sul o rinovírus impulsiona os casos. Além disso, Roraima, Sergipe e Santa Catarina operam em faixas de risco elevado para SRAG. Entre as capitais brasileiras, Aracaju (SE) e João Pessoa (PB) registram os índices mais preocupantes, combinando níveis elevados de contágio com uma curva ascendente nas internações ao longo das últimas seis semanas. Raio-X dos vírus circulantes no Brasil A amostragem laboratorial das últimas quatro semanas revela o predomínio avassalador de dois agentes infecciosos no país: Rinovírus: 50,1% dos diagnósticos positivos e 43% das mortes confirmadas. Sars-CoV-2 (Covid-19): 8,5% das infecções e 24,1% das fatalidades. Influenza B: 4,7% dos casos e 12,7% dos óbitos. Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 10,1% das infecções e 3,8% das mortes. Influenza A: 4,2% dos casos e 1,3% dos óbitos. No acumulado do ano epidemiológico de 2026, o Brasil já ultrapassou a marca de 171 mil notificações de SRAG. Do total de testes com confirmação viral, a maioria dos episódios é atribuída ao VSR (38,7%) e ao rinovírus (33,5%), seguidos pela influenza A (15,5%), influenza B (5,5%) e Covid-19 (3,9%).
Manutenção da Selic, dólar, balanços do 3T26; veja os destaques da semana
Publicidade A semana começou marcada pela manutenção da taxa Selic em 13,75% pelo Copom, que interrompeu o movimento de queda dos juros diante da piora nas expectativas para a inflação. Em conjunto com a decisão monetária, as estimativas para a taxa de câmbio foram reajustadas para R$ 5,30 por dólar ao final de 2026 e R$ 5,50 por dólar ao encerramento de 2027, em um quadro de estabilidade internacional e desafios na gestão fiscal do país. Esse conteúdo faz parte da newsletter semanal Expert Drops; saiba mais e se inscreva! Diante do cenário de juros altos por um período mais longo, as projeções para a Bolsa brasileira passaram por revisão, indicando a necessidade de cautela no posicionamento dos ativos mesmo com métricas de valuation em níveis atraentes. Por fim, a apuração das eleições nos Estados Unidos confirmou a vitória dos democratas na Câmara e no Senado, além da conversão de cinco governos estaduais, análise que fecha a edição avaliando os impactos sobre o mercado acionário americano e as estratégias de alocação recomendadas. Manutenção da Selic em 13,75% pelo Copom O Comitê de Política Monetária optou por pausar o ciclo de cortes dos juros como estratégia para controlar os índices de preços, sem sinalizar a necessidade de um aperto adicional imediato. Diante da volatilidade nos cenários doméstico e internacional, a projeção aponta para a permanência da Selic no patamar de 13,75% até o encerramento do próximo ano. Revisão na recomendação para ações brasileiras A estimativa para o valor justo do Ibovespa ao término de 2027 foi fixada em 200 mil pontos, indicando um potencial de valorização de 19%. Como esse percentual se alinha ao rendimento oferecido pela renda fixa local, a visão para o mercado acionário passou para neutra, ressaltando que, embora o Preço/Lucro (P/L) projetado tenha recuado para 8,2x e o prêmio de risco tenha avançado para 4,5%, ambos seguem aquém dos patamares mais descontados da história. Projeções e forças sobre a cotação do dólar Após um período de estabilidade em 2026, a moeda nacional voltou a perder valor no encerramento de outubro sob a pressão da alta nos prêmios de risco e da piora no ambiente externo. Um mapeamento baseado em cinco cenários com diferentes premissas econômicas aponta trajetórias para o câmbio variando entre R$ 4,80 por dólar na hipótese mais favorável e R$ 6,10 por dólar no contexto de maior estresse. Desempenho das empresas no 3T26 A safra de balanços teve como destaques os números expressivos da PRIO (PRIO3) e da Vibra Energia (VBBR3) no terceiro trimestre, além da consistência nos dados apresentados pelo Itaú (ITUB4). Por outro lado, a Tenda (TEND3) registrou desempenho abaixo das projeções do mercado, enquanto o calendário das próximas semanas reserva a divulgação dos relatórios de companhias como Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Casas Bahia (BHIA3). Continua depois da publicidade Estrutura de capital nas empresas de infraestrutura de IA As cinco maiores companhias do segmento (Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle) vêm direcionando quase a totalidade da geração de caixa para a construção e operação de data centers, recorrendo complementarmente a dívidas e contratos de arrendamento. Apesar do cenário de juros altos, a maior parte do grupo preserva balanços desalavancados e rentabilidade compatível com o capital aplicado, figurando a Oracle e as neoclouds como exceções nessa dinâmica. Eleições de meio de mandato nos Estados Unidos A vitória dos Democratas no controle da Câmara e do Senado nas midterms americanas não altera as teses centrais para o mercado de ações dos Estados Unidos. Embora as mudanças no Poder Legislativo tragam impactos pontuais, os fatores determinantes para a evolução dos ativos continuam concentrados na trajetória dos lucros corporativos, nas taxas de juros e no volume de aportes no ecossistema de inteligência artificial.
Perguntas Frequentes sobre BHIA3
Qual é a cotação de BHIA3 hoje na B3?
Quanto a BHIA3 paga de dividendos (Dividend Yield)?
Como calcular o Preço Teto de BHIA3 pelo Método Barsi e Décio Bazin?
O que significam os indicadores fundamentalistas P/L e P/VP de BHIA3?
📰 Fatos Relevantes e Comunicados de BHIA3
Documentos oficiais protocolados pela companhia na Comissão de Valores Mobiliários.
Adiamento da Divulgação das Demonstrações Financeiras do 3º Trimestre de 2026
Esclarecimento sobre noticia vinculada na mídia
Renúncia de Membro do Conselho de Administração
6-K
Deferimento do pedido de Recuperação Judicial
Fonte de Dados Oficiais & Transparência
Informações de cotações e demonstrações financeiras sincronizadas com dados públicos da B3 e CVM.
Aviso Legal: Os dados e ferramentas disponibilizados pelo Cotações Hoje têm propósito exclusivamente informativo e educacional, não constituindo recomendação de investimento.