SHUL4 Schulz S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs – Cotação Hoje
Schulz S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs
CNPJ: 84693183000168
Fonte: B3 (Brasil, Bolsa, Balcão)·Atualizado em 06/11/2026 às 18:00
SHUL4 (Schulz S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs) é uma ação negociada na B3 do setor de Bens Industriais. No pregão de hoje, o ativo é negociado a R$ 4,31, registrando variação de +3.61% no dia. O ativo opera a um múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 5.73x. O índice Preço/Valor Patrimonial (P/VP) está avaliado em 0.95x. O Dividend Yield (DY) acumulado nos últimos 12 meses é de aproximadamente 10.11%.
Selo de Investimento:
🛡️ Buy and HoldAtende a 12 de 12 critérios fundamentalistas para estratégias de longo prazo.
Checklist Fundamentalista de 12 Critérios
Critérios auditados automaticamenteA dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses
Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%
Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.
Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos
Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x
Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século
Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial
Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado
Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x
Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x
Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x
Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%
Método Barsi (Preço Teto)
Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.
Fórmula de Graham (Preço Justo)
Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.
Resumo Fundamentalista de SHUL4
O ativo SHUL4 (Schulz S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs) está sendo negociado hoje a R$ 4,31, acumulando uma variação de +3.61% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 3,99 e a máxima de R$ 5,74. A companhia está inserida no setor de Bens Industriais. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 5.73x e P/VP de 0.95x. Com Dividend Yield acumulado nos últimos 12 meses de 10.11%.
Histórico de Cotação: SHUL4
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores de Valuation
Indicadores de Endividamento
Indicadores de Eficiência
Indicadores de Crescimento
Dados Financeiros
Resultados Financeiros
| Indicador (Anual) | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|
| Receita Total | R$ 1.938,86 Mi | R$ 1.945,89 Mi | R$ 1.925,76 Mi | R$ 2.093,04 Mi |
| Lucro Bruto | R$ 456,02 Mi | R$ 502,23 Mi | R$ 501,33 Mi | R$ 543,36 Mi |
| EBIT / Lucro Operacional | R$ 238,28 Mi | R$ 290,27 Mi | R$ 304,25 Mi | R$ 378,97 Mi |
| Lucro Líquido | R$ 288,88 Mi | R$ 255,19 Mi | R$ 277,89 Mi | R$ 269,98 Mi |
Sobre a SHUL4
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Duelos 1 contra 1 de valuation, dividendos, preço teto e múltiplos fundamentalistas.
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A Europa está furiosa – Gilberto Lopes – Brasil 247
A Europa está furiosa. Os aluguéis disparam. Os preços da energia sobem, o crescimento está estagnado, os juros da dívida sufocam França, Itália, Espanha e Grécia; os fundos destinados às escolas, à habitação e à compensação dos agricultores afetados pela seca são utilizados para pagar os credores. Assim começa um artigo sobre “O perigoso inverno do descontentamento na Europa”, publicado pelo site Politico em 22 de outubro. Anton Jäger, autor de Hyperpolitics, afirma no New York Times que “a Europa está em chamas”. E adverte que isso vai continuar. É a crise adiada do capitalismo democrático, como já tinha alertado o sociólogo alemão Wolfgang Streeck. É a mesma Europa dos protestos estudantis, de uma Europa que se debate, incerta, sobre seu futuro; a mesma que afirma preparar-se para uma guerra contra a Rússia que poderia ser declarada antes de 2030. Como sabemos, uma guerra como essa arrastaria o mundo inteiro. E duraria “muito pouco”, como alertou o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov. A Europa contorce-se, inquieta, na camisa de força em que parece ter-se transformado um mundo no qual já não se acomoda como antes. Talvez precisamente por ter sido amputada de uma parte essencial, a da Rússia europeia, por onde circulava a energia que a alimentava. Hoje, longe de qualquer integração, predomina, mais uma vez, a ideia de impor uma derrota estratégica a uma Rússia alheia e inimiga, algo que já não era possível no século passado. E hoje também é possível algum tipo novo de aproximação? Tento aproximar-me dessa reflexão, peça-chave de um jogo de xadrez cujo tabuleiro político se estende para norte, sul, leste e oeste. A Europa destina agora bilhões de euros à indústria dessa guerra. Essa é – do meu ponto de vista – a extrema-direita europeia: a da guerra. Tal como era no século passado. Uma ordem mundial turbulenta A configuração de uma nova ordem mundial desenvolve-se de forma extremamente turbulenta e espontânea. Enquanto a potência hegemônica procura preservar sua hegemonia, novos países reivindicam espaços no cenário internacional, afirmou o presidente russo, Vladimir Putin, no Fórum de Valdai, em 1º de outubro. Como já é tradição, Vladimir Putin fez uma análise do panorama internacional no Fórum, que se realiza anualmente entre setembro e outubro. Este ano não foi exceção. Entre sua intervenção e o debate subsequente – uma extensa sessão de perguntas e respostas entre Putin e os participantes de cerca de 40 nações – a sessão durou mais de quatro horas. O debate centrou-se nas mudanças políticas de nossa época. A configuração de uma nova ordem mundial que ele qualificou de “inevitável”. Nada está predeterminado, afirmou Vladimir Putin. O desenvolvimento pode seguir diferentes rumos. As principais potências mundiais possuem armas em seus arsenais capazes de destruir toda forma de vida e de reduzir a Terra a um estado catastrófico. Podemos garantir que estas armas nunca serão utilizadas? “Claro que não”. Embora os conflitos internacionais sejam uma característica dos próximos anos, à medida que o mundo se afasta da hegemonia ocidental, a situação melhorará gradualmente, dando origem – em sua opinião – “a uma ordem internacional multipolar mais estável, democrática e livre”. É uma visão otimista que o próprio Vladimir Putin sabe que não está garantida. Alcançar isso implica a adoção de uma série de medidas práticas para “impedir que a humanidade seja empurrada ao limite de sua sobrevivência e evitar consequências irreparáveis”. A guerra na Ucrânia É impossível deter-nos aqui nos detalhes do longo discurso do presidente russo, que foi publicado na íntegra, em inglês, no site do Kremlin. Faremos referência, ainda que brevemente, a outros dois temas: a guerra na Ucrânia e o fim da União Soviética. Vladimir Putin aborda as razões que levaram a Rússia a entrar em guerra. Estou ciente – afirma ele – “de que alguns membros da comunidade de especialistas poderiam perguntar-se sobre a razão do início da guerra pela Rússia enquanto falava de paz”. Seu ponto de vista – dificilmente considerado pela imprensa ocidental – é o de que a Rússia nem queria a guerra, nem foi quem a iniciou. A Ucrânia deveria “ter-se abstido de fomentar um nacionalismo agressivo e a russofobia para transformá-los numa ferramenta de luta contra a Rússia”. “Não deveria ter elaborado planos para criar campos de concentração destinados à população do Donbass e da Crimeia. Não deveria ter atropelado pessoas desarmadas com tanques, nem as ter atacado com mísseis e bombardeios aéreos, nem as ter queimado vivas simplesmente por serem russas. Empurraram-nos para este limite de forma consciente e intencional”. Um ponto de vista que pode ser discutido, mas que deve ser considerado caso se pretenda compreender o conflito e procurar soluções. Vladimir Putin aborda também outro tema, relacionado com o anterior, muito relevante e polêmico: o avanço da OTAN em direção às fronteiras russas. A OTAN não deveria ter integrado nossos territórios históricos em seu espaço militar, nem ter planejado o estabelecimento de bases nessas regiões. Lembrou-se das palavras de Egon Bahr, líder social-democrata alemão, que já em 1990 manifestava preocupação com a possibilidade de os setores mais agressivos da OTAN não estarem interessados em promover a cooperação pan-europeia, uma vez concluída a Guerra Fria. Após a dissolução da URSS, “as forças predominantes no Ocidente, tal como Egon Bahr temia, demonstraram pouco ou nenhum interesse em promover a cooperação pan-europeia”. Vladimir Putin não menciona o diplomata norte-americano George Kennan, embaixador na URSS durante alguns meses em 1952, no final do período de Joseph Stalin – que o declarou persona non grata – cuja visão era muito semelhante à de Egon Bahr nesta matéria. Trata-se de um diplomata cuja obra já referi em outras ocasiões. Estreitamente ligado à política da Guerra Fria, George Kennan advertiu que a ampliação da OTAN durante o governo de Bill Clinton, em 1999, com a incorporação da Polônia, Hungria e República Tcheca, não seria recebida pelos russos de forma “sensata nem moderada”. “O compromisso decidido de nosso governo em impulsionar a expansão da OTAN até as fronteiras russas é o maior erro de todo o período pós-Guerra Fria”, afirmou George Kennan. Os líderes ocidentais procuraram remodelar o mundo à sua conveniência e apropriar-se de uma parte – de preferência, de uma grande parte – do legado soviético. Agora podemos ver o resultado, afirmou Vladimir Putin. De seu ponto de vista, é evidente o papel tão destrutivo que o colapso do sistema estatal soviético, há 35 anos, significou. Não só para o destino da União Soviética, mas também para a estabilidade mundial a longo prazo. Em 2020, Vladimir Putin acusou o Ocidente de não fazer nada para cumprir as promessas de não ampliar a OTAN. Afirmou que o apoio ao golpe de 2014 na Ucrânia e a pretensão de integrar este país à OTAN constituíam o maior foco de tensão com a Rússia. “Ações unilaterais, frequentemente ilegítimas, não resolveram nenhum problema”, tinha alertado Vladimir Putin. Já em 2007, num discurso diante da Conferência de Segurança de Munique, Putin alertou contra a ideia de um mundo unipolar. Respondendo a uma pergunta sobre a expansão da OTAN, lembrou que se tratava de uma aliança militar e política. “Para que necessita instalar infraestruturas militares em nossas fronteiras durante sua expansão?”, questionou. Uma mentalidade militar Nos últimos anos, a ameaça russa tornou-se um argumento para justificar o aumento das despesas com a defesa dos países europeus. Na visão do presidente francês, Emmanuel Macron, a Rússia tomou uma decisão estratégica: a de voltar a ser uma potência imperial, avançando sempre que detecta fraqueza. Não deixa de ser uma afirmação contraditória, quando analisamos os fatos. A frase sugere a disposição russa de continuar avançando para oeste caso não encontre resistência. Mas não foi a Rússia que avançou para oeste. Reagiu muitos anos depois de o Ocidente ter avançado com suas tropas até a fronteira russa, desencadeando uma ofensiva ao longo de sua fronteira com a Ucrânia, após várias advertências sobre o quão inaceitável era isso para a segurança da Rússia. Sempre me pareceu importante, para analisar estes fatos, considerar que a Rússia está lutando em sua fronteira. A largura do território de Donetsk, que a Rússia reivindicou como parte de seu território, é de cerca de 190 km. Não parece ter fundamento o temor de Emmanuel Macron, nem o de outros líderes ocidentais, sobre uma ambiciosa restauração imperial, nem a um plano de avanço de Moscou para oeste. Nem sequer existe capacidade militar para isso. Emmanuel Macron, de qualquer forma, não está sozinho. O secretário de Defesa do Reino Unido, Wesley Streeting, alertou que seu país deve estar preparado para um cenário de guerra dentro de mil dias, argumentando que os inimigos de Londres poderão estar em posição de atacar o país até 2030. Naturalmente, referia-se à Rússia. Em janeiro de 2025, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, apelou aos países do bloco para que adotassem uma “mentalidade militar”. Quando assumi o cargo, no ano passado, “alertei que o que está acontecendo na Ucrânia também poderia acontecer nos países aliados”. Para Mark Rutte, o perigo russo não terminará quando a guerra na Ucrânia acabar. No início de outubro, Mark Rutte referiu-se a uma “zona cinzenta maligna”, onde a Rússia trava uma chamada “guerra híbrida” contra os países da OTAN. Trata-se de uma série de atos de natureza muito diversa, desde incidentes militares até notícias na imprensa, com os quais a Rússia os ameaçaria. Atos que, no entanto, não justificariam a invocação do artigo 5º do tratado, segundo o qual todos os países-membros da OTAN devem fornecer apoio a qualquer outro que seja atacado por uma potência estrangeira. Na segunda-feira, 12 de outubro, o comandante aliado supremo da OTAN, o general norte-americano Alexus Grynkewich, apresentou o plano Theory of Victory para enfrentar a guerra com a Rússia, baseado em três princípios: bloquear, desgastar e destruir. Apresentou-o no Fórum de Segurança de Varsóvia, que reúne anualmente algumas das vozes mais dispostas a preparar a Europa para a guerra. Um fórum que, segundo Moscou, flerta abertamente com a ilusão de desmembrar a Rússia. Embora a OTAN não considere um confronto militar com a Rússia como “iminente ou inevitável”, Alexus Grynkewich considerou prudente anunciar seu plano, considerando “as sabotagens, os incêndios provocados, os ciberataques e a desinformação russos”. Este ano, num documento de 87 páginas, o Fórum propôs termos equivalentes a uma rendição russa para pôr fim à guerra na Ucrânia: sanções permanentes, pagamento de indenizações, adesão da Ucrânia à OTAN… Os riscos de uma guerra preventiva Em 17 de outubro, o site russo RT publicou um longo artigo assinado pelo “especialista militar” Dmitry Kornev. Kornev afirmava que a estratégia definida na Theory of Victory era uma “receita para o desastre”. Embora não se trate de uma estratégia muito nova, o documento acrescenta algo importante: uma data. Em 2030, a Rússia estará pronta para atacar a Europa. Na realidade, diz Dmitry Kornev, a Rússia não tem nem os homens nem os recursos para atacar a OTAN, “a menos que esteja disposta a um ataque suicida”. Mas, ao estimar uma data para essa preparação, corre-se o risco de desencadear uma guerra preventiva. Se esperarmos, o adversário estará mais bem preparado; se atacarmos, podemos evitar um risco maior. Trata-se, naturalmente, de uma lógica perigosa e quem está se preparando para essa data não são os russos, mas a OTAN e seus membros. Trata-se de uma “situação complicada”, afirmou o ministro da Defesa russo. “A OTAN, a União Europeia e o regime de Kiev têm intensificado” sua preparação militar. Se em 2030 estiverem preparados, poderão sentir-se tentados a atacar?, questiona Dmitry Kornev. Como já indiquei, parece-me que essas forças são hoje as mais perigosas para o mundo, as que representam a extrema-direita europeia. As mesmas que já tentaram duas vezes, no século passado, desmembrar a Rússia (ou a União Soviética). Considerando o cenário europeu, não se pode descartar que o tentem novamente. A diferença é que, no século passado, as armas nucleares ainda não existiam. As “não armas”, as “armas inúteis”, como as classificou o diplomata norte-americano George Kennan, figura-chave na época da Guerra Fria. A guerra e a extrema-direita europeia Com a Europa preparando-se para uma guerra (que, caso ocorra, só poderá ser nuclear), parece-me que é a extrema-direita europeia que está comprometida com essa política. Tanto em relação ao financiamento e ao armamento da Ucrânia, como à política de rearmamento europeu, associada aos anúncios de uma próxima guerra com a Rússia. Hoje, isso manifesta-se na Comissão Europeia, no Parlamento Europeu, na OTAN e em todos os seus países-membros. Desse ponto de vista, não há nada à direita de Ursula von der Leyen, nem da vice-presidente Kaja Kallas, ex-primeira-ministra da Estônia, hoje responsável pela política externa da Comissão; nem do comissário de Defesa, Andrius Kubilius, ex-primeiro-ministro da Lituânia, representantes da posição antirussa mais virulenta na Europa, juntamente com os poloneses do liberal Donald Tusk. Também não há nada à direita da fração conservadora majoritária no Parlamento Europeu, presidida pela maltesa Roberta Metsola. É seu compromisso com a guerra; a ausência de iniciativas diplomáticas para resolver o conflito; a aposta em infligir uma derrota estratégica aos russos; o crescente gasto militar, indispensável (mas inútil) para essa tentativa; os repetidos apelos para se prepararem para a guerra que caracterizam uma extrema-direita europeia. Uma política que ameaça levar o mundo a uma terceira (e última?) guerra. Os líderes dos países bálticos, a Polônia de Donald Tusk, os governantes da Inglaterra ou da Alemanha são algumas das vozes que se ouvem frequentemente alertando para a possibilidade de um ataque russo. Reiteram sua disponibilidade para apoiar a Ucrânia e para fazer “tudo o que for necessário” para a derrota da Rússia. Esses tambores de guerra não deixam ouvir nenhuma voz a favor de um acordo de paz que considere as exigências de segurança das diversas partes, incluindo as russas. Em 16 de outubro, numa reunião do Conselho Europeu, o presidente António Costa, socialista português, fez uma breve declaração, acompanhado por Volodymyr Zelensky e por Ursula von der Leyen. O que disse ele? “A nossa mensagem para o presidente Volodymyr Zelensky é muito simples. O apoio da União Europeia à Ucrânia continua tão forte como sempre”. “É o momento de reforçar nosso apoio. De aumentar a pressão”. “É o momento da paz”. Qual paz? Uma paz entendida como o resultado de maiores pressões sobre a Rússia. Funcionará? Será que funcionou nestes quase cinco anos de guerra? A Europa continua apostando na possibilidade de infligir uma derrota estratégica à Rússia, um objetivo difícil de imaginar. Ou, talvez de forma mais realista, procura impedir uma vitória total de Moscou, incluindo o controle da Crimeia, Donetsk e Lugansk, no Donbass, e dos territórios de Kherson e Zaporizhia, anexados em setembro de 2022. Segundo fontes russas, Lugansk estaria totalmente controlada, enquanto, em Donetsk, cerca de 17% permanece sob controle ucraniano. Fontes próximas de Kiev reduzem a área sob controle russo em Donetsk para 70%. Em Kherson e Zaporizhia, o controle seria de 75% do território, não incluindo a capital de nenhuma das duas regiões. Martin Schulz, social-democrata alemão, presidente do Parlamento Europeu entre 2012 e 2017 e atualmente presidente da Fundação Friedrich Ebert, defendeu o apoio à Ucrânia, numa entrevista publicada no site espanhol Agenda Pública. “Temos que impedir que a Rússia acabe vencendo porque deixamos de apoiar a Ucrânia”, afirmou. Martin Schulz estima que a Rússia não vai vencer e que a Ucrânia não vai perder. O que não fica claro é o que ele considera “vencer”. Parece referir-se à impossibilidade de a Rússia ocupar toda a Ucrânia. Algo que Moscou certamente não está em condições de conseguir, nem se propôs a fazer. Mas Schulz reconhece que a Ucrânia já está dividida e que “não existe, neste momento, a possibilidade militar de recuperar Donetsk e Lugansk”. A preocupação dele é que a CDU acabe fazendo um pacto com aquilo a que os alemães chamam “extrema-direita”, a AfD. Considera que, se seguir esse caminho, entrará em colapso. Prefere que faça um pacto com o SPD, tal como o atual governo, liderado pelo chanceler Friedrich Merz, empenhado em transformar o exército alemão no “mais poderoso da Europa” e em preparar-se para a guerra contra a Rússia. O chefe da agência de informações externas alemã (BND), Martin Jaeger, considera que seu país corre o risco de envolver-se num conflito violento com a Rússia. Schulz, pelo menos, fala da necessidade de diálogo com a Rússia. O chanceler alemão tem sido uma das vozes mais determinadas na aposta pela derrota da Rússia. Em 4 de outubro, numa visita a Kiev, reiterou que, se não a detivessem, a máquina de guerra de Moscou, cedo ou tarde, se voltaria contra eles. Palavras proferidas pelo chefe de governo de um país que já se lançou duas vezes contra a Rússia e que se prepara para uma eventual terceira guerra. Vladimir Putin reiterou que a Rússia não tem planos de atacar nenhum país da Europa. Mas mais importante do que essas declarações – às quais se pode ou não dar credibilidade – parece-me o fato de que é difícil encontrar razões para um ataque desse tipo, que a Rússia também não está em condições militares de realizar. Dirigentes como o primeiro-ministro lituano, Mindaugas Sinkevicius, o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, ou o próprio secretário-geral da OTAN reconhecem não haver provas de que a Rússia esteja se preparando para atacar o território da OTAN. A voz do fascismo europeu A Ucrânia procura urgentemente recursos para a guerra. Em meados de outubro, a Comissão Europeia apressava os trâmites para angariar os 70 bilhões de euros adicionais que Kiev solicitou para financiar seu orçamento de 2027. Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, propõe utilizar para esse fim os mais de 300 bilhões de euros russos congelados nos bancos europeus. Elabora uma argumentação sofisticada para justificar a utilização dos recursos russos, que até agora a União Europeia não aceitou, apesar de, em agosto passado, Suécia, Países Baixos, Polônia e Espanha terem apresentado uma proposta para voltar a debater o caso. Não é algo simples. Nem mesmo os nazistas o fizeram em sua guerra do século passado. Andrii Sybiha estima que a utilização dos fundos russos “poderia trazer resultados tangíveis e imediatos, fortalecendo a Ucrânia na linha de frente e aproximando a paz”. Outra vez a paz? Como dizia Costa? Como estimam os alemães? Como propõem Suécia, Países Baixos, Polônia e Espanha, três países particularmente agressivos neste cenário, aos quais se junta a Espanha de Sánchez? De qualquer forma, não nos explicam como se dará esse reforço da Ucrânia no campo de batalha, onde, ainda que lentamente, as forças russas continuam avançando. Nem como esse eventual fortalecimento conduzirá à paz. Parece-me que isso dificilmente conduzirá à paz. Pelo contrário, é a voz do fascismo europeu, da extrema-direita, a voz de uma guerra que vai se apoderando do cenário político europeu. É a ideia de Donald Tusk, expressa no Fórum de Segurança de Varsóvia: é chegado o momento de todo o Ocidente mostrar à Rússia e a Vladimir Putin que estamos prontos para uma política de dissuasão, aplicando medidas ainda mais duras. Mais duras? Até a guerra? Medidas como as anunciadas pelo primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevičius, cujo parlamento retirou da Constituição a proibição de que, em seu território, existam armas de destruição em massa? Para Sinkevičius, “não se trata de uma escalada, mas sim de dissuasão”. Isso não faz sentido. Como já disse alguma vez, se o mundo civilizado não os detiver, essa Europa nos levará novamente à guerra. Só que esta será outra guerra… (Continua)
Timex lança relógio especial do Snoopy com "neve surpresa"
A Timex lançou um novo relógio inspirado em Snoopy, personagem dos quadrinhos Peanuts, com visual de inverno e um detalhe de "neve surpresa" escondido na iluminação do visor. O Peanuts x Timex Weekender Puffy Coat custa US$ 189, cerca de R$ 967,68 na conversão direta, e já está disponível no site. Continua após a publicidade O modelo combina o desenho de Snoopy agasalhado com recursos tradicionais da linha Weekender. A surpresa aparece ao ativar a iluminação Indiglo: o visor revela um padrão de neve caindo ao fundo da ilustração. O mostrador azul-marinho traz números em tom creme e uma ilustração central de Snoopy vestindo um casaco vermelho acolchoado e um gorro de inverno. A pulseira de couro natural azul acompanha a paleta de cores, com costuras vermelhas nas laterais. O Canaltech está no WhatsApp! Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia WhatsApp Continua após a publicidade A caixa tem acabamento prateado polido e é feita de latão com baixo teor de chumbo. O relógio mede 40 mm de diâmetro e 10 mm de espessura, com distância de 47,5 mm entre as extremidades da caixa. O peso é de aproximadamente 54 gramas. A parte traseira também recebeu um detalhe temático: uma gravação com outros personagens de Peanuts. Dessa forma, a colaboração vai além da ilustração no mostrador e inclui referências à turma criada por Charles Schulz. Iluminação revela desenho de neve escondido O principal diferencial do Weekender Puffy Coat está na tecnologia Indiglo, sistema de iluminação da Timex que permite consultar as horas em ambientes escuros. Basta pressionar a coroa para iluminar o mostrador e revelar o efeito de neve atrás do Snoopy. Continua após a publicidade Os ponteiros e os marcadores das horas também têm revestimento luminoso e ajudam a visualizar as horas em locais com pouca luz, mesmo sem ativar a iluminação principal. O relógio usa um mecanismo analógico de quartzo alimentado por uma bateria CR2016. Esse sistema funciona com bateria e mantém a indicação das horas por meio de ponteiros. O mostrador é protegido por um vidro mineral, desenvolvido para oferecer resistência. Resistência à água permite natação leve Continua após a publicidade O modelo tem resistência à água de até 50 metros, característica que permite lidar com chuva, respingos e atividades aquáticas leves, como natação. Mas a Timex não recomenda o acessório para mergulho ou snorkel. A fabricante também orienta que a coroa não seja pressionada enquanto o relógio estiver submerso, para preservar a vedação contra a entrada de água. Se você busca algo diferenciado, tem o novo relógio de banana da Casio.
Protestos na França entram no terceiro fim de semana e contagiam outros países da Europa
Centenas de milhares de manifestantes, inspirados pela frustração de estudantes do ensino médio, saíram às ruas de toda a França neste sábado, no terceiro fim de semana consecutivo de protestos contra o custo de vida e a educação. Protestos liderados por jovens também ocorreram em outros locais da Europa, incluindo na Alemanha e em Portugal. Os protestos na França foram em sua grande maioria pacíficos, com fantasias de Halloween divertidas que aliviaram o clima, mas as manifestações em Paris e outras cidades terminaram em nuvens de gás lacrimogêneo e focos de incêndio provocados por pequenos grupos à margem dos protestos. Cerca de 70 mil policiais e gendarmes foram mobilizados em todo o país depois que o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, alertou para um “risco muito alto” de distúrbios, especialmente após o anoitecer no Halloween. As marchas em Paris foram redirecionadas para a periferia da capital para proteger lojas, prédios governamentais e áreas turísticas no centro da cidade. O governo francês estimou que 320 mil pessoas protestaram em todo o país no sábado, um número menor do que em protestos anteriores, mas ainda assim uma participação significativa. Os protestos em massa de 17 de outubro, que degeneraram em alguns dos piores distúrbios na França em anos, reuniram 550 mil pessoas em todo o país, e as manifestações de 24 de outubro atraíram 410 mil, segundo estimativas do governo. As estimativas dos organizadores, no entanto, apontam para um número ainda maior de participantes. As autoridades francesas relataram mais de 560 prisões em todo o país até a noite de sábado. A polícia prendeu milhares de pessoas após os tumultos e saques que marcaram as manifestações nos dois sábados anteriores. Os manifestantes têm diversas queixas Na principal marcha em Paris, cada grupo carregava sua própria faixa: estudantes do ensino médio, ativistas climáticos e pessoas revoltadas com o custo de vida. Corentin Cabreux, um estudante de 21 anos, disse que mora em uma residência estudantil estatal onde “há manchas de umidade por toda a parte inferior das paredes, seções inteiras descascando, baratas por toda parte, ratos”. Uma profissional de tecnologia da informação protestou em solidariedade aos estudantes e à sua mãe, que lutava para manter um emprego com salário mínimo. Uma senhora de cabelos grisalhos carregava uma placa com os dizeres "Os idosos também estão fartos". As fantasias de Halloween refletiam o clima. Cléo Farenc, uma assistente de galeria de 30 anos, veio vestida de Maria Antonieta decapitada. “Trata-se de personificar uma figura de poder que foi derrubada pelo povo”, disse ela. “É um símbolo muito forte na cultura francesa.” Os protestos na França começaram no mês passado, liderados por estudantes do ensino médio que protestavam contra prédios abandonados, a falta de professores e um sistema de admissão universitária considerado injusto para estudantes de baixa renda. Sindicatos e outros grupos descontentes com a liderança do presidente Emmanuel Macron se uniram aos protestos, apresentando uma variedade de reivindicações. No sábado, a multidão percorreu os Boulevards des Maréchaux, avenidas que circundam a periferia de Paris, em uma marcha alegre que durou horas. Música techno ecoava pelos alto-falantes, e alguns manifestantes saíram para pedir doces ou travessuras. Mais tarde, confrontos eclodiram perto de Porte de Charenton, onde a marcha terminou. Os manifestantes atiraram garrafas de vidro e fogos de artifício contra a polícia. Os agentes responderam com rajadas de granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo. As explosões ecoaram pelas ruas e a fumaça tomou conta do ar ao cair da noite. Muitos manifestantes pacíficos deram meia-volta, tossindo, com os olhos marejados de lágrimas, e deixaram a marcha, alguns se dispersando pelo Bois de Vincennes, um dos maiores parques de Paris. A polícia impôs toque de recolher e outras medidas Embora a grande maioria dos manifestantes tenha se comportado pacificamente, grupos de arruaceiros rotineiramente atacam a polícia com fogos de artifício e projéteis. A polícia usa gás lacrimogêneo, granadas de dispersão, canhões de água e outras táticas que resultaram em ferimentos graves. A polícia de Paris proibiu a entrada na Place de la République e em Les Halles — bairros populares entre os jovens — das 23h às 6h de sábado e domingo. Menores desacompanhados estão sujeitos a um toque de recolher separado às 21h nos arredores da Champs-Élysées. Um tribunal de Paris suspendeu na quarta-feira um toque de recolher anterior para menores, considerando-o uma violação grave e ilegal da liberdade de circulação. Os protestos ocorreram na Alemanha, em Portugal e nos Países Baixos Na Alemanha, uma iniciativa juvenil chamada “Gen Z regelt” — algo como “A Geração Z resolve tudo” — realizou manifestações em mais de 30 cidades “em defesa da educação, saúde, proteção climática e um custo de vida acessível”, e contra o serviço militar obrigatório. Os organizadores afirmaram que dezenas de milhares de pessoas participaram dos protestos em todo o país, mas os números oficiais não estavam disponíveis imediatamente. Em Berlim, jovens manifestantes se reuniram no Portão de Brandemburgo na tarde de sábado, exigindo mais investimentos em educação e habitação. “Pedimos que mais dinheiro seja investido em serviços sociais e educação, bem como em proteção climática — em suma, em nosso futuro — porque somos nós que seremos afetados por isso por mais tempo e que teremos que conviver com as consequências”, disse a estudante do ensino médio Lara Breitenbach. Janelle Schulz, outra estudante do ensino médio de Berlim, também afirmou que as autoridades precisam investir mais dinheiro em educação. “Na minha escola, o teto está desabando por causa de infiltrações, nada está sendo feito a respeito, temos falta de professores e os banheiros estão quebrados”, disse ela. Embora a maioria das pessoas tenha se manifestado pacificamente, alguns protestos se tornaram violentos na noite de sábado. No centro de Frankfurt, alguns manifestantes quebraram várias vitrines e roubaram mercadorias do interior das lojas. Eles também roubaram armas de uma loja, que a polícia conseguiu recuperar posteriormente. Alguns manifestantes também lançaram coquetéis molotov contra policiais depois de agredi-los com pedras e garrafas mais cedo naquele dia, informou a polícia de Frankfurt na plataforma X. Em Colônia, a polícia encerrou mais cedo uma marcha de protesto depois que os manifestantes usaram fogos de artifício, atiraram pedras contra os policiais e cobriram os rostos, apesar da proibição. A polícia também usou canhões de água para dispersar os manifestantes. Na cidade de Hamburgo, no norte da Alemanha, alguns manifestantes também lançaram artefatos pirotécnicos contra a polícia e incendiaram barricadas. A polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Em outras partes da Europa, as pessoas também protestaram contra a crise habitacional e por um futuro melhor. Milhares de manifestantes, incluindo famílias com crianças pequenas, reuniram-se no centro de Lisboa para protestar pacificamente contra a crise habitacional em Portugal, exibindo cartazes com os dizeres “Casas ou Fogo” e “Não Temos Medo”. Outros na multidão carregavam pequenas casas de papelão, enquanto alguns estavam fantasiados para o Halloween.
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