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Resumo de Mercado
Resumo da manhã (10h) Atualizado em 23/09/2026 às 10:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
187.423 pts +0,44%
Dólar Comercial
R$ 5,13 +0,57%
Bitcoin (BRL)
R$ 439.449 -0,67%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Ibovespa abre em leve alta, mas investidores permanecem cautelosos

Na manhã desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, o Ibovespa apresenta uma leve alta de 0,44%, alcançando 187.422,92 pontos. O mercado reflete um cenário cauteloso, influenciado por incertezas políticas locais e a expectativa em torno da divulgação de pesquisas eleitorais que podem impactar o clima de negócios. Além disso, a alta do petróleo, com o Brent ultrapassando os US$ 100, traz preocupações sobre a inflação e suas repercussões nas taxas de juros futuras, tanto no Brasil quanto no exterior.

As ações de blue chips como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) têm se comportado de forma moderada, com leves altas de 0,73% e 0,39%, respectivamente. No entanto, o mercado de câmbio mostra o dólar americano cotado a R$ 5,1301, uma alta de 0,57%, refletindo a pressão inflacionária e a expectativa de novas altas na Selic, atualmente em 13,75%. O cenário macroeconômico continua a ser um fator determinante para o sentimento do investidor, que se mantém cauteloso diante das incertezas globais e locais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • Ibovespa abre em leve alta, mas investidores estão cautelosos devido a incertezas políticas.
  • Dólar se valoriza, pressionado por expectativas de alta da Selic e inflação.
  • Mercado cripto apresenta quedas, com Bitcoin e Ethereum em baixa, refletindo um apetite por risco contido.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa inicia o dia com leve alta, impulsionado por Petrobras e Vale, mas a cautela predomina entre os investidores. As ações que mais se destacam em alta incluem BBDC4 e WEGE3.

Câmbio & Cenário Macro

O dólar apresenta valorização de 0,57%, refletindo a pressão inflacionária e a expectativa de novas altas na Selic. O Euro também registra leve alta em relação ao real.

Criptoativos

O Bitcoin recua 0,67%, enquanto Ethereum e outras altcoins também enfrentam quedas. O apetite por risco no ecossistema cripto está contido, com investidores atentos a desenvolvimentos regulatórios.

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Economistas esperam que El Niño aumente inflação em 0,5 ponto no Brasil em 2027, mostra BC
UOL - Notícias

Economistas esperam que El Niño aumente inflação em 0,5 ponto no Brasil em 2027, mostra BC

Brasília Economistas consultados pelo Banco Central às vésperas da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) esperam que o fenômeno climático El Niño aumente a inflação no Brasil em 0,5 ponto percentual em 2027. O resultado do questionário foi divulgado pela autoridade monetária nesta quarta-feira (23). Essa foi a estimativa mediana registrada por 89 economistas na pesquisa encaminhada antes da decisão sobre a taxa de juros da semana passada. Do total, 83 entrevistados afirmaram já ter incorporado 0,3 ponto percentual em suas projeções para os preços ao consumidor no próximo ano. Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pela redistribuição das chuvas, o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano. Segundo o último relatório da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), há 97% de probabilidade de o fenômeno atingir um nível muito forte ainda em setembro. Alagamento na Vila Seabra, zona leste de São Paulo, após fortes chuvas - Allison Sales - 14.set.26/Folhapress A pesquisa feita pelo BC mostrou também que a expectativa mediana entre 87 analistas é de um impacto de 0,3 ponto percentual na inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2026. Nesse caso, já foi incorporado 0,2 ponto nas previsões, conforme a resposta mediana de 80 participantes. De acordo com o questionário, na projeção mediana de 110 agentes econômicos, o IPCA deve fechar este ano em 5% e em 4,3% no próximo, em ambos os casos acima da meta perseguida pelo BC. O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No modelo de meta contínua, em vigor atualmente, o objetivo é considerado descumprido pela autoridade monetária quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). As respostas ao levantamento, que foi enviado aos analistas do mercado no dia 4 de setembro, serviram como subsídio para a mais recente decisão do Copom sobre a taxa básica de juros (Selic), com novo corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. O El Niño está entre os elementos que levaram o Ministério da Fazenda a revisar para cima sua projeção para inflação do próximo ano, de 3,6% para 3,8%, refletindo os efeitos de um fenômeno mais intenso sobre a safra de 2027. A estimativa consta no boletim macrofiscal divulgado pela SPE (Secretaria de Política Econômica) na terça-feira (22). "O El Niño pode pressionar os preços dos alimentos in natura ainda este ano, embora seus efeitos mais significativos devam se concentrar na safra de 2027", afirmou a SPE. "A projeção para 2027 foi revisada para cima em razão dos efeitos de primeira ordem do El Niño sobre a produção de grãos e de segunda ordem sobre os preços das carnes, cujos impactos devem se materializar, sobretudo, no próximo ano", complementou. Os efeitos do El Niño também são motivo de preocupação para o BC em seu balanço de riscos para a inflação. No comunicado e na ata, a autoridade monetária falou sobre a possibilidade de as expectativas de o IPCA seguirem distantes da meta por longo período em razão dos efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e os custos de energia.

Notícia BC prega cautela nos cortes da Selic e não vê grandes solavancos no câmbio
Selic

Notícia BC prega cautela nos cortes da Selic e não vê grandes solavancos no câmbio

Economia Resumo feito pela Kin, a inteligência artificial do Kinvo. Encontrou um erro? A autoridade monetária brasileira planeja avançar com cautela nos próximos ajustes da taxa básica de juros, minimizando o risco de grandes impactos no câmbio. Em momentos de incerteza, a política monetária deve ser conduzida com movimentos suaves para evitar choques na economia e nos mercados. O processo atual é descrito como uma "calibração" ou "ajuste fino", e não uma flexibilização monetária, pois os juros no país permanecem em patamar contracionista. Essa abordagem visa manter a estabilidade enquanto se promove um ciclo de cortes na taxa de juros. Não se espera grandes solavancos no câmbio, mesmo com a redução da diferença de juros entre o Brasil e outras economias. A política monetária brasileira, que exige juros mais altos devido às expectativas de inflação, torna o real menos sensível a essa diferença, reforçando a intenção de uma condução gradual e cautelosa.

Estudo da FGV destaca importância de diversificar patrimônio no exterior
Selic

Estudo da FGV destaca importância de diversificar patrimônio no exterior

Estudo da FGV destaca importância de diversificar patrimônio no exterior Estudo da FGVcef aponta riscos de concentrar patrimônio em real e mostra por que investir no exterior pode ampliar a diversificação. (Foto: magnific) Manter todo o patrimônio em aplicações ligadas à Selic ou ao CDI pode transmitir uma sensação de segurança maior do que a proteção efetivamente oferecida. É o que aponta um estudo do FGVcef, Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), ao analisar os efeitos da inflação, do câmbio e da concentração patrimonial. O levantamento, intitulado “Ir para o exterior é fundamental: por que a Selic alta não protege totalmente o patrimônio brasileiro”, foi elaborado pelos professores Claudia Yoshinaga, Francisco de Castro Junior, Ricardo Rochman e William Eid Junior. Segundo os pesquisadores, investimentos atrelados ao CDI e à Selic apresentam baixa volatilidade nominal e elevada liquidez em reais. Ainda assim, essas características não eliminam riscos relacionados à inflação, ao reinvestimento, ao crédito e à concentração em uma única economia e moeda. Inflação reduz retorno acumulado Uma das formas de observar essa diferença é comparar o rendimento nominal com o ganho efetivamente obtido após a inflação. O estudo usa como referência uma aplicação de R$ 100 no CDI em janeiro de 2000. Até julho de 2026, esse investimento teria acumulado retorno nominal de 2.008%, levando o saldo para aproximadamente R$ 2.108. No mesmo intervalo, entretanto, a inflação acumulada chegou a 382%. Quando o efeito dos preços é descontado, o valor corresponde a cerca de R$ 437 em valores de janeiro de 2000. Dessa forma, o retorno real acumulado fica próximo de 337%. O exemplo mostra que uma parcela significativa do ganho nominal desaparece quando o poder de compra é considerado. Portanto, observar apenas o saldo final em reais não permite medir sozinho a evolução do patrimônio. Dólar muda a referência de comparação O estudo também utiliza o dólar como outra referência para avaliar o desempenho de uma aplicação brasileira. Nesse caso, os mesmos R$ 100 investidos no CDI em dezembro de 1999 teriam chegado a R$ 2.108 em julho de 2026. Convertido para dólares, porém, o patrimônio equivaleria a aproximadamente US$ 743. Assim, uma mesma aplicação pode apresentar resultados diferentes conforme a moeda utilizada para medir seu poder de compra. A diferença também aparece em outros períodos. Desde dezembro de 2004, o CDI acumulou 799% em reais, contra 370% em dólar. Já desde dezembro de 2014, a diferença foi ainda maior. O retorno alcançou 199% em reais, enquanto chegou a 56% em dólar. Essa comparação ganha relevância para investidores que possuem despesas, patrimônio ou planos financeiros relacionados ao exterior. Nesse contexto, o câmbio deixa de ser apenas uma variável de mercado e passa a influenciar o poder de compra do patrimônio. Diversificação não significa apenas ter vários investimentos Outro ponto destacado pela pesquisa envolve a própria ideia de diversificação. Ter diferentes produtos financeiros não significa necessariamente distribuir os riscos de maneira efetiva. Um investidor pode manter fundos, títulos e outros ativos diferentes e, mesmo assim, permanecer exposto à mesma economia, moeda e ambiente fiscal. Por isso, a quantidade de aplicações não representa, isoladamente, o grau de diversificação de uma carteira. A escolha dos fundos, o rebalanceamento e o momento de entrada também influenciam os resultados. Entretanto, essas decisões não eliminam riscos que tenham a mesma origem. Nesse sentido, a internacionalização da carteira pode ampliar o conjunto de economias, moedas e emissores aos quais o investidor está exposto. A lógica, portanto, não é simplesmente aumentar o número de ativos, mas combinar fontes diferentes de risco e retorno. Investir no exterior exige outra composição Levar uma carteira brasileira para outro país também não significa, necessariamente, alcançar uma diversificação adequada. Segundo o estudo, o investidor precisa considerar as características do mercado em que pretende aplicar. Uma carteira concentrada em renda fixa pode exercer funções diferentes dependendo do ambiente de juros. Em países com taxas menores, por exemplo, a renda fixa pode apresentar retorno e volatilidade distintos dos observados no mercado brasileiro. Por isso, simplesmente transferir os mesmos critérios de alocação para outro país pode não produzir o mesmo resultado. A composição precisa considerar o nível de juros, a moeda e os demais riscos presentes naquele mercado. O estudo usa justamente essa comparação para mostrar que carteiras com níveis semelhantes de risco podem ter estruturas diferentes. Assim, a internacionalização exige uma mudança na lógica de composição, e não apenas na localização dos investimentos. Selic alta não elimina risco doméstico A pesquisa também questiona a ideia de que uma Selic elevada seria suficiente para proteger o patrimônio brasileiro. O argumento dos autores é que os juros altos remuneram a exposição ao ambiente econômico doméstico, mas não eliminam os riscos associados a ele. Dessa maneira, manter todo o patrimônio em reais por causa da remuneração nominal pode aumentar a concentração em uma única economia e moeda. O retorno oferecido pelos juros, portanto, precisa ser analisado em conjunto com inflação, câmbio e demais fatores que afetam o patrimônio. Isso não significa que aplicações ligadas ao CDI deixem de ter utilidade. Elas podem cumprir funções importantes de liquidez e também fazer parte de estratégias de longo prazo. O ponto central, segundo o estudo, é que esses investimentos não devem ser tratados isoladamente como uma proteção completa para períodos prolongados. Internacionalização depende de estratégia Outro aspecto abordado pelos pesquisadores é o momento de entrada no mercado internacional. A pesquisa defende que a proteção patrimonial não deve depender exclusivamente de uma tentativa de acertar o melhor momento do câmbio. As variações cambiais afetam os preços dos ativos e do consumo ao longo do tempo. Além disso, nem mesmo gestores profissionais conseguem identificar de maneira consistente os melhores momentos para entrar ou sair dos mercados. Por isso, esperar uma cotação considerada favorável pode postergar indefinidamente a diversificação internacional. A estratégia apontada pelo estudo prioriza disciplina e constância em vez de decisões baseadas exclusivamente na tentativa de antecipar o mercado. Patrimônio pode ter exposição internacional A conclusão da pesquisa é que a diversificação geográfica pode funcionar como uma ferramenta de proteção patrimonial. Nesse modelo, o investidor reduz a dependência de uma única economia e amplia sua exposição a diferentes moedas e mercados. Ao mesmo tempo, internacionalizar recursos não significa abandonar investimentos domésticos. A proposta apresentada pelos pesquisadores está relacionada à distribuição dos riscos que afetam o patrimônio. Assim, a análise da carteira precisa considerar mais do que a rentabilidade nominal. Inflação, câmbio, liquidez, crédito, concentração e características de cada mercado também entram nessa avaliação. Saiba mais: Data centers perdem força no mercado de IPOs dos EUA Carteiras administradas adquirem R$ 7,14 bilhões no 1º semestre de 2026

QPC: 97% achavam que o Copom cortaria a Selic em 0,25pp em setembro
Selic

QPC: 97% achavam que o Copom cortaria a Selic em 0,25pp em setembro

A maioria dos economistas consultados no Questionário Pré-Copom (QPC) de setembro (97%) achava que o Comitê de Política Monetária (Copom) iria cortar a Selic em 0,25 ponto porcentual no encontro, de 14,00% para 13,75% ao ano, como de fato ocorreu. Uma parcela menor, 3%, avaliava que o colegiado manteria a taxa de juros estável. O Questionário Pré-Copom (QPC) é enviado aos participantes do mercado financeiro antes de cada reunião do Copom. Ele contribui para o conjunto de informações que subsidiam a decisão do comitê sobre a taxa básica de juros. Os participantes também foram questionados sobre o que acham que a autoridade monetária deveria fazer na reunião. Na época, 68% dos respondentes avaliaram que o Copom deveria cortar a Selic em 0,25 ponto, 29% deveria mantê-la estável, 2% aumentá-la em 0,25 ponto e 1% cortá-la em 0,50 ponto. Novembro Questionados sobre a reunião de novembro, que ocorrerá nos dias 3 e 4, 53% afirmaram que o Copom irá manter a taxa estável e 46% cortá-la em 0,25 ponto porcentual. Ainda houve 1% que acha que o colegiado vai cortar em 0,5 ponto porcentual. Perguntados sobre o que o Comitê deveria fazer no encontro, 61% achavam que deveria manter a Selic estável e 35% cortá-la em 0,25 ponto. As mesmas questões foram feitas sobre o encontro de dezembro, que ocorrerá nos dias 8 e 9. O Copom irá manter a taxa estável na reunião para 66% dos entrevistados na época e deveria mantê-la estável para 69%. Na pergunta sobre o que o Comitê irá fazer, 32% entendiam que o comitê irá cortá-la em 0,25 ponto porcentual. Já na questão sobre o que deveria fazer, 25% avaliavam que o Comitê deveria cortá-la em 0,25 ponto porcentual. Estadão Conteúdo.

Depois da Selic, o que vem pela frente?
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Depois da Selic, o que vem pela frente?

A Selic chegou a 13,75% depois de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. Agora, o mercado começa a olhar para os efeitos que os juros altos deixaram na economia e para a velocidade com que esses efeitos podem aparecer nos próximos meses. O Focus desta semana trouxe uma combinação que merece atenção. A projeção para a Selic no fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%, enquanto a estimativa para o IPCA subiu de 4,90% para 4,92%. A projeção para o PIB também recuou, de 1,89% para 1,88%. A ata do Copom divulgada nesta terça-feira reforçou a percepção de que a atividade está perdendo ritmo. O Comitê apontou moderação no crescimento e destacou que os efeitos da política monetária estão aparecendo de forma mais clara, principalmente nos segmentos da economia mais sensíveis às condições financeiras. Esse processo já pode ser observado nos indicadores de atividade. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, abaixo dos 1,1% registrados nos três primeiros meses do ano. A intenção de investimento da indústria também recuou para 51,3 pontos em setembro, no quarto mês consecutivo de queda e no menor nível desde agosto de 2020. O investimento é um dado particularmente importante. A redução dos juros melhora as condições de financiamento, mas a decisão de investir depende também da expectativa de demanda, dos custos e do grau de confiança das empresas. Se a atividade continua perdendo força, o efeito dos juros sobre o investimento pode demorar mais para aparecer. Na inflação, o cenário ainda pede cuidado. A projeção de 4,92% para o IPCA neste ano continua acima da meta, enquanto as expectativas para os próximos anos também permanecem relevantes para a condução da política monetária. É essa combinação que torna o próximo trecho do ciclo mais difícil de interpretar. A economia começa a responder aos juros altos, mas a inflação ainda não oferece ao Banco Central o conforto necessário para acelerar a redução da taxa. O ambiente externo também não ajuda a simplificar a conta. O Federal Reserve elevou os juros americanos para a faixa de 3,75% a 4% em setembro. O comunicado da instituição destacou que a atividade americana segue em ritmo sólido, enquanto a inflação permanece elevada. Para o Brasil, a diferença entre os ciclos de juros tem consequências para o câmbio e para o fluxo de capital. Também interfere na comparação que investidores fazem entre ativos brasileiros e americanos. Nos investimentos, os efeitos começam a aparecer de maneira diferente entre as classes. Na renda fixa, a queda dos juros aumenta a importância do prazo e da taxa contratada. Uma remuneração elevada hoje pode não estar disponível mais adiante, mas a decisão também precisa considerar liquidez e risco de crédito. Na Bolsa, juros menores reduzem o custo de capital e podem favorecer empresas mais sensíveis à taxa de desconto. Isso não elimina, porém, a necessidade de olhar para crescimento, geração de caixa, endividamento e expectativas de lucro. O cenário fiscal continua sendo outra variável importante. Mudanças na percepção sobre as contas públicas podem pressionar os juros futuros e o câmbio, interferindo justamente nas condições financeiras que o Banco Central começa a aliviar. Até aqui, os sinais apontam para uma economia que começa a sentir com mais intensidade os efeitos da política monetária. A questão é saber como essa desaceleração vai evoluir enquanto a inflação continua acima do desejado. Para os investimentos, o próximo movimento relevante pode não estar apenas na Selic, mas na forma como atividade, inflação, juros futuros e resultados das empresas vão se ajustar a um ambiente de juros menores.

QPC: 97% achavam que o Copom cortaria a Selic em 0,25pp em setembro
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QPC: 97% achavam que o Copom cortaria a Selic em 0,25pp em setembro

A maioria dos economistas consultados no Questionário Pré-Copom (QPC) de setembro (97%) acreditava que o Comitê de Política Monetária (Copom) cortaria a Selic em 0,25 ponto porcentual no encontro, reduzindo a taxa de 14,00% para 13,75% ao ano, como ocorreu efetivamente. Apenas 3% avaliavam que o colegiado manteria a taxa de juros estável. O Questionário Pré-Copom (QPC) é enviado aos participantes do mercado financeiro antes de cada reunião do Copom, contribuindo para o conjunto de informações que subsidiam a decisão do comitê sobre a taxa básica de juros. Os participantes também foram questionados sobre o que acreditam que a autoridade monetária deveria fazer na reunião. Na época, 68% dos respondentes consideraram que o Copom deveria cortar a Selic em 0,25 ponto porcentual, 29% acharam que a taxa deveria permanecer estável, 2% defendiam um aumento de 0,25 ponto e 1% apoiavam um corte de 0,50 ponto porcentual. Novembro Questionados sobre a reunião de novembro, prevista para os dias 3 e 4, 53% afirmaram que o Copom manterá a taxa estável e 46% acreditavam em um corte de 0,25 ponto porcentual. Também houve 1% que pensava que o colegiado cortaria em 0,5 ponto porcentual. Ao serem indagados sobre o que o Comitê deveria fazer no encontro, 61% achavam que deveria manter a Selic estável, e 35% defendiam um corte de 0,25 ponto. As mesmas questões foram feitas sobre a reunião de dezembro, marcada para os dias 8 e 9. Para 66% dos entrevistados, o Copom manterá a taxa estável, e 69% acredita que deveria mantê-la dessa forma. Quanto ao que o Comitê fará, 32% entendiam que cortaria a Selic em 0,25 ponto porcentual. Já na questão sobre o que deveria fazer, 25% avaliaram que o Comitê deveria promover tal corte.

Dólar abre em alta com cenário eleitoral e petróleo no radar
UOL - Notícias

Dólar abre em alta com cenário eleitoral e petróleo no radar

São Paulo O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (23), com investidores mais cautelosos diante da falta de avanços e de acordos envolvendo a guerra no Irã. O mercado também permanece atento ao cenário eleitoral, após pesquisa Atlas/Bloomberg apontar empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com o presidente numericamente à frente. Por volta das 9h40, a moeda americana avançava 0,78%, a R$ 5,142. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante seis outras divisas fortes, também subia, 0,36%. Notas de US$ 100 - Martin Zabala - 2.jan.26/Xinhua Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial, mas o petista passou a ter uma pequena vantagem numérica, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira. Lula registra 47,7% das intenções de voto, ante 47,4% de Flávio. No levantamento anterior, divulgado em 17 de setembro, os percentuais eram de 46,8% e 47,2%, respectivamente. A leitura entre analistas do mercado financeiro é de que o senador tem um perfil mais alinhado à disciplina nas contas públicas do que o atual presidente, o que é visto como positivo para os ativos domésticos. No exterior, o petróleo Brent, referência mundial de preços da commodity, sobe mais de 1%, retomando o patamar de US$ 100. A alta do petróleo eleva as perspectivas para a inflação e aumenta a cautela dos investidores diante do temor de manutenção dos juros em níveis elevados por mais tempo, o que tende a pressionar ativos de risco. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Carregando... Na véspera (22), o dólar fechou em leve queda de 0,08%, cotado a R$5,102, após investidores repercutirem a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que apontou perda de força da atividade econômica em meio aos juros altos e à queda da inflação. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou em alta de 0,44%, aos 187.422 pontos. Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos, afirma que dois fatores sustentaram a Bolsa. O primeiro é o chamado "trade eleitoral". Na prática, segundo ele, as pesquisas vêm mostrando uma disputa apertada, e parte do mercado se anima com a expectativa de um cenário fiscal mais previsível, independentemente de quem vencer a eleição. O segundo fator, de acordo com Lelis, são os grandes bancos, que têm peso significativo no índice e vêm sustentando os pregões de maior apetite por risco. Apesar do resultado positivo no dia, o especialista chama a atenção para a saída de investidores estrangeiros. Segundo ele, mesmo com a Bolsa próxima de suas máximas, o dinheiro de fora vem diminuindo. Um dos motivos seria a alta dos juros nos Estados Unidos, que reduz a atratividade dos investimentos em países emergentes, como o Brasil, para quem busca retornos maiores. A ata do Copom, divulgada na última terça, manteve o tom cauteloso do comunicado publicado na última quarta-feira (16), quando o colegiado decidiu, por unanimidade, reduzir pela quinta vez seguida a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. Yihao Lin, economista da Genial Investimentos, afirma que a ata sinalizou um comitê confiante no processo de desinflação da economia, mesmo diante de um ambiente externo incerto e da manutenção das expectativas de inflação acima da meta perseguida pelo Banco Central. "Apesar do nosso cenário-base ser de manutenção da taxa de juros no patamar atual de 13,75% até o final do ano, entendemos que a ata aponta para uma maior inclinação do Copom seguir afrouxando a Selic nas próximas reuniões", diz o economista. Ele acrescenta que a continuidade do ciclo de cortes dependerá do resultado das eleições e de seu impacto sobre o câmbio. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões Carregando... Caio Megale, economista-chefe da XP, afirma que o Copom reiterou que a atividade econômica parte de um patamar ainda forte e que a inflação segue acima da meta. Ainda assim, segundo ele, os indicadores caminham de forma clara na direção desejada pelo comitê. "Por isso, entendemos que a continuidade do ciclo de ajustes na taxa de juros permanece sendo o cenário-base da autoridade monetária", diz o especialista. Ele afirma ainda que o ambiente externo continua sendo uma fonte de risco. A ata mencionou as "tensões geopolíticas e seus efeitos sobre os preços de commodities e insumos", fatores que, de acordo com Megale, alteraram as expectativas para a condução da política monetária nas economias desenvolvidas. Nesse cenário, o mercado também acompanha as cotações do petróleo, que influenciam as expectativas de inflação e juros no mundo. Desde a última segunda-feira (21), o barril voltou a ser negociado abaixo de US$ 100. O recuo está associado à expectativa de um acordo entre Irã e Estados Unidos. Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou estar aberto a um encontro com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que deve estar em Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas. Ao comentar a possibilidade de um entendimento com Teerã durante a abertura da Assembleia, Trump afirmou acreditar que os dois países chegarão a um acordo após as eleições de meio de mandato nos EUA. "Eu acredito que vamos fazer um acordo depois das eleições, porque não faz sentido para eles [Irã] não fazerem. Eles estão esperando para ver como vou me sair nas eleições de meio de mandato. O que eles não percebem é que eu não estou concorrendo. Já concorri e vencemos por uma vitória esmagadora. Vou estar aqui por mais dois anos e meio." A expectativa por negociações, contudo, contrasta com sinais de escalada do conflito. No sábado (19), os arredores do principal aeroporto de Riad, capital da Arábia Saudita, foram atacados, e uma densa coluna de fumaça foi vista. Os houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, reivindicaram a autoria da ofensiva. Além disso, os EUA anunciaram na última segunda-feira que todas as companhias aéreas iranianas terão suas operações interrompidas a partir desta quarta. Em Wall Street, as Bolsas fecharam a véspera sem direção única. O Dow Jones caiu 0,36%, pressionado principalmente pelas ações da Cisco Systems, empresa de tecnologia. O S&P 500 fechou estável, enquanto o Nasdaq subiu 0,45%. Os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, de dez anos fecharam estáveis, após recuarem 0,90% na véspera, em movimento também influenciado pela melhora nas cotações do petróleo. No Brasil, os juros futuros fecharam em queda. Às 17h20, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,495%, com recuo de 0,03 ponto percentual. O contrato para janeiro de 2035 recuou 0,07 ponto percentual, a 13,955%. Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos, afirma que os juros futuros tiveram movimentos mais intensos nos trechos intermediário e longo da curva, enquanto a ponta curta ficou relativamente estável. Segundo ele, o mercado segue sem uma direção clara para os juros de prazo mais longo, pressionados pelo cenário externo, com o Fed mais duro, Treasuries elevados e volatilidade do petróleo, além das incertezas fiscais e eleitorais no Brasil. No mercado doméstico, os investidores também repercutiram a nova pesquisa Quaest. No levantamento, o presidente Lula (PT) tem 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na pesquisa da semana passada, o petista aparecia com 36%, enquanto o filho de Jair Bolsonaro tinha 31%. Em um cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula, 41%, configurando empate técnico. Na rodada anterior, o candidato do PL também tinha 42%, enquanto o atual presidente registrava 40%.

Câmara superior do CARF veda dedução de juros selic sobre débitos de IRPJ e CSLL
Selic

Câmara superior do CARF veda dedução de juros selic sobre débitos de IRPJ e CSLL

O CARF decidiu, de forma favorável ao Fisco, que juros pela taxa Selic sobre saldo de parcelamento especial não podem ser deduzidos na apuração do IRPJ e da CSLL Resumo da notícia O CARF manteve a indedutibilidade dos juros sobre parcelamento especial, com base no art. 41, § 2º, da Lei nº 8.981/1995, afastando a dedução no IRPJ e na CSLL. A Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, decidiu, por maioria de votos, de forma favorável ao fisco no julgamento do processo 16682.721054/2021-53. A controvérsia central do julgamento girou em torno da possibilidade de dedução das despesas financeiras correspondentes aos juros calculados pela taxa SELIC incidentes sobre o saldo devedor de parcelamento especial na apuração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O colegiado analisou se a natureza indedutível dos tributos principais, no caso o IRPJ e a CSLL, comunica-se aos encargos financeiros que sobre eles recaem durante o período de parcelamento instituído pela Lei 12.865/2013. No caso analisado, uma mineradora realizou a glosa da dedução de despesas financeiras com juros SELIC no valor total de 1.750.945.756,48 reais em sua Escrituração Contábil Fiscal (ECF) do ano-calendário de 2016. A fiscalização da Receita Federal do Brasil (RFB) havia impugnado tais deduções sob o argumento de que os juros incidentes sobre tributos que a legislação veda deduzir de suas próprias bases de cálculo também deveriam ser considerados indedutíveis. O entendimento fiscal fundamentou-se na premissa de que o encargo acessório deve seguir a sorte jurídica da rubrica principal, impossibilitando que o contribuinte reduza a base tributável por meio de consectários de tributos cuja própria dedução é proibida pelos artigos 41, parágrafo 2º, da Lei 8.981/1995 e 1º da Lei 9.316/1996. A fundamentação vencedora do acórdão destacou que, embora os juros pagos ou incorridos constituam, como regra geral, despesas financeiras dedutíveis conforme o artigo 374 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99) e o artigo 17 do Decreto-Lei 1.598/1977, essa permissão não é absoluta. O colegiado firmou que a dedutibilidade do encargo financeiro acessório é condicionada à natureza da rubrica sobre a qual incide. Assim, ao tratar de juros SELIC sobre débitos de IRPJ e CSLL, a vedação específica contida na Lei 8.981/1995 prevalece, pois admitir a dedução dos juros permitiria alcançar por via indireta um efeito de redução de base tributável que a norma proibiu expressamente para o tributo principal. A decisão enfrentou a tese da autonomia dos juros de mora defendida pelo sujeito passivo. O contribuinte argumentou que os juros ostentam causa e função distintas do tributo, possuindo natureza de despesa financeira necessária e usual à atividade empresarial, conforme o artigo 299 do RIR/99. No entanto, o voto vencedor consignou que a autonomia ontológica dos juros não acarreta autonomia de regime para fins de dedutibilidade fiscal. O entendimento prevalecente foi o de que os juros de mora se incorporam ao crédito tributário, conforme o artigo 161 do Código Tributário Nacional (CTN), e herdam a natureza da obrigação principal nos termos do artigo 139 do mesmo código, não constituindo uma obrigação patrimonial autônoma desconectada da exação que lhe deu origem. O colegiado também analisou a aplicação de precedentes de tribunais superiores, especialmente o Tema 962 do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou a inconstitucionalidade da incidência de IRPJ e CSLL sobre a taxa SELIC recebida em repetição de indébito. A turma julgadora concluiu que tal precedente não se aplica ao caso de dedução de despesas, pois no Tema 962 o contribuinte figura como credor de uma verba indenizatória, enquanto no processo administrativo em questão o contribuinte é o devedor em mora que busca deduzir o custo financeiro do inadimplemento. A decisão ressaltou que a autonomia reconhecida pelo STF operou no plano dos frutos civis e da materialidade da renda, não interferindo nas regras de apuração do lucro real regidas pela legislação ordinária tributária. Quanto à consolidação do saldo no parcelamento especial, o acórdão definiu que a inclusão dos débitos em programas de regularização fiscal não altera a essência das obrigações consolidadas. A formação de um saldo global sob um novo código de arrecadação foi classificada apenas como método procedimental de pagamento, não operando novação que pudesse conferir aos juros um regime de dedutibilidade diverso. O julgamento reforçou que, caso o parcelamento seja rescindido, a cobrança retorna à discriminação original de cada tributo, o que confirma a manutenção da vinculação entre o encargo e a rubrica principal durante todo o período de parcelamento. A interpretação sistêmica adotada pelo colegiado afastou as alegações de violação aos artigos 108, 109 e 111 do Código Tributário Nacional. O entendimento foi de que a indedutibilidade não decorre de analogia ou aplicação de institutos de direito privado, mas sim da própria disciplina normativa do crédito tributário e das vedações expressas em lei. A decisão pontuou que o regime de juros deve espelhar o da rubrica subjacente, conforme já manifestado pela Administração em soluções de consulta que tratam de tributos com exigibilidade suspensa e multas de ofício. O julgamento encerrou a controvérsia mantendo a glosa fiscal com base na restrição imposta pelo artigo 41, parágrafo 2º, da Lei 8.981/1995. Referência: Acórdão CARF nº 9101-007.667 Data da publicação da decisão: 21/09/2026 CLIQUE AQUI e faça o download da decisão

Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027
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Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027

Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027 FOTO: Marcelo Camargo / Agência BrasilO Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, de 2,5% para 2,3%. As novas projeções constam do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nessa terça-feira (22/09). Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente os efeitos dos juros ainda restritivos sobre a atividade econômica, com impacto mais acentuado nos setores de serviços e indústria. A equipe econômica também passou a considerar uma trajetória de flexibilização monetária "marginalmente mais gradual do que o previsto" anteriormente. Inflação em 4,9% A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 caiu de 5,1% para 4,9%. Apesar da melhora, a estimativa continua acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. A meta contínua estabelecida para o país é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite superior, portanto, é de 4,5%. Segundo a SPE, a revisão incorpora os resultados do IPCA até julho, que ficaram parcialmente abaixo do previsto anteriormente, principalmente no caso dos preços de alimentos consumidos nos domicílios e, em menor medida, dos serviços. A Fazenda também citou a melhora das expectativas de inflação e a manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em nível contracionista, que desestimula a atividade econômica. "A revisão também incorpora a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026", ressaltou a SPE no relatório. Serviços e indústria A revisão do crescimento para 2026 foi concentrada principalmente nos setores mais sensíveis às condições de crédito e à demanda doméstica. As novas estimativas são: Serviços: de 2,4% para 1,8%; Indústria: de 2,1% para 1,7%; Agropecuária: de 1,8% para 2,8%. A melhora esperada para a agropecuária compensou apenas parcialmente a piora nas projeções para serviços e indústria. No caso dos serviços, a Fazenda atribui a revisão ao "carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre" e à transmissão, com defasagem, da política monetária sobre a demanda doméstica. O endividamento das famílias também aparece como fator de restrição ao consumo. Segundo o boletim, embora o endividamento permaneça estável em relação à renda, o comprometimento com o pagamento das dívidas atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre. “O comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo”, destacou o relatório. Pressão sobre 2027 Para o próximo ano, o cenário traçado pela Fazenda combina crescimento econômico menor e inflação mais alta em relação às estimativas anteriores. As projeções passaram a ser: PIB: de 2,5% para 2,3%; IPCA: de 3,6% para 3,8%. A elevação da previsão de inflação é atribuída, entre outros fatores, aos possíveis efeitos de um El Niño mais intenso sobre a produção agrícola. O fenômeno climático pode afetar inicialmente os preços de grãos e, posteriormente, exercer pressão sobre outros alimentos, incluindo carnes. "A projeção para 2027 foi revisada para cima em razão dos efeitos de primeira ordem do El Niño sobre a produção de grãos e de segunda ordem sobre os preços das carnes", informou a SPE. Juros e recuperação A Fazenda também revisou a avaliação sobre o ritmo de transmissão da política monetária para a economia. A expectativa é que os efeitos de eventuais cortes da Selic apareçam gradualmente no crédito, no consumo e nos investimentos. De acordo com o boletim, a redução dos juros tende a beneficiar setores mais sensíveis ao ciclo econômico. "A queda da Selic iniciada em 2026 transmite-se gradualmente ao crédito e à demanda doméstica, estimulando a indústria de transformação, a construção e os serviços mais cíclicos", destacou o documento. A secretaria também prevê efeitos positivos sobre o investimento à medida que o custo de capital for diminuindo. Riscos no cenário Além do comportamento dos juros e da inflação, o documento aponta fatores externos e climáticos que podem alterar as projeções. Entre os principais pontos de atenção estão: efeitos do El Niño sobre a produção e os preços de alimentos; comportamento do preço do petróleo; condições do crédito para famílias e empresas; ritmo de recuperação da demanda doméstica; desempenho das exportações e da indústria extrativa. A SPE também destacou que conflitos internacionais podem elevar a volatilidade dos preços de energia e gerar efeitos sobre outras cadeias produtivas. Parâmetros para o Orçamento O Boletim Macrofiscal é divulgado periodicamente pela Secretaria de Política Econômica e reúne as principais projeções macroeconômicas utilizadas pelo governo na elaboração e atualização do Orçamento da União. Os números orientarão a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, a ser divulgado na próxima quinta-feira (24/09) pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. O documento apresenta estimativas para indicadores como PIB, IPCA e Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e serve como referência para o planejamento das contas públicas. As revisões permitem à equipe econômica atualizar os parâmetros utilizados nas projeções de receitas, despesas e demais componentes do planejamento fiscal conforme a evolução do cenário econômico. (Agência Brasil)

Ata do Copom atribui corte da Selic à desaceleração da economia
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Ata do Copom atribui corte da Selic à desaceleração da economia

Ata do Copom atribui corte da Selic à desaceleração da economia FOTO: Marcello Casal Jr / Agência BrasilA desaceleração da atividade econômica, da inflação e os efeitos dos juros elevados sobre o crédito e a demanda levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. As justificativas constam da ata da reunião divulgada nessa terça-feira (22/09). O documento ressalta que os indicadores divulgados desde o encontro anterior mostram moderação gradual da atividade econômica, sobretudo nos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, embora a economia continue resiliente e o mercado de trabalho permaneça aquecido. Segundo a ata, a leitura mais recente do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao segundo trimestre deste ano, confirmou a desaceleração apontada por outros indicadores. O movimento foi mais intenso nas atividades econômicas e nos componentes da demanda mais sensíveis ao nível dos juros. O Copom reiterou que “o arrefecimento da demanda agregada é elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta”. Inflação e crédito O documento também destaca que a inflação ao consumidor perdeu força nos últimos meses. De acordo com a ata, tanto o índice cheio quanto a média das medidas subjacentes desaceleraram. Em 12 meses, os dois indicadores passaram a ficar abaixo do limite superior do intervalo de tolerância da meta, embora ainda permaneçam acima do centro da meta de inflação. Outro fator citado pelo Banco Central foi o comportamento do mercado de crédito. Segundo o comitê, os dados mais recentes são compatíveis com um quadro de desaceleração do crescimento econômico em ambiente de política monetária restritiva. Na avaliação do Copom, as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica vêm se acumulando gradualmente. O colegiado destacou que os juros elevados têm contribuído de forma determinante para o processo de desinflação, mas ponderou que a inflação continua pressionada pela demanda. Cautela Apesar da melhora recente dos indicadores, o Banco Central manteve um diagnóstico cauteloso. A ata aponta que as expectativas de inflação continuam acima da meta em todos os horizontes analisados. Segundo a pesquisa Focus citada no documento, as projeções estão em 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027. O comitê avaliou que "em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado" para garantir a convergência da inflação à meta. O documento também destaca o aumento das incertezas no cenário internacional, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e às dúvidas sobre a condução da política monetária nas principais economias avançadas. Entre os fatores que poderiam reduzir a inflação, o Banco Central citou a desaceleração mais forte da economia brasileira e mundial e uma queda nos preços das commodities. Ao justificar a decisão, o Copom afirmou que o corte de 0,25 ponto percentual é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante da política monetária. O colegiado ressaltou, porém, que continuará acompanhando a evolução do cenário econômico para manter o grau de restrição necessário ao controle da inflação. (Agência Brasil)

QPC: 97% achavam que o Copom cortaria a Selic em 0,25pp em setembro e 68% que deveria cortar
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QPC: 97% achavam que o Copom cortaria a Selic em 0,25pp em setembro e 68% que deveria cortar

Por Marianna Gualter e Mateus Maia Brasília, 23/09/2026 – A maioria dos economistas consultados no Questionário Pré-Copom (QPC) de setembro (97%) achava que o Comitê de Política Monetária (Copom) iria cortar a Selic em 0,25 ponto porcentual no encontro, de 14,00% para 13,75% ao ano, como de fato ocorreu. Uma parcela menor, 3%, avaliava que o colegiado manteria a taxa de juros estável. O Questionário Pré-Copom (QPC) é enviado aos participantes do mercado financeiro antes de cada reunião do Copom. Ele contribui para o conjunto de informações que subsidiam a decisão do comitê sobre a taxa básica de juros. Os participantes também foram questionados sobre o que acham que a autoridade monetária deveria fazer na reunião. Na época, 68% dos respondentes avaliaram que o Copom deveria cortar a Selic em 0,25 ponto, 29% deveria mantê-la estável, 2% aumentá-la em 0,25 ponto e 1% cortá-la em 0,50 ponto. Novembro Questionados sobre a reunião de novembro, que ocorrerá nos dias 3 e 4, 53% afirmaram que o Copom irá manter a taxa estável e 46% cortá-la em 0,25 ponto porcentual. Ainda houve 1% que acha que o colegiado vai cortar em 0,5 ponto porcentual. Perguntados sobre o que o Comitê deveria fazer no encontro, 61% achavam que deveria manter a Selic estável e 35% cortá-la em 0,25 ponto. As mesmas questões foram feitas sobre o encontro de dezembro, que ocorrerá nos dias 8 e 9. O Copom irá manter a taxa estável na reunião para 66% dos entrevistados na época e deveria mantê-la estável para 69%. Na pergunta sobre o que o Comitê irá fazer, 32% entendiam que o comitê irá cortá-la em 0,25 ponto porcentual. Já na questão sobre o que deveria fazer, 25% avaliavam que o Comitê deveria cortá-la em 0,25 ponto porcentual. Contato: marianna.gualter@broadcast.com.br e mateus.maia@broadcast.com.br

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