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Resumo de Mercado
Resumo da manhã (10h) Atualizado em 23/09/2026 às 10:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
187.423 pts +0,44%
Dólar Comercial
R$ 5,13 +0,57%
Bitcoin (BRL)
R$ 439.449 -0,67%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Ibovespa abre em leve alta, mas investidores permanecem cautelosos

Na manhã desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, o Ibovespa apresenta uma leve alta de 0,44%, alcançando 187.422,92 pontos. O mercado reflete um cenário cauteloso, influenciado por incertezas políticas locais e a expectativa em torno da divulgação de pesquisas eleitorais que podem impactar o clima de negócios. Além disso, a alta do petróleo, com o Brent ultrapassando os US$ 100, traz preocupações sobre a inflação e suas repercussões nas taxas de juros futuras, tanto no Brasil quanto no exterior.

As ações de blue chips como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) têm se comportado de forma moderada, com leves altas de 0,73% e 0,39%, respectivamente. No entanto, o mercado de câmbio mostra o dólar americano cotado a R$ 5,1301, uma alta de 0,57%, refletindo a pressão inflacionária e a expectativa de novas altas na Selic, atualmente em 13,75%. O cenário macroeconômico continua a ser um fator determinante para o sentimento do investidor, que se mantém cauteloso diante das incertezas globais e locais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • Ibovespa abre em leve alta, mas investidores estão cautelosos devido a incertezas políticas.
  • Dólar se valoriza, pressionado por expectativas de alta da Selic e inflação.
  • Mercado cripto apresenta quedas, com Bitcoin e Ethereum em baixa, refletindo um apetite por risco contido.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa inicia o dia com leve alta, impulsionado por Petrobras e Vale, mas a cautela predomina entre os investidores. As ações que mais se destacam em alta incluem BBDC4 e WEGE3.

Câmbio & Cenário Macro

O dólar apresenta valorização de 0,57%, refletindo a pressão inflacionária e a expectativa de novas altas na Selic. O Euro também registra leve alta em relação ao real.

Criptoativos

O Bitcoin recua 0,67%, enquanto Ethereum e outras altcoins também enfrentam quedas. O apetite por risco no ecossistema cripto está contido, com investidores atentos a desenvolvimentos regulatórios.

Atualizações automáticas diárias às 10:00 (manhã/horário de brasília) e às 18:00 (fechamento/horário de brasília)
Bitcoin cai com correção depois de chegar aos US$ 87 mil
Bitcoin

Bitcoin cai com correção depois de chegar aos US$ 87 mil

O bitcoin opera em queda nesta quarta-feira, 23, com correção depois de bater os US$ 87 mil durante a madrugada. O movimento acompanha o dia negativo nas bolsas de valores internacionais e no ouro. Às 10h17 (horário de Brasília) o bitcoin cai 0,6% em um período de 24 horas, cotado a US$ 85.456. Em relatório, a equipe de análise da Vault Capital destaca que o bitcoin subiu "consumindo" as posições vendidas que estavam nos patamares de US$ 86,5 mil e US$ 87,1 mil. Com isso, a região de preços acima dos US$ 87 mil acabou se consolidando como uma zona de resistência. "Na segunda-feira, a máxima tinha sido US$ 87.396. São duas tentativas na mesma região em três dias, e a segunda parou um pouco abaixo da primeira", lembra Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault. Opções de bitcoin podem liberar movimento na sexta Analisando dados on-chain, Camargos destaca também que os grandes investidores fizeram uma realização de lucros somada de US$ 356 milhões ontem. "Desse total, US$ 349 milhões saíram de quem comprou recentemente. De quem comprou lá atrás, US$ 6,3 milhões." Na opinião do especialista, o próximo grande movimento do bitcoin pode vir na sexta-feira, 25, quando vencem US$ 15 bilhões em opções do bitcoin, o que corresponde a mais de 40% de todos os contratos em aberto. Gráfico do Bitcoin em 23 de setembro de 2026 "Quem vendeu essas opções carrega bitcoin como proteção, e essa proteção vem segurando o preço dentro de uma faixa. Na sexta ela pode deixar de ser necessária. Isso não dá direção, mas dá liberdade de movimento para os dois lados", explica. ETFs têm 4º pregão positivo Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 714,7 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Foi o quarto pregão consecutivo com entrada de capital nesse tipo de fundo. Os dois maiores alvos do fluxo comprador foram o IBIT, da gestora BlackRock, com US$ 350,3 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 257,4 milhões. Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi positivo em US$ 162,2 milhões. Esse foi o terceiro pregão consecutivo de entrada de recursos. Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas caiu dos 78 para os 75 pontos. Essa região indica que o sentimento predominante no mercado cripto é o de “ganância”. O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco. Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok

Fundador da CryptoQuant espera alta mais modesta para o Bitcoin neste ciclo
Crypto - Bitcoin & Altcoins

Fundador da CryptoQuant espera alta mais modesta para o Bitcoin neste ciclo

Ki Young Ju, fundador da CryptoQuant, acredita que a alta do Bitcoin será mais modesta neste ciclo do que foi nos ciclos passados. Seu argumento é que o mercado está muito maior e a participação institucional está reduzindo tanto os picos de alta quanto de baixa da criptomoeda. Para ilustrar isso, o analista compartilha um gráfico do Índice de Lucros e Prejuízos (PnL Index), onde é possível visualizar essa mudança de comportamento. Sua análise vai de encontro com o pensamento de outros players respeitados do mercado. Um exemplo é Ric Edelman, gestor americano de patrimônios, que afirma que o Bitcoin pode chegar a US$ 500.000 em 2030. Risco do Bitcoin diminui, mas os retornos também Com o mercado de criptomoedas cada vez mais regulado em diversos países, o Bitcoin foi diminuindo o seu risco ao longo dos anos, especialmente com a entrada de grandes players no setor, incluindo bancos, gestoras e até mesmo governos. Além disso, hoje o Bitcoin está avaliado em US$ 1,7 trilhão, sendo um dos maiores ativos do mundo. Como consequência, os potenciais retornos da criptomoeda também caíram. Em texto publicado em suas redes sociais nesta terça-feira (22), Ki Young Ju se mostra otimista sobre um novo recorde histórico para o Bitcoin, mas nota que essa alta não será tão grande quanto foi nos ciclos anteriores. “Espero que este ciclo de alta do Bitcoin entregue um retorno de 3–5x, em vez de outra alta parabólica de mais de 10x, seguida por um mercado de baixa mais brando.” Entre em nosso grupo no WhatsApp e fique atualizado. Tomando a atual máxima de US$ 126 mil como referência, isso significa um alvo entre os US$ 378 mil e US$ 630 mil. Explicando seu pensamento, o fundador da CryptoQuant nota que antigamente o Bitcoin era menor e dominado pelo varejo. Isso fazia com que o dinheiro especulativo alimentasse tanto altas explosivas quanto quedas de 80%, explica o analista. “Hoje, um mercado muito maior e a crescente participação institucional estão reduzindo ambos os extremos. As mesmas forças que limitam a alta também suavizam a queda. O PnL Index, que acompanha a rentabilidade agregada dos detentores, reflete isso: topos e fundos de ciclo menos extremos, formados em níveis de rentabilidade mais altos.” PnL Index é um indicador que mede quanto os detentores de Bitcoin estão no lucro ou no prejuízo em relação ao preço de aquisição das moedas. Fonte: Ki Young Ju/X. Outra métrica citada por Ju é o MVRV (Market Value to Realized Value), também focado em identificar se investidores estão no lucro ou no prejuízo, que nunca caiu abaixo de 1 neste ciclo. Bitcoin pode estar se encaminhando para se tornar dinheiro própriamente dito, diz analista Finalizando seu texto, o fundador da CryptoQuant reforça que o mercado abriu mão das altas de 10x, mas que também deixou de sangrar 80%. Apesar disso, reforça que a criptomoeda não tem um teto. “É justamente isso que atrai capital paciente e de longo prazo, em vez de dinheiro especulativo.” Seguindo, o analista nota que essa mudança pode fazer com que o Bitcoin chegue ao seu próximo nível, ou seja, ser tão estável a ponto de começar a ser usado como dinheiro. “Quando o Bitcoin crescer o suficiente para servir como dinheiro de verdade, o capital nativo da internet poderá transformar o mundo de maneiras que vão muito além do que você imagina.” I expect this Bitcoin bull cycle to deliver 3–5x rather than another 10x+ parabolic rally, followed by a milder bear market. When Bitcoin was smaller and retail dominated, hot money fueled explosive rallies and 80% crashes. Today, a much larger market and growing institutional… pic.twitter.com/KmUd32jq13— Ki Young Ju (@ki_young_ju) September 22, 2026

Brasil lidera adoção mundial de criptomoedas e movimenta US$ 252,5 bi em 12 meses
Altcoins

Brasil lidera adoção mundial de criptomoedas e movimenta US$ 252,5 bi em 12 meses

O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de adoção de criptomoedas da Chainalysis, à frente de Estados Unidos, Nigéria, Japão e Coreia do Sul. O resultado faz parte do Geography of Cryptocurrency Report 2026, divulgado nesta quarta-feira (23), e considera a atividade registrada entre julho de 2025 e junho de 2026. Nesse período, o mercado brasileiro recebeu US$ 252,5 bilhões em criptoativos, o maior volume da América Latina. O valor é quase três vezes o registrado pela Argentina, com US$ 88,5 bilhões, e supera a soma dos mercados argentino e mexicano. O México aparece em terceiro lugar na região, com US$ 77,6 bilhões. A liderança brasileira no ranking global vem da presença entre os primeiros colocados em todos os critérios analisados. O país ficou em segundo lugar nos fluxos internacionais, em terceiro no valor recebido por serviços de cripto e nas transferências diretas entre carteiras dentro do país, e em quarto nos saldos mantidos em blockchain. Continuar lendo

Bitcoin ronda os US$ 85 mil em acomodação após rali
Criptomoedas

Bitcoin ronda os US$ 85 mil em acomodação após rali

O bitcoin opera em leve queda nesta quarta-feira (23), em um movimento de acomodação depois da forte valorização dos últimos dias, que levou a criptomoeda para perto dos US$ 87 mil. Por volta das 10h30, o bitcoin recuava 0,6% em 24 horas, a US$ 85.534,22. No Brasil, era negociado a R$ 439.323,16, com queda de 0,36%, de acordo com o CoinTrader Monitor. A demanda pelos ETFs à vista nos Estados Unidos continua dando suporte ao mercado. Os fundos receberam US$ 714,7 milhões na terça-feira, depois de quase US$ 1 bilhão na segunda, e já acumulam cerca de US$ 1,71 bilhão em entradas na semana, segundo dados citados pelo Mercado Bitcoin. O fluxo de segunda-feira foi o maior em quase 11 meses. Entre as principais altcoins, o XRP destoava do movimento e subia 1,8%, a US$ 1,56. O ether recuava 0,8%, a US$ 2.708,57, a BNB caía 0,9%, a US$ 776,89, e a solana perdia 0,4%, a US$ 116,09.

Bitcoin recua para US$ 85,5 mil: petróleo e juros nos EUA pressionam cripto; entenda
Criptomoedas

Bitcoin recua para US$ 85,5 mil: petróleo e juros nos EUA pressionam cripto; entenda

O Bitcoin recuou com a alta do petróleo e dos juros nos EUA. Confira análise dos dados de derivativos e a realização de lucros no mercado cripto. Comentário de Noah Cheung, country manager da Bitget no Brasil, na manhã de quarta-feira (23): “O Bitcoin (COIN:BTCUSD) recuou após as fortes altas dos últimos dias, em um movimento que pode ser explicado, em parte, pela realização de lucros por alguns investidores. A alta do petróleo e dos juros nos Estados Unidos também contribuiu para o movimento, ao aumentar as preocupações com a inflação e com a possibilidade de uma política monetária mais restritiva por mais tempo. O petróleo WTI avançou para perto de US$ 91 por barril, enquanto o rendimento dos Treasuries de dois anos chegou a 4,79%, maior nível do atual ciclo. Nesse cenário, o Bitcoin chegou a US$ 85.500, após superar US$ 86 mil nos últimos dias. Os dados do mercado de derivativos também mostram maior cautela. O volume de futuros de criptomoedas caiu 21%, para US$ 227 bilhões nas últimas 24 horas, enquanto o open interest subiu 1%, para US$ 159,4 bilhões. Além disso, as posições vendidas passaram a representar 51% do volume, sinalizando que parte dos investidores está se posicionando para uma possível correção no curto prazo.” Central de Criptomoedas ADVFN Acompanhe tudo o sobre o mercado de Criptomoeda, Token e DeFi, com ranking de coins mineráveis e não mineráveis, lista de moedas digitais recém-lançadas, de criptomoedas não listadas e das principais bolsas de negociação. Todos os rankings são personalizáveis por preço, variação nas últimas vinte e quatro horas, valor de capitalização de mercado e por volume financeiro negociado. Também mostram se o volume de negociação da criptomoeda está em tendência de alta ou de baixa. Através da central de Criptomoedas você tem acesso ao rastreador de rompimento de volume médio negociado e ao conversor de criptomoedas para as principais moedas do mundo ou para outras criptomoedas. © Canva IA QUER SABER COMO GANHAR MAIS? A ADVFN oferece algumas ferramentas bem bacanas que vão te ajudar a ser um trader de sucesso Monitor - Lista personalizável de cotações de bolsas de valores de vários paíeses. - Lista personalizável de cotações de bolsas de valores de vários paíeses. Portfólio - Acompanhe seus investimentos, simule negociações e teste estratégias. News Scanner - Alertas de notícias com palavras-chave do seu interesse. - Alertas de notícias com palavras-chave do seu interesse. Agenda Econômica - Eventos que impactam o mercado, em um só lugar. Cadastre-se

Relatório da Chainalysis: Os EUA possuem a maior quantidade de criptomoedas, mas são os que menos as utilizam
Altcoins

Relatório da Chainalysis: Os EUA possuem a maior quantidade de criptomoedas, mas são os que menos as utilizam

Principais conclusões A Chainalysis registrou US$ 9,4 trilhões em atividade na cadeia de blocos no ano encerrado em 30 de junho de 2026. O valor das stablecoins transfronteiriças cresceu 77,5%, chegando a US$ 220,3 bilhões, com pagamentos médios de US$ 3.000. O Brasil assumiu a liderança em adoção, com uma criptoeconomia de US$ 252,5 bilhões, à frente dos EUA. O número que não mudou A sétima edição do relatório “Geografia das Criptomoedas” da Chainalysis abrangeu um dos períodos mais estranhos da história do mercado, ou seja, entre 1º de julho de 2025 e 30 de junho de 2026. O bitcoin atingiu sua maior alta de todos os tempos, mas depois registrou sua maior queda em valor em dólares já registrada, perdendo US$ 67.000 do pico ao vale. A criptoeconomia mundial (medida pela soma dos influxos de serviços, das atividades domésticas ponto a ponto e das transferências internacionais) passou de US$ 9,5 trilhões para US$ 9,4 trilhões, apresentando um recuo de 1,6% em um mercado que perdeu metade de seu valor. A comparação que torna esse número realmente notável é o mercado em baixa de 2023, que reduziu a criptoeconomia em 23%, ou US$ 1,2 trilhão, diante de uma contração da capitalização de mercado de apenas US$ 0,3 trilhão. Desta vez, a capitalização de mercado caiu sete vezes mais, e a economia perdeu US$ 0,1 trilhão. Para onde o crescimento realmente foi O valor que fluiu para os negócios de criptomoedas (sejam elas corretoras, protocolos de finanças descentralizadas, plataformas de empréstimo, ou pontes) caiu 4,3%, passando de US$ 9,30 trilhões para US$ 8,90 trilhões, enquanto o valor movimentado diretamente entre carteiras pessoais dentro de um país aumentou 302,9%, passando de US$ 56,8 bilhões para US$ 228,7 bilhões, com sua participação subindo em todas as oito regiões monitoradas. Focando nas stablecoins, as transações domésticas ponto a ponto são agora 96% em stablecoins; considerando todos os ativos, esse canal na verdade caiu 19,7%, mas sua parcela em stablecoins subiu 377,7%. A queda, em outras palavras, recaiu sobre a metade das criptomoedas que acompanha o preço e poupou a metade que movimenta dinheiro. Os corredores que ninguém estava observando O valor das stablecoins transfronteiriças subiu 77,5%, passando de US$ 124,2 bilhões para US$ 220,3 bilhões, com o volume mensal mais que dobrando de US$ 11 bilhões em janeiro de 2025 para US$ 24 bilhões em junho de 2026. O valor médio dos pagamentos foi de cerca de US$ 3.000, um valor que descarta liquidações institucionais e aponta, em vez disso, para faturas, remessas e poupanças sendo transferidas para um local mais seguro. Philip Gradwell, vice-presidente de economia da Tether, observou: “A atividade tornou-se consistente, sendo encaminhada por meio de carteiras em um ritmo constante, em vez de em picos. Essa é a marca registrada da atividade comercial e empresarial, não da especulação.” O quartil mais movimentado dos corredores ainda responde por 96,1% do valor, mas os três quartis inferiores passaram de US$ 0,26 bilhão para US$ 8,66 bilhões, e 4.708 novos corredores foram abertos, movimentando US$ 2,64 bilhões. Gradwell atribuiu essa “cauda longa” ao custo, já que o USDT custa, em média, cerca de um centavo por transação. A Chainalysis atribui às estruturas regulatórias emergentes (como a Lei GENIUS nos EUA, a MiCA na União Europeia e as iniciativas no Japão, Hong Kong, Cingapura e no Reino Unido) o impulso à adoção de stablecoins. O Bitcoin.com News acompanhou o lado comercial, desde o projeto-piloto M-Pesa da Visa na República Democrática do Congo até 71% das instituições latino-americanas que utilizam stablecoins em transações internacionais. Duas formas diferentes de adoção O relatório da Chainalysis classificou os países com base em quatro indicadores: fluxos de serviços, atividade doméstica ponto a ponto, fluxos transfronteiriços e saldos na blockchain, atribuindo a cada um uma média geométrica, que penaliza desempenhos desequilibrados. O Brasil ficou em primeiro lugar e, como a maior economia de criptomoedas da América Latina, com US$ 252,5 bilhões, ficou entre os quatro primeiros do mundo em todos os critérios: Segundo em fluxos transfronteiriços Terceiro em fluxos de serviços Terceiro em transações peer-to-peer domésticas Quarto em saldos O Bitcoin.com News informou no início deste ano que as stablecoins haviam superado o bitcoin na demanda brasileira. O contraste ficou ainda mais nítido, já que os EUA ficaram em segundo lugar no ranking geral, em primeiro tanto em fluxos totais quanto em saldos, mas em 20º em transações peer-to-peer e em 11º em fluxos transfronteiriços. A Nigéria ficou em terceiro lugar, apresentando exatamente o oposto: ou seja, em primeiro lugar no mundo tanto em fluxos peer-to-peer domésticos quanto em fluxos transfronteiriços, e em 18º lugar tanto em fluxos de serviços quanto em saldos. Esses não são o mesmo fenômeno sob diferentes perspectivas. Um é um mercado de investimentos; o outro é uma rede de pagamentos. Dados da Gallup publicados em 21 de setembro revelaram que a posse de criptomoedas nos EUA havia caído para 11% dos investidores, um número que nada diz sobre se alguém as está usando para movimentar dinheiro. A âncora por trás Os ativos globais na cadeia de blocos caíram de um pico de US$ 0,86 trilhão em setembro de 2025 para US$ 0,44 trilhão, enquanto os saldos de stablecoins se mantiveram entre US$ 98 bilhões e US$ 109 bilhões durante todo o período. Todo o restante caiu 55,6%, deixando as stablecoins em 22,5% de todo o valor na blockchain (não porque os detentores compraram mais, mas porque os ativos ao redor delas diminuíram). Há duas ressalvas a serem consideradas, pois a metodologia utilizada desta vez parece ser nova. Como resultado, a tabela não é totalmente comparável ao índice do ano passado, que colocou a Índia em primeiro lugar e o Brasil em quinto. Além disso, a Chainalysis considera seu total um valor mínimo, e não uma estimativa, o que é outro fator que vale a pena levar em conta.

Brasil lidera mercado global de criptomoedas e movimenta US$ 252,5 bilhões
Notícias de Economia

Brasil lidera mercado global de criptomoedas e movimenta US$ 252,5 bilhões

O que deu errado com o bitcoin? Cripto perde metade do valor após máxima histórica 1:45 Principal moeda digital do mundo enfrenta dúvidas sobre seu papel como reserva de valor, mas analistas ainda enxergam recuperação. Crédito: TV Estadão Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você O Brasil lidera a adoção global de criptomoedas, movimentando US$ 252,5 bilhões entre 2025 e 2026, segundo a Chainalysis. Superando EUA e Nigéria, o país destaca-se em fluxos transfronteiriços e economia peer-to-peer. A regulação do Banco Central fortalece exchanges locais, enquanto stablecoins crescem 495%, impulsionadas por empresas. Globalmente, a economia cripto caiu 1,6%, mas a América Latina cresceu 9,8%, com destaque para México, Argentina e Venezuela, que aumentou 107,2% após a prisão de Nicolás Maduro. Abrir o resumo O Brasil ocupa a primeira posição global em adoção de criptomoedas, segundo o Geography of Cryptocurrency Report 2026, relatório da Chainalysis, plataforma de dados de blockchain, divulgado nesta quarta-feira (23). Entre 1º de julho de 2025 e 30 de junho de 2026, a economia cripto brasileira movimentou US$ 252,5 bilhões. PUBLICIDADE Na classificação geral, o País superou os Estados Unidos e a Nigéria, que ocuparam a segunda e a terceira colocação, respectivamente. Para medir os mercados de criptoativos, o estudo considera quatro fatores: fluxos totais de serviços (valores recebidos por corretoras centralizadas e outros serviços cripto), economia peer-to-peer (valores movimentados diretamente entre carteiras pessoais dentro do mesmo país), fluxos transfronteiriços (valores que atravessam uma fronteira nacional) e saldos (ativos mantidos no período, combinando carteiras pessoais geolocalizáveis com os saldos mantidos em plataformas). Os valores são ponderados pelo tamanho dos países. Publicidade Para cada uma das quatro medidas, a Chainalysis coloca todos os países em uma escala comum de 0 a 1, atribuindo 0 ao país com a menor classificação e 1 ao país com a maior. O Brasil ficou entre os quatro países com a maior nota em todos os fatores acompanhados pelo índice: segundo lugar em fluxos transfronteiriços, terceiro em fluxos totais de serviços, terceiro na economia doméstica peer-to-peer e quarto em saldos. Na América Latina, o peso do mercado cripto brasileiro cresceu. No período de 2022, o País respondia por 31,6% do valor movimentado em criptomoedas na região, participação que chegou a 43,7% no cenário atual – quase metade do total. Publicidade A liderança se manteve mesmo após a retração de 1,6% na economia cripto brasileira em relação ao último ano. Em uma perspectiva mais longa, porém, o mercado local cresceu 179,4% entre os períodos reportados em 2024 e 2026. O setor vem se tornando mais concentrado em plataformas domésticas, ou seja, exchanges sediadas no Brasil. A participação dessas empresas nos fluxos destinados a corretoras no País saltou de 1,5% para 12,5%. O movimento vai na contramão do observado no restante da América Latina, onde plataformas domésticas perderam espaço para concorrentes internacionais. O relatório atribui essa realidade ao avanço regulatório do mercado cripto no Brasil. Resoluções do Banco Central (BC) introduziram exigências para os Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs), incluindo aspectos de governança, gestão de risco e até definições de capital mínimo. As empresas do setor têm até 30 de outubro para atender às regras do BC e protocolar pedido de autorização para atuar como PSAVs. Publicidade Essas barreiras trazem dificuldades para empresas menores. “Muitos provedores de pagamentos estão enfrentando dificuldades por causa disso”, afirma Fabrício Tota, vice-presidente de negócios cripto do Mercado Bitcoin. “Nos próximos 12 meses, acho que veremos muito menos players nativos de cripto aqui no Brasil”, acrescenta. Para Julia Rosin, presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), as exigências maiores podem acabar aumentando a confiança dos consumidores nas empresas que permanecerem no mercado. “Quando chegam as regras, a confiança vem junto”, diz. Outro destaque no País foi o crescimento das stablecoins (criptomoedas atreladas a ativos estáveis). O valor da economia brasileira desse tipo de ativo aumentou 495%, superando o avanço de 89,4% registrado no restante da América Latina. Publicidade Localmente, o uso dessas criptomoedas aparece associado ao mercado corporativo. Empresas usam stablecoins para liquidez e transferências internacionais, enquanto a ampla utilização do Pix faz com que as stablecoins tenham menos destaque nos pagamentos cotidianos dos consumidores. O avanço também pode ser observado na forma como esses ativos são mantidos. Desde julho de 2024, o número de carteiras brasileiras com pelo menos US$ 10 mil em stablecoins aumentou 347%, bem acima do crescimento observado no México, de 91%, na Argentina, de 82%, e no Chile, de 47%. Brasil superou Estados Unidos e Nigéria como país com maior adoção de criptomoedas. Economia cripto global recua com queda do bitcoin Globalmente, a economia cripto movimentou US$ 9,4 trilhões entre 1º de julho de 2025 e 30 de junho de 2026, uma queda de 1,6% na comparação anual. O período analisado pelo estudo foi marcado por volatilidade, com o bitcoin atingindo máxima histórica em outubro de 2025, mas perdendo US$ 67 mil entre o pico e a mínima do intervalo. Publicidade Nos meses analisados, fluxos de pequeno valor cresceram. As transferências inferiores a US$ 100 aumentaram 78,4%, enquanto as transferências entre US$ 100 e US$ 1.000 subiram 58,6%. Essa participação do varejo representa apenas uma pequena parcela da atividade econômica de 2026, totalizando US$ 273 bilhões de quase US$ 10 trilhões em atividade. Ainda assim, segundo o relatório, indica que os usuários de varejo continuaram ativos durante o mercado de baixa. As transferências de tamanho institucional também se mostraram relativamente resilientes em meio à queda dos preços do bitcoin. As transferências de US$ 1 milhão ou mais recuaram apenas 7,2% em relação ao período anterior. Publicidade Mercado cripto da América Latina cresce quase 10% A América Latina foi a sexta maior economia cripto do mundo, com US$ 593,8 bilhões em atividade, crescimento de 9,8% na comparação anual. O estudo aponta que fatores como inflação persistente e volatilidade cambial na região têm levado famílias e empresas a buscar alternativas às moedas locais, recorrendo às criptomoedas. “Aqui na América Latina, toda essa adoção vem da necessidade”, destaca Carlos Peralta, especialista sênior em políticas públicas da Bitso. “Não é simplesmente adoção pela adoção.” Apesar de o Brasil ser o líder mundial em adoção de criptomoedas e ter participação dominante na atividade econômica regional, ele não foi o responsável principal pelo crescimento do mercado cripto da América Latina no período de 2026. Publicidade As economias cripto do México, Argentina e Colômbia estiveram entre as que mais se destacaram em crescimento, com avanços de 25,5%, 15,3% e 13,8% na comparação anual, respectivamente. Outro destaque foi a Venezuela, cuja economia cripto movimentou US$ 39,1 bilhões no período analisado, alta de 107,2%. Segundo o estudo, o avanço foi impulsionado pelo episódio envolvendo a prisão de Nicolás Maduro, em janeiro, que levou a um aumento da busca por criptoativos atrelados ao dólar, em substituição ao bolívar. Leia mais

Brasil supera EUA e se torna país nº 1 do mundo em adoção de criptoativos
Criptomoedas

Brasil supera EUA e se torna país nº 1 do mundo em adoção de criptoativos

O Brasil superou os Estados Unidos e assumiu a liderança mundial em adoção de criptoativos, segundo a edição de 2026 do Geography of Cryptocurrency Report, levantamento anual da Chainalysis, empresa especializada em análise de dados de blockchain, a tecnologia de registro digital na qual funcionam as criptos. O país movimentou US$ 252,5 bilhões em criptoativos nos 12 meses encerrados em junho e ficou entre os quatro primeiros colocados do mundo em todos os critérios analisados pelo estudo. A liderança, no entanto, não significa que o Brasil seja o maior mercado de criptomoedas em valores absolutos. Os Estados Unidos continuam à frente tanto no volume movimentado por exchanges (as plataformas de negociação direta) e outros serviços quanto no valor mantido em criptoativos. O diferencial brasileiro é aparecer entre os maiores mercados do mundo em todas as formas de adoção consideradas pelo levantamento, desde a movimentação por plataformas até transferências internacionais e operações feitas diretamente entre carteiras digitais. O Brasil ficou em 3º lugar nos fluxos por meio de exchanges e outros serviços; 4º no valor mantido em criptoativos; 3º nas transferências diretas entre carteiras dentro do país e 2º nas movimentações internacionais. Os Estados Unidos, segundos colocados no ranking geral, lideram os dois primeiros critérios, mas aparecem apenas em 20º nas transferências diretas e em 11º nas internacionais. A metodologia ajuda a entender o resultado. Nesta edição, a Chainalysis passou a combinar quatro indicadores para medir a adoção: os recursos que passam por exchanges e outros serviços de cripto; o valor mantido em ativos digitais; as transferências feitas diretamente entre carteiras dentro de um mesmo país; e as movimentações internacionais. Assim, o ranking procura medir não apenas o tamanho de cada mercado, mas também as diferentes formas de utilização dos criptoativos. “Criptos de dólar” consolidam espaço no Brasil Um dos movimentos que ajudam a explicar o desempenho brasileiro é o forte avanço das stablecoins, criptoativos que são lastreados em moedas tradicionais, notadamente o dólar. Segundo a Chainalysis, o valor movimentado com stablecoins na economia brasileira cresceu 495%, muito acima da alta de 89,4% registrada no restante da América Latina. O relatório associa parte dessa expansão ao uso dos ativos por empresas, principalmente para gestão de liquidez e transferências internacionais. Considerando as transferências de stablecoins feitas diretamente entre carteiras dentro do Brasil, em uma faixa bem ampla de valores, de US$ 10 a US$ 100 mil, o crescimento foi de 562%. Entre as operações de US$ 100 a US$ 1 mil, a alta chegou a 666%, ante 252% no restante da América Latina. O relatório ressalta, porém, que o papel das stablecoins no Brasil é diferente daquele observado em países nos quais esses ativos são utilizados com maior frequência em pagamentos cotidianos. Por aqui, a ampla utilização do Pix reduz essa necessidade entre consumidores. O crescimento estaria mais associado ao uso empresarial, à movimentação de recursos e às operações internacionais. Também aumentou o volume mantido nesses ativos. Desde julho de 2024, o número de carteiras brasileiras com pelo menos US$ 10 mil em stablecoins cresceu 347%. O avanço foi de 91% no México, 82% na Argentina e 47% no Chile. Exchanges brasileiras recuperam espaço Outra mudança destacada pelo estudo é o fortalecimento das plataformas locais. A participação das exchanges brasileiras nos recursos destinados a plataformas de negociação no país passou de apenas 1,5% para 12,5%. O movimento chama atenção porque ocorre na direção oposta à observada no restante da América Latina, onde as plataformas domésticas perderam participação para concorrentes internacionais. A Chainalysis aponta como possíveis explicações para o caso brasileiro a maior clareza regulatória, os investimentos realizados pelo setor e o fortalecimento das ofertas das empresas locais. As novas regras do Banco Central para as prestadoras de serviços de ativos virtuais aumentaram as exigências de governança, gestão de riscos, segurança, controles internos e capital mínimo. Embora as barreiras maiores possam pressionar empresas menores e acelerar a consolidação do setor, a avaliação apresentada no estudo é que regras mais claras podem elevar a confiança de bancos, fintechs e outras instituições financeiras para se relacionarem com empresas de cripto e desenvolverem produtos com ativos digitais. Nesse sentido, a liderança brasileira não decorre de um único indicador. O país combina um mercado de grande escala, forte presença nas transferências internacionais, crescimento acelerado das stablecoins e maior integração entre empresas de cripto e o sistema financeiro tradicional — fatores que, somados, colocaram o Brasil à frente dos Estados Unidos no ranking da Chainalysis. 1 de 1 Brasil supera EUA e se torna país nº 1 do mundo em adoção de criptoativos — Foto: Getty Images Brasil supera EUA e se torna país nº 1 do mundo em adoção de criptoativos — Foto: Getty Images

Fluxos transfronteiriços de stablecoins disparam 78%, contrariando o mercado de criptomoedas em baixa
Criptomoedas

Fluxos transfronteiriços de stablecoins disparam 78%, contrariando o mercado de criptomoedas em baixa

A queda das criptomoedas no último ano pouco fez para desacelerar o uso de stablecoins em transações transfronteiriças, com os fluxos transfronteiriços de stablecoins subindo 77,5% no ano até junho de 2026, enquanto o mercado mais amplo perdeu mais de um terço de seu valor, segundo uma nova pesquisa da Chainalysis. Em seu lançado recentemente2026 Global Crypto Adoption Index, a Chainalysis afirmou que os fluxos transfronteiriços de stablecoins subiram 77,5%, para US$ 220,3 bilhões, nos 12 meses encerrados em junho de 2026, ante US$ 124,2 bilhões no período anterior de 12 meses, apesar de a capitalização total do mercado de criptomoedas ter caído 37%, para US$ 2,1 trilhões, no mesmo período. “O mercado de baixa atingiu a metade das criptomoedas sensível aos preços e deixou intacta a metade voltada para pagamentos”, afirmou a Chainalysis. O crescimento aponta para uma demanda cada vez maior por criptomoedas além da negociação especulativa. As stablecoins, projetadas para manter um valor estável, geralmente em relação a uma moeda fiduciária, conquistaram espaço nas finanças tradicionais. Os EUA transformaram a GENIUS Act em lei em julho de 2025, enquanto as regras MiCA da União Europeia e o regime de licenciamento de emissores de Hong Kong colocaram as stablecoins ainda mais sob supervisão financeira formal. A Chainalysis afirmou que o crescimento veio de transferências transfronteiriças com valor médio de cerca de US$ 3.000, o que é compatível com casos de uso cotidianos, como pagamentos a fornecedores, envio de dinheiro para casa ou transferência de poupanças para fora de moedas voláteis. “A atividade se tornou consistente, encaminhada por carteiras em um ritmo constante, em vez de ocorrer em rajadas”, disse Philip Gradwell, vice-presidente de economia da Tether, à Chainalysis. “Essa é a marca registrada da atividade comercial e empresarial, não da especulação.” Fonte: Chainalysis Tianwei Liu, cofundador e CEO da StraitsX, disse à Cointelegraph que, na Ásia, a fragmentação das moedas e dos sistemas de pagamento criou demanda por liquidação com stablecoins. “Essa demanda também está se estendendo aos gastos cotidianos, com stablecoins por trás dos métodos de pagamento que as pessoas já usam”, disse Liu. No entanto, fora da Ásia, as stablecoins atendem a necessidades diferentes, disse ele, incluindo acesso ao dólar, remessas e proteção contra inflação ou controles de capital, como em partes da América Latina, da África e do Oriente Médio. Relacionado: O crescimento das stablecoins pode impulsionar a dominância do dólar e a demanda por títulos do Tesouro dos EUA, diz autoridade do BoE A Chainalysis registrou 4.708 novos corredores transfronteiriços durante o período analisado, movimentando um total combinado de US$ 2,64 bilhões. Cada corredor representa uma rota entre um país de origem e um país de destino. Os fluxos permaneceram fortemente concentrados no quarto superior dos corredores, que respondeu por 96,1% do valor mensurável de stablecoins movimentado entre fronteiras. Os três quartos restantes movimentaram US$ 8,66 bilhões, ante US$ 260 milhões no período anterior. Vincent Chok, cofundador e CEO da First Digital, disse à Cointelegraph que, embora a estrutura tradicional de pagamentos continue eficaz para corredores consolidados, ela se torna fragmentada à medida que as empresas movimentam dinheiro entre mercados com diferentes sistemas bancários, moedas e horários de liquidação. As stablecoins oferecem outra opção, disse ele, mas seu uso ainda é limitado pela clareza regulatória, por resgates confiáveis, pelo acesso às moedas locais e pela interoperabilidade com os sistemas financeiros existentes. “A liquidação on-chain é rápida, mas não resolve as partes off-chain: converter para a moeda local, atender aos requisitos de conformidade e movimentar fundos pelos canais bancários existentes”, disse Chok. Enquanto isso, as empresas tradicionais de remessas expandiram suas ofertas de stablecoins neste ano. A Western Union lançou uma carteira de stablecoin e um cartão vinculado à Visa em 37 mercados em agosto, permitindo que os usuários mantenham e gastem sua stablecoin com a marca da empresa, lastreada em dólar americano. A MoneyGram anunciou uma iniciativa semelhante de cartão em setembro, inicialmente voltada para a Colômbia, com mercados adicionais previstos para o fim deste ano. Revista: Kyle Samani prevê a ultrapassagem da SOL e afirma que ‘ninguém’ usa ETH

Brasil é líder em adoção de cripto no mundo, diz pesquisa
Criptomoedas

Brasil é líder em adoção de cripto no mundo, diz pesquisa

Chainalysis aponta que Brasil ultrapassou mercados mais estabelecidos por apresentar atividade forte e relativamente equilibrada nas diferentes formas de utilização de criptoativos Brasil é líder em adoção de cripto no mundo, diz pesquisa O Brasil é líder mundial quando o assunto é adoção de criptoativos, segundo o Geography of Cryptocurrency Report 2026, da Chainalysis. O estudo divulgado nesta quarta-feira (23) observou a "atividade cripto" nos 12 meses até junho de 2026. Ao longo deste período, o país contabilizou US$ 252,5 bilhões em negócios ligados a criptomoedas, à frente de economias como Estados Unidos, Nigéria, Japão e Coreia do Sul. A movimentação por aqui representa 2,7% dos US$ 9,4 trilhões que rodaram pelo mundo. A analise aponta que o Brasil ultrapassou mercados mais estabelecidos por apresentar atividade forte e relativamente equilibrada nas diferentes formas de utilização de criptoativos, associando parte relevante desse movimento às empresas, que estariam utilizando stablecoins - criptomoedas cuja cotação é atrelada ao desempenho de outros ativos reais, como o dólar - para liquidez e transferências internacionais. A Chainalysis levanta ainda como possíveis explicações para o desempenho do país maior clareza regulatória, investimentos e fortalecimento das ofertas locais. O documento cita as novas regras introduzidas pelo Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais, incluindo requisitos de governança, gestão de risco, segurança, compliance e capital mínimo. A avaliação apresentada é que as barreiras maiores podem pressionar empresas menores e contribuir para uma consolidação do setor. “Quando as regras chegam, a confiança vem junto”, escreve Julia Rosin, presidente da ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia), em posicionamento ao relatório. E há uma mudança estrutural em curso que o levantamento destaca: exchanges sediadas no Brasil respondiam por apenas 1,5% dos fluxos e agora representam 12,5%. O movimento é o oposto do observado no restante da América Latina, onde plataformas domésticas perderam participação para concorrentes internacionais. América Latina E enquanto a economia cripto global encolheu 1,6%, a da América Latina cresceu 9,8%. Segundo o relatório, a expansão foi impulsionada justamente pela migração para stablecoins e pelo uso de criptomoedas como proteção diante da volatilidade cambial. “Aqui na América Latina, toda essa adoção vem da necessidade. Não é adoção simplesmente pela adoção”, afirma Carlos Peralta, especialista sênior em políticas públicas da Bitso, no documento. Chefe global de stablecoins do app de investimento, Ben Reid vê os criptoativos - e especialmente as stablecoins - como "parte integrante do cenário financeiro da América Latina". Na América Latina, o pódio encabeçado pelo Brasil - cuja representatividade na região subiu de 31,6% em 2022 para 43,7% em 2026 - é fechado por Argentina, com US$ 88,5 bilhões; e México, com US$ 77,6 bilhões. Movimento global Entre 2025 e 2026, a atividade econômica on-chain estimada pelo relatório recuou 1,6%. Para a empresa, isso indica que o mercado cripto está ficando menos dependente da especulação de preços, uma vez que, mesmo com a queda do bitcoin, a circulação se manteve elevada. A Chainalysis destaca ainda que pequenos investidores continuaram entrando no mercado. As transferências de menor valor foram justamente as que mais cresceram no período: operações abaixo de US$ 100 avançaram 78,4%, enquanto aquelas entre US$ 100 e US$ 1.000 cresceram 58,6%. O estudo interpreta o movimento como sinal de persistência da participação do varejo durante o bear market. Outro destaque levantado é a participação crescente das stablecoins na economia. Os fluxos internacionais cresceram 77,5%, passando de US$ 124,2 bilhões para US$ 220,3 bilhões. A estimativa mensal mais que dobrou: de US$ 11 bilhões em janeiro de 2025 para US$ 24 bilhões em junho de 2026. E não são as grandes operações de agentes do mercado o principal motor desse movimento: pagamentos cotidianos, remessas, fornecedores e proteção de poupança são observados em peso pela Chainalysis.

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