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Resumo de Mercado
Resumo do dia (18h) Atualizado em 06/11/2026 às 18:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
168.335 pts +1,29%
Dólar Comercial
R$ 5,50 +0,72%
Bitcoin (BRL)
R$ 419.280 -0,58%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Mercado em Cautela: Ibovespa Fecha em Alta Moderada Enquanto Criptoativos Enfrentam Desafios

Nesta sexta-feira, 06 de novembro de 2026, o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,29%, alcançando 168.335,16 pontos, impulsionado principalmente por ações de grandes bancos e commodities, como Vale, que subiu 1,98%. No entanto, a volatilidade no mercado de criptomoedas e as restrições impostas por instituições financeiras, como Nubank e Mercado Pago, geraram um clima de cautela entre os investidores, refletindo preocupações com a estabilidade do setor. O sentimento do mercado é de precaução, especialmente diante das incertezas econômicas globais e locais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • • Ibovespa fecha em alta, impulsionado por ações de bancos e commodities.
  • • Câmbio apresenta leve alta do Dólar, com expectativa cautelosa em relação à Selic.
  • • Mercado de criptomoedas enfrenta desafios com restrições de instituições financeiras.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa teve um desempenho positivo, com destaque para a alta de 2,9% das ações do Bradesco (BBDC4) e uma leve queda de 1,39% para a Petrobras (PETR4). As ações da Vale (VALE3) também contribuíram para o avanço do índice.

Câmbio & Cenário Macro

O Dólar Americano fechou em R$ 5,5007, com uma leve alta de 0,72%, enquanto o Euro apresentou uma pequena desvalorização de 0,02%. A expectativa em torno da Selic, atualmente em 13,75%, continua a influenciar o mercado cambial.

Criptoativos

O Bitcoin caiu 0,58%, sendo negociado a R$ 419.279,80, enquanto o Ethereum também enfrentou perdas de 0,99%. A suspensão de operações de criptomoedas por Nubank e Mercado Pago gerou apreensão no ecossistema cripto.

Atualizações automáticas em dias úteis às 10:00 (manhã/horário de brasília) e às 18:00 (fechamento/horário de brasília)
Preço do Ethereum hoje, 08 de novembro de 2026: queda do ETH provoca mudança de US$ 1 bilhão no mercado futuro
Crypto - Ethereum & Smart Contracts

Preço do Ethereum hoje, 08 de novembro de 2026: queda do ETH provoca mudança de US$ 1 bilhão no mercado futuro

ETFs de Ethereum acumulam saídas de US$ 365,2 milhões na semana, O preço do Ethereum (ETH) hoje, domingo, 8 de novembro de 2026, permanece próximo de US$ 2.235, equivalente a aproximadamente R$ 12,3 mil, de acordo com dados do Criptodata, após uma semana de forte volatilidade. A segunda maior criptomoeda do mercado enfrenta dificuldades para recuperar as perdas recentes, enquanto investidores acompanham uma redução expressiva das posições no mercado futuro e a continuidade dos resgates nos ETFs. A pressão ganhou força depois da queda de aproximadamente 7,7% registrada na quinta-feira (5), quando o Ethereum recuou da região de US$ 2.424 para perto de US$ 2.238. A movimentação atingiu principalmente investidores que apostavam na valorização da criptomoeda utilizando alavancagem, provocando liquidações e encerramentos de contratos em grandes corretoras. De acordo com a análise de CW8900 publicada na CryptoQuant, o mercado futuro de Ethereum apresentou uma mudança expressiva no comportamento dos investidores durante a correção. Antes da queda, a variação do interesse em aberto (Open Interest, ou OI) em 24 horas estava positiva em aproximadamente US$ 472 milhões, indicando expansão das posições. Entretanto, após o recuo do preço, o indicador passou para uma variação negativa de US$ 533 milhões. Isso representa uma inversão de aproximadamente US$ 1,005 bilhão na variação diária do interesse em aberto, sinalizando uma mudança brusca na exposição dos investidores aos contratos futuros. O indicador não significa, isoladamente, que todo esse valor tenha sido liquidado compulsoriamente. Segundo o analista, a Binance concentrou o maior volume de posições e registrou a redução mais expressiva. Outras plataformas importantes, como Bybit, Gate e OKX, também apresentaram diminuições relevantes. O movimento envolveu liquidações de posições compradas, conhecidas como longs, e encerramentos de contratos vendidos, chamados de shorts. CW8900 destaca que a queda atingiu especialmente investidores que utilizavam alavancagem elevada na expectativa de novas valorizações do Ethereum. Quando o preço recuou rapidamente, parte dessas operações perdeu as garantias necessárias para permanecer aberta, resultando em liquidações automáticas. Leia também: BlindPay conquista licença para operar pagamentos nos EUA Embora o interesse em aberto tenha começado a se recuperar após o movimento, o indicador ainda permanecia abaixo dos níveis anteriores à correção na análise publicada em 6 de novembro. Isso sugere uma redução temporária da alavancagem, mas não confirma, por si só, o início de uma recuperação sustentada do preço. Ethereum OI por exchange – Imagem: CryptoQuant ETFs de Ethereum perdem US$ 365 milhões e aumentam pressão sobre o preço Além das movimentações no mercado de derivativos, o Ethereum enfrenta uma redução na demanda por fundos negociados em bolsa nos Estados Unidos. Dados da Farside Investors mostram que os ETFs spot de ETH registraram saídas líquidas de US$ 365,2 milhões entre os dias 2 e 6 de novembro, prolongando a sequência de semanas negativas para os produtos de investimento. Somente na quinta-feira (5), os resgates líquidos atingiram US$ 99,9 milhões. No dia seguinte, os fundos registraram novas retiradas de US$ 93,3 milhões, com destaque para o ETHA, da BlackRock, que perdeu US$ 90,8 milhões. Os números indicam que a pressão não ficou restrita aos investidores que operam contratos futuros. O movimento acontece em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais. As preocupações com a inflação americana, a trajetória dos juros e as perspectivas regulatórias para o setor de criptomoedas influenciam as decisões de alocação de capital, especialmente em ativos sujeitos a oscilações elevadas. Nos Estados Unidos, o resultado das eleições de meio de mandato também ampliou as discussões sobre o futuro da regulamentação dos ativos digitais. Investidores acompanham possíveis mudanças na composição do Congresso e seus efeitos sobre propostas legislativas, incluindo o CLARITY Act, que busca estabelecer regras mais claras para o mercado americano de criptomoedas. Preço do Ethereum pode cair abaixo de US$ 2.200? A análise técnica publicada pela FXStreet, na sexta-feira (6), indica que o Ethereum permanece pressionado por importantes médias móveis. Na ocasião, o ETH era negociado abaixo das médias móveis exponenciais de 50, 100 e 200 dias, situadas aproximadamente entre US$ 2.312 e US$ 2.397. O Índice de Força Relativa (RSI), próximo de 38 pontos, indicava enfraquecimento da demanda compradora, enquanto o MACD permanecia em território negativo. Esses sinais sugeriam que eventuais tentativas de recuperação poderiam encontrar dificuldades diante da concentração de resistências acima do preço. No cenário de queda, a primeira região de atenção está próxima de US$ 2.210, seguida pelo suporte psicológico de US$ 2.200. Caso essas faixas sejam perdidas, o Ethereum poderá testar a região de US$ 2.183, correspondente à banda inferior de Bollinger identificada na análise técnica. Por outro lado, uma recuperação consistente exigiria inicialmente a superação de US$ 2.312 e US$ 2.334. Acima dessas regiões, os compradores encontrariam novas resistências próximas de US$ 2.348 e US$ 2.397. Um fechamento diário acima desses níveis poderia reduzir a pressão vendedora e abrir espaço para um movimento em direção a US$ 2.434. Por enquanto, o Ethereum enfrenta uma combinação de redução da alavancagem, saídas de recursos institucionais e indicadores técnicos enfraquecidos. A manutenção da região de US$ 2.200 será importante para avaliar se o mercado conseguirá estabilizar os preços ou se uma nova rodada de vendas poderá levar a criptomoeda a suportes inferiores.

B3 apresenta projeto para negociar ações 24 horas por dia com tecnologia blockchain
B3

B3 apresenta projeto para negociar ações 24 horas por dia com tecnologia blockchain

Bolsa brasileira apresentou projeto para permitir compra e venda de ações tokenizadas inclusive aos fins de semana e feriado A B3 apresentou na sexta-feira (6) um projeto para permitir a negociação de ações 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo madrugadas, fins de semana e feriados. A proposta utiliza tecnologia blockchain para criar versões tokenizadas dos papéis negociados na bolsa brasileira e prevê a possibilidade de liquidar as operações praticamente de forma instantânea, eliminando a espera de dois dias úteis que existe atualmente. O modelo foi apresentado durante o 2º Encontro com o Mercado do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT), promovido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em São Paulo. Participaram da apresentação os representantes da B3 Eduardo Alexandre Marques Silva, Carlos Alberto Spina Junior e Raphael de Almeida Torlay, que detalharam a arquitetura tecnológica e os desafios envolvidos na implementação do sistema. A iniciativa busca aproximar o mercado tradicional de ações da experiência oferecida pelas corretoras de criptomoedas, nas quais é possível negociar ativos como Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) a qualquer hora do dia, independentemente do funcionamento das bolsas de valores. Atualmente, as ações negociadas na B3 seguem horários específicos de funcionamento do pregão. Além disso, quando um investidor compra ou vende um papel, a liquidação da operação acontece em D+2, ou seja, dois dias úteis depois da negociação. Com a proposta apresentada, a B3 pretende testar um ambiente em que essas operações poderão ocorrer continuamente, com transferência dos ativos e do pagamento no mesmo momento. A bolsa ressaltou, entretanto, que o projeto ainda está em fase experimental e não representa o lançamento imediato de um mercado de ações com funcionamento ininterrupto. A implementação dependerá dos resultados dos testes e de eventuais mudanças nas regras do mercado de capitais brasileiro. Como funcionaria a negociação de ações 24 horas por dia A principal mudança proposta pela B3 é a criação de um segundo ambiente de negociação, conectado à infraestrutura tradicional da bolsa, mas capaz de funcionar sem interrupções. Nesse modelo, os investidores poderiam negociar representações digitais de ações existentes, mesmo quando o pregão convencional estivesse fechado. A tecnologia utilizada é baseada no conceito de digital twin, ou gêmeo digital. Na prática, cada token representaria uma ação registrada na infraestrutura tradicional da B3, permitindo que o ativo seja movimentado em um ambiente baseado em blockchain. Os representantes da bolsa explicaram que a titularidade oficial das ações continuaria registrada na depositária central, responsável por controlar os registros dos valores mobiliários. Quando determinada quantidade de ações fosse transferida para uma estrutura específica, seria possível emitir os tokens correspondentes. O processo inverso permitiria destruir essas representações digitais e devolver os ativos ao ambiente tradicional. Essas operações são conhecidas no mercado de criptomoedas como mint e burn, termos utilizados para descrever, respectivamente, a criação e a destruição de tokens. O objetivo é garantir que as ações tokenizadas mantenham correspondência com os ativos originais, preservando os direitos dos investidores e evitando a criação de representações digitais sem respaldo nos registros da bolsa. A infraestrutura também precisará permitir a conciliação entre os dois ambientes e acompanhar eventos corporativos, como pagamentos de dividendos, desdobramentos de ações, grupamentos, fusões e outras operações capazes de alterar as características dos papéis. Outro ponto importante é que, segundo a apresentação, a negociação das ações não aconteceria diretamente na blockchain. A B3 pretende manter um sistema específico para executar as ordens de compra e venda, utilizando a tecnologia de registro distribuído principalmente para a representação dos ativos e a liquidação das operações. A proposta também contempla a utilização de dinheiro tokenizado para concluir as transações. Questionado sobre a necessidade de uma stablecoin, Eduardo Alexandre Marques Silva afirmou que esse tipo de tecnologia não seria obrigatório, mas poderia representar a alternativa mais adequada. “Não é necessária, mas o ideal seria que sim, a gente tivesse uma moeda tokenizada”, afirmou. A ideia é utilizar um mecanismo conhecido como liquidação atômica, no qual a transferência da ação tokenizada e a entrega do pagamento acontecem simultaneamente. Dessa forma, o comprador receberia o ativo no mesmo momento em que o vendedor recebesse o dinheiro, reduzindo o risco de uma das partes cumprir sua obrigação enquanto a outra ainda não realizou a transferência. Além de acelerar as operações, a tecnologia poderia reduzir determinadas etapas de conciliação e processamento utilizadas na infraestrutura financeira tradicional. A B3, porém, não pretende abandonar imediatamente o modelo atual. Os representantes da bolsa destacaram que o sistema convencional de compensação e liquidação continuará tendo vantagens, especialmente na eficiência financeira proporcionada pela compensação de diferentes operações. A proposta é permitir a convivência entre as duas estruturas, oferecendo alternativas conforme as características de cada mercado. B3 prepara testes com a CVM, mas lançamento ainda depende de regulação A apresentação desta sexta-feira representa uma evolução dos planos que a B3 já havia anunciado para o mercado de ações tokenizadas. Em outubro, Humberto Costa, diretor de Produtos de Balcão e Ativos Digitais da bolsa, afirmou que a companhia pretendia iniciar a negociação de ações tokenizadas em janeiro de 2027. Na ocasião, entretanto, o executivo explicou que o lançamento inicial não contemplaria operações 24 horas por dia nem liquidação instantânea. A proposta era permitir que os ativos tokenizados fossem negociados no mesmo livro de ofertas das ações tradicionais, preservando a liquidez do mercado e mantendo a liquidação em D+2, conforme as exigências regulatórias atuais. Costa também afirmou que a B3 possui capacidade tecnológica para tokenizar todas as ações negociadas em sua plataforma, embora ainda não tenha definido quantos papéis estarão disponíveis na primeira etapa. O projeto apresentado nesta sexta-feira vai além dessa implementação inicial, explorando a possibilidade de criar uma infraestrutura paralela com negociação ininterrupta e liquidação praticamente imediata. Para isso, a B3 pretende realizar uma sequência de testes durante aproximadamente oito semanas, avaliando desde a emissão e destruição de tokens até a execução das transações e sua integração com os sistemas de supervisão. Outro aspecto importante é a possibilidade de a CVM acompanhar as movimentações do mercado em tempo real. Segundo Raphael de Almeida Torlay, a estrutura em desenvolvimento contará com interfaces de programação, conhecidas como APIs, que permitirão ao regulador consultar informações sobre transações, participantes e registros produzidos durante os experimentos. Esses acessos serão exclusivamente para leitura, permitindo que a autarquia acompanhe as operações e realize auditorias sem interferir diretamente no funcionamento da rede. O modelo busca facilitar a identificação de movimentações suspeitas e a reconstrução das transações, mas também apresenta desafios relacionados à fiscalização de um mercado que não fecha. Durante a apresentação, os representantes da B3 reconheceram que um ambiente de negociação funcionando continuamente exigirá mecanismos de monitoramento capazes de identificar irregularidades e responder a incidentes durante madrugadas, feriados e fins de semana. Ferramentas de inteligência artificial poderão contribuir para esse acompanhamento, mas a bolsa avalia que a tecnologia precisará ser combinada com equipes de suporte e estruturas de supervisão adequadas. Os testes fazem parte de um movimento mais amplo de modernização do mercado de capitais brasileiro. Em outubro, a CVM publicou a Resolução 249, que criou o Programa Piloto DLT para permitir experimentos envolvendo emissão, negociação, custódia e liquidação de valores mobiliários por meio de redes de registro distribuído. A regulamentação permite testar diferentes modelos de tokenização, incluindo ações, debêntures, cotas de fundos e outros instrumentos financeiros. Entretanto, as operações realizadas nesse ambiente devem utilizar exclusivamente ativos e recursos fictícios, sem envolver investidores reais ou movimentações financeiras efetivas. O objetivo é avaliar a viabilidade técnica, operacional e jurídica dessas estruturas, identificar possíveis riscos e fornecer informações para futuras decisões regulatórias. A CVM também pretende estudar como novas tecnologias poderão contribuir para tornar o mercado de capitais mais eficiente, mantendo mecanismos de proteção aos investidores e de fiscalização das operações. No caso da B3, a implementação comercial de um pregão 24 horas ainda dependerá da avaliação dos resultados dos testes e de mudanças nas regras aplicáveis à negociação e à liquidação de ações. A bolsa não anunciou uma data para disponibilizar esse modelo aos investidores. Caso a proposta avance, entretanto, ela poderá representar uma transformação importante no funcionamento do mercado acionário brasileiro, aproximando a negociação de ações da dinâmica das criptomoedas e permitindo que investidores comprem e vendam ativos fora dos horários tradicionais das bolsas de valores.

Michael Saylor sugere nova compra estratégica de Bitcoin pela Strategy
Bitcoin

Michael Saylor sugere nova compra estratégica de Bitcoin pela Strategy

Strategy destinou US$ 208,2 milhões à recompra de STRC e US$ 65,5 milhões ao Bitcoin Saylor publicou gráfico de acumulação sem confirmar nova aquisição MSCI anuncia revisão de índices em 11 de novembro A Strategy destinou à recompra de ações preferenciais mais de três vezes o valor aplicado em bitcoin no último período divulgado. Foram US$ 208,2 milhões em STRC, contra US$ 65,5 milhões na aquisição de 811 BTC. Neste domingo, 8 de novembro, Michael Saylor sinalizou outra possível compra, sem apresentar números. O presidente executivo publicou seu gráfico habitual de acumulação com a expressão “Connecting the dots”, ou “conectando os pontos”. Mensagens semelhantes antecederam divulgações de compras da companhia. A publicação, porém, não confirmou uma operação nem atualizou as reservas. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE O estoque informado permanece em 849.327 BTC, com posição em 1º de novembro. A próxima atualização terá de mostrar quanto a empresa comprou e como financiou eventuais aquisições posteriores. Entre 26 de outubro e 1º de novembro, a Strategy pagou US$ 80.846 por unidade, incluindo taxas e despesas. O comunicado de 2 de novembro encerrou uma semana sem novas aquisições. Para financiar a operação, a companhia vendeu 1.178.552 ações ordinárias MSTR no programa de ofertas diretamente no mercado. A emissão gerou US$ 164 milhões líquidos. Desse total, US$ 98,5 milhões reforçaram o caixa, enquanto o restante custeou a compra. A divisão corresponde a aproximadamente 40% dos recursos captados para Bitcoin e 60% para caixa, conforme cálculo sobre os valores divulgados. A emissão, assim, não se converteu integralmente em criptomoeda. A destinação também impede equiparar automaticamente captação bruta e demanda efetiva pelo ativo. Não houve venda de preferenciais naquele intervalo. Os relatórios corporativos, disponíveis na página da Strategy, distinguem compras de Bitcoin, emissões de títulos e movimentações de caixa. A empresa costuma detalhar essas operações em formulários 8-K enviados à SEC. Recompra de STRC consome US$ 208,2 milhões Com dinheiro já disponível em dólares, a Strategy recomprou 2.092.035 ações STRC. A operação ocorreu separadamente da aquisição de BTC. Em 1º de novembro, a reserva designada em dólares somava US$ 4,79 bilhões, além de US$ 132,7 milhões em caixa separado. Pelos números informados, a recompra teve desembolso médio próximo de US$ 99,52 por ação. O cálculo divide o gasto total pela quantidade adquirida. Esse valor representa o custo médio da operação, sem indicar a cotação atual do papel. A STRC distribui dividendos com taxa variável mensal, mecanismo destinado a favorecer negociações próximas do valor declarado de US$ 100. Ao retirar preferenciais de circulação, a empresa reduz a quantidade de títulos que gera obrigações de dividendos. Já a emissão de MSTR amplia o número de ações ordinárias. O efeito sobre a exposição ao Bitcoin por ação depende da relação entre recursos captados, preço pago e novas ações emitidas. No sábado, Saylor apresentou a estrutura financeira desses produtos em outra publicação. Ele chamou as preferenciais de “crédito digital” e descreveu a possibilidade de emitir títulos para captar recursos ou recomprá-los para reduzir obrigações. Bitcoin fica 6,2% abaixo do custo da última compra O Bitcoin estava em US$ 75.847 na atualização de 8 de novembro, às 11h04 de Brasília. A cotação ficava aproximadamente 6,2% abaixo do preço médio da aquisição mais recente. Sobre o custo médio de todo o estoque, de US$ 75.451, a diferença era positiva em apenas 0,5%. A Strategy informou desembolso acumulado de US$ 64,08 bilhões para formar suas reservas. As saídas de ETFs acompanham essa pressão: os fundos americanos de Bitcoin registraram resgates líquidos de cerca de US$ 1,28 bilhão entre 2 e 6 de novembro. Em 11 de novembro, a MSCI deverá divulgar sua revisão de índices, incluindo a discussão sobre empresas concentradas em tesourarias digitais. A Strategy estimou que fundos vinculados aos índices relevantes detinham 13 milhões de ações MSTR, equivalentes a 3,1% das ações básicas.

Inflação e balanços de tecnologia definem a semana
Calendário Econômico

Inflação e balanços de tecnologia definem a semana

Inflação e balanços definem a agenda dos mercados O governo dos Estados Unidos publicará o CPI de outubro na terça-feira, 10 de novembro, com projeção próxima de 3,9%. A CoreWeave apresentará seus resultados após o fechamento de terça-feira. Analistas esperam prejuízo de cerca de US$ 1,45 por ação. Cisco Systems e Applied Materials divulgarão seus balanços após o fechamento de quinta-feira. O Índice de Preços ao Produtor, os pedidos de seguro-desemprego e os discursos do Fed completam a agenda. A Nvidia apresentará seus resultados em 17 de novembro, após o encerramento da semana analisada. Wall Street inicia a semana de 9 a 13 de novembro de 2026 após um período difícil para as ações de tecnologia. Os papéis recuaram diante das preocupações com investimentos em inteligência artificial e condições financeiras mais restritivas. As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos também ampliaram a cautela. Agora, investidores aguardam novos dados para definir seus próximos movimentos. As ações de tecnologia registraram as perdas mais intensas durante a liquidação recente. Enquanto isso, o Bitcoin e o mercado de criptomoedas também recuaram nos últimos dias. Dessa forma, operadores observam se os preços encontrarão estabilidade ou manterão a trajetória de queda. A agenda reúne dois relatórios de inflação, três balanços de empresas de tecnologia e discursos de dirigentes do Federal Reserve. Além disso, os fluxos dos ETFs de Bitcoin continuam no radar dos investidores. Nesse contexto, o mercado procura sinais de retorno dos compradores institucionais após as vendas recentes. CPI dos Estados Unidos entra no radar O Bureau of Labor Statistics publicará o CPI de outubro na terça-feira, às 8h30 no horário do leste dos Estados Unidos. O indicador acompanha os preços pagos pelas famílias por bens e serviços. Por isso, o mercado considera o relatório uma das principais medidas de inflação do país. Fonte: Forex Factory Economistas projetam inflação anual próxima de 3,9%, ante 3,7% em setembro, conforme estimativas reportadas pela Associated Press. O Bitcoin acompanha as mudanças nas expectativas sobre juros e liquidez do dólar. Assim, operadores do mercado de criptomoedas devem observar atentamente os dados de terça-feira. Ethereum e outras grandes criptomoedas também costumam reagir aos mesmos indicadores econômicos. Ao mesmo tempo, mineradoras que avançam para data centers acompanham as condições de financiamento da inteligência artificial. Esse movimento ganha importância diante dos elevados investimentos necessários para ampliar a infraestrutura computacional. Dados de emprego e discursos do Fed completam semana Na quinta-feira, o governo publicará os pedidos semanais de seguro-desemprego e os dados de vendas de casas existentes. Vários dirigentes do Federal Reserve também discursarão antes da decisão de juros de dezembro. Com isso, investidores buscarão indicações sobre os próximos passos da política monetária americana. Já na sexta-feira, às 8h30 no horário do leste dos Estados Unidos, o governo apresentará o Índice de Preços ao Produtor de outubro. O relatório mede as mudanças nos preços recebidos pelos produtores americanos. Portanto, o indicador oferecerá uma segunda leitura da inflação após os dados ao consumidor. CoreWeave testa demanda por inteligência artificial A CoreWeave apresentará seus resultados do terceiro trimestre após o fechamento de terça-feira. A empresa fornece capacidade de computação em nuvem baseada em chips avançados da Nvidia. Por isso, seus números funcionam como um termômetro da demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Resultados da semana de 9 de novembro de 2026: $NU, $NBIS, $RKLB, $CRWV, $TTWO, $CBRS, $ZETA, $WSE, $ASTS, $TE, $CSCO, $CEG, $BW, $QBTS, $ONON, $QMCO, $MARA, $AMAT, $HIMS, $RGTI, $MNDY, $PLUG, $FPS, $APPS, $ONDS, $SBET, $RUM, $TTD e $GO. Earnings Whispers, no X. Investidores questionam se os grandes aportes em data centers podem gerar lucros consistentes. Analistas esperam prejuízo de cerca de US$ 1,45 por ação para a CoreWeave, conforme o calendário da Stock Titan. Nesse sentido, o mercado acompanhará receita, gastos, financiamento por dívida e projeções da companhia. Cisco e Applied Materials antecedem Nvidia Por sua vez, Cisco Systems e Applied Materials apresentarão seus resultados após o fechamento de quinta-feira. A Cisco deve registrar lucro de aproximadamente US$ 1,15 por ação. Já a Applied Materials deve reportar cerca de US$ 4,06 por ação. Investidores avaliarão a procura por equipamentos de rede destinados aos data centers de inteligência artificial. Na sequência, o mercado observará os gastos com tecnologias avançadas para produção de chips. Esses números podem indicar o ritmo dos investimentos na infraestrutura necessária aos novos sistemas computacionais. Os dois balanços antecedem os resultados da Nvidia, previstos para terça-feira, 17 de novembro. Ao mesmo tempo, ações de fabricantes de chips, como a AMD, devem permanecer em foco. Assim, inflação, política monetária e investimentos em inteligência artificial concentrarão a atenção dos mercados.

Nubank retoma saques e depósitos de criptomoedas após suspensão
Criptomoedas

Nubank retoma saques e depósitos de criptomoedas após suspensão

Por Matheus dos Santos (Folhapress) – O Nubank comunicou neste sábado (7) que as operações de saque e depósito de criptomoedas foram retomadas às 22h de sexta-feira (6). Segundo a empresa, a suspensão, anunciada na véspera, esteve relacionada à instabilidade em um fornecedor externo de dados e não afetou a infraestrutura do banco digital. “Os ativos e as informações dos clientes permaneceram protegidos”, afirmou. O Nubank não informou o nome da empresa responsável pela instabilidade. A Fireblocks, citada na área de suporte do banco como provedora de tecnologia para a custódia de ativos, afirmou que a interrupção não esteve relacionada a problemas em sua plataforma. Interrupção O Nubank não foi a única instituição a suspender operações com criptoativos. O Mercado Pago, banco digital do Mercado Livre, também anunciou a interrupção de depósitos e saques em razão de instabilidades no sistema. Segundo a instituição, as operações seriam creditadas com atraso. O Mercado Pago foi procurado para informar se os serviços já haviam sido retomados, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. Em nota divulgada na sexta-feira, a instituição afirmou que identificou instabilidade nas transferências de criptoativos, provocada por um incidente envolvendo um fornecedor de serviços de monitoramento de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro. A empresa, porém, também não informou o nome do fornecedor. “Parte das transferências para carteiras externas foram preventivamente bloqueadas como medida de proteção, garantindo que os recursos dos clientes permanecem preservados, enquanto trabalhamos para restabelecer o serviço o quanto antes.” A instituição afirmou que acompanhava a situação em tempo real e que informaria os usuários assim que as operações fossem normalizadas.

Diretor financeiro da Binance, Kaiser Ng, deixará a empresa, diz relatório
Criptomoedas

Diretor financeiro da Binance, Kaiser Ng, deixará a empresa, diz relatório

O diretor financeiro da Binance, Kaiser Ng, estaria deixando a empresa para iniciar um novo empreendimento. “Kaiser Ng decidiu iniciar um novo empreendimento após mais de cinco anos na Binance, com um plano de transição implementado ao longo do último semestre”, disse o co-CEO da Binance, Yi He, em um comunicado obtido pela Reuters no sábado. O perfil de Ng no LinkedIn informa que ele é diretor financeiro da Binance desde janeiro de 2022 e que, antes disso, ocupou o mesmo cargo na exchange de criptomoedas Kraken por cerca de cinco anos. Ele será substituído por Justin Yek, que foi vice-presidente de finanças da Airwallex, segundo o relatório. A notícia chega pouco mais de uma semana depois de a Binance ter sido hackeada por um valor recorde de US$ 6,3 bilhões. A Cointelegraph informou que hackers roubaram cerca de US$ 6,3 bilhões da Binance em 29 de outubro, no maior roubo de criptomoedas já registrado. A Binance disse que absorveria as perdas, em vez de repassá-las aos clientes. O ataque foi atribuído a hackers norte-coreanos pelo FBI e por vários pesquisadores, acusação que aquele país negou. Revista: exchanges de criptomoedas asiáticas reforçam a segurança enquanto os ataques aumentam: Asia Express

Bitcoin à beira de nova queda: mercado de criptomoedas em alerta
Altcoins

Bitcoin à beira de nova queda: mercado de criptomoedas em alerta

Imagem ilustrativa / Bitcoin Queda O mercado de criptomoedas se prepara para uma nova queda de preços. Especialistas do setor alertam que movimentos estranhos que antecedem as quedas de preço estão acontecendo. Segundo informações, o pânico no mercado cripto está ligado a fortes focos de liquidez, criando potenciais alvos de queda caso a pressão baixista aumente. • O preço atual do Bitcoin está oscilando para baixo entre essas zonas de liquidez, sugerindo que uma possível varredura de liquidez pode estar se aproximando. O $BTC caiu mais de 6% no último dia 6 de novembro, para cerca de US$ 75.400, anulando a breve recuperação acima de US$ 80.000. Veja o que causou a queda 👇 Quem acompanha o Bitcoin de perto tem percebido uma onda de vendas em Wall Street, impulsionada por inteligência artificial, que se espalhou para o mercado de criptomoedas, e o Bitcoin está sentindo a pressão. Mais de US$ 1,1 bilhão em posições alavancadas foram liquidadas e os ETFs de Bitcoin registraram saídas de aproximadamente US$ 430 milhões em um único dia. A maioria das altcoins compradas nos últimos dias agora está desvalorizada, então os investidores de curto prazo sentem pressão para vender.

Nubank retoma saques e depósitos de criptomoedas após suspensão
Criptomoedas

Nubank retoma saques e depósitos de criptomoedas após suspensão

Por Matheus dos Santos (Folhapress) – O Nubank comunicou neste sábado (7) que as operações de saque e depósito de criptomoedas foram retomadas às 22h de sexta-feira (6). Segundo a empresa, a suspensão, anunciada na véspera, esteve relacionada à instabilidade em um fornecedor externo de dados e não afetou a infraestrutura do banco digital. “Os […] Fonte: ICL Notícias

Preço do Bitcoin hoje, 08 de novembro de 2026: BTC em US$ 75 mil após surpresa nos EUA e fuga de US$ 1,2 bilhão dos ETFs
Bitcoin

Preço do Bitcoin hoje, 08 de novembro de 2026: BTC em US$ 75 mil após surpresa nos EUA e fuga de US$ 1,2 bilhão dos ETFs

Relatório de emprego americano aumenta expectativa de alta dos juros O preço do Bitcoin (BTC) hoje, na manhã deste domingo, 08 de novembro de 2026, está cotado em R$ 423.832,33, de acordo com dados do Criptodata. O BTC praticamente não se moveu nas últimas 24, permanecendo no nível de US$ 75 mil. Preço do Bitcoin 08 de novembro de 2026 – Imagem: Coinmarketcap O relatório de empregos americanos surpreendeu o mercado não apenas pela criação de vagas, mas também pela revisão dos números anteriores. Segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS), a geração de empregos em setembro foi revisada de 29 mil para 60 mil, reforçando a percepção de que a economia dos Estados Unidos continua aquecida. O resultado representa um desafio para o Bitcoin porque juros mais elevados tornam aplicações tradicionais de renda fixa relativamente mais atraentes. Além disso, o fortalecimento do dólar e a redução da liquidez podem pressionar ativos que dependem de maior disposição dos investidores para assumir riscos. Leia também: BlindPay conquista licença para operar pagamentos nos EUA A turbulência também atingiu as bolsas americanas. Na quinta-feira (5), o S&P 500 despencou 4,4%, enquanto o Nasdaq perdeu aproximadamente 5,5%, em uma forte liquidação de ações relacionadas à inteligência artificial. Na sexta-feira, porém, os índices apresentaram recuperação parcial, com o S&P 500 avançando 0,3% e o Nasdaq subindo 1,1%. No mercado de criptomoedas, outro fator negativo é a retirada de capital dos fundos negociados em bolsa. De acordo com dados da Farside Investors, os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos acumularam saídas líquidas de US$ 1,28 bilhão entre os dias 2 e 6 de novembro. Somente na sexta-feira, os resgates líquidos chegaram a US$ 411,9 milhões. O IBIT, da BlackRock, respondeu por US$ 403 milhões em saídas, enquanto o FBTC, da Fidelity, registrou entradas de US$ 42,8 milhões. O movimento mostra que o interesse institucional permanece pressionado, apesar da diferença de comportamento entre os fundos. Bitcoins antigos estão chegando às exchanges: sinal de novas vendas? Além das dificuldades macroeconômicas, o mercado acompanha uma mudança importante no comportamento dos investidores de longo prazo. Uma análise publicada pelo especialista identificado como nocoffeenobrain aponta um aumento na transferência de Bitcoins antigos para corretoras centralizadas desde junho, com aceleração observada no final de outubro. Segundo o analista, a movimentação ganhou intensidade no período posterior aos incidentes de segurança envolvendo dispositivos Ledger, em 9 de outubro, e a Binance, em 29 de outubro. Entretanto, ele ressalta que ainda não existem evidências suficientes para estabelecer uma relação direta entre os acontecimentos e o aumento das transferências. Os dados da plataforma CoinGlass ajudam a dimensionar a movimentação. Em 6 de novembro, o indicador de entradas de Bitcoin de investidores de longo prazo nas exchanges registrava aproximadamente 6.876 BTC, volume 65,2% superior ao observado sete dias antes. Tradicionalmente, o envio de moedas antigas para exchanges é acompanhado com atenção porque pode representar preparação para vendas. Investidores que mantiveram seus Bitcoins por meses ou anos podem utilizar essas plataformas para realizar lucros, reduzir exposição ou reorganizar suas posições. Entretanto, nocoffeenobrain apresenta outra possibilidade: parte dos investidores pode estar reconsiderando sua estratégia de custódia depois dos recentes incidentes de segurança. Nesse cenário, algumas transferências poderiam representar uma mudança na forma de armazenar os ativos, e não necessariamente uma intenção imediata de venda. A hipótese ainda não foi comprovada. Transferir Bitcoin para uma exchange não significa necessariamente vender, já que os recursos também podem ser utilizados para garantias, operações financeiras ou simples transferência de custódia. Ainda assim, o aumento dos depósitos amplia a quantidade de moedas potencialmente disponíveis para negociação. Bitcoin long term Bitcoin pode cair para US$ 70 mil ou recuperar US$ 80 mil? Do ponto de vista técnico, a região de US$ 75 mil permanece como um suporte importante para o Bitcoin. A criptomoeda chegou a negociar abaixo desse patamar durante a sessão de sexta-feira, mas conseguiu recuperar parte das perdas e permanece próxima da região neste domingo. Caso os compradores consigam defender esse nível, o BTC poderá buscar inicialmente a região de US$ 78 mil e, posteriormente, testar novamente a resistência de US$ 80 mil. Esse cenário dependerá, entre outros fatores, de uma redução da pressão sobre os ETFs, estabilização das bolsas americanas e melhora das condições de liquidez. Leia também: ONU destaca força do Brasil em blockchain e diz que país tem estrutura para transformar o agronegócio Por outro lado, uma perda consistente dos US$ 75 mil poderia abrir espaço para movimentos em direção aos US$ 72 mil. Em um cenário de maior aversão ao risco, a faixa entre US$ 68 mil e US$ 70 mil também aparece como uma possível região de atenção para os investidores. Esses valores representam cenários técnicos condicionais, e não projeções garantidas. O comportamento dos títulos americanos, as decisões do Fed e a entrada de Bitcoins antigos nas exchanges serão variáveis importantes para avaliar a força dos compradores e vendedores. Por enquanto, o Bitcoin enfrenta uma combinação de pressão macroeconômica, saídas de capital institucional e aumento das movimentações on-chain. A capacidade de preservar os US$ 75 mil poderá ajudar a determinar se o mercado encontrará estabilidade ou enfrentará uma nova rodada de volatilidade nas próximas sessões. Portanto, o preço do Bitcoin em 08 de novembro de 2026 é de R$ 423.832,33, de acordo com dados do Criptodata. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0024 BTC e R$ 1 compram 0,0000024 BTC. As criptomoedas que estão repgistrando as maiores altas no dia 08 de novembro de 2026, são: Pieverse (PIEVERSE), Arbitrum (ARB) e Algorand (ALGO), com altas de 5%, 2% e 1%, respectivamente. As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 08 de novembro de 2026, são: Pump.fun (PUMP), Ethena (ENA) e Bitcoin Cash (BCH), com quedas de -5,3%, -5,2% e -4% respectivamente.

Como criminosos usaram rostos falsos para desviar mais de R$ 700 milhões
Olhar Digital

Como criminosos usaram rostos falsos para desviar mais de R$ 700 milhões

Trio é acusado de usar inteligência artificial para imitar executivos e convencer funcionários a transferir milhões para contas fraudulentas Três homens foram acusados nos Estados Unidos de participar de um esquema internacional de fraude que utilizava deepfakes de executivos e falsas identidades de advogados para desviar pelo menos US$ 129 milhões (cerca de R$ 710 milhões) de hospitais, bancos e outras empresas. A denúncia foi apresentada pelo Departamento de Justiça dos EUA e aponta o uso de inteligência artificial para imitar vozes e, em alguns casos, a aparência de dirigentes das organizações. Continua após a publicidade Segundo os promotores, a operação tinha como alvo funcionários autorizados a realizar grandes transferências financeiras. Por meio dos deepfakes, os suspeitos simulavam comunicações de executivos e convenciam os profissionais a enviar dinheiro para supostos negócios confidenciais, que na realidade não existiam. O esquema teria atingido milhares de empresas em diferentes países, e os valores obtidos eram convertidos em criptomoedas. Como funcionava o golpe com deepfakes A abordagem geralmente começava com um e-mail que aparentava ter sido enviado pelo presidente da empresa. Na mensagem, o suposto executivo solicitava ajuda para realizar uma transação sigilosa. Em um dos casos investigados, o contato incluía até um acordo de confidencialidade para dar credibilidade à operação. Depois da primeira comunicação, os funcionários eram direcionados a conversas telefônicas ou chamadas de vídeo com uma pessoa que se apresentava como advogado. Com o uso de recursos de inteligência artificial, os criminosos conseguiam reproduzir características da voz e, em determinadas situações, da aparência dos executivos, criando deepfakes usados para sustentar a fraude. O falso advogado explicava os detalhes da suposta operação e orientava os funcionários sobre as contas para as quais o dinheiro deveria ser transferido. De acordo com a acusação, os criminosos priorizavam profissionais das áreas contábil e financeira que tinham autorização para aprovar pagamentos de valores elevados. Deepfakes de executivos foram usados por criminosos para simular a identidade de chefes de empresas e convencer funcionários a realizar transferências milionárias – Imagem: Tero Vesalainen/Shutterstock Hospitais, bancos e empresas estão entre as vítimas Os promotores não divulgaram os nomes das organizações atingidas, mas detalharam alguns dos prejuízos atribuídos ao esquema. Em novembro de 2024, uma rede de hospitais do Missouri teria perdido aproximadamente US$ 4,83 milhões. No mesmo mês, um banco de Rhode Island sofreu um prejuízo estimado em US$ 2,68 milhões. Outro caso envolve uma rede hospitalar da Califórnia, que teria transferido cerca de US$ 2,97 milhões em dezembro de 2024. Já em março de 2025, uma empresa britânica de tecnologia financeira teria perdido aproximadamente US$ 11,58 milhões. A lista de supostas vítimas também inclui uma empresa de fundos de investimento de Massachusetts e uma fabricante de ração da Flórida. Os prejuízos estimados foram de US$ 4,64 milhões, em abril de 2025, e US$ 5,24 milhões, em junho do mesmo ano, respectivamente. Nem todas as tentativas tiveram sucesso. Em outubro de 2024, um funcionário de um banco de investimento de Nova York chegou a autorizar um pagamento de aproximadamente US$ 2,85 milhões. No entanto, a equipe operacional da instituição identificou a movimentação e interrompeu a transferência antes que o dinheiro fosse perdido. Três homens foram presos por esquema com deepfakes Continua após a publicidade Os acusados são Jacob Soall, de 41 anos, Sharon Hazan, de 54, e Guy Sheetrit, de 42. Soall e Hazan foram presos na Espanha, em 17 de junho e 5 de agosto, respectivamente. Sheetrit foi detido no Reino Unido em 7 de setembro. Segundo a acusação, Soall era responsável por se passar pelo advogado que conduzia as falsas negociações. Hazan e Sheetrit, por sua vez, teriam participado da lavagem do dinheiro obtido com as transferências fraudulentas. Hazan já havia sido condenado, em 2008, por conspiração para cometer fraude bancária no mesmo distrito judicial de Nova York em que o novo caso está sendo processado. Cada um dos três homens responde a sete acusações, incluindo fraude eletrônica, roubo de identidade e lavagem de dinheiro. Os pedidos de extradição para os Estados Unidos ainda estão pendentes. Os acusados são considerados inocentes até que a culpa seja comprovada judicialmente.

Binance anuncia troca de diretor financeiro após roubo de US$ 6,3 bilhões
Altcoins

Binance anuncia troca de diretor financeiro após roubo de US$ 6,3 bilhões

A Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo, anunciou nesse sábado (7) a saída de seu diretor financeiro, Kaiser Ng, poucos dias depois de sofrer um ataque cibernético que resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em ativos digitais. O executivo será substituído por Justin Yek, que anteriormente ocupava a vice-presidência de finanças da empresa de pagamentos Airwallex. A mudança na direção financeira já estava sendo planejada havia cerca de seis meses A codiretora-executiva da Binance, Yi He, informou que Kaiser Ng decidiu deixar a companhia para se dedicar a um novo empreendimento, encerrando uma trajetória de mais de cinco anos na plataforma. Ng ocupava o cargo de diretor financeiro desde janeiro de 2022 e, antes de ingressar na Binance, havia trabalhado na Kraken, outra empresa que atua no mercado de criptomoedas. Apesar de ocorrer poucos dias após o ataque hacker, a corretora não relacionou a saída do executivo ao episódio. A empresa sustenta que o processo de substituição já estava em andamento antes da invasão. Foto: Reprodução Binance anunciou a substituição de seu diretor financeiro após ataque hacker Ataque hacker provocou prejuízo bilionário O anúncio da troca de comando ocorre enquanto a Binance enfrenta as consequências de um dos maiores roubos de criptomoedas já registrados. O ataque aconteceu em 29 de outubro e, segundo a companhia, foi resultado de uma operação sofisticada iniciada meses antes da identificação da invasão. As investigações apontam que os criminosos utilizaram programas maliciosos, conhecidos como malwares, escondidos em downloads de softwares, além de falsas oportunidades de emprego direcionadas a profissionais da área de engenharia. A estratégia teria permitido o comprometimento de computadores de funcionários e facilitado o acesso indevido aos sistemas da corretora. O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) atribuiu a responsabilidade pelo ataque a um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. O governo norte-coreano, entretanto, negou envolvimento no roubo. Diante da dimensão do prejuízo, a Binance anunciou que irá reembolsar integralmente os clientes afetados. A empresa também adotou medidas para recuperar os valores desviados e reforçar a segurança de suas operações.

O que falta para o dinheiro digital ser simples e confiável como uma transferência bancária?
Bitcoin

O que falta para o dinheiro digital ser simples e confiável como uma transferência bancária?

Por Luis Ayala* O surgimento de iniciativas globais como o Open USD (OUSD), uma stablecoin anunciada em junho de 2026 com o apoio de mais de 140 empresas, reflete uma transformação que vai muito além da criação de mais uma moeda digital atrelada ao dólar norte-americano. O setor financeiro e a indústria de tecnologia estão competindo para construir uma nova infraestrutura de dinheiro digital, com soluções projetadas para tornar as transações mais eficientes, integradas e alinhadas aos requisitos regulatórios. Até recentemente, uma discussão central girava em torno da liquidez das moedas virtuais ou da paridade de suas reservas. No entanto, o cenário atual deixa claro que a próxima grande batalha nas finanças não é sobre quem emite o token, mas sobre quem controla a infraestrutura que permite sua distribuição, conversão, liquidação e custódia em múltiplos mercados e jurisdições. À medida que as stablecoins ganham atração no mercado de ativos digitais, sua crescente relevância também impulsiona discussões sobre seu uso em pagamentos transfronteiriços e no comércio internacional. No Brasil, epicentro da institucionalização dos criptoativos na região, as stablecoins representaram aproximadamente 80% do volume de criptomoedas declarado à Receita Federal em 2025. Esse número destaca sua economia não apenas como ativo especulativo, mas também como meio de pagamento e ferramenta para operações internacionais. À medida que o Banco Central do Brasil avança em seu arcabouço regulatório e no licenciamento obrigatório para Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (VASPs), impondo exigências de capital mínimo, governança e segregação patrimonial comparáveis ao sistema bancário tradicional, instituições como Itaú, B3 Digitas e Santander passam a exigir uma infraestrutura de nível bancário. Nesse contexto, a custódia comprometida (incluindo armazenamento em cold storage) e estruturas regulatórias alinhadas aos padrões internacionais estão se tornando, na minha visão, requisitos fundamentais entre as instituições que operam no mercado brasileiro. Adoção de criptoativos na América Latina Na América Latina, a atividade com criptoativos cresceu aproximadamente 42,5% entre julho de 2023 e junho de 2024, segundo a Chainalysis, impulsionado principalmente por remessas internacionais, comércio transfronteiriço e pela economia de serviços remotos. À medida que os mercados latino-americanos migram da adoção varejista para a integração bancária e corporativa em larga escala, a infraestrutura subjacente torna-se um diferencial competitivo crucial. Conectar as economias locais ao sistema financeiro global, exigências de plataformas de custódia seguras e reguladas, redes de interoperabilidade e soluções operacionais que auxiliam na mitigação dos riscos de contraparte. Diante desse cenário, emergem questões fundamentais sobre liquidez eficiente, pontes de acesso, interoperabilidade entre redes e, acima de tudo, sobre uma solução rápida e confiável. A questão-chave para bancos, fintechs e instituições é como fazer o dinheiro digital mover-se além das fronteiras com a mesma facilidade de uma transferência bancária, sem comprometer a segurança, a liquidez ou a conformidade com as regulamentações locais. Com o avanço das stablecoins, o desafio é construir a infraestrutura necessária para que esses pagamentos funcionem de forma confiável em diferentes redes e sistemas financeiros. Segurança e confiabilidade Uma moeda digital rápida não é suficiente se a liquidez final não for juridicamente segura, ou se as chaves privadas e os ativos estiverem expostos a falhas tecnológicas, riscos operacionais ou risco de contraparte. Essa camada subjacente de infraestrutura — onde opera a custódia regulada em cold storage, as redes de liquidação off-exchange, como a Go Network (que permite negociar enquanto os ativos permanecem mantidos em custódia descoberta) e as soluções de pagamento baseadas em API — é onde a verdadeira eficiência do sistema financeiro do futuro está sendo moldada. Essa maturação é ainda mais evidente nos recentes passos regulatórios dos EUA que permitem o uso de stablecoins como garantia no mercado de derivativos. Ao substituir investimentos voláteis por ativos atrelados, o mercado pode reduzir o risco de liquidez em cascata e viabilizar chamadas de margem 24 horas por dia, 7 dias por semana. Para além do ecossistema das grandes instituições financeiras, a "cripto do dia a dia" está na rotina de trabalhadores remotos e desenvolvedores que discutem serviços e recebem seus ganhos internacionais em stablecoins ou bitcoin. Nesta nova economia global, muitos usuários recebem seu rendimento em stablecoins e o utilizam para o sustento familiar. Tornar o dinheiro digital tão simples e confiável quanto uma transferência bancária exige uma camada invisível de infraestrutura — que combina a velocidade de redes como a Lightning Network com trilhas de pagamento em stablecoins. Quando a infraestrutura subjacente protege as chaves privadas em conformidade com padrões regulatórios federais dos EUA e liquida pagamentos em tempo real, a criptomoeda deixa de ser uma promessa tecnológica complexa e se torna uma trilha financeira acessível e cotidiana. Acredito que o futuro das finanças dependerá de uma infraestrutura confiável que conecte um banco tradicional ao ecossistema de ativos digitais, permitindo transações seguras, protegendo os ativos e garantindo a conformidade regulatória. *Luis Ayala é diretor-geral e head para América Latina na BitGo Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok

Perguntas Frequentes sobre Notícias Financeiras

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