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Resumo de Mercado
Resumo do dia (18h) Atualizado em 06/11/2026 às 18:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
168.335 pts +1,29%
Dólar Comercial
R$ 5,50 +0,72%
Bitcoin (BRL)
R$ 419.280 -0,58%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Mercado em Cautela: Ibovespa Fecha em Alta Moderada Enquanto Criptoativos Enfrentam Desafios

Nesta sexta-feira, 06 de novembro de 2026, o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,29%, alcançando 168.335,16 pontos, impulsionado principalmente por ações de grandes bancos e commodities, como Vale, que subiu 1,98%. No entanto, a volatilidade no mercado de criptomoedas e as restrições impostas por instituições financeiras, como Nubank e Mercado Pago, geraram um clima de cautela entre os investidores, refletindo preocupações com a estabilidade do setor. O sentimento do mercado é de precaução, especialmente diante das incertezas econômicas globais e locais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • • Ibovespa fecha em alta, impulsionado por ações de bancos e commodities.
  • • Câmbio apresenta leve alta do Dólar, com expectativa cautelosa em relação à Selic.
  • • Mercado de criptomoedas enfrenta desafios com restrições de instituições financeiras.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa teve um desempenho positivo, com destaque para a alta de 2,9% das ações do Bradesco (BBDC4) e uma leve queda de 1,39% para a Petrobras (PETR4). As ações da Vale (VALE3) também contribuíram para o avanço do índice.

Câmbio & Cenário Macro

O Dólar Americano fechou em R$ 5,5007, com uma leve alta de 0,72%, enquanto o Euro apresentou uma pequena desvalorização de 0,02%. A expectativa em torno da Selic, atualmente em 13,75%, continua a influenciar o mercado cambial.

Criptoativos

O Bitcoin caiu 0,58%, sendo negociado a R$ 419.279,80, enquanto o Ethereum também enfrentou perdas de 0,99%. A suspensão de operações de criptomoedas por Nubank e Mercado Pago gerou apreensão no ecossistema cripto.

Atualizações automáticas em dias úteis às 10:00 (manhã/horário de brasília) e às 18:00 (fechamento/horário de brasília)
Se há cinco anos você tivesse investido 10 mil dólares na Tesla, hoje teria 8.400
Dólar Hoje

Se há cinco anos você tivesse investido 10 mil dólares na Tesla, hoje teria 8.400

Resumo A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos EUA gerou fortes perdas no setor de tecnologia, impulsionada pelo temor de regulações mais duras em inteligência artificial. As empresas de Elon Musk foram severamente atingidas: juntas, Tesla e SpaceX perderam mais de 420 bilhões de dólares em valor de mercado em apenas dois dias. A reação dos investidores reflete o risco político no Texas, onde ambas têm sede e onde a oposição conquistou importantes vitórias eleitorais. Tesla Foto: Tesla / Xataka O tombo repercutiu mundialmente. As grandes empresas de tecnologia sofreram fortes quedas na bolsa após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, um fator político que agora desencadeia uma mudança de estratégia por parte das empresas para enfrentar uma regulamentação rigorosa no setor de IA. No caso das companhias lideradas por Elon Musk, a queda também foi especialmente expressiva. A Tesla fechou a quinta-feira cotada a 343,69 dólares, com uma queda de 10,77% no dia. Além disso, a maior parte dos prejuízos ocorreu em apenas duas sessões, uma queda que a empresa também compartilha com a SpaceX. Conforme relata a CNBC, a Tesla e a SpaceX perderam mais de 420 bilhões de dólares em valor de mercado combinado entre o fechamento de terça-feira e a tarde de quinta-feira. Essa liquidação em massa de ações não está relacionada a uma mudança nas empresas, mas, como aponta o The Motley Fool, os investidores estão reavaliando o risco político após as eleições de meio de mandato. Os democratas conquistaram as duas casas do Congresso e também venceram as eleições para o Senado, governador e procurador-geral no Texas, onde ambas as empresas têm sede. A Tesla caiu 11% na quinta-feira, após uma queda de 3,3% no dia anterior, o que a deixa com um recuo de aproximadamente 24% no ano. A SpaceX fechou cotada a 123,62 dólares, com uma queda de 9%, segundo informações da Bloomberg. Pobre Musk, que agora tem uma fortuna inferior a 800 bilhões de dólares, de acordo ... Veja mais Matérias relacionadas Em meio a uma crise de cibersegurança, OpenAI lança GPT-6 Cyber, seu novo modelo "crítico" Um homem descobriu que sua esposa consultava o ChatGPT para envenená-lo. Um novo processo contra a OpenAI Escolas dos EUA querem um Google sem IA, mas enfrentam um dilema: ou aceitam seus resumos gerados por IA ou ficam sem mecanismo de busca 20 bilhões de dólares e 1.300 campos de futebol: Elon Musk planeja a "maior fábrica de chips de IA do mundo", que reunirá Tesla, SpaceX e xAI AMD vai ultrapassar a Intel pela primeira vez em sua história

A pressão vendedora está desafiando o mercado de ações, mesmo com a valorização das ações recuando para níveis atrativos.
Mercado Financeiro Global

A pressão vendedora está desafiando o mercado de ações, mesmo com a valorização das ações recuando para níveis atrativos.

O aumento da liquidez durante a queda dos preços pesou bastante nos esforços de recuperação. O mercado de ações passou por uma semana de intensa volatilidade. O índice VN caiu 16,3 pontos, ou 0,93%, para 1.725,3 pontos. Esta foi a segunda semana consecutiva de queda para o mercado. O índice chegou a ultrapassar brevemente o nível de suporte de 1.700 pontos nas duas primeiras sessões de negociação da semana, antes que a busca por oportunidades de compra surgisse. Nas sessões de negociação de 4 e 5 de novembro, o Índice VN recuperou-se fortemente, ganhando mais de 41 pontos no total, recuperando quase todos os pontos perdidos. O principal impulso para esse aumento veio do swap cambial em dólar do Banco Central e das notícias positivas em torno dos resultados das eleições de meio de mandato nos EUA. A alta nos preços foi extremamente efêmera. Ao entrar na última sessão de negociação da semana, em 6 de novembro, uma forte pressão vendedora retornou, derrubando o mercado em 15,37 pontos e fechando em 1.725 pontos. Essa volatilidade foi diretamente influenciada por desenvolvimentos negativos em mercados internacionais como os dos EUA, Japão e Coreia do Sul , especialmente a venda generalizada de ações de tecnologia. Você também pode gostar A liquidez do mercado na semana atingiu 84,101 bilhões de VND, registrando um aumento médio de 16,9% em comparação com a semana anterior. O alto volume de negociações durante uma semana de queda reflete a contínua predominância da pressão da oferta, enquanto a demanda de compra não possui a sustentabilidade necessária para manter o ritmo de recuperação. Os investidores estrangeiros mantiveram uma posição líquida de venda no valor aproximado de 965 bilhões de VND na Bolsa de Valores de Ho Chi Minh . Um raro ponto positivo surgiu na última sessão de negociação da semana, quando investidores estrangeiros inesperadamente recompraram 393 bilhões de VND, interrompendo a sequência contínua de vendas líquidas desde 22 de outubro. As avaliações recuaram para níveis mais baixos, mas os analistas permanecem cautelosos em relação aos riscos macroeconômicos. Ao avaliar a tendência futura, o Sr. Nguyen Duc Anh, analista da Pinetree Securities, mantém uma visão neutra sobre o Índice VN. Ele acredita que a recuperação observada no meio da semana provavelmente chegou ao fim e que o mercado ainda não conseguiu sair do seu prolongado canal de correção. A pressão sobre o índice decorre do fato de as ações do setor bancário estarem atualmente em fase de distribuição, combinado com a ausência de uma tendência clara nas ações do grupo Vingroup. Além disso, a queda global do mercado de ações de tecnologia representa um risco para empresas listadas no mercado interno, como a FPT. Analisando os níveis de preços com mais detalhes, o relatório da SSI Research indica que o mercado sofreu uma queda significativa em outubro. Excluindo a influência do grupo Vingroup , o índice VN caiu 2,6% no mês e acumula queda de 8,9% no ano. Em contrapartida, os lucros corporativos continuaram a crescer. O lucro líquido total atribuível aos acionistas controladores na Bolsa de Valores de Ho Chi Minh (HoSE) aumentou mais de 50% no terceiro trimestre, com o grupo Vingroup contribuindo com 55% desse aumento. O restante do mercado ainda registrou um aumento de 24% nos lucros. Você também pode gostar

Economia brasileira pode entrar em recessão em 2027, alertam especialistas
Notícias de Economia

Economia brasileira pode entrar em recessão em 2027, alertam especialistas

Projeções de bancos e institutos de pesquisa indicam que o crescimento do PIB pode ser estagnado ou negativo no próximo ano devido à alta dos juros, aumento da dívida das famílias e falta de clareza fiscal do governo. A economia brasileira corre o risco de entrar em recessão em 2027. Essa previsão é baseada no rápido endurecimento das condições financeiras, com juros e dólar em alta, e no enfraquecimento dos setores que impulsionaram a atividade econômica recentemente. Especialistas do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), além de consultorias e bancos, estimam uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de apenas 1% em 2027. No entanto, uma queda na produção (recessão) não está descartada. O Ibre-FGV alerta que, se a piora financeira continuar, os setores de comércio, indústria e serviços podem cair 0,5% em 2027. Bancos como Itaú e Safra já rebaixaram suas projeções, apontando para um cenário de estagnação ou contração. O economista Sérgio Vale compara a situação a um 'mini-2015', sem a Lava Jato, mas com risco fiscal elevado. O número de inadimplentes recorde e a alta dos juros domésticos (9,5% a 9,7%) estão sufocando o consumo das famílias. A taxa de desemprego, que estava em patamares mínimos, deve subir de 5,6% para quase 7% em 2027. Setores exógenos perdem força e aumentam a vulnerabilidade No cenário pessimista do Ibre-FGV, mesmo que os setores dependentes de clima e mercado internacional (agropecuária e indústria extrativa) mantenham um crescimento de 1%, o PIB ficaria estagnado. Isso acontece porque a contribuição desses setores deve cair drasticamente em 2027, tornando a economia mais dependente das atividades cíclicas (comércio, indústria e serviços), que estão em dificuldade. Essa mudança na estrutura do crescimento é o principal fator de risco. Nos anos de 2023 a 2025, a agropecuária e a indústria extrativa sustentaram cerca de um terço do crescimento. Para 2027, a desaceleração na produção de petróleo e no campo remove esse suporte, deixando a economia exposta à fragilidade do consumo interno. Alta de juros e incerteza fiscal complicam o cenário O ambiente para as atividades que dependem do ritmo econômico tornou-se desfavorável. O Indicador de Condições Financeiras (ICF) do Ibre-FGV atingiu níveis restritivos. Isso foi causado pela alta dos juros internacionais e pelo aumento das taxas reais de juros no Brasil, que oscilaram entre 9,5% e 9,7% ao ano, acima da inflação. Essa situação joga o impulso do crédito para o negativo, ou seja, encarece o empréstimo a ponto de desestimular investimentos e compras. A indefinição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre como resolver a crise fiscal do país, considerada a raiz dos juros altos por economistas, complicou o cenário após o segundo turno eleitoral. Como consequência, os juros de mercado subiram, o dólar disparou e a Bolsa de Valores caiu. Endividamento das famílias ameaça consumo e gera recessão Para Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro Ibre, haveria um 'purgatório' econômico mesmo se o governo agisse para ajustar as contas. Ela explica que o excesso de gastos públicos e o endividamento privado podem ser absorvidos com o tempo, sem uma recessão técnica, desde que haja um ajuste fiscal crível que reduza os juros. No entanto, sem medidas efetivas, Matos vê aumentar o risco de uma crise de crédito. Estudos do Banco Central e a literatura internacional mostram que ciclos de crescimento apoiados em muito crédito são seguidos por fases de contração. No Brasil, a concentração de dívidas em empréstimos caros e de prazos curtos afeta principalmente os 20% mais pobres, que têm dificuldade para quitar os débitos. Recorde de inadimplentes e impacto no orçamento das famílias Dados da Serasa mostram que o país atingiu 84,2 milhões de inadimplentes em setembro, o maior número já registrado. Isso representa 51,1% da população adulta. Cada pessoa com restrição deve, em média, R$ 7.094, e o valor médio de cada dívida é de R$ 1.693. A renda média mensal atual é de R$ 3.790. O peso dessas dívidas força um corte severo no consumo de bens e serviços, aprofundando a queda na atividade econômica e retardando a recuperação. O ex-diretor do Banco Central José Júlio Senna chama isso de 'desequilíbrio patrimonial'. Ele explica que famílias e empresas endividadas cortam gastos para se ajustar, o que derruba a economia. 'Pode ser cedo para falar em recessão, mas isso não está descartado. Embora a economia opere acima de seu potencial e o desemprego esteja baixo, tudo perde gás rapidamente', afirma Senna. Embora a taxa de desemprego esteja em mínimos históricos (projetada em 5,6% para 2026), ela deve mudar de direção. Com a perda de dinamismo das atividades cíclicas, projeta-se que a taxa de desocupação suba para quase 7% em 2027. Acompanhando a deterioração das vagas de emprego, a Renda Nacional Disponível Bruta Restrita das famílias, que sustenta o consumo, sofreu desaceleração acentuada. Após avançar a um ritmo real de 7,3% ao ano entre 2021 e 2025, o crescimento mensal da renda caiu para apenas 0,1% no acumulado de janeiro a agosto de 2026.

Michael Saylor sugere nova compra estratégica de Bitcoin pela Strategy
Bitcoin

Michael Saylor sugere nova compra estratégica de Bitcoin pela Strategy

Strategy destinou US$ 208,2 milhões à recompra de STRC e US$ 65,5 milhões ao Bitcoin Saylor publicou gráfico de acumulação sem confirmar nova aquisição MSCI anuncia revisão de índices em 11 de novembro A Strategy destinou à recompra de ações preferenciais mais de três vezes o valor aplicado em bitcoin no último período divulgado. Foram US$ 208,2 milhões em STRC, contra US$ 65,5 milhões na aquisição de 811 BTC. Neste domingo, 8 de novembro, Michael Saylor sinalizou outra possível compra, sem apresentar números. O presidente executivo publicou seu gráfico habitual de acumulação com a expressão “Connecting the dots”, ou “conectando os pontos”. Mensagens semelhantes antecederam divulgações de compras da companhia. A publicação, porém, não confirmou uma operação nem atualizou as reservas. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE O estoque informado permanece em 849.327 BTC, com posição em 1º de novembro. A próxima atualização terá de mostrar quanto a empresa comprou e como financiou eventuais aquisições posteriores. Entre 26 de outubro e 1º de novembro, a Strategy pagou US$ 80.846 por unidade, incluindo taxas e despesas. O comunicado de 2 de novembro encerrou uma semana sem novas aquisições. Para financiar a operação, a companhia vendeu 1.178.552 ações ordinárias MSTR no programa de ofertas diretamente no mercado. A emissão gerou US$ 164 milhões líquidos. Desse total, US$ 98,5 milhões reforçaram o caixa, enquanto o restante custeou a compra. A divisão corresponde a aproximadamente 40% dos recursos captados para Bitcoin e 60% para caixa, conforme cálculo sobre os valores divulgados. A emissão, assim, não se converteu integralmente em criptomoeda. A destinação também impede equiparar automaticamente captação bruta e demanda efetiva pelo ativo. Não houve venda de preferenciais naquele intervalo. Os relatórios corporativos, disponíveis na página da Strategy, distinguem compras de Bitcoin, emissões de títulos e movimentações de caixa. A empresa costuma detalhar essas operações em formulários 8-K enviados à SEC. Recompra de STRC consome US$ 208,2 milhões Com dinheiro já disponível em dólares, a Strategy recomprou 2.092.035 ações STRC. A operação ocorreu separadamente da aquisição de BTC. Em 1º de novembro, a reserva designada em dólares somava US$ 4,79 bilhões, além de US$ 132,7 milhões em caixa separado. Pelos números informados, a recompra teve desembolso médio próximo de US$ 99,52 por ação. O cálculo divide o gasto total pela quantidade adquirida. Esse valor representa o custo médio da operação, sem indicar a cotação atual do papel. A STRC distribui dividendos com taxa variável mensal, mecanismo destinado a favorecer negociações próximas do valor declarado de US$ 100. Ao retirar preferenciais de circulação, a empresa reduz a quantidade de títulos que gera obrigações de dividendos. Já a emissão de MSTR amplia o número de ações ordinárias. O efeito sobre a exposição ao Bitcoin por ação depende da relação entre recursos captados, preço pago e novas ações emitidas. No sábado, Saylor apresentou a estrutura financeira desses produtos em outra publicação. Ele chamou as preferenciais de “crédito digital” e descreveu a possibilidade de emitir títulos para captar recursos ou recomprá-los para reduzir obrigações. Bitcoin fica 6,2% abaixo do custo da última compra O Bitcoin estava em US$ 75.847 na atualização de 8 de novembro, às 11h04 de Brasília. A cotação ficava aproximadamente 6,2% abaixo do preço médio da aquisição mais recente. Sobre o custo médio de todo o estoque, de US$ 75.451, a diferença era positiva em apenas 0,5%. A Strategy informou desembolso acumulado de US$ 64,08 bilhões para formar suas reservas. As saídas de ETFs acompanham essa pressão: os fundos americanos de Bitcoin registraram resgates líquidos de cerca de US$ 1,28 bilhão entre 2 e 6 de novembro. Em 11 de novembro, a MSCI deverá divulgar sua revisão de índices, incluindo a discussão sobre empresas concentradas em tesourarias digitais. A Strategy estimou que fundos vinculados aos índices relevantes detinham 13 milhões de ações MSTR, equivalentes a 3,1% das ações básicas.

Inflação e balanços de tecnologia definem a semana
Calendário Econômico

Inflação e balanços de tecnologia definem a semana

Inflação e balanços definem a agenda dos mercados O governo dos Estados Unidos publicará o CPI de outubro na terça-feira, 10 de novembro, com projeção próxima de 3,9%. A CoreWeave apresentará seus resultados após o fechamento de terça-feira. Analistas esperam prejuízo de cerca de US$ 1,45 por ação. Cisco Systems e Applied Materials divulgarão seus balanços após o fechamento de quinta-feira. O Índice de Preços ao Produtor, os pedidos de seguro-desemprego e os discursos do Fed completam a agenda. A Nvidia apresentará seus resultados em 17 de novembro, após o encerramento da semana analisada. Wall Street inicia a semana de 9 a 13 de novembro de 2026 após um período difícil para as ações de tecnologia. Os papéis recuaram diante das preocupações com investimentos em inteligência artificial e condições financeiras mais restritivas. As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos também ampliaram a cautela. Agora, investidores aguardam novos dados para definir seus próximos movimentos. As ações de tecnologia registraram as perdas mais intensas durante a liquidação recente. Enquanto isso, o Bitcoin e o mercado de criptomoedas também recuaram nos últimos dias. Dessa forma, operadores observam se os preços encontrarão estabilidade ou manterão a trajetória de queda. A agenda reúne dois relatórios de inflação, três balanços de empresas de tecnologia e discursos de dirigentes do Federal Reserve. Além disso, os fluxos dos ETFs de Bitcoin continuam no radar dos investidores. Nesse contexto, o mercado procura sinais de retorno dos compradores institucionais após as vendas recentes. CPI dos Estados Unidos entra no radar O Bureau of Labor Statistics publicará o CPI de outubro na terça-feira, às 8h30 no horário do leste dos Estados Unidos. O indicador acompanha os preços pagos pelas famílias por bens e serviços. Por isso, o mercado considera o relatório uma das principais medidas de inflação do país. Fonte: Forex Factory Economistas projetam inflação anual próxima de 3,9%, ante 3,7% em setembro, conforme estimativas reportadas pela Associated Press. O Bitcoin acompanha as mudanças nas expectativas sobre juros e liquidez do dólar. Assim, operadores do mercado de criptomoedas devem observar atentamente os dados de terça-feira. Ethereum e outras grandes criptomoedas também costumam reagir aos mesmos indicadores econômicos. Ao mesmo tempo, mineradoras que avançam para data centers acompanham as condições de financiamento da inteligência artificial. Esse movimento ganha importância diante dos elevados investimentos necessários para ampliar a infraestrutura computacional. Dados de emprego e discursos do Fed completam semana Na quinta-feira, o governo publicará os pedidos semanais de seguro-desemprego e os dados de vendas de casas existentes. Vários dirigentes do Federal Reserve também discursarão antes da decisão de juros de dezembro. Com isso, investidores buscarão indicações sobre os próximos passos da política monetária americana. Já na sexta-feira, às 8h30 no horário do leste dos Estados Unidos, o governo apresentará o Índice de Preços ao Produtor de outubro. O relatório mede as mudanças nos preços recebidos pelos produtores americanos. Portanto, o indicador oferecerá uma segunda leitura da inflação após os dados ao consumidor. CoreWeave testa demanda por inteligência artificial A CoreWeave apresentará seus resultados do terceiro trimestre após o fechamento de terça-feira. A empresa fornece capacidade de computação em nuvem baseada em chips avançados da Nvidia. Por isso, seus números funcionam como um termômetro da demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Resultados da semana de 9 de novembro de 2026: $NU, $NBIS, $RKLB, $CRWV, $TTWO, $CBRS, $ZETA, $WSE, $ASTS, $TE, $CSCO, $CEG, $BW, $QBTS, $ONON, $QMCO, $MARA, $AMAT, $HIMS, $RGTI, $MNDY, $PLUG, $FPS, $APPS, $ONDS, $SBET, $RUM, $TTD e $GO. Earnings Whispers, no X. Investidores questionam se os grandes aportes em data centers podem gerar lucros consistentes. Analistas esperam prejuízo de cerca de US$ 1,45 por ação para a CoreWeave, conforme o calendário da Stock Titan. Nesse sentido, o mercado acompanhará receita, gastos, financiamento por dívida e projeções da companhia. Cisco e Applied Materials antecedem Nvidia Por sua vez, Cisco Systems e Applied Materials apresentarão seus resultados após o fechamento de quinta-feira. A Cisco deve registrar lucro de aproximadamente US$ 1,15 por ação. Já a Applied Materials deve reportar cerca de US$ 4,06 por ação. Investidores avaliarão a procura por equipamentos de rede destinados aos data centers de inteligência artificial. Na sequência, o mercado observará os gastos com tecnologias avançadas para produção de chips. Esses números podem indicar o ritmo dos investimentos na infraestrutura necessária aos novos sistemas computacionais. Os dois balanços antecedem os resultados da Nvidia, previstos para terça-feira, 17 de novembro. Ao mesmo tempo, ações de fabricantes de chips, como a AMD, devem permanecer em foco. Assim, inflação, política monetária e investimentos em inteligência artificial concentrarão a atenção dos mercados.

Preço do Bitcoin hoje, 08 de novembro de 2026: BTC em US$ 75 mil após surpresa nos EUA e fuga de US$ 1,2 bilhão dos ETFs
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Preço do Bitcoin hoje, 08 de novembro de 2026: BTC em US$ 75 mil após surpresa nos EUA e fuga de US$ 1,2 bilhão dos ETFs

Relatório de emprego americano aumenta expectativa de alta dos juros O preço do Bitcoin (BTC) hoje, na manhã deste domingo, 08 de novembro de 2026, está cotado em R$ 423.832,33, de acordo com dados do Criptodata. O BTC praticamente não se moveu nas últimas 24, permanecendo no nível de US$ 75 mil. Preço do Bitcoin 08 de novembro de 2026 – Imagem: Coinmarketcap O relatório de empregos americanos surpreendeu o mercado não apenas pela criação de vagas, mas também pela revisão dos números anteriores. Segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS), a geração de empregos em setembro foi revisada de 29 mil para 60 mil, reforçando a percepção de que a economia dos Estados Unidos continua aquecida. O resultado representa um desafio para o Bitcoin porque juros mais elevados tornam aplicações tradicionais de renda fixa relativamente mais atraentes. Além disso, o fortalecimento do dólar e a redução da liquidez podem pressionar ativos que dependem de maior disposição dos investidores para assumir riscos. Leia também: BlindPay conquista licença para operar pagamentos nos EUA A turbulência também atingiu as bolsas americanas. Na quinta-feira (5), o S&P 500 despencou 4,4%, enquanto o Nasdaq perdeu aproximadamente 5,5%, em uma forte liquidação de ações relacionadas à inteligência artificial. Na sexta-feira, porém, os índices apresentaram recuperação parcial, com o S&P 500 avançando 0,3% e o Nasdaq subindo 1,1%. No mercado de criptomoedas, outro fator negativo é a retirada de capital dos fundos negociados em bolsa. De acordo com dados da Farside Investors, os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos acumularam saídas líquidas de US$ 1,28 bilhão entre os dias 2 e 6 de novembro. Somente na sexta-feira, os resgates líquidos chegaram a US$ 411,9 milhões. O IBIT, da BlackRock, respondeu por US$ 403 milhões em saídas, enquanto o FBTC, da Fidelity, registrou entradas de US$ 42,8 milhões. O movimento mostra que o interesse institucional permanece pressionado, apesar da diferença de comportamento entre os fundos. Bitcoins antigos estão chegando às exchanges: sinal de novas vendas? Além das dificuldades macroeconômicas, o mercado acompanha uma mudança importante no comportamento dos investidores de longo prazo. Uma análise publicada pelo especialista identificado como nocoffeenobrain aponta um aumento na transferência de Bitcoins antigos para corretoras centralizadas desde junho, com aceleração observada no final de outubro. Segundo o analista, a movimentação ganhou intensidade no período posterior aos incidentes de segurança envolvendo dispositivos Ledger, em 9 de outubro, e a Binance, em 29 de outubro. Entretanto, ele ressalta que ainda não existem evidências suficientes para estabelecer uma relação direta entre os acontecimentos e o aumento das transferências. Os dados da plataforma CoinGlass ajudam a dimensionar a movimentação. Em 6 de novembro, o indicador de entradas de Bitcoin de investidores de longo prazo nas exchanges registrava aproximadamente 6.876 BTC, volume 65,2% superior ao observado sete dias antes. Tradicionalmente, o envio de moedas antigas para exchanges é acompanhado com atenção porque pode representar preparação para vendas. Investidores que mantiveram seus Bitcoins por meses ou anos podem utilizar essas plataformas para realizar lucros, reduzir exposição ou reorganizar suas posições. Entretanto, nocoffeenobrain apresenta outra possibilidade: parte dos investidores pode estar reconsiderando sua estratégia de custódia depois dos recentes incidentes de segurança. Nesse cenário, algumas transferências poderiam representar uma mudança na forma de armazenar os ativos, e não necessariamente uma intenção imediata de venda. A hipótese ainda não foi comprovada. Transferir Bitcoin para uma exchange não significa necessariamente vender, já que os recursos também podem ser utilizados para garantias, operações financeiras ou simples transferência de custódia. Ainda assim, o aumento dos depósitos amplia a quantidade de moedas potencialmente disponíveis para negociação. Bitcoin long term Bitcoin pode cair para US$ 70 mil ou recuperar US$ 80 mil? Do ponto de vista técnico, a região de US$ 75 mil permanece como um suporte importante para o Bitcoin. A criptomoeda chegou a negociar abaixo desse patamar durante a sessão de sexta-feira, mas conseguiu recuperar parte das perdas e permanece próxima da região neste domingo. Caso os compradores consigam defender esse nível, o BTC poderá buscar inicialmente a região de US$ 78 mil e, posteriormente, testar novamente a resistência de US$ 80 mil. Esse cenário dependerá, entre outros fatores, de uma redução da pressão sobre os ETFs, estabilização das bolsas americanas e melhora das condições de liquidez. Leia também: ONU destaca força do Brasil em blockchain e diz que país tem estrutura para transformar o agronegócio Por outro lado, uma perda consistente dos US$ 75 mil poderia abrir espaço para movimentos em direção aos US$ 72 mil. Em um cenário de maior aversão ao risco, a faixa entre US$ 68 mil e US$ 70 mil também aparece como uma possível região de atenção para os investidores. Esses valores representam cenários técnicos condicionais, e não projeções garantidas. O comportamento dos títulos americanos, as decisões do Fed e a entrada de Bitcoins antigos nas exchanges serão variáveis importantes para avaliar a força dos compradores e vendedores. Por enquanto, o Bitcoin enfrenta uma combinação de pressão macroeconômica, saídas de capital institucional e aumento das movimentações on-chain. A capacidade de preservar os US$ 75 mil poderá ajudar a determinar se o mercado encontrará estabilidade ou enfrentará uma nova rodada de volatilidade nas próximas sessões. Portanto, o preço do Bitcoin em 08 de novembro de 2026 é de R$ 423.832,33, de acordo com dados do Criptodata. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0024 BTC e R$ 1 compram 0,0000024 BTC. As criptomoedas que estão repgistrando as maiores altas no dia 08 de novembro de 2026, são: Pieverse (PIEVERSE), Arbitrum (ARB) e Algorand (ALGO), com altas de 5%, 2% e 1%, respectivamente. As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 08 de novembro de 2026, são: Pump.fun (PUMP), Ethena (ENA) e Bitcoin Cash (BCH), com quedas de -5,3%, -5,2% e -4% respectivamente.

Casas na Finlândia se aquecem com mineração de Bitcoin
Bitcoin

Casas na Finlândia se aquecem com mineração de Bitcoin

A empresa finlandesa SunBit tem 30 sistemas de aquecimento residencial e comercial que usam mineradores de Bitcoin no lugar de caldeiras a óleo, gás ou lenha. Todos menos um estão na Finlândia, e o primeiro lote comercial do equipamento, vendido como Bitcoin Boiler, foi entregue em 2025. Em Satakunta e Seinäjoki, sistemas da MARA já fornecem calor residual de mineradores a redes de aquecimento distrital que atendem cerca de 80 mil moradores. O princípio é simples: cada quilowatt-hora consumido pelo computador de mineração se transforma em calor, capturado em água a até 60°C e distribuído por radiadores e piso radiante. O dono do imóvel compra as máquinas, instala onde ficava a caldeira, paga a conta de luz e fica com os bitcoins minerados. O sistema custa cerca de US$ 20 mil ou mais, e a rentabilidade depende do preço do Bitcoin, do custo da energia e do poder computacional total que disputa as recompensas. Como é a conta O simulador da SunBit usa uma máquina Antminer S21 XP Hydro, da Bitmain, com 495 terahashes por segundo e firmware Braiins OS, operando sem parar a cerca de 5,3 kW, o equivalente a 46,4 mil kWh por ano. A 11 centavos de dólar o kWh, a energia custa aproximadamente US$ 5,2 mil ao ano. Com Bitcoin a US$ 82 mil e a rede em 1.040 exahashes por segundo, a estimativa é de 1/12 de bitcoin por ano: cerca de US$ 6,1 mil após a taxa de serviço de 10% da SunBit, sobre a qual incidem mais 0,5% de taxa do pool. Sem o serviço opcional, o dono fica com o 1/12 integral, perto de US$ 6,8 mil. Com o serviço, sobra aproximadamente US$ 900 sobre a conta de luz. O ponto de equilíbrio em que a receita de mineração cobre a conta de energia fica em pouco menos de US$ 70 mil por bitcoin, cerca de 15% abaixo dos cerca de US$ 81,5 mil registrados naquele momento, sem considerar o custo do equipamento. O cálculo também mantém o poder computacional da rede fixo; se mais máquinas entrarem, cada uma ganha menos.

Estados Unidos atingem navio comercial no golfo de Omã após avisos ignorados
Europa

Estados Unidos atingem navio comercial no golfo de Omã após avisos ignorados

As forças armadas dos Estados Unidos disseram no sábado que tinham “neutralizado” um navio comercial no Golfo de Omã depois de a tripulação civil ter “ignorado repetidos avisos” e ter tentado várias vezes “violar” o bloqueio naval imposto ao Irão. PUBLICIDADE PUBLICIDADE “Um avião militar norte-americano disparou munições de precisão contra a popa do M/V Huda, com bandeira de São Cristóvão e Neves, imobilizando o navio depois de as forças do CENTCOM terem ordenado à tripulação que abandonasse as zonas visadas. O cargueiro tentou sair das águas regionais depois de escalar um porto iraniano”, afirmou o Comando Central dos EUA (CENTCOM) em comunicado, acrescentando que continua a “aplicar de forma estrita” o bloqueio ao Irão. Segundo o comando militar, desde julho as forças dos EUA obrigaram 147 navios comerciais a alterar a rota em conformidade com o bloqueio, enquanto imobilizaram cinco navios mercantes que se recusaram. “Além disso, o CENTCOM já destruiu outros 10 petroleiros comerciais iranianos que faziam parte da rede paralela, avaliada em vários milhares de milhões de dólares, do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC)”, acrescentou. A agência United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou, no final de sábado, que tinha recebido um relato de um incidente envolvendo um navio graneleiro e forças militares no Golfo de Omã, a cerca de 18 milhas náuticas a leste de Khor Fakkan, na costa oriental dos Emirados Árabes Unidos. A Guarda Nacional dos Emirados Árabes Unidos anunciou, no início de domingo, que 22 pessoas tinham sido resgatadas de um navio de carga no golfo. Irão: dois petroleiros atingem minas no estreito de Ormuz Ao mesmo tempo, a força naval da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) afirmou, em comunicado, que dois petroleiros, um a leste do estreito de Ormuz e outro que navegava nesta via marítima estratégica, se incendiaram depois de atingirem minas. Os Guardas disseram que estes navios estavam a seguir uma rota “não autorizada”. “Estes dois petroleiros, através de múltiplas violações e desligando os seus sistemas de navegação e posicionamento, pretendiam atravessar o estreito de Ormuz por uma rota não autorizada. Depois de atingirem uma mina, explodiram e estão em chamas”, afirmou a força naval da IRGC em comunicado. Os Guardas acusaram ainda o comandante do CENTCOM de “fantasia” e avisaram que qualquer navio ou embarcação que coopere com os militares dos EUA, “desobedeça aos regulamentos iranianos para o estreito de Ormuz e entre na área não autorizada, acabará inevitavelmente por atingir uma mina”. As tensões entre Teerão e Washington em torno do estreito de Ormuz reacenderam-se nos últimos dias, após o fim das eleições intercalares nos Estados Unidos. Na noite de sexta-feira, surgiram relatos de explosões na ilha de Qeshm, e a agência noticiosa Tasnim avançou que dois mísseis tinham atingido a área. Algumas horas depois, o Presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que as forças norte-americanas tinham visado um sistema de defesa aérea iraniano. As agências noticiosas iranianas relataram na noite de sábado que se ouviram novas explosões em Qeshm, Sirik, Jask e Bandar Abbas.

Juros em alta em países ricos dificultam queda da Selic
Selic

Juros em alta em países ricos dificultam queda da Selic

Guerras, petróleo e gás mais caros e tarifas de Trump pressionam a inflação e levam bancos centrais a elevar taxas A alta dos juros no Reino Unido na 5ª feira (5.nov.2026) ampliou as dificuldades para o Banco Central brasileiro reduzir a Selic. O BoE (Banco da Inglaterra) elevou a taxa em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 4% ao ano. Foi o 1º aumento desde agosto de 2023. A decisão se soma à manutenção de juros elevados em outras economias desenvolvidas, como Estados Unidos, Zona do Euro e Japão. A autoridade monetária britânica citou como fatores determinantes para a decisão: a escalada do conflito no Oriente Médio, o aumento nos preços globais de energia e uma atividade econômica doméstica mais forte do que o esperado. O encarecimento do petróleo e do gás natural, provocado pela guerra, também aumenta as pressões inflacionárias em outras economias. publicidade Quando os juros sobem ou permanecem elevados em países desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, os investimentos nessas economias se tornam relativamente mais atraentes do que nos mercados emergentes. Isso pode reduzir o fluxo de dólares para países como o Brasil, pressionando negativamente a cotação do real e encarecendo produtos importados. O resultado é um risco adicional para a inflação brasileira, que limita o espaço para cortes da Selic. publicidade O BC decidiu na 4ª feira (4.nov) manter a Selic em 13,75% depois de 5 reuniões em que determinou cortes na taxa. A expectativa de economistas é de manutenção da Selic nesse patamar em dezembro. O Brasil tem o maior juro real do mundo. publicidade Para o professor de Economia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) Écio Costa, a atratividade dos títulos de países desenvolvidos e o risco exigido pelos investidores influenciam a capacidade de o Brasil reduzir os juros. publicidade “Se as taxas de juros dos EUA apresentam uma elevação, países do mundo todo precisam se ajustar para que a suas moedas não se desvalorizem, porque os títulos norte-americanos se tornam mais atrativos. Em economias com maior risco, como a brasileira, não se consegue ter margem para reduzir juros, ou tem que elevar juros. Caso contrário, o risco se torna preponderante em relação à rentabilidade que os títulos oferecem”. publicidade GASTO PÚBLICO O cenário externo, porém, é apenas parte do problema. A expansão dos gastos públicos no Brasil dificulta a redução dos juros ao estimular a demanda e aumentar o risco de inflação. Os gastos primários (sem contar pagamento de juros) do governo federal devem acumular crescimento real de 21% de 2023 a 2026. É quase o dobro da expansão projetada para a economia brasileira no mesmo período, de 11%. A estimativa consta de relatório macroeconômico dos economistas Mansueto Almeida e Samuel Pessôa, do BTG Pactual. Leia a íntegra do relatório (PDF – 147 KB). A diferença entre o ritmo de crescimento das despesas e o da economia reforça a necessidade de contenção fiscal para reduzir as pressões sobre os preços. Uma política de gastos expansionista pode exigir que o BC mantenha a Selic elevada por mais tempo. publicidade Segundo Costa, o desequilíbrio fiscal doméstico e a inflação interna são fatores ainda mais relevantes para os juros brasileiros do que o cenário internacional. Para ele, a pressão externa “é parte do problema, mas há inflação e excesso de deficit fiscal nos últimos anos”. O economista-chefe da Leme Consultores, José Rolando de Souza, aponta o desequilíbrio das contas públicas como um dos principais entraves à redução da Selic. Segundo ele, “o problema de origem é o desequilíbrio fiscal”, que encarece o financiamento do país, provoca incerteza e limita a margem de manobra da autoridade monetária brasileira. “A questão toda é que o Brasil paga sempre um prêmio de risco por conta da instabilidade macroeconômica e da insegurança que há. O país já deu calote, já mudou indexador, já tomou medidas que causaram desconfiança nos investidores. E a dívida brasileira tem um prazo muito curto. Temos dificuldade de financiar a longo prazo por conta da instabilidade macroeconômica e do desequilíbrio fiscal”, disse Souza. JUROS NO MUNDO A trajetória dos juros nas principais economias desenvolvidas mostra como os conflitos internacionais, os preços da energia e as condições econômicas internas influenciam as decisões dos bancos centrais. Embora os movimentos sejam diferentes, a manutenção de taxas elevadas e novas altas tornam o ambiente menos favorável à redução da Selic. O BoE decidiu pela alta depois de a inflação do Reino Unido chegar a 3,50% em 12 meses, puxada pelos preços de petróleo e gás natural. A alta de energia se dá a partir do prolongamento da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã no Oriente Médio. Leia a íntegra (PDF – 400 KB, em inglês). Nos EUA, o Fed (Federal Reserve) manteve em outubro de 2026 os juros entre 3,75% e 4,00% ao ano, em sinal de vigilância diante da inflação persistente. O mercado de trabalho está aquecido. O desemprego de outubro ficou em 4,1%. Houve queda de 0,1 p.p. sobre setembro. O salário médio por hora teve alta de 0,37% de setembro para outubro. Subiu US$ 0,14 para US$ 38. As tarifas de importação impostas pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano) aumentam a incerteza sobre a evolução dos preços. Leia a íntegra (PDF – 166 KB, em inglês). Na Zona do Euro, o BCE (Banco Central Europeu) manteve a taxa das operações principais de refinanciamento em 2,65% ao ano, em um cenário de riscos inflacionários associados aos custos de energia. Leia a íntegra (PDF – 294 KB). No Japão, o BOJ (Banco do Japão) manteve a taxa em 1,25% ao ano, o maior patamar em 3 décadas, depois do fim do ciclo de juros negativos. O país passou a elevar gradualmente os juros depois de encerrar, em março de 2024, a política de taxas negativas adotada em 2016. Leia a íntegra (PDF – 162 KB). PRESSÃO INFLACIONÁRIA O crescimento dos gastos públicos é um dos fatores que dificultam a redução da Selic no Brasil. A expansão das despesas pode estimular o consumo e a demanda por produtos e serviços, aumentando as pressões sobre a inflação. Para conter os preços, o BC pode precisar manter os juros elevados por mais tempo. Uma política fiscal contracionista ou menos expansionista poderia contribuir para abrir espaço à redução da taxa básica. Na ata da 281ª Reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), publicada em 22 de setembro de 2026, a autoridade monetária afirmou que a política fiscal no curto prazo estimula a demanda agregada. O documento se refere aos encontros de 15 e 16 de setembro, quando o Copom reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 13,75% ao ano. Na ata, o comitê afirma que o “esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal”, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra do país, o nível que não estimula nem restringe a atividade econômica. Quanto maior a taxa neutra, maior deve ser a taxa para conter a alta de preços. Leia a íntegra (PDF – 200 KB). O relatório do BTG Pactual aponta os efeitos da expansão fiscal sobre o endividamento brasileiro. Segundo o estudo, a dívida bruta do governo geral deve passar de 71,7% do PIB, registrados em dezembro 2022, para 85,8% em 2027, conforme a projeção dos economistas. A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) estava em 82,9% do PIB no fim de outubro de 2026. A pressão sobre a economia não se limita às despesas previstas no Orçamento. O BTG Pactual estima que operações e programas parafiscais –mecanismos de financiamento e estímulo econômico realizados fora do Orçamento tradicional– injetarão R$ 142 bilhões adicionais na economia em 2026 em comparação com o ano anterior, mantendo a demanda aquecida e reduzindo o impacto das taxas de juros elevadas. CENÁRIO DE LULA 4 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciará o 4º mandato em um ambiente internacional menos favorável do que o encontrado em seus 2 primeiros governos, iniciados em 2003 e 2007. Naquele período, o Brasil foi beneficiado pelo boom das commodities, impulsionado sobretudo pelo crescimento da demanda chinesa, e pela maior disponibilidade de capital internacional. Esses fatores favoreceram as exportações, atraíram investimentos e contribuíram para o crescimento econômico. O cenário atual é muito diferente. As guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, a alta dos preços de energia e as tarifas comerciais impostas por Trump ampliam as incertezas sobre a inflação, o comércio internacional e o crescimento econômico mundial. No Brasil, a expansão dos gastos públicos e o aumento do endividamento acrescentam dificuldades ao cenário externo. A combinação desses fatores tende a restringir o espaço para estímulos econômicos e para a redução da Selic no próximo mandato de Lula, de 2027 a 2031. DÍVIDA ENCARECE A manutenção da Selic em patamar elevado também aumenta o custo de financiamento do governo. Uma parcela crescente da dívida pública federal está vinculada à taxa básica de juros. Segundo o Tesouro Nacional, as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), atreladas à Selic, chegaram a 52,74% da DPF (Dívida Pública Federal) em agosto de 2026, maior nível da série iniciada em 2000. Em setembro, a fatia foi de 51,60%, ou R$ 4,84 trilhões. Dados do Banco Central mostram o tamanho da conta: dívida bruta do governo geral: 82,9% do PIB (R$ 11,1 trilhões) em setembro, alta de 11,2 p.p. desde o início do 3º mandato de Lula; 82,9% do PIB (R$ 11,1 trilhões) em setembro, alta de 11,2 p.p. desde o início do 3º mandato de Lula; juros nominais em 12 meses: R$ 1,205 trilhão (8,99% do PIB) até setembro, no setor público consolidado; R$ 1,205 trilhão (8,99% do PIB) até setembro, no setor público consolidado; juros em setembro dd 2026: R$ 107,5 bilhões, o equivalente a 95,1% do deficit nominal do mês (R$ 113 bilhões). O assessor de investimentos Cristiano Henrique Luersen, sócio da Wiser/BTG Pactual, destacou o aumento da participação dos títulos atrelados à Selic na dívida federal: “No fim de 2023, essa parcela era de 39,7%, e em menos de 3 anos houve aumento de quase 12 pontos percentuais”. Luersen explicou o que muda para o governo: “Quando o Tesouro vende um título prefixado, trava o custo até o vencimento, e o risco de alta dos juros fica com quem comprou o título. Quando vende LFT, faz o contrário: protege o investidor e fica com o risco”. Com base no estoque de LFTs, Luersen estima que cada alta de 1 p.p. na Selic, mantida por 12 meses, encarece a dívida em R$ 48 bilhões por ano (R$ 4 bilhões por mês). A estimativa considera o estoque desses títulos e a manutenção da variação dos juros durante o período. O impacto funciona no sentido contrário: uma redução de 1 p.p. na taxa básica diminuiria os encargos em valor semelhante, mantidas as mesmas condições. Para Luersen, a concentração em papéis pós-fixados “é uma troca defensável num momento de estresse, que fica cara se virar regra”. Ele afirmou que o Tesouro só voltará a vender prefixados e títulos longos de inflação a taxas menores com a queda do prêmio de risco. “Isso depende de previsibilidade nas contas públicas”, declarou. O cenário combina pressões externas e internas sobre os juros brasileiros. Enquanto as taxas elevadas nos países desenvolvidos aumentam os riscos cambiais e inflacionários, a expansão dos gastos e o crescimento da dívida pública limitam o espaço para cortes da Selic. A redução sustentável dos juros depende também de maior previsibilidade fiscal e do controle da inflação.

Grupo de k-pop feminino revela acordos bizarros e controle de gravadora
UOL - Notícias

Grupo de k-pop feminino revela acordos bizarros e controle de gravadora

SEUL, Coreia do Sul | The New York Times Dois anos atrás, as cinco integrantes do NewJeans, grupo feminino que bateu recordes, algumas ainda adolescentes, fizeram algo que nenhuma estrela do K-pop de seu porte havia feito em uma geração: deixaram sua gravadora. "Permanecer na empresa só prolongará nosso sofrimento psicológico", disse a jornalistas uma das integrantes, Hanni Pham, cerca de um ano depois de o álbum "Get Up" estrear em 1º lugar nas paradas dos Estados Unidos. Integrantes do grupo de k-pop NewJeans - Lam Yik Fei/NYT O que se seguiu foi uma das controvérsias mais explosivas da história do K-pop: uma disputa jurídica e de poder que se arrastou por anos em torno da liberdade artística numa indústria em que as empresas exercem rígido controle sobre aspirantes ao estrelato desde o início da adolescência. Executivos alertaram que, se o NewJeans pudesse simplesmente ir embora, a indústria multibilionária do K-pop poderia entrar em colapso. Na base dessa disputa estão os contratos secretos que as cantoras assinaram quando tinham entre 14 e 17 anos e eram, em sua maioria, desconhecidas que sonhavam com o estrelato. Os contratos, obtidos pelo The New York Times, oferecem um raro olhar dos bastidores sobre o rígido controle que as gravadoras de K-pop exercem até mesmo sobre os maiores artistas. (Os contratos contêm nomes e endereços residenciais ocultados. O Times fez ocultações adicionais para proteger informações pessoais.) O governo sul-coreano tem um modelo de contrato para o K-pop que garante o direito à educação e à saúde física e mental. Os contratos do NewJeans eliminaram essa redação. Eles proibiam comportamentos como ter uma "atitude pouco sincera", manter "relacionamentos amorosos inadequados" ou criticar a gravadora. Os acordos incluíam pesadas cláusulas de rescisão e permitiam que a gravadora vendesse músicas do NewJeans após o término do contrato, ao mesmo tempo que reduzia drasticamente os pagamentos ao grupo. Também concediam à gravadora o direito de usar indefinidamente vozes das integrantes do NewJeans geradas por inteligência artificial. Há muito tempo o K-pop é alvo de acusações de exploração. As gravadoras recrutam crianças, submetem-nas a anos de treinamento intensivo e, depois, muitas vezes cobram delas esses custos. Artistas já relataram dietas que os levavam à beira da inanição e dívidas persistentes, mesmo enquanto lotavam estádios. Várias estrelas, conhecidas como idols, morreram por suicídio. Os contratos do NewJeans mostram que, apesar de anos de promessas de reformulação e de intervenção governamental, pouca coisa mudou, mesmo para um dos grupos de maior sucesso de sua época. "Este contrato é excepcionalmente agressivo", disse Jong-eon Roh, advogado do setor de entretenimento radicado em Seul e um dos cinco especialistas que analisaram o acordo do NewJeans para o Times. "Ele restringe a liberdade das artistas num grau raramente visto, até mesmo em contratos recentes de grandes gravadoras." No centro da controvérsia envolvendo o NewJeans está a disputa do grupo com a Ador, gravadora ligada ao conglomerado de entretenimento Hybe, gigante do K-pop por trás de grupos como BTS e Katseye. A Hybe disponibilizou quatro porta-vozes para uma longa entrevista e enviou uma declaração por escrito, em ambos os casos sob a condição de que as informações fossem atribuídas a representantes da empresa. A Hybe afirmou que os contratos de suas gravadoras eram legais e haviam sido negociados de boa-fé, com termos destinados a proteger os artistas e o investimento financeiro da empresa. O modelo do governo sul-coreano é uma diretriz não vinculante, e a Hybe disse que os ajustes foram aceitos pelos pais das artistas. Disputas contratuais na indústria musical não são novidade. Lance Bass disse recentemente que vivia com US$ 35 por dia no auge do ’NSync. Taylor Swift perdeu, como se sabe, o controle sobre suas gravações originais. Mas Dina LaPolt, advogada do setor de entretenimento que já teve entre seus clientes Britney Spears e Cardi B, disse que contratos desse tipo são, em grande medida, uma relíquia nos Estados Unidos. No K-pop, não. As empresas de entretenimento atuam como gravadoras, empresárias e agentes, além de exercerem controle sobre todos os aspectos da vida dos artistas. "No K-pop, ou você faz o que mandam, veste o que mandam e usa o cabelo como mandam, ou será substituído", disse LaPolt. Estas são as proteções do modelo governamental omitidas dos contratos do NewJeans: "A ‘Agência’ deverá garantir os direitos humanos básicos de artistas menores de idade da cultura e das artes populares, incluindo sua saúde física e mental, o direito à educação, os direitos da personalidade e os direitos ao sono, ao descanso e à livre escolha. "Ao celebrar um contrato de prestação de serviços na área da cultura e das artes populares, a ‘Agência’ deverá verificar a idade do artista e não poderá exigir que um artista menor de idade se exponha fisicamente de maneira excessiva ou adote formas de expressão com teor sexual excessivamente sugestivo. A ‘Agência’ não deverá fazer com que jovens artistas da cultura e das artes populares prestem esses serviços por períodos excessivos." Quando assinaram seus contratos com o NewJeans, as artistas —Pham, Minji Kim, Hyein Lee, Haerin Kang e Danielle Marsh— já haviam passado anos em treinamento. Elas começaram vivendo em alojamentos, uma delas com apenas 12 anos, sem qualquer garantia de que conseguiriam integrar um grupo pop. Ensaiar até as 2h não era incomum, segundo entrevistas com pessoas próximas ao grupo, que falaram sob condição de anonimato por temerem represálias da gravadora. Câmeras de vídeo monitoravam as áreas de treinamento, e três pessoas próximas ao grupo disseram que fazer pausas era desencorajado. Quatro das cinco integrantes abandonaram a escola durante o período de treinamento. Representantes da Hybe disseram que a empresa cumpre integralmente as leis de proteção à criança e se empenha para garantir que as artistas trabalhem e treinem em ambientes seguros. A empresa afirmou que não pressiona artistas a abandonar os estudos nem os pune por descansar. Para proteger os artistas, o modelo do governo sul-coreano garante os direitos à saúde física e mental, à educação e ao sono. Também proíbe as gravadoras de pressionar crianças a trabalhar por horas excessivas. Os contratos do NewJeans eliminaram essa redação. Segundo especialistas, isso torna mais difícil para as cantoras contestarem suas condições de trabalho. E-mails obtidos pelo Times mostram que os termos contratuais eram essencialmente inegociáveis. Em janeiro de 2022, a mãe de uma das integrantes solicitou várias alterações antes de assinar. "Se a senhora não concordar com a atual minuta do contrato, incluindo os pontos acima, talvez seja melhor reconsiderar o contrato como um todo", respondeu o vice-presidente da Ador. Todos os pais assinaram. Condições financeiras e cirurgia plástica Estes são os custos a serem arcados parcialmente pelas artistas: "Despesas de beleza (cuidados com a pele, cirurgia plástica, correção do formato corporal etc.)" Artistas de todo o mundo mudam a aparência, mas as gravadoras de K-pop frequentemente providenciam cirurgias plásticas para seus contratados. Isso causa pouca controvérsia na Coreia do Sul, que tem uma das maiores taxas de cirurgia estética do mundo. As gravadoras de K-pop incentivam cantores, às vezes no início da adolescência, a fazer rinoplastia ou cirurgia das pálpebras, segundo entrevistas com ex-idols. Muitas vezes, as gravadoras pagam pelos procedimentos e depois cobram os valores dos artistas. O contrato do NewJeans exigia que as integrantes reembolsassem uma parcela significativa do que a gravadora gastasse com cirurgias plásticas e outros tratamentos estéticos durante o período de treinamento. Antes da estreia do NewJeans como grupo, fotógrafos fizeram imagens de vários ângulos para estudar como a luz incidiria sobre as cantoras no palco. Em seguida, a gravadora sugeriu procedimentos estéticos a várias delas, segundo duas pessoas próximas ao grupo. Representantes da Hybe afirmaram, em uma declaração por escrito, que a empresa não exige cirurgias plásticas. "Nem sequer recomendamos cirurgias ou procedimentos estéticos contra a vontade da pessoa." As duas pessoas próximas ao grupo disseram que, numa indústria e num país onde cirurgias estéticas eram comuns, as sugestões não foram interpretadas como coerção. O Times não revelará os históricos médicos das integrantes do NewJeans. As cirurgias estéticas muitas vezes contribuem para o que, no K-pop, é conhecido como "dívida de trainee". Muitos cantores iniciam a carreira devendo às gravadoras pelos treinamentos e por outras despesas e, depois, quitam a dívida com seu trabalho como artistas. Nesse aspecto, o NewJeans foi uma exceção. A Hybe absorveu os custos iniciais do grupo, o que significa que as integrantes começaram a ganhar dinheiro imediatamente, sem dívidas. Representantes da empresa disseram que as despesas dos trainees ficavam a critério de suas gravadoras —nesse caso, a Ador. (A Hybe trava uma disputa judicial com a ex-CEO da Ador.) O grupo musical coreano NewJeans - Reprodução/Instagram Do ponto de vista financeiro, o contrato do NewJeans era relativamente comum na indústria do K-pop, segundo especialistas. Depois de descontar as despesas, a gravadora repassava ao grupo cerca de metade dos lucros de shows, anúncios publicitários e aparições promocionais, além de uma pequena parcela das vendas de discos e do streaming. LaPolt disse que condições como essas seriam "horríveis" nos Estados Unidos, onde os artistas contratam os próprios empresários e agentes e ficam com a maior parte da receita obtida em turnês. Nada de "atitude insincera" Estas são outras restrições previstas nos contratos do NewJeans: "A Artista não deverá praticar atos que prejudiquem sua dignidade como artista da cultura pop a ponto de atrapalhar as Atividades de Entretenimento, como, por exemplo, atos proibidos pela legislação aplicável (como uso de drogas, crimes sexuais, fraude, jogos de azar e condução de veículo sob efeito de álcool); atos que prejudiquem a imagem da Artista, incluindo, entre outros, atitude insincera, declarações ou comportamentos falsos e descuido com a própria imagem, seja nas redes sociais, na imprensa ou por qualquer outro meio; atos que provoquem controvérsia pública, incluindo, entre outros, consumo de bebidas alcoólicas ou tabaco por menores de idade, relacionamentos amorosos inadequados, entrada em locais proibidos para menores e declarações ou comportamentos que envolvam discriminação racial, regional ou de gênero; e atos que fomentem divisões entre artistas ou entre uma artista e a Empresa. A Artista tampouco deverá praticar atos que prejudiquem a reputação ou a credibilidade da Empresa, como, por exemplo, divulgar publicamente fatos verdadeiros ou falsos que prejudiquem a reputação ou a credibilidade da Empresa, ou causar danos à imagem pública da Empresa por meio de atos que prejudiquem a dignidade da Artista como artista da cultura pop." Em outubro de 2024, depois que o NewJeans se tornou o grupo de K-pop mais rápido a alcançar 1 bilhão de reproduções no Spotify, Pham depôs perante o Parlamento sul-coreano e afirmou acreditar que a Ador odiava tanto ela quanto suas colegas de grupo. Ela acusou funcionários da gravadora de insultar o grupo nas redes sociais, minimizar seu sucesso na imprensa e, por vezes, tratá-las com indiferença. Integrante do grupo NewJeans, Hanni Pham, chegando à Assembleia Nacional, em Seul, Coreia do Sul, para participar da audiência - Kim Min-Hee/via REUTERS Seu contrato não permitia que ela dissesse essas coisas publicamente. As cantoras eram proibidas de divulgar "fatos verdadeiros ou falsos" que pudessem prejudicar a reputação da empresa. O contrato também proibia o consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade e o uso de drogas, além de comportamentos e condutas vagos, como "atitude insincera", "descuido com a própria imagem" e "relacionamentos amorosos inadequados". Especialistas disseram que esses termos dariam às gravadoras ampla margem para alegar que os artistas haviam violado seus contratos. Semanas após o depoimento de Pham, as integrantes do NewJeans acusaram a Ador de vazar vídeos de treinamento para a imprensa e pediram que a empresa as tratasse melhor. Quando as conversas não avançaram, as integrantes do NewJeans convocaram uma entrevista coletiva e anunciaram que estavam deixando a gravadora. A rebelião provocou ondas de choque em todo o setor. A Ador entrou com uma ação judicial, dando início a uma batalha jurídica que se estendeu por meses. Em março de 2025, quase um ano após o anúncio do grupo, os juízes decidiram a favor da empresa, afirmando que o NewJeans não poderia seguir carreira por conta própria. Nos termos de seus contratos, a tentativa de insurreição expôs as estrelas a possíveis processos e a milhões de dólares em indenizações. Familiares tentaram apaziguar a situação e pediram que a empresa não retaliasse, segundo a transcrição de uma reunião apresentada a um tribunal coreano. A empresa não deu nenhuma garantia nesse sentido, afirmando que a pausa já lhe havia custado muito dinheiro. Multas por sair, mesmo quando a empresa força a saída Estas são as condições de pagamento de indenização acrescentadas aos contratos do NewJeans: "Independentemente da duração das Atividades de Entretenimento, a Artista deverá pagar, a título de multa por descumprimento, um valor equivalente à média das vendas mensais, calculada com base nos meses em que houve vendas efetivas durante os dois últimos anos de vigência do contrato anteriores à data de rescisão, multiplicada pelo número de meses restantes de vigência do contrato. A Empresa também poderá pleitear indenização por perdas e danos separadamente desta multa." As consequências vieram rapidamente. Em dezembro de 2025, a gravadora rescindiu o contrato com uma das integrantes do NewJeans, Marsh, que tinha 20 anos na época, e a processou. A empresa afirmou que ela havia descumprido o contrato ao se recusar a trabalhar, realizar projetos solo e sessões de fotos sem autorização e assinar um acordo com terceiros. Danielle Marsh ex-integrante do grupo NewJeans - Lam Yik Fei/NYT O advogado de Marsh afirmou que a gravadora a estava punindo pela tentativa de revolta. O processo revelou uma peculiaridade do K-pop. Os contratos muitas vezes permitem que as gravadoras exijam multas rescisórias, mesmo quando é a empresa —e não a cantora— que põe fim à relação. No caso de Marsh, a empresa a processou em cerca de US$ 22 milhões, a maior parte referente a multas rescisórias, alegando que seu comportamento havia, na prática, rompido o contrato. O modelo do governo sugere uma fórmula de indenização baseada na média dos ganhos mensais, projetada para os meses restantes do contrato. Os contratos do NewJeans usavam um cálculo semelhante, mas com uma diferença. Em vez de considerar a média de todos os meses, levavam em conta apenas aqueles em que o grupo havia gerado receita —uma alteração que, segundo advogados que analisaram os termos, poderia inflar a multa. Representantes da Hybe afirmaram que suas multas rescisórias estão de acordo com os padrões do setor. Disseram que, na prática, a fórmula não eleva as multas porque seus artistas geram receita todos os meses. Jung Jong-chae, advogado de Marsh, apresentou uma queixa à Comissão de Comércio Justo da Coreia do Sul, acusando a Hybe e a Ador de tentarem acabar com a carreira dela. Jung argumentou que os pequenos trabalhos externos eram apenas um pretexto. O objetivo, segundo ele, era enviar um aviso a todo o setor. "Se você tentar escapar do controle da Hybe", disse ele, "este é o preço que terá de pagar". A gravadora é dona de suas vozes e rostos Estas são cláusulas importantes omitidas nos contratos do NewJeans: "Durante a vigência do contrato, a ‘Agência’ terá o direito de usar o nome, as fotografias, a imagem, a caligrafia, a voz e quaisquer outros elementos que identifiquem a ‘Cantora’, em conexão com os serviços de cultura popular e artes prestados pela ‘Cantora’ ou com os negócios da ‘Agência’; tais direitos expirarão imediatamente ao fim da vigência do contrato" De acordo com o modelo do governo, os direitos de uma gravadora sobre o nome, a imagem e a voz de um artista terminam junto com o contrato. Não é assim com o NewJeans. As cantoras têm contrato até 2029. Depois disso, o contrato permite que a gravadora continue usando e licenciando suas identidades. As integrantes do NewJeans ainda deverão receber pagamentos, mas não controlarão o uso de seus rostos e vozes. Isso inclui quaisquer clones de voz ou chatbots do NewJeans criados por inteligência artificial. Segundo especialistas jurídicos, não está claro até que ponto essas disposições contratuais seriam mantidas pelos tribunais. A Hybe também poderá vender e relançar músicas do NewJeans após o término do contrato, reduzindo drasticamente o valor devido às cantoras. Especialistas jurídicos classificaram essa cláusula como incomum. O futuro do NewJeans continua incerto. A gravadora já insinuou a possibilidade de um novo álbum, mas o grupo não se apresenta há mais de um ano.

Risco de recessão no Brasil ganha força para 2027
Notícias de Economia

Risco de recessão no Brasil ganha força para 2027

© Shutterstock FERNANDO CAZIAN SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A economia brasileira pode entrar em recessão em 2027, impulsionada pelo rápido endurecimento das condições financeiras e pelo enfraquecimento dos motores que sustentaram a atividade recente. Projeções do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), de consultorias e bancos indicam uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) ao redor de 1% em 2027, com uma recessão não descartada. Exercício preliminar do Ibre-FGV alerta que, mantendo-se a piora atual nas condições financeiras, com juros e dólar em alta, as atividades cíclicas (comércio, indústria de transformação e serviços), que acompanham o ritmo econômico, recuariam 0,5% em 2027. Nesse cenário, mesmo mantendo projeção positiva de 1% nos setores chamados exógenos (agropecuária e indústria extrativa), aqueles dependentes de variáveis climáticas e de mercado, o PIB ficaria estagnado no próximo ano. Isso ampliaria drasticamente a vulnerabilidade do país e a possibilidade de uma recessão. Outras consultorias e bancos já expõem explicitamente a chance de uma contração no ano que vem. A Fecomercio-SP fala abertamente em recessão em 2027, citando o "esgotamento do modelo de crescimento baseado no endividamento". O Itaú, maior banco do país, rebaixou para 2027 a estimativa de crescimento do PIB de 1,2% para 0,5%. O Safra afirma que "o mercado estima um risco maior de recessão em 2027". Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados e colunista da Folha, uma recessão fica "crescentemente" possível. "Seria um mini-2015 [quando o PIB caiu 3,8%], sem Lava Jato, mas com o mesmo risco de um ministro da Fazenda isolado do governo negando a realidade fiscal", diz. A perda de fôlego da economia reflete uma mudança estrutural na dinâmica do crescimento. Nos últimos anos (2023-2025), a agropecuária e a indústria extrativa responderam por cerca de um terço do incremento do valor adicionado da economia, atuando como um suporte exógeno decisivo. Para 2027, contudo, a expectativa de baixo crescimento ou estagnação no campo e a desaceleração de preços e produção petrolífera reduzirão consideravelmente a contribuição desses setores exógenos, deixando o PIB mais dependente das atividades cíclicas. O problema é que o ambiente para atividades cíclicas como comércio, indústria de transformação e serviços tornou-se desfavorável. O Indicador de Condições Financeiras (ICF) do Ibre-FGV atingiu patamares restritivos, influenciado pela alta dos juros internacionais e pelo avanço das taxas reais (acima da inflação) de juros domésticas, que oscilaram entre 9,5% e 9,7% ao ano, jogando o impulso do crédito para o terreno negativo. A indefinição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre como atacar a atual crise fiscal do país, raiz dos juros elevados, segundo economistas ortodoxos, complicou ainda mais o cenário após o segundo turno eleitoral. Os juros de mercado subiram, o dólar disparou e a Bolsa despencou. Para Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro Ibre e responsável pela elaboração dos cenários macroeconômicos do instituto, haveria, de qualquer maneira, uma espécie de "purgatório" econômico mesmo se Lula atacasse o desequilíbrio das contas públicas. Em sua opinião, o excesso de gastos do governo nos últimos anos e o endividamento privado poderiam ser digeridos com o passar do tempo sem uma recessão -desde que um ajuste fiscal crível reduzisse os juros que oneram famílias e empresas. Sem essa sinalização ou medidas efetivas, no entanto, segundo Matos, ganha força o risco de uma crise de crédito, impulsionada pelo expressivo endividamento das famílias. Estudos do Banco Central e a literatura econômica internacional mostram que ciclos de expansão apoiados em forte tomada de crédito costumam ser seguidos por fases de contração acentuadas -uma espécie de ressaca econômica. No Brasil, a concentração de dívidas em modalidades de alto custo e prazos curtos penaliza principalmente os 20% mais pobres, que enfrentam extrema dificuldade para se livrar de seus débitos. Segundo a Serasa, o país chegou a 84,2 milhões de inadimplentes em setembro, o maior número da série. Isso equivale a 51,1% da população adulta, um recorde. Cada inadimplente deve, em média, R$ 7.094, e o valor médio de cada dívida é de R$ 1.693. Como parâmetro, a renda mensal atual é de R$ 3.790. O estrangulamento do orçamento dessas famílias por dívidas força um corte severo no consumo de bens e serviços, aprofundando o ciclo descendente da atividade e retardando o processo de recuperação do país. É o que o ex-diretor do Banco Central José Júlio Senna chama de "desequilíbrio patrimonial". Ele empurra famílias e empresas endividadas -há recorde de firmas sob recuperação judicial- a cortar gastos para se ajustar, derrubando a atividade econômica. "Pode ser cedo para falar em recessão, mas isso não está descartado. Embora a economia opere acima de seu potencial e o desemprego esteja baixo, tudo perde gás rapidamente", diz Senna. Embora a taxa de desemprego esteja em patamares mínimos históricos (projetada em 5,6% para 2026), o indicador deve mudar de direção. Com a perda de dinamismo das atividades cíclicas, projeta-se uma elevação da taxa de desocupação para quase 7% em 2027. Acompanhando a deterioração das vagas formais, a Renda Nacional Disponível Bruta Restrita das famílias, que sustenta o consumo, sofreu desaceleração acentuada. Após avançar a um ritmo real de 7,3% ao ano entre 2021 e 2025, o crescimento mensal da renda desidratou para 0,1% no acumulado de janeiro a agosto de 2026.

Risco de recessão no Brasil ganha força para 2027
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Risco de recessão no Brasil ganha força para 2027

A economia brasileira pode entrar em recessão em 2027, impulsionada pelo rápido endurecimento das condições financeiras e pelo enfraquecimento dos motores que sustentaram a atividade recente. De acordo com a Folha, projeções do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), de consultorias e bancos indicam uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) ao redor de 1% em 2027, com uma recessão não descartada. Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular Exercício preliminar do Ibre-FGV alerta que, mantendo-se a piora atual nas condições financeiras, com juros e dólar em alta, as atividades cíclicas (comércio, indústria de transformação e serviços), que acompanham o ritmo econômico, recuariam 0,5% em 2027. Nesse cenário, mesmo mantendo projeção positiva de 1% nos setores chamados exógenos (agropecuária e indústria extrativa), aqueles dependentes de variáveis climáticas e de mercado, o PIB ficaria estagnado no próximo ano. Isso ampliaria drasticamente a vulnerabilidade do país e a possibilidade de uma recessão. Outras consultorias e bancos já expõem explicitamente a chance de uma contração no ano que vem. O Itaú, maior banco do país, rebaixou para 2027 a estimativa de crescimento do PIB de 1,2% para 0,5%. O Safra afirma que "o mercado estima um risco maior de recessão em 2027".

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