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Resumo de Mercado
Resumo do dia (18h) Atualizado em 06/11/2026 às 18:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
168.335 pts +1,29%
Dólar Comercial
R$ 5,50 +0,72%
Bitcoin (BRL)
R$ 419.280 -0,58%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Mercado em Cautela: Ibovespa Fecha em Alta Moderada Enquanto Criptoativos Enfrentam Desafios

Nesta sexta-feira, 06 de novembro de 2026, o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,29%, alcançando 168.335,16 pontos, impulsionado principalmente por ações de grandes bancos e commodities, como Vale, que subiu 1,98%. No entanto, a volatilidade no mercado de criptomoedas e as restrições impostas por instituições financeiras, como Nubank e Mercado Pago, geraram um clima de cautela entre os investidores, refletindo preocupações com a estabilidade do setor. O sentimento do mercado é de precaução, especialmente diante das incertezas econômicas globais e locais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • • Ibovespa fecha em alta, impulsionado por ações de bancos e commodities.
  • • Câmbio apresenta leve alta do Dólar, com expectativa cautelosa em relação à Selic.
  • • Mercado de criptomoedas enfrenta desafios com restrições de instituições financeiras.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa teve um desempenho positivo, com destaque para a alta de 2,9% das ações do Bradesco (BBDC4) e uma leve queda de 1,39% para a Petrobras (PETR4). As ações da Vale (VALE3) também contribuíram para o avanço do índice.

Câmbio & Cenário Macro

O Dólar Americano fechou em R$ 5,5007, com uma leve alta de 0,72%, enquanto o Euro apresentou uma pequena desvalorização de 0,02%. A expectativa em torno da Selic, atualmente em 13,75%, continua a influenciar o mercado cambial.

Criptoativos

O Bitcoin caiu 0,58%, sendo negociado a R$ 419.279,80, enquanto o Ethereum também enfrentou perdas de 0,99%. A suspensão de operações de criptomoedas por Nubank e Mercado Pago gerou apreensão no ecossistema cripto.

Atualizações automáticas em dias úteis às 10:00 (manhã/horário de brasília) e às 18:00 (fechamento/horário de brasília)
Inflação, ata do Copom: os indicadores que movimentam os mercados na próxima semana – Money Times
Selic

Inflação, ata do Copom: os indicadores que movimentam os mercados na próxima semana – Money Times

Agenda de indicadores econômicos movimenta mercado. (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil) A agenda econômica da próxima semana, de 9 a 13 de novembro, será marcada pela divulgação do IPCA de outubro e da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, além dos dados de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos. Os indicadores devem movimentar as expectativas para os próximos passos dos juros nas duas economias. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No Brasil, a semana começa com o boletim Focus, na segunda-feira (9). Na terça-feira (10), o Banco Central divulga a ata do Copom, após manter a Selic em 13,75% ao ano. Na quarta-feira (11), saem os dados de serviços de setembro, seguidos pelo IPCA de outubro, na quinta-feira (12), e pelas vendas no varejo, na sexta-feira (13). Nos Estados Unidos, o destaque fica para o CPI de outubro e o relatório ADP de emprego privado, ambos na terça-feira (10). Na quarta-feira (11), é feriado do Dia dos Veteranos, enquanto a sexta-feira (13) reserva a inflação ao produtor (PPI). Na Europa, o Reino Unido divulga o PIB do terceiro trimestre, a produção industrial e a balança comercial na quinta-feira (12). Já a zona do euro apresenta os dados do PIB do terceiro trimestre na sexta-feira (13). Na Ásia, a China divulga os índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) de outubro no domingo (8). No Japão, o destaque fica para os gastos das famílias, na segunda-feira (9), e os agregados monetários, na terça-feira (10). Confira a agenda de indicadores da semana de 8 a 13 de novembro de 2026 Brasil Segunda (09/11) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 08:00 — IGP-DI de outubro 08:00 — IPC-S da 1ª quadrissemana de novembro 08:25 — Boletim Focus Terça (10/11) 08:00 — IPC-S Capitais da 1ª quadrissemana de novembro 08:00 — Ata do Copom Quarta (11/11) 09:00 — Produção Industrial Regional de setembro 09:00 — Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de setembro Quinta (12/11) 09:00 — IPCA de outubro Sexta (13/11) 09:00 — Vendas no Varejo de setembro Estados Unidos Terça (10/11) 10:15 — Relatório ADP de Emprego Privado 10:30 — Inflação ao Consumidor (CPI) de outubro Quarta (11/11) Feriado — Veterans Day Sexta (13/11) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 10:30 — Inflação ao Produtor (PPI) de outubro Reino Unido Segunda (09/11) 14:25 — Discurso de Andrew Bailey (BoE) Terça (10/11) 15:30 — Discurso de Huw Pill (BoE) Quinta (12/11) 04:00 — PIB do 3º trimestre 04:00 — PIB mensal de setembro 04:00 — Produção Industrial de setembro 04:00 — Balança Comercial de setembro União Europeia Segunda (09/11) 07:00 — Reunião do Eurogrupo Sexta (13/11) 07:00 — PIB do 3º trimestre China Domingo (08/11) 22:30 — Inflação ao Consumidor (CPI) de outubro 22:30 — Inflação ao Produtor (PPI) de outubro Japão Segunda (09/11) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 20:30 — Gastos das Famílias de setembro Terça (10/11) 20:50 — Agregados Monetários de outubro CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Crise abre janela para quem investe em imóveis no longo prazo
Fundos Imobiliários Brasileiros

Crise abre janela para quem investe em imóveis no longo prazo

SPX Capital investe R$ 938 milhões em imóveis comerciais, incluindo edifício de escritórios em São Paulo e participações em três shoppings. Enquanto boa parte do mercado financeiro trabalha na defensiva, uma das gestoras mais conhecidas do país resolveu ir às compras. A SPX Capital fechou a aquisição de quase R$ 1 bilhão em imóveis comerciais, num movimento que expõe uma lógica antiga do investimento imobiliário: os melhores preços costumam aparecer quando o ambiente está mais pesado. O negócio foi revelado pelo portal Metro Quadrado nesta sexta-feira (06). O comprador é o SPX Portfólio Alfa, fundo imobiliário novo da gestora, que captou mais de R$ 1 bilhão com cerca de 19,2 mil investidores pessoas físicas. A vendedora é a HBR Realty, holding da família Borenstein, que assumiu o controle da incorporadora Helbor uma semana antes. O que a SPX comprou? A operação soma R$ 938 milhões. Desse total, R$ 562,6 milhões são pagos à vista e R$ 375,1 milhões em quatro parcelas anuais corrigidas pelo IPCA. O pacote inclui 90,91% do Lead Corporate, edifício de escritórios na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e participações em três shoppings: 50% do Patteo Olinda Shopping, na Região Metropolitana do Recife, 25% do Suzano Shopping e 20% do Mogi Shopping, ambos na Grande São Paulo. Segundo a reportagem, a gestora acompanhava parte desses ativos havia sete anos, sem conseguir chegar a um preço que considerasse adequado. Juro alto empurra empresas a vender O que mudou foi o custo do dinheiro. A Selic começou 2026 em 15% ao ano e, mesmo depois de uma sequência de cortes, segue acima de 13%. Com dívida cara, empresas donas de imóveis passam a vender ativos para reduzir o endividamento. Para quem tem caixa, essa pressa do vendedor vira poder de negociação. “E eu acredito que essa será uma tônica importante de 2027, vai ter muita monetização de ativo”, afirmou Pedro Daltro, sócio de real estate da SPX, ao Metro Quadrado. Leia também Por que olhar para o médio e o longo prazo? A tese da gestora se apoia em três pontos que ajudam qualquer investidor a ler o momento. O primeiro é a oferta, tendo em vista que nos escritórios da Faria Lima, a demanda voltou e há poucos prédios novos a caminho. “Vamos vivenciar cinco anos de pouca oferta”, disse Daltro. O segundo é a qualidade do ativo. Nos shoppings, a SPX buscou empreendimentos com espaço para crescer, seja com novas lojas, troca de mix ou usos residenciais, e que sejam o principal centro de compras da sua região. O terceiro é a proteção. Em cenário de inflação, déficit fiscal e conflitos internacionais, imóveis voltam a ser vistos como ativo real, capaz de preservar valor. “Quando o mundo tinha medo de inflação comprava ouro e real estate”, resumiu o gestor. O que o pequeno investidor pode tirar do caso? A principal lição é de comportamento. Quem compra imóvel pensando em cinco ou dez anos tende a encontrar preços melhores quando o vendedor precisa de liquidez, e não quando o mercado está eufórico. Para a pessoa física, o caminho mais acessível costuma ser o fundo imobiliário, que permite entrar nesse tipo de ativo com pouco dinheiro. Ainda assim, a estratégia exige paciência e análise. Juro alto por mais tempo, vacância nos imóveis e dificuldade para vender cotas em momentos de estresse são riscos reais, que pesam mais para quem precisa do dinheiro no curto prazo. Continue acompanhando Acompanhe no Paraíba Business as principais movimentações do mercado imobiliário, oportunidades de investimento e tendências que impactam a economia brasileira.

MXRF11 cai forte, reduz dividendos e acende alerta para investidores
Fundos Imobiliários Brasileiros

MXRF11 cai forte, reduz dividendos e acende alerta para investidores

Fundo imobiliário recuou após as eleições, anunciou rendimento menor para novembro e agora enfrenta o desafio de preservar resultados em um cenário de juros elevados. O fundo imobiliário Maxi Renda (MXRF11), um dos mais populares da Bolsa brasileira, atravessa um período de maior volatilidade após registrar forte queda nas cotações e anunciar uma redução nos rendimentos distribuídos aos investidores. O movimento ocorre em meio à revisão das expectativas econômicas depois das eleições presidenciais e à preocupação com os juros elevados. As cotas do MXRF11 encerraram o pregão de 4 de novembro de 2026 a R$ 8,39, acumulando desvalorização de aproximadamente 11,1% em relação ao fechamento de 23 de outubro, quando eram negociadas a R$ 9,44. Apesar da pressão, o fundo apresentou recuperação nas duas sessões seguintes e fechou sexta-feira, 6 de novembro, a R$ 8,80. Mesmo assim, permaneceu abaixo do preço anterior à turbulência. A combinação entre desvalorização das cotas, rendimentos menores e perspectivas econômicas incertas colocou o fundo no centro das atenções dos investidores que procuram renda mensal. MXRF11 reduz dividendos e confirma pagamento de novembro Além da queda nas negociações, o MXRF11 anunciou uma diminuição de 5% no rendimento referente a outubro, que será pago em novembro. O valor passou de R$ 0,10 para R$ 0,095 por cota, conforme comunicado divulgado em 30 de outubro de 2026. O pagamento está previsto para 16 de novembro, com direito aos investidores que possuíam cotas na data-base de 30 de outubro. Na prática, a mudança provoca uma redução direta na renda recebida pelos cotistas. Quantidade de cotas Pagamento anterior Pagamento anunciado 100 R$ 10,00 R$ 9,50 500 R$ 50,00 R$ 47,50 1.000 R$ 100,00 R$ 95,00 5.000 R$ 500,00 R$ 475,00 10.000 R$ 1.000,00 R$ 950,00 Embora a diferença de meio centavo por cota pareça pequena, seu impacto aumenta conforme o tamanho da posição do investidor. Para quem possui 10 mil cotas, por exemplo, a redução representa R$ 50 a menos em um único pagamento. O anúncio não significa que o fundo manterá rendimentos menores nos próximos meses. As distribuições dependem dos resultados efetivamente gerados pela carteira e das decisões da administração. Por que o MXRF11 caiu tanto? A desvalorização ocorreu em um período de forte instabilidade nos mercados financeiros brasileiros. Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro, investidores passaram a reavaliar as perspectivas para a política fiscal, a trajetória da dívida pública e o comportamento dos juros. A reação também atingiu os fundos imobiliários, tradicionalmente sensíveis às mudanças nas taxas de juros e no retorno oferecido pelos títulos públicos. Quando os investimentos de renda fixa passam a oferecer remunerações mais elevadas, parte dos investidores exige retornos maiores dos fundos imobiliários. Esse ajuste pode pressionar os preços das cotas. No caso do MXRF11, a queda coincidiu com esse movimento mais amplo do mercado, mas não pode ser atribuída exclusivamente ao resultado eleitoral. A evolução dos resultados do próprio fundo, as condições de crédito e as expectativas sobre futuras distribuições também influenciam a avaliação dos investidores. Relatório mostra pressão sobre os resultados Os dados operacionais ajudam a explicar por que o mercado acompanha o MXRF11 com maior atenção. Segundo o relatório gerencial referente a setembro de 2026, divulgado em novembro, o fundo registrou resultado de caixa equivalente a R$ 0,099 por cota, diante de uma distribuição de R$ 0,10. Foi o terceiro mês consecutivo em que o resultado de caixa ficou abaixo do valor distribuído. Embora a diferença tenha sido pequena, a situação indica a necessidade de acompanhar a capacidade recorrente de geração de resultados. No mesmo período, a receita proveniente de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) apresentou redução: Agosto: R$ 40,58 milhões. Setembro: R$ 39,51 milhões. Diferença: aproximadamente R$ 1,07 milhão, ou 2,6%. Por outro lado, as receitas com permutas financeiras avançaram de R$ 5,80 milhões para R$ 11,34 milhões, contribuindo para a recuperação do resultado mensal. O resultado de caixa total alcançou R$ 56,37 milhões em setembro, equivalente a R$ 0,099 por cota, contra R$ 0,094 em agosto. Esses números mostram que o desempenho do fundo depende de diferentes operações, cujas receitas não necessariamente evoluem no mesmo ritmo. Risco de crédito exige atenção dos cotistas O MXRF11 possui uma carteira concentrada em ativos financeiros relacionados ao setor imobiliário, especialmente CRIs. Esses instrumentos representam operações de crédito vinculadas ao mercado de imóveis e podem oferecer remuneração atrelada ao CDI, ao IPCA ou a outras condições contratuais. Em um ambiente de juros elevados, determinados títulos podem gerar receitas maiores. Entretanto, o efeito positivo não é automático. Empresas e empreendimentos imobiliários também enfrentam custos de financiamento mais altos, o que pode comprometer o fluxo de caixa e aumentar o risco de atrasos nos pagamentos. Para fundos que investem em crédito imobiliário, a qualidade dos devedores, as garantias e a capacidade de recuperação dos valores tornam-se fatores decisivos. O MXRF11 também realiza operações de permuta financeira, nas quais participa economicamente de projetos imobiliários e recebe valores conforme condições previstas nos contratos. O desempenho dessas operações depende, entre outros fatores, do desenvolvimento dos empreendimentos e dos pagamentos realizados pelos compradores. A existência desses riscos não significa que o fundo esteja enfrentando inadimplência generalizada, mas reforça a importância da análise individual das operações. Gestão adota postura mais cautelosa O relatório de setembro também indicou uma mudança de postura da gestão diante das condições de mercado. A prioridade passou a incluir operações com menor risco de crédito, devedores com maior solidez financeira e estruturas contratuais com proteções adicionais. Nas permutas financeiras, a administração sinalizou uma redução temporária no ritmo de novos investimentos, considerando os efeitos dos juros elevados sobre os custos dos projetos e o financiamento imobiliário. A composição divulgada da carteira mostrava aproximadamente 75% dos recursos em CRIs, 13,4% em outros fundos imobiliários, 5,9% em permutas financeiras e 5,7% em caixa. O fundo também informou uma reserva acumulada de correção monetária de R$ 12 milhões, abaixo dos R$ 19,23 milhões registrados anteriormente. Essa reserva deve ser analisada conforme sua natureza contábil e não pode ser tratada automaticamente como dinheiro disponível para cobrir qualquer obrigação. MXRF11 abaixo do valor patrimonial representa oportunidade? A queda das cotações fez o MXRF11 negociar com desconto em relação ao patrimônio líquido por cota. No fechamento de 6 de novembro, a cotação estava em R$ 8,80 e o indicador preço sobre valor patrimonial (P/VP) aparecia próximo de 0,94 em uma das bases de acompanhamento do mercado. Isso significa que o preço negociado representava aproximadamente 94% do valor patrimonial registrado, segundo aquela referência. BrFiis+1 O desconto pode despertar o interesse de investidores, mas não garante que a cota esteja barata do ponto de vista econômico. O valor patrimonial é uma referência baseada na avaliação dos ativos do fundo. Já o preço negociado em Bolsa incorpora expectativas sobre os resultados futuros, riscos e condições de mercado. Se a carteira enfrentar dificuldades de crédito ou apresentar redução persistente da capacidade de distribuir rendimentos, o desconto poderá continuar ou até aumentar. Por outro lado, uma melhora das condições econômicas e dos resultados operacionais pode contribuir para uma reavaliação positiva das cotas. Nenhum desses movimentos, porém, é garantido. Quanto R$ 1 mil investidos no MXRF11 poderiam render? Considerando o fechamento de R$ 8,80 em 6 de novembro, um investimento de aproximadamente R$ 1 mil permitiria adquirir 113 cotas, desconsiderando custos operacionais. Com o rendimento anunciado de R$ 0,095 por cota, essa quantidade proporcionaria R$ 10,735 no pagamento de novembro. Se o mesmo valor fosse mantido durante 12 distribuições, o total hipotético seria de R$ 128,82. Essa simulação representa apenas uma projeção matemática. Não significa que o fundo manterá o rendimento durante um ano. Também não considera oscilações no preço das cotas, reinvestimento dos proventos ou eventuais mudanças tributárias. O que acompanhar nos próximos meses A recuperação do MXRF11 dependerá de uma combinação de fatores internos e externos. Entre os principais pontos estão a evolução dos resultados de caixa, a qualidade dos créditos imobiliários, o recebimento das permutas financeiras e a capacidade de manter distribuições sustentáveis. O comportamento dos juros também será importante, especialmente porque influencia tanto a remuneração dos ativos da carteira quanto o custo de financiamento dos empreendimentos imobiliários. Outro indicador relevante será o P/VP, que permite acompanhar a relação entre a cotação de mercado e o patrimônio por cota. A redução dos rendimentos em novembro merece atenção, mas um único pagamento menor não determina, isoladamente, uma deterioração permanente do fundo. O desafio será verificar se os próximos relatórios confirmarão uma recuperação da geração de caixa ou se haverá necessidade de ajustes adicionais nas distribuições. Para investidores interessados em renda mensal, a análise precisa considerar não apenas o rendimento anunciado, mas também sua sustentabilidade, a qualidade da carteira e os riscos envolvidos. Aviso legal: Esta matéria possui caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de investimentos. Fundos imobiliários estão sujeitos a riscos de mercado, crédito e liquidez. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

Ata do Copom, IPCA e inflação nos EUA marcam a semana de 9 a 13 de novembro
Calendário Econômico

Ata do Copom, IPCA e inflação nos EUA marcam a semana de 9 a 13 de novembro

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você Gerando resumo Abrir o resumo Calendário econômico de 9 a 13 de novembro tem Ata do Copom, IPCA, serviços e varejo no Brasil, além de CPI e PPI nos Estados Unidos Foto: Freepik O calendário econômico de 9 a 13 de novembro começa com perguntas que ficaram em aberto na quarta-feira passada quando, depois de cinco cortes consecutivos, o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompeu a redução dos juros e segurou a Selic em 13,75% ao ano. Na terça-feira (10), a ata da reunião deve mostrar com mais detalhes o que levou o Banco Central (BC) a pisar no freio e quais condições poderão determinar os próximos movimentos da taxa básica. PUBLICIDADE A resposta chega em uma semana especialmente conveniente para testar os argumentos do BC. Dois dias depois da ata, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, medida oficial da inflação brasileira. Entre os dois documentos, saem ainda os dados de serviços de setembro, sem contar que a semana começa com a repercussão do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), previsto para domingo (8), para tentar acalmar os ânimos do mercado financeiro e promover uma ideia de pacificação do País neste quarto mandato. Publicidade Na sexta-feira (13), o varejo fecha uma sequência que permite observar, em poucos dias, preços e dois dos principais setores da atividade doméstica. Os Estados Unidos percorrem um caminho parecido. A inflação ao consumidor sai na terça-feira e os preços ao produtor, na sexta. Na Europa, o Reino Unido apresenta a primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre (3T26) na quinta-feira, e a zona do euro atualiza seus cálculos no dia seguinte. Confira a agenda da semana. Publicidade Segunda-feira, 9 de novembro A semana começa com novas projeções para a economia brasileira. O Banco Central divulga o Boletim Focus, relatório que reúne as medianas das expectativas de instituições do mercado para inflação, PIB, taxa Selic, câmbio e outros indicadores. As projeções pertencem aos participantes da pesquisa e não representam previsões do próprio BC. A divulgação de 9 de novembro está confirmada no calendário da autoridade monetária. A Fundação Getulio Vargas (FGV) publica também o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de outubro. O indicador reúne preços ao produtor, ao consumidor e da construção civil e utiliza como período de coleta o próprio mês de referência. A divulgação está marcada para segunda-feira. Publicidade Terça-feira, 10 de novembro A terça-feira reúne dois dos documentos mais relevantes da semana para a discussão sobre juros. No Brasil, sai a Ata do Copom, documento que detalha as discussões da reunião encerrada em 4 de novembro. Na ocasião, o colegiado decidiu por unanimidade manter a Selic em 13,75% ao ano, encerrando uma sequência de cinco cortes de 0,25 ponto percentual. O comunicado publicado logo após a decisão citou aumento das incertezas, expectativas de inflação ainda acima da meta e uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica. A ata poderá oferecer mais detalhes sobre o peso atribuído a cada um desses fatores e sobre o que o BC pretende observar até a última reunião do ano, marcada para dezembro. Publicidade Nos Estados Unidos, o Bureau of Labor Statistics (BLS, escritório de estatísticas trabalhistas americano) publica o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de outubro. Em setembro, o CPI avançou 0,6% no mês e 3,7% em 12 meses. O núcleo do indicador, que retira alimentos e energia por apresentarem maior volatilidade, subiu 0,3% no mês e 2,6% em um ano. A divulgação referente a outubro está oficialmente marcada para terça-feira. A China também divulga sua balança comercial de outubro, com os números de exportações e importações da segunda maior economia do mundo. Publicidade Quarta-feira, 11 de novembro A quarta-feira desloca a atenção doméstica dos juros para a atividade. A quinta-feira traz a principal leitura de inflação brasileira da semana. Publicidade O IBGE divulga o IPCA de outubro. O indicador mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e é a referência utilizada no regime brasileiro de metas de inflação. Em setembro, o IPCA acelerou para 0,82%, depois de registrar deflação de 0,32% em agosto. Em 12 meses, a inflação ficou em 4,58%. Esses são os resultados anteriores e não projeções para outubro. A nova leitura está oficialmente marcada para quinta-feira. O resultado chega pouco mais de uma semana depois de o Copom interromper o ciclo de cortes. Por isso, a composição do índice também será relevante. Mais do que o número cheio, preços de serviços e medidas que procuram reduzir o efeito de itens mais voláteis ajudam a avaliar a persistência das pressões inflacionárias. Publicidade No Reino Unido, o Office for National Statistics (ONS, escritório oficial de estatísticas britânico) publica a primeira estimativa do PIB do terceiro trimestre, além do PIB mensal de setembro. A divulgação está confirmada para 12 de novembro. Nos Estados Unidos, saem os pedidos iniciais de seguro-desemprego, que mostram quantos trabalhadores solicitaram o benefício pela primeira vez na semana anterior. Sexta-feira, 13 de novembro O consumo brasileiro encerra a semana doméstica. Publicidade O IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de setembro, que acompanha o volume de vendas do varejo. Em agosto, as vendas cresceram 0,1% frente a julho e 0,4% em relação ao mesmo mês de 2025. A publicação de setembro está oficialmente marcada para sexta-feira. Nos Estados Unidos, o BLS apresenta o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) de outubro. O indicador mede a variação dos preços recebidos pelos produtores e ajuda a acompanhar pressões de custos antes que elas eventualmente cheguem ao consumidor. Em setembro, o PPI de demanda final havia avançado 1,3% no mês. O resultado de outubro será divulgado na sexta-feira, segundo o calendário oficial do BLS. A zona do euro também atualiza a estimativa do PIB do terceiro trimestre. A leitura preliminar publicada em 30 de outubro apontou crescimento de 0,4% frente ao trimestre anterior e 1,3% em relação ao mesmo período de 2025. A Eurostat informa que a estimativa seguinte será publicada em 13 de novembro. Leia também

BC poderá aceitar reinflação para não destruir economia
UOL - Notícias

BC poderá aceitar reinflação para não destruir economia

As expectativas de inflação estão piorando. Além da mudança do patamar do câmbio, teremos o choque de preços da mudança da escala e jornada de trabalho e possíveis efeitos do super-El Niño, além das incertezas da implementação da reforma tributária. Reforma essa que, vale frisar, é no meu entender a reforma estrutural mais importante que fizemos desde o Plano Real e será o grande legado do terceiro mandato de Lula. A equipe de meu colega do BTG Tiago Berriel considera que o IPCA rodará a 5,9% em 2027. Outras casas têm números parecidos. A inflação brasileira ficou com cara de 6%. Prédio do Banco Central em Brasília Na quarta-feira (4), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve a taxa de juros estável em 13,75%. Ao longo do próximo ano, o BC enfrentará escolha dificílima: se olhar para o objetivo da inflação, terá de iniciar um ciclo de elevação da taxa de juros; se olhar para a atividade, que deverá ter crescimento próximo de zero em 2027, vai se deparar com o objetivo subsidiário de suavização do ciclo econômico e não iniciará um ciclo de elevação da taxa de juros. O índice de gerentes de compras para o setor de serviços brasileiro, PMI serviços, apresentou acentuada queda para 44,5 em outubro, ante 49,2 em setembro. Quando o índice fica abaixo de 50, sinaliza contração da atividade. Parece que a reversão cíclica chegou. A decisão do presidente Lula, em novembro de 2022, de inverter o ciclo político da despesa pública gerou juros muito elevados por muito tempo. A Selic de 13,75% é a mesma que vigorava quando Lula reassumiu a Presidência, em janeiro de 2023. As empresas e as famílias estão muito machucadas, fato expresso pela onda de recuperações judiciais e de inadimplência. O comprometimento de renda das famílias, apesar dos ótimos indicadores de emprego e renda, está nas máximas históricas. Colunas Receba no seu email uma seleção de colunas da Folha Carregando... O governo Lula tem como objetivo, por motivos mais do que meritórios, avançar a construção do Estado de bem-estar a uma velocidade maior do que o crescimento da economia: para uma expansão de 11% do país, o gasto primário avançou 21%. Como a economia encontra-se à plena capacidade e o crescimento do gasto público se dá a uma velocidade superior à expansão do PIB, pressiona-se a base material dessa mesma economia e com ela os juros. É possível que a economia não aguente um ciclo de aperto monetário. Isto é, que um ciclo de alta de juros gere uma onda tão intensa de recuperação judicial das empresas que se torne inviável. Nesse caso, o BC terá de assistir passivamente à elevação da inflação. Os especialistas em teoria monetária sabem que há um ponto em que a dívida pública é tão grande e seu prazo médio de vencimento é tão curto que os juros perdem a capacidade de controlar o excesso de demanda sobre a oferta. Essa situação é conhecida por dominância fiscal. Não parece que estamos perto desse ponto. Mas parece que estamos perto de um ponto que podemos chamar de "dominância do setor real". O impacto destrutivo sobre o setor real da economia de um novo aperto monetário pode ser tão intenso que o BC, mesmo estando longe da dominância fiscal, resolva aceitar um lento processo de reinflação da economia. Parece que é para lá que estamos indo. Recentemente, em uma live no think tank Cebri, o economista André Lara Resende afirmou que eu fui a única pessoa que debateu com ele. No entanto, observou André Lara Resende, após a réplica dele eu teria recuado. De fato, não houve recuo, e, se o leitor estiver interessado no debate completo, recomendo ler meu post no blog do FGV Ibre.

Com a decisão de manter a Selic em 13,75%, o Banco Central dá a Lula a chance de sinalizar disposição para algum ajuste fiscal
Selic

Com a decisão de manter a Selic em 13,75%, o Banco Central dá a Lula a chance de sinalizar disposição para algum ajuste fiscal

Com a decisão de manter a Selic em 13,75%, o Banco Central dá a Lula a chance de sinalizar disposição para algum ajuste fiscal Ao manter a taxa básica de juros em 13,75% nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) ganhou tempo para deixar o mercado financeiro se acomodar ao cenário pós-eleição. A julgar pelo lacônico comunicado divulgado após a reunião, não se pode afirmar que o Banco Central (BC) pretenda encerrar de vez o ciclo de redução da Selic, mas aumentar os juros em dezembro parece improvável. De um lado, as expectativas para a inflação pioraram muito em pouco tempo e se distanciaram ainda mais da meta. Desde a reunião de setembro, as estimativas do Copom para o IPCA subiram de 5,2% para 5,6%, em 2026; de 3,9% para 4,7%, em 2027; e de 3,2% no primeiro trimestre de 2028 para 3,5% no segundo trimestre daquele ano. De outro, a economia desacelerou de maneira acentuada e o mercado de trabalho começa a dar sinais de desaquecimento, indicativo de que a Selic tem cumprido seu papel. Parte do mau humor do mercado reflete o aumento das incertezas sobre a política econômica nas últimas semanas. Apostando na vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, os investidores montaram posições na expectativa de que o País faria um “tesouraço” nas contas públicas – uma crença baseada nas sinalizações dadas pela equipe de Flávio ao mercado, já que, em público, o candidato defendia o oposto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, jamais escondeu o incômodo com cobranças nesse sentido – nem em público nem em privado. A queda nos preços das ações e a disparada do câmbio e da curva de juros futuros, portanto, refletiram mais uma correção de rota em direção ao cenário pré-eleição, no qual um ajuste fiscal mais duro estava completamente descartado, do que uma efetiva degradação dos ativos brasileiros. Pouco ajudam a vagueza do petista desde a vitória e sua recusa em indicar de uma vez um nome com credibilidade para liderar o Ministério da Fazenda. É o que tem dado azo a especulações de toda ordem, entre as quais a possibilidade de que economistas que defendem a redução dos juros na marra tenham influência nos rumos de seu quarto mandato. Se essa piora será absorvida ou revertida, só o tempo dirá. O certo é que há um considerável prêmio de risco embutido nos preços dos ativos da economia brasileira. Para reduzi-lo, Lula precisa abandonar de uma vez por todas uma retórica tão contraproducente para a imagem de seu próprio governo, como classificar de “babaquice” a busca por superávit primário – que, junto com as metas de inflação e o câmbio flutuante, forma o “tripé macroeconômico” que garantiu a estabilidade desde o Plano Real. É o tipo de declaração que abala a confiança dos investidores e obriga o Banco Central a pisar em ovos ao admitir que “os desenvolvimentos da política fiscal doméstica” causam impactos na política monetária e nos ativos financeiros, reforçam a “postura de cautela em cenário de maior incerteza” e contribuem para aumentar o “custo de desinflação”. Por outro lado, o exterior pode nos ajudar. A vitória democrata nas eleições legislativas nos Estados Unidos gerou expectativas de que a guerra no Oriente Médio pode estar mais próxima do fim, derrubando a cotação do barril de petróleo e as curvas de juros mundo afora, inclusive no Brasil. Mesmo com o recuo nas ações da Petrobras, o Ibovespa voltou a subir, depois de seis quedas consecutivas, e o dólar recuou ante o real. Embora Lula não tenha se manifestado publicamente sobre os juros, as duras críticas dos petistas provavelmente ecoam a opinião do presidente, desde sempre irritado com a disposição do BC de manter a taxa nas alturas. Está nas mãos de Lula, no entanto, criar condições para que o Banco Central volte a reduzi-la em breve. Espera-se que Lula não desperdice a oportunidade de mostrar compromisso com as contas públicas no pronunciamento que pretende fazer no fim de semana em cadeia nacional de rádio e TV. Quem sabe agora, que já foi reeleito e não poderá mais disputar um novo mandato presidencial, Lula consiga finalmente descer do palanque e evitar um ambiente de inflação elevada e crescimento econômico pífio – o pior dos mundos para qualquer governante. (Coluna de opinião do portal Estadão)

Preço da carne dispara e pesa cada vez mais no bolso dos brasileiros – Misturebas News
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Preço da carne dispara e pesa cada vez mais no bolso dos brasileiros – Misturebas News

Preço da carne dispara e pesa cada vez mais no bolso dos brasileiros O preço da carne bovina continua sendo motivo de preocupação para os consumidores brasileiros. Mesmo com períodos de redução nos valores, o produto segue pressionando o orçamento das famílias, que precisam pesquisar ofertas, trocar cortes e até diminuir a quantidade comprada para manter a carne na alimentação. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o grupo das carnes acumulou aumento de aproximadamente 17,8% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026. No mesmo intervalo, a picanha apresentou alta de 7,8%. O cenário também aparece nos levantamentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em setembro de 2026, a carne bovina de primeira ficou mais cara em 23 das 27 capitais pesquisadas. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, todas registraram aumento, com variações que chegaram a 21,09% em Rio Branco. Exportações e oferta influenciam os preços Entre os fatores que ajudam a explicar o comportamento dos preços está o mercado internacional. O Brasil é um dos principais fornecedores de carne bovina do mundo e registrou, em 2025, recorde nas exportações do produto, tanto em volume quanto em receita. Segundo dados do Ministério da Agricultura, as vendas internacionais de carne bovina renderam US$ 17,9 bilhões em 2025, crescimento de 39,9% em relação ao ano anterior. O volume exportado também avançou 20,4%. Outro fator é a disponibilidade de animais para abate. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta relativamente ajustada de bovinos terminados, somada à procura externa aquecida, ajudou a sustentar os preços durante os primeiros meses de 2026. A recomposição do rebanho também influencia esse cenário. Quando os produtores mantêm mais fêmeas nas propriedades para reprodução, a quantidade de animais disponível para o abate pode diminuir, pressionando as cotações. >>>Leia também: Mais de 1.200 pacotes de drogas são encontrados escondidos em carne e feijão; dois visitantes acabam presos em presídio Churrasco também fica mais caro O aumento dos preços acaba afetando diretamente os hábitos de consumo. Um dos momentos em que essa diferença costuma ser mais percebida é na hora de organizar um churrasco, já que cortes tradicionais, como picanha, alcatra e contrafilé, representam uma parcela importante dos gastos. Diante dos valores, muitos consumidores procuram alternativas para economizar, substituindo cortes mais caros por opções mais acessíveis ou combinando diferentes tipos de proteína. O próprio Cepea aponta que o poder de compra das famílias limita o consumo interno de carne bovina, levando parte da população a optar por frango, carne suína e ovos. Mesmo com oscilações e períodos de queda, os dados mostram que a carne bovina continua representando um desafio para o orçamento doméstico. A combinação entre exportações, disponibilidade de animais e demanda interna deve continuar influenciando o comportamento dos preços nos próximos meses.

Pombini II – o retorno: o ‘plano’ de Lara Resende é só repeteco do pombinato
Notícias de Economia

Pombini II – o retorno: o ‘plano’ de Lara Resende é só repeteco do pombinato

Em agosto de 2011 o Copom se reuniu em meio a um ciclo de aperto monetário. Naquele encontro, porém, o BC surpreendeu o mercado – o chamado “cavalo de pau” – reduzindo a Selic em 0,50 ponto percentual, movimento justificado à época pelo temor de uma “deterioração do cenário internacional (que) cause um impacto sobre a economia brasileira equivalente a um quarto do impacto observado durante a crise internacional de 2008/2009”. A crise esperada não se manifestou, mas o BC seguiu cortando a taxa de juros até atingir 7,25% ao ano em outubro de 2012. As atas do Copom durante o período justificaram o afrouxamento em parte pela perspectiva de manutenção de superávits primários entre 2012 e 2014 equivalentes a 3,1% do PIB. Na prática, o setor público então registrou superávits de 2,2% do PIB em 2012, 1,7% do PIB em 2013 e déficit de 0,6% em 2014 (apesar das “pedaladas”). O resultado da política insustentável do BC a partir de agosto de 2011 é conhecido Foto: Ed Ferreira/Estadão PUBLICIDADE Assim, a inflação acelerou ainda mais, mesmo com preços de combustíveis e energia artificialmente controlados. O IPCA rodava ao ritmo de 6-6,5% ao ano; já a medida de inflação que desconsiderava o efeito dos preços represados registrava 7-7,75%, revelando problema bem mais sério. O BC também vendeu dólares para moderar a pressão sobre o câmbio e a inflação: em agosto de 2011 possuía, além das reservas, US$ 9,5 bilhões comprados no mercado futuro; em dezembro de 2014, a posição vendida atingia US$ 107 bilhões, variação de quase US$ 117 bilhões. O resultado desta política insustentável é conhecido. A inflação disparou, assim como o dólar, e o BC teve de elevar a Selic até 14,25% naquele ano, enquanto registrava prejuízo de mais de R$ 160 bilhões (a preços de hoje) na sua venda de dólares futuros. Publicidade É fundamental recordar o ocorrido, à luz da proposta de André Lara Resende (ALR). Seu “plano” para trazer a Selic para 7,5% ao ano em 12 meses na verdade envolve baixar a taxa para tal patamar, mas com uma promessa de fazer um ajuste fiscal por meio de um comitê que “coordenaria” as políticas monetária e fiscal, sem dizer muito bem como chegaríamos lá. Eventuais pressões sobre a taxa de câmbio seriam evitadas por meio da venda de dólares das reservas do BC (ALR fala em US$ 350 bilhões, mas a posição cambial líquida do BC, que considera vendas futuras, é bem menor, US$ 259 bilhões). Quer parecer muito sofisticada, mas, observada de perto nada mais é do que o repeteco do pombinato. Talvez eu sofra de falta de imaginação, mas me escapa como o resultado de políticas tão similares poderia ser muito diferente.

BTLG11 lucra R$ 55,4 milhões e negocia compra milionária
Fundos Imobiliários Brasileiros

BTLG11 lucra R$ 55,4 milhões e negocia compra milionária

Quer acompanhar o BTLG11? Cotação, dividendos, indicadores e histórico na página do fundo. O fundo imobiliário BTLG11 encerrou setembro de 2026 com resultado de R$ 55,46 milhões, equivalente a R$ 0,78 por cota. O desempenho representou uma queda em relação a agosto, quando o lucro havia alcançado R$ 58,83 milhões. Apesar do recuo, a distribuição mensal permaneceu em R$ 0,81 por cota. A Black Friday da Suno já começou e essa é sua a chance de desbloquear mais de R$ 300 mil em bônus, além de um plano de investimentos para os próximos três anos. Confira como clicando aqui . Os números, apresentados no relatório gerencial de outubro, mostram que a receita imobiliária somou R$ 61,40 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 5,94 milhões. A arrecadação com aluguéis do fundo imobiliário BTLG11 avançou de R$ 37,94 milhões em agosto para R$ 40,35 milhões em setembro. Segundo a gestão, o crescimento contou com a contribuição das receitas do imóvel adquirido em Guarulhos, na Grande São Paulo. O período também registrou R$ 15,30 milhões em fluxo financeiro, com destaque para R$ 11,19 milhões em rendimentos de aplicações de caixa e R$ 5,46 milhões provenientes de investimentos em fundos imobiliários e CRIs. Dividendos do BTLG11 permanecem em R$ 0,81 por cota A distribuição referente a setembro alcançou R$ 57,46 milhões, correspondente a R$ 0,81 por cota. O mesmo valor foi anunciado para outubro, mantendo a regularidade dos pagamentos aos investidores. De acordo com os cálculos apresentados pela gestão, os dividendos do BTLG11 representam um dividend yield anualizado de 10,3%, considerando a cotação de mercado utilizada no relatório. Nos nove primeiros meses de 2026, o resultado acumulado chegou a R$ 441,05 milhões, ou R$ 6,22 por cota. Nesse intervalo, o fundo distribuiu R$ 442,18 milhões, equivalentes a R$ 6,23 por cota. O demonstrativo também apontou R$ 268,95 mil em resultados ainda não distribuídos ao final de setembro. Além disso, havia R$ 60,11 milhões em ganhos projetados com alienações de imóveis, correspondentes a R$ 0,87 por cota. Esses valores dependem da conclusão das transações e do cronograma de recebimento dos pagamentos, não representando recursos integralmente disponíveis para distribuição imediata. A média mensal de rendimentos do BTLG11 em 2026 ficou em R$ 0,81 por cota, acima dos R$ 0,79 registrados em 2025. BTLG11 avalia compra de três galpões logísticos por R$ 920 milhões Entre as atualizações mais relevantes do portfólio está a negociação para adquirir três empreendimentos logísticos ocupados por Amazon e Mercado Livre, com investimento potencial de R$ 920 milhões. Os imóveis reúnem aproximadamente 182,5 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Dois estão situados no estado de São Paulo, a cerca de 30 e 60 quilômetros da capital, enquanto o terceiro está localizado na região metropolitana de Curitiba. A gestão considera a operação uma prioridade de curto prazo, mas a aquisição ainda não havia sido concluída na data do relatório. Outra movimentação foi comunicada em 3 de novembro de 2026, quando o FII BTLG11 anunciou um compromisso de venda de 49% de sua participação no empreendimento BTLG Embu, em Itapecerica da Serra (SP). O valor negociado é de aproximadamente R$ 56,1 milhões, sendo R$ 35,9 milhões previstos para pagamento à vista e R$ 20,2 milhões parcelados ao longo de 24 meses, com atualização pelo IPCA. Após a efetivação da transação, o fundo BTLG11 deverá permanecer com 51% do imóvel, mantendo o controle do empreendimento.

Recessão, inflação a 6% e risco monetário mais grave que o fiscal: os alertas da Genoa para 2027
Selic

Recessão, inflação a 6% e risco monetário mais grave que o fiscal: os alertas da Genoa para 2027

O aperto das condições financeiras visto após o segundo turno das eleições marcou o início de uma deterioração mais aguda do cenário econômico, que deve gerar uma inflação mais alta, crescimento menor e juros que não devem ceder tão cedo. Os alertas são feitos pela Genoa Capital, que já projeta uma contração do PIB em 2027 e vê riscos ainda mais graves em relação à política monetária, a depender das próximas nomeações para o Banco Central. O risco monetário “nos parece muito mais grave” em relação à questão fiscal, dizem os profissionais da Genoa em carta divulgada nesta sexta-feira. “A credibilidade do Banco Central já se mostra frágil, e a indicação de nomes de perfil político para a diretoria, prevista para as próximas semanas, pode miná-la e levar a uma perda da âncora nominal da economia”, alerta a gestora, que tem Igor Velecico como economista-chefe. Para a Genoa, esse dano seria de reversão bem mais difícil do que a piora das contas públicas. Além disso, para a gestora, o retorno do debate sobre a revisão das metas de inflação amplia o risco monetário. “Manter essa discussão em aberto contamina as expectativas de longo prazo e pode se tornar uma profecia autorrealizável: o resultado seriam inflação e juros mais altos.” Até por isso, a equipe de Velecico diz entender que algumas das decisões mais importantes no início do novo governo não guardam, necessariamente, relação direta com a política fiscal. “A Fazenda deveria encerrar de vez a discussão sobre as metas, contraproducente enquanto segue repercutindo na mídia, e a diretoria do BC deveria ser composta por nomes técnicos.” “Preservar a âncora monetária é a condição para que um ajuste fiscal imperfeito não se transforme em um problema mais agudo”, enfatizam os profissionais da Genoa. Para eles, inclusive, o ano de 2027 se desenha bastante desafiador após a piora das condições financeiras vista na esteira do resultado eleitoral. A Genoa passou a projetar o IPCA do próximo ano em torno de 6% e acredita que o ajuste das expectativas inflacionárias no Boletim Focus deve ter continuidade. E, diante da continuidade do governo Lula e da implementação da nova jornada de trabalho, após o fim da escala 6x1 aprovado no Congresso Nacional, a Genoa acredita que a Selic deve permanecer no nível atual, de 13,75%, por um período prolongado. “Mais do que a decisão de política monetária, o cenário dos próximos anos dependerá da condução da política econômica de forma ampla. No campo fiscal, não antecipamos uma ruptura, mas tampouco um ajuste suficiente. A contenção de gastos deve ser tímida, com o crescimento real das despesas reduzido, no melhor cenário, para algo próximo de 2,0% ao ano”, dizem os profissionais da Genoa. Apesar de projetar um ajuste que deve vir essencialmente do lado das receitas, por meio do aumento da carga tributária, a Genoa acredita que a dívida deve seguir em alta de cerca de 4 pontos por ano e se aproximar de 100% do PIB ao fim da década.

Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas diz como investir no governo Lula 4
Selic

Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas diz como investir no governo Lula 4

O cenário de juros elevados no Brasil testa o investidor a manter uma posição confortável na renda fixa. Afinal, com juros de 13,75% ao ano, há poucos incentivos para investir em outros ativos. Mas ser tão conservador é a melhor saída? CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Para Eric Hatisuka, CIO do Family Office Mirabaud, a única forma de proteger e rentabilizar o patrimônio é atribuindo funções inteligentes para cada parcela do seu patrimônio. Em participação no episódio do podcast Touros e Ursos, Hatisuka afirma que o Brasil não vai virar uma Suíça da noite para o dia, mas tampouco caminhará para o colapso. Por isso, é preciso encontrar os melhores caminhos e reconhecer onde o dinheiro vai trabalhar melhor. Sua primeira recomendação é entender que, no Brasil, as oportunidades estão em renda fixa. Entretanto, para uma boa alocação é necessário diversificar no exterior e, lá fora, investir em renda variável. Segundo o CIO, a tendência é que o real fique cada vez mais desvalorizado em relação ao dólar, e ele já projeta um "valor justo" entre R$ 6,00 e R$ 6,50. Com isso, a diversificação internacional deixa de ser um luxo e passa a ser uma necessidade de sobrevivência patrimonial. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A diretriz propositiva é manter entre 30% e 50% dos recursos de investimento fora do país, aplicados em moedas fortes como dólar, euro ou franco suíço. Leia Também Segundo ele, é no ambiente global, onde as "regras do jogo" sofrem menos solavancos, que o brasileiro deve investir o seu "dinheiro de risco", buscando o crescimento acelerado de empresas de tecnologia e inovação. Já no cenário doméstico, a missão do dinheiro é outra: aproveitar as altas taxas de retorno sem correr riscos desnecessários. Como o Brasil se mantém como o "país da renda fixa", a estratégia local deve focar em gerar renda consistente. A receita, para o gestor, é dividir a parcela brasileira com 50% em títulos pós-fixados (atrelados à Selic ou ao CDI) e 50% em papéis corrigidos pela inflação (IPCA+), priorizando vencimentos curtos e médios, de até 3 ou 4 anos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Na bolsa de valores local, se for o caso de investir, a postura deve ser defensiva: focar exclusivamente em poucas gigantes pagadoras de dividendos ou exportadoras de commodities, como Petrobras, Vale, Itaú e BTG. Touros e Ursos da semana Encerrando o episódio no tradicional quadro Touros e Ursos, o presidente da Argentina, Javier Milei, foi escolhido como urso (destaque negativo) diante da alta rejeição política e perda de apoio regional. O Ibovespa também entrou na seleção negativa, depois de registrar sua pior semana da história após o segundo turno das eleições. Já entre os touros (destaques positivos) o dólar e as ações de tecnologia norte-americanas foram mencionados por impulsionar a "revolução da Inteligência Artificial". CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Além disso, as ações de empresas petroleiras (como Prio e Petrobras) ganharam destaque beneficiadas pela recuperação das cotações internacionais do petróleo. Confira o episódio completo do Touros e Ursos CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

FII registra resultado de R$ 4,4 mi e portfólio de CDI + 2,5%
Fundos Imobiliários Brasileiros

FII registra resultado de R$ 4,4 mi e portfólio de CDI + 2,5%

O FII Canuma Capital Multiestratégia (CCME11) registrou resultado de R$ 4,406 milhões em setembro de 2026, equivalente a aproximadamente R$ 0,065 por cota. O desempenho foi impactado principalmente pelos menores índices de inflação nos meses de julho e agosto, que afetaram as receitas dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) atrelados ao IPCA. Apesar do resultado mensal, o fundo distribuiu R$ 0,086 por cota em 16 de outubro. Segundo a gestão, a expectativa é manter esse patamar de rendimentos nos próximos meses, considerando as receitas recorrentes previstas para o portfólio e sem depender de ganhos não recorrentes. O CCME11 também conta com uma reserva acumulada de resultados não distribuídos de R$ 5,5 milhões, equivalente a R$ 0,082 por cota. O montante representa uma margem adicional para sustentar a distribuição de rendimentos aos investidores. Na carteira de crédito, o fundo investiu R$ 25 milhões no CRI Abiatar, operação estruturada e originada exclusivamente pela Canuma, com remuneração de CDI mais 3,80% ao ano e prazo de quatro anos. A gestão também informou que pretende adquirir mais R$ 20 milhões em um novo CRI durante novembro, cuja estruturação ainda está em andamento. Em relação às taxas médias dos títulos de crédito, o portfólio apresenta remuneração de CDI mais 2,5% ao ano e IPCA mais 9,7% ao ano, considerando o valor patrimonial das cotas. Já quando ajustada aos preços praticados no mercado secundário, diante do desconto em relação ao valor patrimonial, a carteira equivale a retornos implícitos de CDI mais 8,8% ao ano e IPCA mais 11,9% ao ano, líquidos das taxas de gestão e administração. FII CCME11: Venda do Shopping Jardim Sul e desempenho dos imóveis No segmento imobiliário, o fundo concluiu em 10 de setembro a venda de sua participação no Shopping Jardim Sul por R$ 68,8 milhões. A operação gerou retorno de 25,8% no período de investimento. Na sequência, a gestão iniciou o processo de encerramento do FII Canuma Capital Renda Varejo (CCVA11), cujas cotas são integralmente detidas pelo CCME11. A conclusão do encerramento está prevista para 13 de novembro. Nessa etapa, os ativos e direitos do CCVA11, incluindo valores a receber e proventos devidos, serão transferidos ao CCME11. Para fins do relatório de setembro, os ativos e valores a receber, assim como as cotas do FII PMLL11, já foram considerados diretamente na carteira do fundo. Outro destaque operacional foi o Kasa Vila Olímpia, empreendimento residencial com 243 apartamentos voltados à locação de média duração. Em setembro, a ocupação permaneceu em 79%, mesmo patamar registrado no mês anterior. O aluguel médio chegou a R$ 114 por metro quadrado, alta de 27% desde o início da gestão da Canuma, em 2023. Já o prazo médio dos contratos assinados no mês foi de 13,9 meses. Carteira de fundos imobiliários e ações No portfólio de fundos imobiliários, o CCME11 encerrou setembro com nove ativos e não realizou movimentações durante o mês. Desde o início das alocações, entre junho de 2022 e agosto de 2026, a carteira acumulava valorização de 46,7%, desempenho 13,5 pontos percentuais acima do IFIX, que avançou 33,3% no mesmo intervalo. Entre os destaques positivos da carteira em setembro estiveram BRCR11, com alta de 5%; GZIT11, com valorização de 2,8%; KNHF11, com avanço de 1%; e IRIM11, que subiu 0,6%. A gestão afirmou que segue acompanhando oportunidades de alocação com o objetivo de buscar retornos superiores aos do IFIX de forma consistente. No segmento de ações, o relatório relembrou a venda de R$ 29,5 milhões em posições de IGTI11 e ALOS3, realizada em novembro de 2025, que gerou lucro de R$ 2,4 milhões para o fundo. A gestão não informou novas movimentações nessa carteira referentes a setembro.

Perguntas Frequentes sobre Notícias Financeiras

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