Últimas Atualizações

Portal de Notícias

Fique por dentro das últimas novidades e acontecimentos do mercado financeiro, inflação, taxa Selic, câmbio e criptomoedas.

Resumo de Mercado
Resumo da manhã (10h) Atualizado em 23/09/2026 às 10:00
Sentimento: Cauteloso (45/100)
Ibovespa
187.423 pts +0,44%
Dólar Comercial
R$ 5,13 +0,57%
Bitcoin (BRL)
R$ 439.449 -0,67%
Taxa Selic
13.75% a.a. Meta BC

Ibovespa abre em leve alta, mas investidores permanecem cautelosos

Na manhã desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, o Ibovespa apresenta uma leve alta de 0,44%, alcançando 187.422,92 pontos. O mercado reflete um cenário cauteloso, influenciado por incertezas políticas locais e a expectativa em torno da divulgação de pesquisas eleitorais que podem impactar o clima de negócios. Além disso, a alta do petróleo, com o Brent ultrapassando os US$ 100, traz preocupações sobre a inflação e suas repercussões nas taxas de juros futuras, tanto no Brasil quanto no exterior.

As ações de blue chips como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) têm se comportado de forma moderada, com leves altas de 0,73% e 0,39%, respectivamente. No entanto, o mercado de câmbio mostra o dólar americano cotado a R$ 5,1301, uma alta de 0,57%, refletindo a pressão inflacionária e a expectativa de novas altas na Selic, atualmente em 13,75%. O cenário macroeconômico continua a ser um fator determinante para o sentimento do investidor, que se mantém cauteloso diante das incertezas globais e locais.

Pontos-Chave para o Investidor
  • Ibovespa abre em leve alta, mas investidores estão cautelosos devido a incertezas políticas.
  • Dólar se valoriza, pressionado por expectativas de alta da Selic e inflação.
  • Mercado cripto apresenta quedas, com Bitcoin e Ethereum em baixa, refletindo um apetite por risco contido.
Ações & Bolsa B3

O Ibovespa inicia o dia com leve alta, impulsionado por Petrobras e Vale, mas a cautela predomina entre os investidores. As ações que mais se destacam em alta incluem BBDC4 e WEGE3.

Câmbio & Cenário Macro

O dólar apresenta valorização de 0,57%, refletindo a pressão inflacionária e a expectativa de novas altas na Selic. O Euro também registra leve alta em relação ao real.

Criptoativos

O Bitcoin recua 0,67%, enquanto Ethereum e outras altcoins também enfrentam quedas. O apetite por risco no ecossistema cripto está contido, com investidores atentos a desenvolvimentos regulatórios.

Atualizações automáticas diárias às 10:00 (manhã/horário de brasília) e às 18:00 (fechamento/horário de brasília)
Economistas esperam que El Niño aumente inflação em 0,5 ponto no Brasil em 2027, mostra BC
UOL - Notícias

Economistas esperam que El Niño aumente inflação em 0,5 ponto no Brasil em 2027, mostra BC

Brasília Economistas consultados pelo Banco Central às vésperas da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) esperam que o fenômeno climático El Niño aumente a inflação no Brasil em 0,5 ponto percentual em 2027. O resultado do questionário foi divulgado pela autoridade monetária nesta quarta-feira (23). Essa foi a estimativa mediana registrada por 89 economistas na pesquisa encaminhada antes da decisão sobre a taxa de juros da semana passada. Do total, 83 entrevistados afirmaram já ter incorporado 0,3 ponto percentual em suas projeções para os preços ao consumidor no próximo ano. Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pela redistribuição das chuvas, o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano. Segundo o último relatório da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), há 97% de probabilidade de o fenômeno atingir um nível muito forte ainda em setembro. Alagamento na Vila Seabra, zona leste de São Paulo, após fortes chuvas - Allison Sales - 14.set.26/Folhapress A pesquisa feita pelo BC mostrou também que a expectativa mediana entre 87 analistas é de um impacto de 0,3 ponto percentual na inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2026. Nesse caso, já foi incorporado 0,2 ponto nas previsões, conforme a resposta mediana de 80 participantes. De acordo com o questionário, na projeção mediana de 110 agentes econômicos, o IPCA deve fechar este ano em 5% e em 4,3% no próximo, em ambos os casos acima da meta perseguida pelo BC. O alvo central do BC é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. No modelo de meta contínua, em vigor atualmente, o objetivo é considerado descumprido pela autoridade monetária quando a inflação acumulada permanece durante seis meses seguidos fora do intervalo, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). As respostas ao levantamento, que foi enviado aos analistas do mercado no dia 4 de setembro, serviram como subsídio para a mais recente decisão do Copom sobre a taxa básica de juros (Selic), com novo corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. O El Niño está entre os elementos que levaram o Ministério da Fazenda a revisar para cima sua projeção para inflação do próximo ano, de 3,6% para 3,8%, refletindo os efeitos de um fenômeno mais intenso sobre a safra de 2027. A estimativa consta no boletim macrofiscal divulgado pela SPE (Secretaria de Política Econômica) na terça-feira (22). "O El Niño pode pressionar os preços dos alimentos in natura ainda este ano, embora seus efeitos mais significativos devam se concentrar na safra de 2027", afirmou a SPE. "A projeção para 2027 foi revisada para cima em razão dos efeitos de primeira ordem do El Niño sobre a produção de grãos e de segunda ordem sobre os preços das carnes, cujos impactos devem se materializar, sobretudo, no próximo ano", complementou. Os efeitos do El Niño também são motivo de preocupação para o BC em seu balanço de riscos para a inflação. No comunicado e na ata, a autoridade monetária falou sobre a possibilidade de as expectativas de o IPCA seguirem distantes da meta por longo período em razão dos efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e os custos de energia.

Depois da Selic, o que vem pela frente?
Selic

Depois da Selic, o que vem pela frente?

A Selic chegou a 13,75% depois de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. Agora, o mercado começa a olhar para os efeitos que os juros altos deixaram na economia e para a velocidade com que esses efeitos podem aparecer nos próximos meses. O Focus desta semana trouxe uma combinação que merece atenção. A projeção para a Selic no fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%, enquanto a estimativa para o IPCA subiu de 4,90% para 4,92%. A projeção para o PIB também recuou, de 1,89% para 1,88%. A ata do Copom divulgada nesta terça-feira reforçou a percepção de que a atividade está perdendo ritmo. O Comitê apontou moderação no crescimento e destacou que os efeitos da política monetária estão aparecendo de forma mais clara, principalmente nos segmentos da economia mais sensíveis às condições financeiras. Esse processo já pode ser observado nos indicadores de atividade. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, abaixo dos 1,1% registrados nos três primeiros meses do ano. A intenção de investimento da indústria também recuou para 51,3 pontos em setembro, no quarto mês consecutivo de queda e no menor nível desde agosto de 2020. O investimento é um dado particularmente importante. A redução dos juros melhora as condições de financiamento, mas a decisão de investir depende também da expectativa de demanda, dos custos e do grau de confiança das empresas. Se a atividade continua perdendo força, o efeito dos juros sobre o investimento pode demorar mais para aparecer. Na inflação, o cenário ainda pede cuidado. A projeção de 4,92% para o IPCA neste ano continua acima da meta, enquanto as expectativas para os próximos anos também permanecem relevantes para a condução da política monetária. É essa combinação que torna o próximo trecho do ciclo mais difícil de interpretar. A economia começa a responder aos juros altos, mas a inflação ainda não oferece ao Banco Central o conforto necessário para acelerar a redução da taxa. O ambiente externo também não ajuda a simplificar a conta. O Federal Reserve elevou os juros americanos para a faixa de 3,75% a 4% em setembro. O comunicado da instituição destacou que a atividade americana segue em ritmo sólido, enquanto a inflação permanece elevada. Para o Brasil, a diferença entre os ciclos de juros tem consequências para o câmbio e para o fluxo de capital. Também interfere na comparação que investidores fazem entre ativos brasileiros e americanos. Nos investimentos, os efeitos começam a aparecer de maneira diferente entre as classes. Na renda fixa, a queda dos juros aumenta a importância do prazo e da taxa contratada. Uma remuneração elevada hoje pode não estar disponível mais adiante, mas a decisão também precisa considerar liquidez e risco de crédito. Na Bolsa, juros menores reduzem o custo de capital e podem favorecer empresas mais sensíveis à taxa de desconto. Isso não elimina, porém, a necessidade de olhar para crescimento, geração de caixa, endividamento e expectativas de lucro. O cenário fiscal continua sendo outra variável importante. Mudanças na percepção sobre as contas públicas podem pressionar os juros futuros e o câmbio, interferindo justamente nas condições financeiras que o Banco Central começa a aliviar. Até aqui, os sinais apontam para uma economia que começa a sentir com mais intensidade os efeitos da política monetária. A questão é saber como essa desaceleração vai evoluir enquanto a inflação continua acima do desejado. Para os investimentos, o próximo movimento relevante pode não estar apenas na Selic, mas na forma como atividade, inflação, juros futuros e resultados das empresas vão se ajustar a um ambiente de juros menores.

Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027
Selic

Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027

Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027 FOTO: Marcelo Camargo / Agência BrasilO Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, de 2,5% para 2,3%. As novas projeções constam do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nessa terça-feira (22/09). Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente os efeitos dos juros ainda restritivos sobre a atividade econômica, com impacto mais acentuado nos setores de serviços e indústria. A equipe econômica também passou a considerar uma trajetória de flexibilização monetária "marginalmente mais gradual do que o previsto" anteriormente. Inflação em 4,9% A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 caiu de 5,1% para 4,9%. Apesar da melhora, a estimativa continua acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. A meta contínua estabelecida para o país é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite superior, portanto, é de 4,5%. Segundo a SPE, a revisão incorpora os resultados do IPCA até julho, que ficaram parcialmente abaixo do previsto anteriormente, principalmente no caso dos preços de alimentos consumidos nos domicílios e, em menor medida, dos serviços. A Fazenda também citou a melhora das expectativas de inflação e a manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em nível contracionista, que desestimula a atividade econômica. "A revisão também incorpora a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026", ressaltou a SPE no relatório. Serviços e indústria A revisão do crescimento para 2026 foi concentrada principalmente nos setores mais sensíveis às condições de crédito e à demanda doméstica. As novas estimativas são: Serviços: de 2,4% para 1,8%; Indústria: de 2,1% para 1,7%; Agropecuária: de 1,8% para 2,8%. A melhora esperada para a agropecuária compensou apenas parcialmente a piora nas projeções para serviços e indústria. No caso dos serviços, a Fazenda atribui a revisão ao "carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre" e à transmissão, com defasagem, da política monetária sobre a demanda doméstica. O endividamento das famílias também aparece como fator de restrição ao consumo. Segundo o boletim, embora o endividamento permaneça estável em relação à renda, o comprometimento com o pagamento das dívidas atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre. “O comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo”, destacou o relatório. Pressão sobre 2027 Para o próximo ano, o cenário traçado pela Fazenda combina crescimento econômico menor e inflação mais alta em relação às estimativas anteriores. As projeções passaram a ser: PIB: de 2,5% para 2,3%; IPCA: de 3,6% para 3,8%. A elevação da previsão de inflação é atribuída, entre outros fatores, aos possíveis efeitos de um El Niño mais intenso sobre a produção agrícola. O fenômeno climático pode afetar inicialmente os preços de grãos e, posteriormente, exercer pressão sobre outros alimentos, incluindo carnes. "A projeção para 2027 foi revisada para cima em razão dos efeitos de primeira ordem do El Niño sobre a produção de grãos e de segunda ordem sobre os preços das carnes", informou a SPE. Juros e recuperação A Fazenda também revisou a avaliação sobre o ritmo de transmissão da política monetária para a economia. A expectativa é que os efeitos de eventuais cortes da Selic apareçam gradualmente no crédito, no consumo e nos investimentos. De acordo com o boletim, a redução dos juros tende a beneficiar setores mais sensíveis ao ciclo econômico. "A queda da Selic iniciada em 2026 transmite-se gradualmente ao crédito e à demanda doméstica, estimulando a indústria de transformação, a construção e os serviços mais cíclicos", destacou o documento. A secretaria também prevê efeitos positivos sobre o investimento à medida que o custo de capital for diminuindo. Riscos no cenário Além do comportamento dos juros e da inflação, o documento aponta fatores externos e climáticos que podem alterar as projeções. Entre os principais pontos de atenção estão: efeitos do El Niño sobre a produção e os preços de alimentos; comportamento do preço do petróleo; condições do crédito para famílias e empresas; ritmo de recuperação da demanda doméstica; desempenho das exportações e da indústria extrativa. A SPE também destacou que conflitos internacionais podem elevar a volatilidade dos preços de energia e gerar efeitos sobre outras cadeias produtivas. Parâmetros para o Orçamento O Boletim Macrofiscal é divulgado periodicamente pela Secretaria de Política Econômica e reúne as principais projeções macroeconômicas utilizadas pelo governo na elaboração e atualização do Orçamento da União. Os números orientarão a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, a ser divulgado na próxima quinta-feira (24/09) pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. O documento apresenta estimativas para indicadores como PIB, IPCA e Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e serve como referência para o planejamento das contas públicas. As revisões permitem à equipe econômica atualizar os parâmetros utilizados nas projeções de receitas, despesas e demais componentes do planejamento fiscal conforme a evolução do cenário econômico. (Agência Brasil)

Agropecuária deve crescer 2,8% em 2026, prevê Fazenda
Notícias de Economia

Agropecuária deve crescer 2,8% em 2026, prevê Fazenda

O Ministério da Fazenda reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026, mas elevou a estimativa para a agropecuária. Segundo o novo Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado na terça-feira (22), o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2% neste ano, contra 2,3% projetados anteriormente. Para o setor agropecuário, a estimativa subiu de 1,8% para 2,8%. A revisão coloca a agropecuária na contramão de indústria e serviços, cujas projeções foram reduzidas. A previsão para a indústria caiu de 2,1% para 1,7%, enquanto a dos serviços passou de 2,4% para 1,8%. A explicação para a piora nas estimativas dos setores mais ligados à atividade doméstica está principalmente nos juros. A Fazenda avalia que a política monetária continuará restringindo crédito, consumo e investimentos por mais tempo. Agropecuária melhora enquanto economia perde ritmo A nova projeção indica que a agropecuária terá desempenho superior ao estimado anteriormente e também a indústria e os serviços em 2026. O setor passa a ser um dos principais pontos de sustentação do crescimento projetado para a economia brasileira. A revisão ocorre em um cenário de desaceleração da atividade econômica. Segundo a SPE, a transmissão dos juros elevados para a economia ocorre com defasagem e afeta especialmente os segmentos mais dependentes de crédito e da demanda interna. No caso das famílias, o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas atingiu, no segundo trimestre, o maior nível da série histórica. Para a Fazenda, o quadro limita a transformação do aumento da massa de rendimentos em consumo. Alimentos ajudam a conter inflação A revisão do cenário econômico veio acompanhada de uma redução na previsão de inflação para este ano. A estimativa para o IPCA caiu de 5,1% para 4,9%. A mudança considera os resultados do índice até julho, com preços de alimentos consumidos nos domicílios parcialmente abaixo do esperado pela equipe econômica. A melhora das expectativas de inflação também contribuiu para a revisão. Apesar da queda, a projeção permanece acima do teto da meta, de 4,5%. El Niño preocupa para 2027 O cenário para o próximo ano é menos favorável. A Fazenda reduziu de 2,5% para 2,3% a previsão de crescimento do PIB em 2027 e elevou de 3,6% para 3,8% a estimativa para o IPCA. Entre os fatores considerados está o possível impacto de um El Niño mais intenso sobre a produção agrícola. A avaliação da SPE é que o fenômeno pode atingir inicialmente a oferta de grãos e, posteriormente, pressionar os preços de outros alimentos, incluindo carnes. “A projeção para 2027 foi revisada para cima em razão dos efeitos de primeira ordem do El Niño sobre a produção de grãos e de segunda ordem sobre os preços das carnes”, informou a secretaria. A preocupação climática coloca a produção de grãos no centro das projeções para os preços dos alimentos no próximo ano. Eventuais alterações na oferta também podem repercutir sobre os custos de outras cadeias agropecuárias. Juros continuam no centro do cenário A Fazenda também revisou a trajetória esperada para a política monetária e passou a considerar uma flexibilização dos juros “marginalmente mais gradual do que o previsto” anteriormente. A expectativa é que a redução da Selic, quando ocorrer, tenha efeitos progressivos sobre crédito, consumo e investimentos. Segundo a SPE, setores como indústria de transformação, construção e serviços mais cíclicos tendem a responder à queda do custo de capital. O cenário, porém, permanece sujeito a riscos externos e domésticos, como oscilações nos preços do petróleo, condições de crédito, comportamento da demanda interna, exportações e desempenho da indústria extrativa. Projeções serão usadas no Orçamento As novas estimativas fazem parte dos parâmetros utilizados pelo governo para atualizar o planejamento fiscal. O Boletim Macrofiscal serve de referência para projeções de receitas e despesas públicas. Os números também serão considerados no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento na quinta-feira (24). Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil

Fazenda reduz previsão de crescimento da economia para 2%
Notícias de Economia

Fazenda reduz previsão de crescimento da economia para 2%

O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,3% para 2,0%. A mudança reflete principalmente a desaceleração do setor de serviços, influenciada pelo comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas. A informação consta na publicação bimestral que reúne projeções de curto e médio prazo para indicadores de atividade econômica e inflação utilizados no processo orçamentário da União. Além do crescimento, o Ministério também revisou para baixo a projeção de inflação para 2026, citando resultados recentes do IPCA e melhora das expectativas inflacionárias. As estimativas para a inflação em 2026 passaram de 5,1% para 4,9%. Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Desaceleração dos serviços pesa na projeção O documento destaca que o setor de serviços, que vinha sustentando a atividade, perdeu fôlego diante do comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas. A pasta menciona ainda o desempenho da indústria, pressionada pelo custo do crédito e pela demanda mais fraca por bens de consumo, enquanto a atividade extrativa continua sustentando o setor. Em sentido contrário, o mercado de trabalho segue amparando os segmentos ligados ao consumo das famílias, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física eleva a renda disponível ao longo do segundo semestre, atenuando a desaceleração projetada. Inflação menor em 2026 Entre os fatores para a revisão da inflação, o ministério cita os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, que ficaram abaixo do projetado anteriormente, especialmente no grupo de alimentação no domicílio e, em menor medida, no de serviços. “A revisão também incorpora a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026”, acrescenta o documento. Por outro lado, a projeção incorpora fatores de pressão inflacionária, como o fenômeno El Niño. A estimativa, porém, ainda não considera as medidas recentes relacionadas aos combustíveis. Impacto das medidas sobre combustíveis No caso da gasolina, as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins foram reduzidas em R$ 0,63 por litro, em substituição à subvenção de R$ 0,44 por litro. Para o etanol hidratado, as duas contribuições foram zeradas, resultando em uma redução da carga tributária de R$ 0,19 por litro. Segundo o ministério, a desoneração da gasolina e do etanol hidratado, sem considerar a subvenção ao diesel, tem potencial para reduzir o IPCA em aproximadamente 0,15 ponto percentual. Para empresários e comerciantes da região noroeste paulista, a revisão sinaliza um cenário de menor dinamismo econômico, com consumidores mais cautelosos devido ao endividamento. A queda na projeção de inflação, porém, pode aliviar a pressão sobre os custos e contribuir para a manutenção do poder de compra. A fonte não detalhou impactos específicos para o comércio local, mas o ambiente de juros ainda elevados e crédito caro tende a exigir cautela nos planos de expansão e estoques. Perguntas Frequentes Qual é a nova previsão de crescimento da economia brasileira para este ano, segundo o Ministério da Fazenda? O Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento da economia brasileira de 2,3% para 2,0% neste ano, citando a desaceleração do setor de serviços e o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas. Por que a projeção de inflação para 2026 foi reduzida pelo Ministério da Fazenda? A projeção de inflação para 2026 foi revisada de 5,1% para 4,9% devido aos resultados do IPCA de julho abaixo do esperado, especialmente em alimentação no domicílio, e à melhora das expectativas inflacionárias. Qual o impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol na inflação, conforme o Ministério da Fazenda? A desoneração da gasolina e do etanol hidratado, sem considerar a subvenção ao diesel, tem potencial para reduzir o IPCA em aproximadamente 0,15 ponto percentual. Fonte

Economia brasileira deve crescer menos em 2026, prevê Ministério da Fazenda
Notícias de Economia

Economia brasileira deve crescer menos em 2026, prevê Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. A revisão consta no Boletim Macrofiscal divulgado nesta terça-feira (22). Segundo a pasta, a mudança reflete principalmente a desaceleração do setor de serviços. O governo relaciona o movimento ao maior comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas. A Fazenda também revisou para baixo a previsão de inflação para este ano. A estimativa passou de 5,1% para 4,9%. Serviços e indústria têm projeções reduzidas A previsão de crescimento dos serviços caiu de 2,4% para 1,8%. Para a indústria, a estimativa passou de 2,1% para 1,7%. De acordo com o ministério, o desempenho mais fraco dos serviços está relacionado ao resultado acumulado no primeiro semestre e aos efeitos defasados da política monetária sobre o consumo e a demanda interna. A Fazenda também destacou o peso do endividamento das famílias. Embora o nível das dívidas em relação à renda tenha permanecido estável, o comprometimento da renda com o pagamento das parcelas atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre. Com isso, o avanço da massa de rendimentos não se converteu na mesma proporção em consumo. Na indústria, por outro lado, o governo aponta a influência do custo do crédito e da menor demanda por bens de consumo. A atividade extrativa, entretanto, continua contribuindo para o desempenho do setor. A agropecuária aparece como um dos pontos de compensação. A previsão de crescimento para o segmento subiu de 1,8% para 2,8%. Além disso, o mercado de trabalho continua sustentando setores ligados ao consumo das famílias. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda também deve aumentar a renda disponível ao longo do segundo semestre, segundo a Fazenda. Inflação passa de 5,1% para 4,9% A projeção do Ministério da Fazenda para a inflação de 2026 caiu de 5,1% para 4,9%. A revisão considera os resultados recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principalmente o comportamento dos preços dos alimentos consumidos dentro de casa e, em menor medida, dos serviços. O governo também levou em consideração a melhora das expectativas para a inflação, a manutenção da taxa Selic em nível considerado contracionista e a desaceleração esperada da atividade econômica na segunda metade do ano. Desde 2025, o Brasil utiliza o sistema de meta contínua de inflação. O objetivo é manter o índice em 3%. A margem de tolerância estabelece uma faixa entre 1,5% e 4,5%. Apesar da revisão, a Fazenda incorporou fatores que podem pressionar os preços. Entre eles está o fenômeno El Niño. As estimativas ainda não consideram os efeitos das medidas recentes sobre os combustíveis. No caso da gasolina, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins foram reduzidas em R$ 0,63 por litro, substituindo uma subvenção de R$ 0,44. Para o etanol hidratado, as duas contribuições foram zeradas. Com isso, a redução da carga tributária chegou a R$ 0,19 por litro. Segundo o ministério, considerando gasolina e etanol hidratado e sem incluir a subvenção ao diesel, as medidas podem reduzir o IPCA em aproximadamente 0,15 ponto percentual. Fazenda também revisa cenário para 2027 Para 2027, a Fazenda reduziu a previsão de crescimento da economia de 2,5% para 2,3%. O ministério atribui a revisão aos efeitos defasados da política monetária. Ao mesmo tempo, a pasta projeta continuidade da expansão da indústria extrativa e das exportações. A expectativa é que a redução da Selic iniciada em 2026 seja transmitida gradualmente para o crédito e a demanda doméstica. Esse movimento, segundo o governo, tende a afetar setores como indústria de transformação, construção civil e serviços mais sensíveis ao ciclo de juros. A previsão de inflação para 2027, entretanto, subiu de 3,6% para 3,8%. Entre os fatores apontados está a possibilidade de um El Niño mais intenso, com impacto sobre a produção agrícola. A Fazenda também considera possíveis efeitos sobre os preços das carnes, além de riscos relacionados à retenção de fêmeas no ciclo pecuário. O cenário inclui ainda a recente aceleração do IPA-DI agropecuário e possíveis impactos dos preços dos fertilizantes sobre a produção de 2027, em razão do conflito no Oriente Médio. Petróleo e conflito entre EUA e Irã O Ministério da Fazenda também atualizou as projeções para o petróleo diante dos efeitos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo a pasta, o cenário deixou de representar apenas um choque pontual e passou a incorporar riscos persistentes para o mercado de energia. O governo considera que o acordo provisório entre os países não avançou para uma formalização. Além disso, o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito. Os ataques no Mar Vermelho também mantêm riscos relacionados ao Estreito de Bab el-Mandeb. Nesse contexto, o preço do petróleo Brent apresentou forte oscilação e ultrapassou US$ 100 por barril na primeira semana de setembro. O movimento ocorreu em meio à redução dos estoques mundiais. Diante desse cenário, a Fazenda elevou a projeção para o preço médio do barril de Brent em 2026. A estimativa passou de US$ 79,20 para US$ 87,70. Para 2027, a previsão também aumentou. O valor passou de US$ 71 para US$ 79,50 por barril.

Polêmica sobre imposto de renda de ETFs de renda fixa volta ao radar após XP suspender negociação de seis fundos de crédito
B3

Polêmica sobre imposto de renda de ETFs de renda fixa volta ao radar após XP suspender negociação de seis fundos de crédito

Uma questão que parecia já pacificada na indústria de ETFs voltou ao radar nesta semana, depois que a XP Investimentos comunicou aos seus clientes que suspenderia temporariamente a negociação de seis ETFs de renda fixa, todos dedicados a títulos de crédito privado. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Segundo a corretora, a decisão foi motivada por dúvidas quanto à alíquota de imposto de renda que deve ser cobrada sobre os rendimentos desses fundos listados em bolsa, se de 15% ou 25%. No entendimento da Anbima, a associação que representa o setor, a alíquota deveria ser de 15%. Trata-se da volta de uma polêmica que já atingiu esse mercado em 2024, quando a XP suspendeu, pela mesma razão, a negociação do LFTS11, ETF composto 100% por títulos públicos Tesouro Selic. Desta vez, a XP enviou um comunicado aos seus clientes na última segunda-feira (21) com a informação de que seriam suspensas as novas aplicações nos seguintes ETFs: BTG Pactual Amazônia Para Todos Fundo de Índice (AMAB11) BTG Pactual BTG Pactual Teva Debêntures DI Fundo de Índice (DEBB11) BTG Pactual Teva Letras Financeiras DI Qualidade Fundo de Índice (LFIN11) BTG Pactual Margem Debêntures Ultra Qualidade DI B3 Fundo de Índice (MARG11) Genial Teva Debêntures DI Quality High Beta Fundo de Índice (GICP11) Nu Letras Financeiras Anbima (NLFA11) O motivo é que todos eles investem principalmente em títulos de crédito privado com remuneração indexada ao CDI, isto é, títulos de dívida de empresas ou bancos que pagam a variação do CDI mais uma taxa adicional. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Segundo a XP, nesse tipo de fundo, ainda há dúvidas no mercado sobre qual seria a metodologia aplicável ao cálculo da tributação. Assim, como não há um entendimento definitivo sobre o tema, a corretora decidiu pausar as novas aplicações nesses fundos até que haja maior clareza sobre as regras. Leia Também A corretora tem a prerrogativa de fazer esse tipo de suspensão uma vez que é ela a responsável pelo recolhimento do imposto de renda quando o seu cliente realiza lucros por meio da venda de cotas de ETFs de renda fixa na bolsa. A XP informou ainda que os clientes da casa que já têm cotas desses ETFs na carteira não terão a sua posição afetada pela decisão. A suspensão vale apenas para novas compras e portabilidades. Entenda a dúvida da XP sobre esses ETFs A tributação de ETFs de renda fixa é feita na fonte, sempre que o investidor vende as cotas na bolsa com lucro. Ela segue uma tabela de imposto de renda própria, com três faixas de tributação cujas alíquotas variam de acordo com o prazo médio de repactuação da carteira do fundo: CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 25% para fundos com carteira de duração média até 180 dias; 20% para fundos com carteira de duração média de 181 a 720 dias; 15% para fundos com carteira de duração média acima de 720 dias. Trata-se de uma lógica de tributação diferente da aplicada a outros ativos de renda fixa, em que a alíquota diminui conforme o tempo que o investidor permanece com o investimento na carteira. A dúvida da XP sobre os seis ETFs de crédito privado que tiveram a negociação suspensa é similar à que a corretora teve em 2024 acerca do LFTS11, de não saber se a alíquota deveria ser de 25%, por se tratar de fundos que investem em ativos indexados à taxa de juros, ou de 15%, por esses papéis terem prazos longos. O tal prazo de repactuação A grande questão aqui é técnica: segundo portaria do Ministério da Fazenda sobre a tributação de ETFs de renda fixa, quando os ativos da carteira são indexados a taxas de juros flutuantes (como a Selic e o CDI), o prazo médio do ativo — fator levado em conta para o cálculo do prazo médio da carteira — é igual ao prazo de repactuação da taxa do ativo de referência. No caso da Selic, esse prazo de repactuação é de 1 dia, o que enquadraria esses ETFs na faixa de tributação de 25%, aplicada a durações inferiores a 180 dias. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Já no caso de ETFs de renda fixa que investem majoritariamente em ativos prefixados ou indexados à inflação, o prazo médio do ativo tem relação com o prazo do título. Assim, ETFs que investem em títulos pré ou IPCA+ de prazos superiores a dois anos, por exemplo, recaem na alíquota de 15%. Anbima acredita que tributação deveria ser de 15% A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) tem se posicionado pela indústria sobre esse tema e afirmou que é consenso no seu grupo de trabalho que a alíquota aplicável a esses ETFs de crédito privado deve ser de 15%, desde que os títulos que compõem as suas carteiras contem com prazo de repactuação superior a 720 dias. Segundo a entidade, o fundo precisa receber tratamento tributário igual ao dos ativos nos quais investe. Assim, se o investimento direto nesses ativos resultaria na alíquota mais baixa para o investidor, o investimento via ETFs deveria seguir o mesmo caminho. A associação diz que esse posicionamento foi apresentado para a avaliação do governo e segue em discussão. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE "A proposta não busca criar benefícios fiscais nem conceder tratamento favorecido a esses produtos. O que se defende é que haja coerência e tratamento equivalente entre os ETFs e os ativos que compõem suas carteiras.", afirma. QUER INVESTIR MELHOR? Comece o dia descobrindo o que move o mercado financeiro e os seus investimentos, de forma 100% gratuita! Telefone VEJA AQUI O precedente aberto pelo caso LFTS11 No caso do LFTS11, o fundo passou a ter tributação de 25%, conforme a portaria do Ministério da Fazenda, após um posicionamento da Secretaria do Tesouro Nacional. Em nota informativa, o Tesouro afirmou que ETFs que investem em Tesouro Selic realmente têm prazo médio de repactuação da carteira de apenas 1 dia, independentemente dos prazos dos títulos que compõem a carteira. Como a tributação maior tornou esse tipo de ETF desvantajoso em relação a outras formas de investir em Tesouro Selic (via fundos de investimento comuns ou Tesouro Direto), as gestoras passaram a lançar ETFs de Tesouro Selic com cerca de 10% de Tesouro IPCA+ de longo prazo na carteira. O objetivo dessa mudança é aumentar a duração do portfólio para mais de 720 dias e recair na tributação de 15%. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Resta saber se, para ativos atrelados ao CDI, haverá o mesmo entendimento que no caso dos ETFs de Tesouro Selic ou se valerão os prazos dos títulos que compõem a carteira, mantendo-se a alíquota de 15%. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ibovespa sobe 0,44% com Vale e Petrobras
Dólar Hoje

Ibovespa sobe 0,44% com Vale e Petrobras

O Ibovespa reverteu as perdas desta terça-feira (22) e fechou em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos, com ganho de 827,32 pontos. O índice chegou a cair aos 184.976,81 pontos durante o pregão, mas ganhou força à tarde, apoiado por Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e pelo cenário eleitoral. Na máxima, alcançou 187.671,74 pontos. A sessão também foi marcada pela repercussão da ata da última reunião do Copom, que reduziu a Selic para 13,75% ao ano. O documento reforçou uma postura cautelosa do Banco Central, embora o mercado continue trabalhando com a possibilidade de novos cortes. Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, destaca que “a ata do Copom reforçou a leitura de que havia espaço para mais um corte de juros”. Eleições e Copom movimentam o Ibovespa Além dos juros, o cenário eleitoral continuou influenciando os ativos brasileiros. Novas pesquisas mostraram uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. “A bolsa brasileira segue sendo influenciada principalmente pelo cenário eleitoral, com as pesquisas mostrando uma disputa apertada. O mercado permanece mais cauteloso diante desse ambiente”, afirma Bresciani. No campo econômico, o Ministério da Fazenda reduziu sua projeção para o crescimento do PIB brasileiro de 2026, de 2,3% para 2,0%, enquanto a estimativa para 2027 passou de 2,5% para 2,3%. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) sobem Entre as ações de maior peso, Vale (VALE3) terminou o dia em alta de 0,39%, após alternar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. A Petrobras (PETR4) avançou 0,73%, mesmo diante de mais um dia de queda do petróleo internacional. O Brent voltou a ficar abaixo dos US$ 100 diante das expectativas de algum avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Nos bancos, Bradesco (BBDC4) avançou 1,49% e Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,23%. Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,39%, enquanto Santander (SANB11) perdeu 0,60%. Cotação do dólar hoje Dólar comercial: queda de 0,11%, a R$ 5,103. A moeda chegou a R$ 5,136 na máxima, mas perdeu força na reta final do pregão e encerrou novamente próxima dos R$ 5,10. Maiores altas e baixas Entre os destaques positivos, Brava Energia (BRAV3) avançou 2,82%, apoiada por novidades envolvendo o campo de Papa-Terra. Assaí (ASAI3), com alta de 1,17%, B3 (B3SA3), com 1,10%, e Bradesco (BBDC4), com 1,49%, também estiveram entre os ganhos relevantes. Na ponta negativa, Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,39%, enquanto Azzas 2154 (AZZA3) perdeu 0,73%, Lojas Renner (LREN3) caiu 0,69% e Santander (SANB11) cedeu 0,60%. Fechamento das bolsas americanas Wall Street terminou sem direção única nesta terça-feira. O Nasdaq renovou seu recorde histórico de fechamento, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores, enquanto o Dow Jones caiu. Dow Jones: -0,36%, aos 51.863,69 pontos -0,36%, aos S&P 500: praticamente estável, aos 7.764,64 pontos praticamente estável, aos Nasdaq: +0,45%, aos 27.244,28 pontos O Nasdaq alcançou seu segundo recorde consecutivo de fechamento, enquanto o petróleo oscilou próximo de US$ 100 e os investidores acompanharam possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã. Nos próximos pregões, o mercado doméstico continua atento às pesquisas eleitorais e aos próximos indicadores de inflação. Na sexta-feira (25), será divulgado o IPCA-15, um dos dados importantes para calibrar as expectativas para os próximos passos do Banco Central. A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de segunda-feira (21), foi de 186.595,60 pontos, com alta de 0,74%.

Ibovespa vira e fecha em alta com Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); eleições seguem no radar
Dólar Hoje

Ibovespa vira e fecha em alta com Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); eleições seguem no radar

Ibovespa vira e fecha em alta com Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); eleições seguem no radar O Ibovespa reverteu as perdas desta terça-feira (22) e fechou em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos, com ganho de 827,32 pontos. O índice chegou a cair aos 184.976,81 pontos durante o pregão, mas ganhou força à tarde, apoiado por Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e pelo cenário eleitoral. Na máxima, alcançou 187.671,74 pontos. A sessão também foi marcada pela repercussão da ata da última reunião do Copom, que reduziu a Selic para 13,75% ao ano. O documento reforçou uma postura cautelosa do Banco Central, embora o mercado continue trabalhando com a possibilidade de novos cortes. Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, destaca que “a ata do Copom reforçou a leitura de que havia espaço para mais um corte de juros”. Eleições e Copom movimentam o Ibovespa Além dos juros, o cenário eleitoral continuou influenciando os ativos brasileiros. Novas pesquisas mostraram uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. “A bolsa brasileira segue sendo influenciada principalmente pelo cenário eleitoral, com as pesquisas mostrando uma disputa apertada. O mercado permanece mais cauteloso diante desse ambiente”, afirma Bresciani. No campo econômico, o Ministério da Fazenda reduziu sua projeção para o crescimento do PIB brasileiro de 2026, de 2,3% para 2,0%, enquanto a estimativa para 2027 passou de 2,5% para 2,3%. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) sobem Entre as ações de maior peso, Vale (VALE3) terminou o dia em alta de 0,39%, após alternar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. A Petrobras (PETR4) avançou 0,73%, mesmo diante de mais um dia de queda do petróleo internacional. O Brent voltou a ficar abaixo dos US$ 100 diante das expectativas de algum avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Nos bancos, Bradesco (BBDC4) avançou 1,49% e Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,23%. Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,39%, enquanto Santander (SANB11) perdeu 0,60%. Cotação do dólar hoje Dólar comercial: queda de 0,11%, a R$ 5,103. A moeda chegou a R$ 5,136 na máxima, mas perdeu força na reta final do pregão e encerrou novamente próxima dos R$ 5,10. Maiores altas e baixas Entre os destaques positivos, Brava Energia (BRAV3) avançou 2,82%, apoiada por novidades envolvendo o campo de Papa-Terra. Assaí (ASAI3), com alta de 1,17%, B3 (B3SA3), com 1,10%, e Bradesco (BBDC4), com 1,49%, também estiveram entre os ganhos relevantes. Na ponta negativa, Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,39%, enquanto Azzas 2154 (AZZA3) perdeu 0,73%, Lojas Renner (LREN3) caiu 0,69% e Santander (SANB11) cedeu 0,60%. Fechamento das bolsas americanas Wall Street terminou sem direção única nesta terça-feira. O Nasdaq renovou seu recorde histórico de fechamento, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores, enquanto o Dow Jones caiu. Dow Jones: -0,36%, aos 51.863,69 pontos -0,36%, aos S&P 500: praticamente estável, aos 7.764,64 pontos praticamente estável, aos Nasdaq: +0,45%, aos 27.244,28 pontos O Nasdaq alcançou seu segundo recorde consecutivo de fechamento, enquanto o petróleo oscilou próximo de US$ 100 e os investidores acompanharam possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã. Nos próximos pregões, o mercado doméstico continua atento às pesquisas eleitorais e aos próximos indicadores de inflação. Na sexta-feira (25), será divulgado o IPCA-15, um dos dados importantes para calibrar as expectativas para os próximos passos do Banco Central. A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de segunda-feira (21), foi de 186.595,60 pontos, com alta de 0,74%.

Ibovespa B3 sobe 0,74%, com alívio no petróleo, e dólar cai a R$ 5,10
B3

Ibovespa B3 sobe 0,74%, com alívio no petróleo, e dólar cai a R$ 5,10

O Ibovespa B3 começou a semana com um alívio vindo do exterior, que impulsionou o desempenho no pregão. A principal referência do mercado de ações brasileiro 0,74%, aos 186.595,60 pontos, nesta segunda-feira (21). O principal fator de otimismo foi o arrefecimento nos preços do petróleo no mercado internacional. Com queda de mais de 3%, a commodity de energia tirou um pouco da pressão que os mercados avaliam como chave para a inflação global. No cenário local, o Boletim Focus reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao fim de 2026. A projeção, apresentada indica que o mercado trabalha com a expectativa de novo corte de juros ainda no ano corrente. Já em relação à inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para este ano, de 4,90% para 4,92%. Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 187.434,25 pontos na máxima intradiária e 185.246,81 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 27,6 bilhões. O alívio no commodity de energia fez o câmbio também arrefecer, com a moeda norte-americana perdendo força. No fim do dia, o dólar comercial cedeu 0,70%, a R$ 5,10. Bolsas de Nova York Nas bolsas de Nova York, o dia foi de otimismo com a queda momentânea no preço do petróleo e, por consequência, num possível impacto na inflação dos EUA. Assim, no pregão, o Dow Jones subiu 0,74%, o S&P 500 ganhou 1,52% e o Nasdaq valorizou 2,26%. (*) com B3

3 títulos de renda fixa isentos de imposto de renda para comprar com a Selic em queda, segundo a Empiricus
Selic

3 títulos de renda fixa isentos de imposto de renda para comprar com a Selic em queda, segundo a Empiricus

A renda fixa está entrando em uma nova fase. Depois de anos em que bastava esperar o próximo aumento dos juros para encontrar aplicações mais rentáveis, o movimento agora é o oposto: comprar títulos antes que as taxas fiquem menores. É essa janela que a Empiricus enxerga hoje nas debêntures incentivadas — dívidas de empresas com isenção de imposto de renda sobre os rendimentos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A casa acredita que alguns papéis carregam prêmios generosos e ainda podem oferecer ao investidor um retorno além do contratado, com ganhos adicionais se os juros continuarem caindo. Após o corte da Selic para 13,75% ao ano pelo Banco Central na semana passada, e diante da perspectiva de novas reduções à frente, a casa reforçou a preferência por debêntures incentivadas indexadas à inflação (IPCA+), de setores defensivos como saneamento, energia e infraestrutura. O motivo é a potencial valorização desses papéis no mercado secundário — de negociação entre investidores nas plataformas de corretoras. Títulos indexados à inflação variam de preço e taxa conforme as expectativas do mercado para os juros no futuro. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Como o momento é de projeções de juros menores, a tendência é os investidores passarem a exigir taxas menores das debêntures incentivadas também. Leia Também Se isso acontecer, o preço desses títulos sobe e gera um “ganho extra” pela marcação a mercado. A valorização das debêntures incentivadas Quem investe em uma debênture incentivada olha primeiro para a rentabilidade anunciada. Se um papel paga, por exemplo, IPCA + 8% ao ano, esse é o retorno que o investidor receberá caso permaneça com o título até o vencimento e não ocorra nenhum problema de crédito pelo caminho. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Mas existe uma segunda fonte possível de ganhos. Ao longo da vida do título, seu preço oscila diariamente. Quando os juros caem ou quando o mercado passa a enxergar menos risco naquela empresa, investidores aceitam receber taxas menores para comprar aquele mesmo papel. O resultado é uma correção entre preço e taxa para manter a equivalência de retorno no vencimento do título. Na prática, a queda da taxa faz com que o preço da debênture suba. É a chamada marcação a mercado — que também atua em outros títulos de renda fixa, como os títulos públicos, CRIs e CRAs. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Quem comprou uma debênture pagando IPCA + 8% pode ver seu título se valorizar caso, meses depois, o mercado aceite IPCA + 7% no mesmo papel. Esse ganho, porém, não é automático. Ele aparece no preço do ativo e só se confirma quando o investidor vende o título antes do vencimento. Quando o investidor carrega o papel até o prazo final, a empresa paga a taxa contratada, independentemente das oscilações de mercado. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Quando a Empiricus fala em potencial de valorização das debêntures incentivadas, os analistas estão apostando na redução das taxas exigidas pelo mercado, de modo que o preço desses papéis aumente. A seleção de renda fixa isenta Águas do Rio (Aegea) Entre as três recomendações da carteira, a que mais chama atenção é a debênture RIS422, da Águas do Rio. A Empiricus aumentou seu grau de convicção na recomendação e indica uma exposição máxima de até 6% da carteira para o papel. A tese está ligada aos eventos que abalaram a confiança dos investidores na controladora Aegea ao longo deste ano. A companhia enfrentou questionamentos depois de atrasar a divulgação de seus resultados de 2025 e realizar ajustes em demonstrações financeiras anteriores. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Em um mercado já sensível a problemas de governança corporativa, o episódio levou muitos investidores a se desfazerem dos títulos da empresa. Segundo o relatório, esse movimento fez as taxas subirem de forma exagerada. Neste momento, a debênture RIS422 está negociando no mercado secundário a uma taxa de IPCA + 11,42%. A Empiricus afirma que, ao longo dos últimos meses, a situação operacional segue melhorando. A geração de caixa avançou, a rentabilidade cresceu e os acionistas aprovaram um aporte adicional de R$ 2,1 bilhões, reforçando a estrutura financeira do grupo. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Para a casa, o mercado ainda não reconheceu totalmente essa melhora. É justamente essa diferença entre a percepção atual e os fundamentos da empresa que sustenta a recomendação. A partir do momento que o mercado reconhecer o avanço, enquanto a taxa de juros segue recuando, o prêmio deve cair e fazer o papel de renda fixa se valorizar rapidamente. Dados da debênture de Águas do Rio: Emissor : Águas do Rio (Aegea) : Águas do Rio (Aegea) Setor : Saneamento : Saneamento Ticker : RIS422 : RIS422 Isenção de IR : sim : sim Data de vencimento : 15/01/2042 : 15/01/2042 Rating : A : A Taxa : IPCA + 11,42% (em 17/09/2026) : IPCA + 11,42% (em 17/09/2026) Garantia: Real e fidejussória (Aegea é fiadora) Equatorial Goiás A segunda indicação é a debênture CGOSA2, da Equatorial Goiás, um dos maiores grupos de distribuição de energia do país. O principal argumento para esse título de renda fixa é o preço. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A avaliação da casa é que o título continua pagando um prêmio superior ao de outras debêntures do setor elétrico, apesar de a companhia apresentar indicadores de crédito considerados sólidos e contar com garantia da holding controladora do grupo. Os resultados operacionais mais recentes da holding reforçaram essa percepção. A distribuição de energia, principal negócio da companhia, continuou crescendo, enquanto indicadores de qualidade operacional e redução de perdas mostraram evolução, segundo a Empiricus. O ponto de atenção está no aumento da dívida. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE A participação adquirida na Copasa elevou o endividamento da Equatorial, e o resultado financeiro foi pressionado justamente pelo custo maior dessa dívida. Ainda assim, a liquidez permanece confortável, segundo o relatório. Para a Empiricus, o investidor está sendo remunerado por um risco que parece maior no preço do que nos fundamentos. Dados da debênture de Equatorial Goiás: Emissor : Equatorial Goiás : Equatorial Goiás Setor : Energia elétrica : Energia elétrica Ticker : CGOSA2 : CGOSA2 Isenção de IR : sim : sim Data de vencimento : 15/01/2038 : 15/01/2038 Rating : AAA : AAA Taxa : IPCA + 7,70% (em 17/09/2026) : IPCA + 7,70% (em 17/09/2026) Garantia: Fidejussória (Equatorial é fiadora) Ecorodovias A terceira recomendação da carteira é a ERDVB4, emitida pela Ecorodovias. A empresa opera alguns dos principais ativos rodoviários do país, incluindo o sistema Anchieta-Imigrantes, ligação estratégica com o Porto de Santos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O que sustenta a tese da Empiricus são características que costumam agradar investidores de renda fixa: receitas previsíveis, contratos de longo prazo, reajustes vinculados à inflação e forte geração operacional. O outro lado da história é que a companhia atravessa um ciclo intenso de investimentos. O nível de endividamento aumentou no último trimestre, refletindo o volume expressivo de obras e expansão das concessões. Isso significa que parte relevante dos recursos investidos ainda precisará se transformar em geração de caixa nos próximos anos. Embora a empresa esteja investindo pesado, a Empiricus avalia que ela controla algumas das rodovias mais estratégicas do país, tem receitas corrigidas pela inflação e mantém uma posição de caixa considerada confortável. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Atualmente, a Ecorodovias tem cerca de R$ 5,4 bilhões em caixa, com um prazo médio de vencimento de dívida de 7,6 anos. Além disso, 90% das amortizações das dívidas estão previstas para a partir de 2028, de modo que o risco no curto prazo é muito baixo. A avaliação da casa é que a qualidade dos ativos, a longa duração da dívida e a posição confortável de caixa compensam esse risco adicional do endividamento. Dados da debênture de Ecorodovias: Emissor : Ecorodovias : Ecorodovias Setor : Transporte : Transporte Ticker : ERDVB4 : ERDVB4 Isenção de IR : sim : sim Data de vencimento : 15/06/2034 : 15/06/2034 Rating : AAA : AAA Taxa : IPCA + 8,31% (em 17/09/2026) : IPCA + 8,31% (em 17/09/2026) Garantia: quirografária (sem garantia) CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mercado reduz projeção da Selic para 13,50%
Selic

Mercado reduz projeção da Selic para 13,50%

Mercado reduz projeção da Selic para 13,50% FOTO: Banco Central do BrasilO mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026. A projeção, apresentada pelo Boletim Focus divulgado nessa segunda-feira (21/09) pelo Banco Central, indica que o mercado trabalha com a expectativa de novo corte de juros ainda no ano corrente. A revisão para baixo ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em 0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em 13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação. O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos meses, à medida que a inflação se mantém relativamente controlada. Para 2027, a estimativa para a Selic permanece em 12% ao ano. Já as projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente. Em relação à inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para este ano, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em 3,80%. Selic x inflação A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a Selic é elevada, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a conter a alta dos preços, além de estimular a poupança. Já a redução dos juros busca estimular a atividade econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos e consumo. Vale lembrar que os bancos consideram também outros fatores, na hora de definir os juros cobrados dos consumidores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Economia A estimativa para o crescimento da economia brasileira apresentou nova revisão para baixo. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão recuou de 1,45% para 1,43%. As estimativas para 2028 foram mantidas em 1,87%. No mercado de câmbio, as projeções permaneceram estáveis, tanto para este ano como para os anos subsequentes: de R$ 5,20 em 2026; de R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028. (Agência Brasil)

Perguntas Frequentes sobre Notícias Financeiras

De onde vêm as notícias financeiras exibidas no Cotações Hoje?
As notícias são agregadas em tempo real dos principais portais de finanças, economia e negócios do Brasil e do mundo através de feeds e APIs credenciadas (como DataNews).
Com que frequência as notícias do mercado são atualizadas?
O feed de notícias é atualizado continuamente a cada poucos minutos, garantindo que você tenha acesso imediato a fatos relevantes, balanços corporativos e novidades da B3.
Como funcionam os resumos inteligentes de notícias por IA?
Nossa plataforma utiliza modelos de inteligência artificial para resumir os principais acontecimentos do pregão e contextualizar o impacto dos fatos nos preços de ações, FIIs e moedas.
As notícias cobrem quais mercados e ativos?
Cobrimos o mercado acionário brasileiro (B3), fundos imobiliários, câmbio (Dólar, Euro), criptomoedas (Bitcoin, Ethereum), taxas de juros (Selic, Copom) e indicadores de inflação (IPCA).