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BEEF3 Minerva S.A. – Cotação Hoje

📈 Ação B3 Consumo e Varejo

Minerva S.A.

CNPJ: 67620377000114

Preço Atual
R$ 2,61
+2.76%

Fonte: B3 (Brasil, Bolsa, Balcão)·Atualizado em 06/11/2026 às 18:00

Resumo Executivo (Visão Geral em Tempo Real)

BEEF3 (Minerva S.A.) é uma ação negociada na B3 do setor de Consumo e Varejo. No pregão de hoje, o ativo é negociado a R$ 2,61, registrando variação de +2.76% no dia. O ativo opera a um múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 5.54x. O índice Preço/Valor Patrimonial (P/VP) está avaliado em 1.61x. O Dividend Yield (DY) acumulado nos últimos 12 meses é de aproximadamente 7.50%.

Análise Fundamentalista • Estratégia de Longo Prazo

Selo de Investimento:

🛡️ Buy and Hold

Atende a 10 de 12 critérios fundamentalistas para estratégias de longo prazo.

Pontuação dos Critérios 10/12 (83.3%)
Mínimo Buy & Hold: 8/12 Status: Aprovado

Checklist Fundamentalista de 12 Critérios

Critérios auditados automaticamente
Dívida Líquida < Lucro Líquido (12M)
Dív. Líq (R$ 19.84 Bi) maior que Lucro (R$ 0.46 Bi)

A dívida líquida da empresa é menor que o lucro líquido dos últimos 12 meses

ROE > 5%
ROE atual: 29.15% (Acima de 5%)

Retorno sobre o Patrimônio Líquido historicamente superior a 5%

Histórico de Dividendos (> 4% a.a.)
Yield médio histórico: 18.62% a.a.

Histórico consistente de distribuição de proventos acima de 4% a.a.

Crescimento de Receita ou Lucro (> 5%)
CAGR Receita 5A: +23.09% | CAGR Lucro 5A: 4.00%

Crescimento de receitas ou lucros superior a 5% nos últimos anos

P/VP abaixo de 5
P/VP atual: 1.61x (Abaixo de 5)

Preço sobre Valor Patrimonial negociado abaixo de 5x

Setor com mais de 100 anos
Setor consolidado: Consumo e Varejo

Atuação em setor perene e consolidado há mais de um século

Empresa Blue Chip
Blue Chip reconhecida na B3

Companhia de grande porte, alta liquidez e liderança setorial

Mais de 30 anos de mercado
Fundada em 1992 (34 anos de mercado)

Companhia fundada há mais de 30 anos com histórico comprovado

P/L abaixo de 30
P/L atual: 5.54x (Abaixo de 30)

Preço sobre Lucro negociado abaixo de 30x

Dív. Líquida/EBITDA < 2
Dív. Líq/EBITDA: 4.04x (Acima de 2)

Alavancagem financeira controlada com Dívida Líquida/EBITDA menor que 2x

EV/EBIT abaixo de 7
EV/EBIT atual: 5.83x (Abaixo de 7)

Enterprise Value sobre EBIT operacional negociado abaixo de 7x

Tag Along entre 80% e 100%
Tag Along de 100% (Proteção de 80% a 100%)

Proteção aos acionistas minoritários com Tag Along de 80% a 100%

ℹ️ Análise algorítmica fundamentalista calculada em tempo real com base em demonstrativos CVM/B3. Não constitui recomendação de compra ou venda.
💰
Valuation por Dividendos

Método Barsi (Preço Teto)

Abaixo do Preço Teto (Margem de Segurança)

Estratégia focada em renda passiva com cálculo do preço máximo para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base na média dos últimos 5 anos.

Preço Teto Projetado (Yield 6%)
R$ 8,00
DPA Médio (5 anos) R$ 0,48
Margem de Segurança +206.51%
Ajustar parâmetros na Calculadora Barsi
Fórmula: DPA Médio ÷ 0,06 Alvo: Yield ≥ 6% a.a.
📐
Value Investing

Fórmula de Graham (Preço Justo)

Negociando com Desconto (Margem de Segurança)

Fórmula de Benjamin Graham determinando o valor intrínseco a partir dos múltiplos conservadores de P/L ≤ 15 e P/VP ≤ 1,5.

Preço Justo Intrínseco (Graham)
R$ 4,04
LPA R$ 0,46
VPA R$ 1,58
Margem / Potencial +54.79%
Ajustar parâmetros na Calculadora Graham
Fórmula: √(22,5 × LPA × VPA) Fator 22,5 = P/L 15 × P/VP 1,5
⚠️ Aviso Legal: As estimativas do Método Barsi e da Fórmula de Graham são modelos matemáticos teóricos baseados em dados públicos da B3/CVM. Não constituem recomendação de investimento, compra ou venda.

O ativo BEEF3 (Minerva S.A.) está sendo negociado hoje a R$ 2,61, acumulando uma variação de +2.76% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 2,41 e a máxima de R$ 7,00. A companhia está inserida no setor de Consumo e Varejo, atuando no segmento de Carnes e Derivados. Em termos de valuation, o papel negocia a um múltiplo P/L de 5.54x e P/VP de 1.61x. Com Dividend Yield acumulado nos últimos 12 meses de 7.50%.

✓ Fonte Oficial: CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e B3 S.A. Brasil, Bolsa, Balcão
Dados públicos em conformidade com a Lei das S/A (Lei 6.404/76)
Abertura
R$ 2,56
Fec. Ant: R$ 2,54
Variação Dia
Min: R$ 2,51
Max: R$ 2,67
52 Semanas
Mín: R$ 2,41
Máx: R$ 7,00
Volume
11.958.400
Moeda: BRL

Histórico de Cotação: BEEF3

Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência

Mínima no Período --
Máxima no Período --
Variação no Período --
Tendência Técnica --
Carregando cotações históricas...

Indicadores de Valuation

5.54
1.61
R$ 0,46
R$ 1,58
P/Receita (PSR)
0.05
P/FCO
0.66
P/FCL
0.96
EV/Receita Líq.
0.39
EV/FCO
5.68
EV/FCL
8.22
Earning Yield
17.14%
Enterprise Value
R$ 22,45 Bi

Indicadores de Endividamento

Dív. Líq./EBITDA
4.04
Dív. Líquida/PL
12.56
Dívida Líquida
R$ 19,84 Bi
Liq. Corrente
1.43
PL/Ativos
0.03
Passivos/Ativos
0.96
Liq. Seca
1.20
Liq. Imediata
0.70

Indicadores de Eficiência

Margem EBIT
6.80%

Indicadores de Rentabilidade

29.15%
11.86%
1.05%
Giro do Ativo
1.25

Indicadores de Crescimento

CAGR Receita
23.09%
CAGR Lucro
4.00%

Dados Financeiros

Margens
Margem Bruta 16.83%
Margem EBITDA 8.57%
Margem Operacional 6.80%
Margem Líquida 0.85%
Fluxo de Caixa
FCO R$ 3,96 Bi
FCL R$ 2,73 Bi
Caixa Total R$ 14,93 Bi
Caixa/Ação R$ 14,93
Receita e Dívida
Receita Total R$ 57,23 Bi
Lucro Bruto R$ 9,63 Bi
EBITDA R$ 4,91 Bi
Dívida Total R$ 29,30 Bi
Crescimento (Trimestral YoY)
Receita (YoY) 29.10%
Lucro (YoY) 154.14%

Resultados Financeiros

Indicador (Anual) 2025 2024 2023 2022
Receita Total R$ 54.830,07 Mi R$ 34.068,87 Mi R$ 26.891,61 Mi R$ 30.977,77 Mi
Lucro Bruto R$ 9.512,81 Mi R$ 7.003,26 Mi R$ 5.513,55 Mi R$ 5.737,42 Mi
EBIT / Lucro Operacional R$ 3.848,35 Mi R$ 2.427,88 Mi R$ 2.050,20 Mi R$ 2.423,24 Mi
Lucro Líquido R$ 848,26 Mi R$ -1.563,81 Mi R$ 395,53 Mi R$ 655,06 Mi

Sobre a BEEF3

Indústria / Segmento
Carnes e Derivados
Funcionários
21.000
Market Cap
R$ 2,61 Bi
Descrição do Negócio

A Minerva S.A. é uma companhia brasileira de alimentos com foco em carne bovina in natura, processados e subprodutos, com plataforma produtiva distribuída no Brasil e em outros países da América do Sul. A empresa tem perfil exportador relevante e atende mercados da Ásia, Oriente Médio e demais destinos internacionais. No segmento de carnes e derivados, a companhia opera plantas de abate e desossa, além de ativos de industrialização e distribuição voltados a canais de varejo e food service. O desempenho operacional acompanha variáveis como ciclo pecuário, disponibilidade de gado e spread entre custos e preços de venda. Na B3, a empresa negocia sob o ticker BEEF3. A organização foi fundada em 1924 e reporta quadro superior a 21 mil colaboradores.

DIVIDENDO R$ 0,0311
Pagamento: 13/05/2026
DIVIDENDO R$ 0,1646
Pagamento: 29/12/2025
DIVIDENDO R$ 0,1943
Pagamento: 23/08/2023
DIVIDENDO R$ 0,3566
Pagamento: 02/05/2023
DIVIDENDO R$ 0,2192
Pagamento: 29/08/2022
DIVIDENDO R$ 0,3423
Pagamento: 09/05/2022
DIVIDENDO R$ 0,3488
Pagamento: 25/11/2021
DIVIDENDO R$ 0,7298
Pagamento: 20/04/2021
JCP R$ 0,0427
Pagamento: 11/01/2021
DIVIDENDO R$ 0,2578
Pagamento: 13/11/2020

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Controladores industriais comprometidos na Europa também são comercializados e já foram instalados no Brasil. Apesar de discutir desde 2023 uma agência nacional e novas regras de segurança cibernética, o governo ainda não concluiu a estrutura normativa e institucional para enfrentar ameaças que podem comprometer alimentos, medicamentos e serviços essenciais. Os ataques hackers que permitiram alterar remotamente a temperatura de equipamentos de refrigeração na Europa expuseram um risco que também existe no Brasil e colocaram em evidência a demora do governo federal em transformar discussões sobre segurança cibernética em instrumentos efetivos de prevenção e fiscalização. Controladores industriais das mesmas famílias envolvidas nos incidentes europeus são comercializados no mercado brasileiro e possuem instalações documentadas no país. Entretanto, enquanto as autoridades europeias emitiram alertas técnicos para proteger esses sistemas, o Brasil ainda não concluiu a estruturação de uma autoridade nacional de cibersegurança com competências abrangentes para coordenar medidas preventivas entre diferentes setores da economia. A situação é particularmente preocupante porque não se trata apenas de ataques destinados a roubar informações ou paralisar redes corporativas. Os criminosos demonstraram a capacidade de interferir diretamente em processos físicos, alterando parâmetros de refrigeração e colocando em risco a conservação de produtos perecíveis. Em um país com uma das maiores indústrias exportadoras de carnes do mundo, além de extensas redes de supermercados, hospitais, laboratórios e centros de distribuição de medicamentos, uma sabotagem dessa natureza pode produzir consequências econômicas e sanitárias significativas, porém com repercussões inimagináveis. Na França, ataques registrados em outubro de 2026 comprometeram sistemas de refrigeração de supermercados e permitiram alterar parâmetros de temperatura para até 50 graus Celsius. Na Bélgica, uma empresa do setor de carnes relatou prejuízo de aproximadamente 15 mil euros (aproximadamente R$ 92,1 mil) depois que equipamentos de refrigeração atingiram temperaturas inadequadas. Uma nova onda de ataques, registrada no início de novembro, ampliou a preocupação das autoridades europeias com a possibilidade de sabotagem de cadeias de abastecimento. A agência francesa de segurança cibernética publicou o alerta CERTFR-2026-ALE-012, identificando comprometimentos envolvendo controladores das famílias Danfoss AK-SM e AK-SC, além de sistemas XWEB associados à Copeland e à Dixell. Esses equipamentos permitem supervisionar instalações frigoríficas, controlar parâmetros operacionais e acompanhar o funcionamento de compressores, ventiladores e processos de degelo. Quando comprometidos, podem permitir alterações indevidas na operação dos sistemas, dependendo das configurações e das proteções existentes. O problema é que essas tecnologias não estão restritas ao mercado europeu. A investigação do Capital Digital identificou anúncios comerciais brasileiros de controladores Danfoss AK-SM e Dixell XWEB, incluindo modelos XWEB500 PRO e XWEB500D EVO. A Copeland mantém atuação comercial no Brasil, enquanto distribuidores especializados oferecem sistemas de supervisão de refrigeração utilizados em estabelecimentos comerciais e instalações industriais. Há também evidências documentais de instalações brasileiras. Estudos de caso divulgados pela própria Danfoss identificam a utilização do controlador AK-SM 880 em unidades da Coop Cooperativa de Consumo, em São Caetano do Sul e Diadema, no estado de São Paulo. Os projetos foram executados em 2016 e 2015, respectivamente, e envolveram sistemas de gerenciamento e monitoramento de refrigeração. Esses registros demonstram que equipamentos das famílias citadas nos alertas europeus chegaram efetivamente ao mercado brasileiro. Não comprovam, entretanto, que continuem em operação, que utilizem versões vulneráveis de software ou que estejam acessíveis pela internet. Também não foram identificados documentos públicos que permitam afirmar que grandes frigoríficos brasileiros, como JBS, BRF, Marfrig e Minerva, utilizem especificamente os controladores comprometidos na Europa. A possibilidade técnica de sabotagem, contudo, está documentada. Pesquisadores da Claroty identificaram, em agosto de 2026, um total de 23 vulnerabilidades na plataforma Copeland XWEB Pro, sendo 21 classificadas como de alta gravidade. Os testes demonstraram possibilidades de interferência no funcionamento de componentes de refrigeração e de manipulação de informações apresentadas aos operadores. A fabricante disponibilizou atualizações para corrigir as falhas identificadas. A própria Danfoss reconheceu internacionalmente que parte dos equipamentos atingidos nos incidentes europeus utilizava versões antigas de software ou sistemas que já não recebiam suporte. A empresa mantém em seu site brasileiro atualizações para a linha AK-SM 800A, incluindo pacote disponibilizado em outubro de 2026. Isso demonstra a existência de mecanismos de correção, mas não esclarece quantos clientes brasileiros foram notificados ou quantos equipamentos antigos permanecem instalados. E não há nenhuma autoridade com competência para investigar isso. Um levantamento internacional da Forescout identificou 12.976 serviços de gerenciamento de refrigeração expostos à internet em 99 países e territórios. A pesquisa também apontou utilização expressiva de versões antigas de firmware. Os números não representam equipamentos comprovadamente invadidos, mas demonstram a dimensão potencial do problema. No Brasil, não há levantamento público consolidado que permita identificar quantos controladores dessas famílias permanecem em operação, quais versões utilizam ou quantos podem ser acessados remotamente. Muita discussão, pouca ação A repercussão brasileira dos ataques europeus, até agora, está concentrada na imprensa e nas manifestações de especialistas em segurança cibernética. Não foram identificados alertas públicos específicos do CERT.br ou do CTIR Gov sobre os incidentes envolvendo os sistemas de refrigeração, nem manifestações das principais empresas frigoríficas ou de suas entidades representativas. Isso não significa que medidas preventivas não tenham sido adotadas internamente, mas evidencia a falta de informações públicas sobre a resposta nacional a uma ameaça já materializada no exterior. A ameaça encontra um governo que já reconheceu formalmente a necessidade de proteger infraestruturas críticas, mas que ainda enfrenta dificuldades para transformar suas próprias diretrizes em mecanismos abrangentes de execução. Em dezembro de 2023, o Executivo instituiu a Política Nacional de Cibersegurança e criou o Comitê Nacional de Cibersegurança, o CNCiber. A iniciativa abriu caminho para a discussão de uma Agência Nacional de Cibersegurança, concebida para fortalecer a coordenação, a prevenção e a resposta a incidentes. Entretanto, a criação da agência não avançou até sua efetiva implantação. O governo Lula chegou a discutir, em 2023, uma estrutura nacional de cibersegurança com custo estimado de R$ 540 milhões anuais quando plenamente implantada. A proposta, porém, não se converteu na criação da autarquia. Em seu lugar, o Executivo avançou na formulação de políticas e estratégias, mantendo distribuídas entre diferentes órgãos as responsabilidades de prevenção, resposta e coordenação. Em agosto de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 12.573, instituindo a nova Estratégia Nacional de Cibersegurança. O texto estabeleceu expressamente como prioridade a segurança e a resiliência de serviços essenciais e infraestruturas críticas, além da cooperação entre órgãos públicos e empresas privadas. Também previu o incentivo à criação de mecanismos nacionais de notificação de incidentes, o compartilhamento de informações sobre vulnerabilidades e a elaboração de um Plano Nacional de Cibersegurança com iniciativas, cronograma e responsabilidades. O artigo 11 é especialmente relevante, pois determina que o Plano Nacional de Cibersegurança detalhe as iniciativas estratégicas, o cronograma de execução e a governança das ações. Esse dispositivo permitiria cobrar do governo não apenas a publicação de diretrizes, mas a sua efetiva implementação. O problema é que a existência de uma estratégia não significa, por si só, capacidade operacional para prevenir crises. A norma estabelece objetivos e diretrizes, mas não cria automaticamente uma autoridade nacional com poderes gerais para exigir que fabricantes corrijam vulnerabilidades, que operadores industriais comprovem a atualização de equipamentos ou que incidentes sejam comunicados de maneira padronizada por todos os setores econômicos. A demora tornou-se ainda mais evidente em março de 2026, quando o próprio CNCiber voltou a discutir a necessidade de um marco legal para organizar competências de regulação, fiscalização, coordenação e controle da segurança cibernética nacional. A documentação da nona reunião ordinária, realizada em 25 de março, registra o andamento da proposta de Lei Geral de Cibersegurança, construída a partir de discussões iniciadas em 2023 e aprovada pelo comitê em dezembro de 2025. A minuta e o relatório técnico foram disponibilizados publicamente pelo Gabinete de Segurança Institucional. Esse histórico torna a postura do governo especialmente questionável. Não se trata de uma ameaça desconhecida, surgida repentinamente com os ataques europeus. A necessidade de proteger sistemas industriais, serviços essenciais e infraestruturas críticas já havia sido reconhecida pelo próprio Executivo. O que os episódios de outubro e novembro demonstram é que ameaças capazes de produzir danos físicos podem se materializar enquanto o país continua discutindo a estrutura institucional e os instrumentos normativos necessários para enfrentá-las. A diferença entre o reconhecimento político do problema e a capacidade de resposta fica evidente no caso dos controladores de refrigeração. Na França, a autoridade nacional de segurança cibernética identificou as famílias de equipamentos comprometidas e publicou orientações específicas para reduzir a exposição. As recomendações incluem retirar interfaces de gerenciamento da internet pública, revisar configurações, atualizar softwares e permitir acesso remoto somente por conexões protegidas. A autoridade advertiu ainda que equipamentos antigos sem correções de segurança permanecem sujeitos a novos comprometimentos, mesmo depois de restaurados. No Brasil, embora existam estruturas como o CERT.br, o CTIR Gov, o GSI e autoridades reguladoras setoriais, permanece sem resposta pública consolidada quem acompanha a exposição nacional desses equipamentos e se os operadores brasileiros receberam recomendações específicas depois dos incidentes europeus. A ausência de uma agência nacional não significa que os órgãos existentes estejam impedidos de atuar, mas evidencia a importância de definir responsabilidades e mecanismos de coordenação que ultrapassem os limites de cada setor. A questão é especialmente delicada porque uma crise envolvendo sistemas de refrigeração pode atingir simultaneamente empresas privadas, redes de abastecimento, serviços hospitalares e cadeias de exportação. A autoridade sanitária pode atuar sobre a qualidade dos alimentos, enquanto equipes de segurança cibernética investigam o comprometimento tecnológico. Entretanto, a prevenção exige identificar vulnerabilidades, comunicar operadores, acompanhar correções e estabelecer procedimentos de resposta antes que os produtos sejam comprometidos. É justamente nesse ponto que a demora governamental ganha dimensão econômica. Um ataque capaz de inutilizar estoques de carne ou comprometer produtos farmacêuticos não representa apenas um incidente de informática. Pode interromper atividades produtivas, gerar prejuízos comerciais, afetar exportações e exigir providências sanitárias emergenciais. A prevenção depende de investimentos privados, mas também de coordenação pública, sobretudo quando vulnerabilidades semelhantes podem estar distribuídas por milhares de instalações. Fica a pergunta: quanto seria o prejuízo na balança comercial brasileira se os principais fornecedores de carne ficassem inoperantes por um ataque hacker? O governo tem o argumento de que não permaneceu completamente inativo. Criou o CNCiber, publicou a Estratégia Nacional de Cibersegurança, organizou grupos de trabalho e elaborou propostas normativas. São iniciativas relevantes, mas insuficientes para demonstrar que o país já dispõe de um sistema abrangente de prevenção, fiscalização e resposta a ameaças cibernéticas contra processos industriais essenciais. A criação de uma agência tampouco resolveria automaticamente o problema, mas poderia estabelecer uma autoridade com responsabilidades legais mais claras, desde que acompanhada de recursos, pessoal especializado e mecanismos de cooperação. O contraste é que, enquanto o Executivo avança lentamente na definição dessas responsabilidades, os ataques já demonstram consequências fora do ambiente digital. A sabotagem de equipamentos de refrigeração mostra como vulnerabilidades tecnológicas podem se transformar em problemas de abastecimento e saúde pública. E a comercialização no Brasil das mesmas famílias de controladores investigadas na Europa torna necessário esclarecer se os fabricantes, distribuidores e operadores nacionais estão preparados para responder. A questão central deixou de ser a possibilidade de uma invasão alterar remotamente a temperatura de uma instalação frigorífica. Os episódios europeus demonstraram que isso pode acontecer. O que permanece sem resposta é se o Brasil conhece a extensão da exposição de seus próprios sistemas e se possui instrumentos suficientes para agir preventivamente. Depois de quase três anos de discussões sobre uma nova estrutura nacional de cibersegurança, o governo não pode alegar desconhecimento da necessidade de proteção das infraestruturas críticas. A ameaça já havia sido reconhecida nas políticas e estratégias que o próprio Executivo aprovou. O risco agora é que a lentidão em transformar essas decisões em instrumentos efetivos de prevenção obrigue o país a descobrir suas fragilidades somente depois de uma crise. Nesse cenário, a omissão não estaria necessariamente na falta de diagnóstico, mas na distância entre aquilo que o governo reconheceu como prioridade e aquilo que conseguiu efetivamente colocar em funcionamento.

O que acontece se Trump perder as eleições de meio de mandato? Veja cenários
EUA •

O que acontece se Trump perder as eleições de meio de mandato? Veja cenários

Os americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as chamadas "midterms", que determinarão quem controlará o Congresso nos dois últimos anos de mandato do presidente Donald Trump. Os democratas precisam de um saldo líquido de quatro cadeiras tanto na Câmara dos Deputados como no Senado para reverter as maiorias republicanas de 218 a 214 e 53 a 47, respectivamente. As pesquisas apontam para um favoritismo da oposição na Câmara, enquanto a disputa no Senado permanece acirrada demais para apontar um vencedor. Com o índice de aprovação de Trump no nível mais baixo de seus dois mandatos, a eleição poderá reconfigurar o poder em Washington. Ainda assim, mesmo que os democratas conquistem uma ou ambas as Casas, Trump manterá o poder de veto e amplos poderes executivos, limitando a capacidade dos democratas de transformar propostas importantes em lei. Analistas, estrategistas e economistas entrevistados pela Reuters disseram que disputas sobre a elevação do teto da dívida e o financiamento do governo são prováveis em 2027, independentemente do resultado eleitoral. A seguir estão os principais cenários e o que eles poderão significar para a presidência de Trump, o Congresso e a economia. Democratas conquistam a Câmara, mas não o Senado Maioria democrata na Câmara: de 5 a 20 cadeiras Os democratas assumem o controle das comissões da Câmara, ganham o poder de emitir intimações e passam a ter capacidade de investigar Trump e seu governo. Integrantes do governo Trump intimados pelo Congresso poderão descumprir as intimações, pois é improvável que um Departamento de Justiça comandado por indicados do presidente americano faça com que sejam cumpridas. Trump mantém o poder de veto e ampla autoridade sobre tarifas, imigração e política externa. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse em 20 de outubro que uma Câmara controlada pelos democratas poderia fazer “muito pouco” para bloquear a agenda de Trump. Os republicanos no Senado bloqueiam a maioria das prioridades democratas. Os democratas podem aprovar projetos simbólicos, destinados a marcar posição política, sobre saúde, direito ao aborto, habitação e centros de dados de inteligência artificial, mas poucos — se algum — provavelmente se tornarão lei. Disputas sobre o teto da dívida, batalhas orçamentárias e ameaças de paralisação do governo se desenham para 2027. Impacto: Os democratas podem investigar Trump e seu governo por meio de audiências e intimações, mas não alterar substancialmente as políticas públicas. Analistas esperam um confronto sobre o limite da dívida até o verão do hemisfério norte, o que poderá abalar os mercados e deixar investidores apreensivos. Trump, que nos últimos dois anos tem agido em grande medida sem passar pelo Congresso, provavelmente continuará a avançar sua agenda por meio de ordens executivas. Ampla maioria democrata na Câmara: de 21 a 40 cadeiras A liderança democrata tem mais margem para acomodar dissidências e fazer avançar as prioridades do partido. Um grupo maior de parlamentares em primeiro mandato, incluindo mais progressistas, poderá intensificar os pedidos de impeachment contra Trump. Alguns republicanos poderão se mostrar mais dispostos a romper com Trump em questões como as tarifas e a guerra com o Irã, que, segundo as pesquisas de opinião, são impopulares. Uma maioria democrata maior poderá fortalecer a posição do partido nas negociações sobre o orçamento e o teto da dívida, facilitando a obtenção de concessões dos republicanos. Com mais votos, os democratas têm caminho mais fácil para aprovar projetos sobre saúde, direito ao aborto e custo de vida, obrigando os republicanos no Senado a enfrentar votações politicamente difíceis. Impacto: Os democratas provavelmente aprovarão projetos para sinalizar que querem combater a inflação, restringir os poderes de guerra de Trump e se opor aos centros de dados. Mas grandes avanços legislativos continuam improváveis, pois os republicanos no Senado podem bloqueá-los e Trump também tem poder de veto. Trump poderá continuar governando por meio de medidas executivas, e uma disputa sobre o teto da dívida continuará provável. Hakeem Jeffries, de Nova York, pode ser o líder dos democratas na Câmara em caso de vitória nas 'midterms' — Foto: Eric Lee/Reuters Democratas conquistam a Câmara, e o Senado fica dividido Os republicanos mantêm o controle do Senado porque o vice-presidente americano, J.D. Vance, é constitucionalmente o presidente da casa e pode desempatar as votações. Um pequeno grupo de senadores dispostos a contrariar seus partidos, incluindo o democrata da Pensilvânia John Fetterman e alguns republicanos moderados, poderá decidir o resultado de votações apertadas. As disputas sobre o teto da dívida e o orçamento se tornam mais imprevisíveis porque nenhum dos partidos pode se dar ao luxo de perder votos, dando a um pequeno grupo de senadores o poder de definir os termos de um acordo ou atrasá-lo. Impacto: Washington poderá ficar paralisada, com um pequeno grupo de senadores de voto oscilante determinando o resultado das disputas fiscais, judiciais e políticas. Trump deverá conseguir a confirmação de seus indicados pelo Senado com o voto de desempate de Vance, enquanto suas políticas tarifária, migratória e externa permanecerão, em grande medida, sem restrições. Democratas conquistam a Câmara e o Senado O controle do Senado poderá ter consequências maiores do que apenas o controle da Câmara, porque cabe aos senadores confirmar indicações de juízes, integrantes do gabinete presidencial e embaixadores. Maioria democrata no Senado: 2 cadeiras Os democratas passam a controlar as comissões do Senado e a pauta da casa. Eles provavelmente bloquearão muitas das indicações de Trump para o Judiciário e poderão tentar adiar o preenchimento de qualquer vaga na Suprema Corte dos EUA até depois da eleição presidencial de 2028. Os republicanos provavelmente acelerarão as confirmações antes da posse do novo Congresso, em janeiro. Trump mantém o poder de veto e a autoridade executiva. A aprovação de grandes propostas continua difícil porque a maioria dos projetos exige 60 votos para superar o filibuster, um mecanismo de obstrução do Senado que permite ao partido minoritário bloquear ou adiar propostas legislativas. O controle das duas casas dá aos democratas maior poder de barganha nas negociações sobre o teto da dívida e o orçamento, embora o risco de impasses fiscais continue significativo. Impacto: Os democratas ganham um importante instrumento de controle sobre as nomeações de Trump, mas as margens apertadas, o mecanismo de obstrução e o veto presidencial limitam grandes avanços legislativos. Maioria democrata no Senado: de 4 a 6 cadeiras A liderança fica menos dependente de senadores individuais e pode acomodar algumas dissidências. Os democratas têm mais chances de aprovar projetos sobre tarifas, centros de dados, saúde, custo de vida e limites aos poderes presidenciais de guerra, obrigando Trump a vetá-los. Essas disputas em torno dos vetos ajudam os democratas a definir os temas da campanha de 2028. As confirmações de indicados ao Judiciário praticamente param. Impacto: Os democratas têm mais chances de aprovar projetos que respondam às preocupações dos eleitores com os preços elevados, os custos da saúde e os centros de dados, aumentando a pressão sobre os republicanos. Mas Trump mantém o poder de bloquear a maioria das propostas legislativas importantes. Com uma maioria maior, os eleitores provavelmente cobrarão dos democratas respostas às suas preocupações econômicas, além da oposição a Trump. Trump ganha um adversário político com quem dividir a culpa pelas falhas de Washington e a quem poderá atribuir os problemas econômicos e os preços elevados, alegando que os democratas agora são, no mínimo, igualmente responsáveis pela situação da economia. J. D. Vance durante comício em Ohio: vice-presidente tem voto de minerva em caso de Senado dividido entre republicanos e democratas — Foto: Tom Brenner/Reuters Republicanos mantêm controle da Câmara e do Senado Embora improvável, considerando o número de republicanos da Câmara que disputam a reeleição em situação vulnerável, esse cenário continua possível.

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Itaú, BB Seguridade, PRIO e mais balanços desta semana: veja a agenda completa

O período concentra números de bancos, varejistas, empresas de energia, saneamento, papel e celulose, locação de veículos e tecnologia Publicidade A temporada de balanços do terceiro trimestre ganha intensidade nesta semana, entre 2 e 6 de novembro, com a divulgação dos resultados de algumas das principais companhias listadas na B3. O período concentra números de bancos, varejistas, empresas de energia, saneamento, papel e celulose, locação de veículos e tecnologia, em uma das semanas mais movimentadas do calendário corporativo brasileiro. Os holofotes começam voltados para os bancos já na terça-feira (3), quando Itaú Unibanco (ITUB4) e BB Seguridade (BBSE3) apresentam seus resultados ao mercado. Os números serão acompanhados de perto pelos investidores após a divulgação do balanço do Bradesco (BBDC4) no fim de outubro e podem trazer novos sinais sobre a evolução das margens financeiras, inadimplência e rentabilidade do setor. Leia mais: O dia 3 também contará com os resultados de ISA Energia (ISAE4), Marcopolo (POMO4) e Raia Drogasil (RADL3), abrindo uma sequência intensa de divulgações que deve movimentar diferentes setores da Bolsa. Na quarta-feira (4), a agenda ganha força com uma ampla variedade de empresas. Entre os destaques estão PRIO (PRIO3), Vibra (VBBR3), Totvs (TOTS3), Smart Fit (SMFT3), GPA (PCAR3), Minerva (BEEF3), Dexco (DXCO3), C&A (CEAB3), Méliuz (CASH3) e Tenda (TEND3), reunindo companhias dos segmentos de petróleo, tecnologia, varejo, construção civil, logística e consumo. O setor de energia também marcará presença no dia 4, com os resultados de Axia Energia e CBA (CBAV3), enquanto empresas industriais e de infraestrutura como IOCHP-Maxion (MYPK3), Mills (MILS3), Tegma (TGMA3) e Estapar (ALPK3) completam uma agenda bastante diversificada. Continua depois da publicidade A quinta-feira (5) será provavelmente o ponto alto da semana. A agenda reúne algumas das empresas mais relevantes da Bolsa, incluindo Suzano (SUZB3), Sabesp (SBSP3), Localiza (RENT3), Assaí (ASAI3) e Magazine Luiza (MGLU3). Os balanços devem oferecer uma visão abrangente sobre o desempenho dos setores de papel e celulose, saneamento, varejo alimentar, locação de veículos e comércio eletrônico. No caso da Suzano (SUZB3), investidores acompanharão indicadores ligados ao mercado global de celulose, enquanto a Sabesp (SBSP3) será observada por sua execução operacional após a privatização. Já Localiza (RENT3) e Assaí (ASAI3) podem trazer sinais importantes sobre o ritmo da atividade econômica e do consumo das famílias. O Magazine Luiza (MGLU3) aparece entre os resultados mais aguardados do varejo. A companhia divulgará seus números em meio ao acompanhamento do mercado sobre rentabilidade, crédito ao consumidor e desempenho das vendas em um ambiente de juros mais baixos. Continua depois da publicidade Também na quinta-feira serão conhecidos os resultados de Porto Seguro (PSSA3), Fleury (FLRY3), Dasa (DASA3), PetroReconcavo (RECV3), Alupar (ALUP11), Ânima (ANIM3), ABC Brasil (ABCB4), Banco BMG (BMGB4) e BR Partners (BRBI11), ampliando o foco dos investidores para os segmentos de seguros, saúde, educação, energia e serviços financeiros. O mercado acompanhará ainda os balanços de empresas imobiliárias como EZTEC (EZTC3), Mitre Realty (MTRE3) e Moura Dubeux (MDNE3), em busca de sinais sobre vendas, margens e demanda por imóveis. Entre as companhias de consumo, Vivara (VIVA3), Grendene (GRND3) e Quero-Quero (LJQQ3) também divulgarão números, oferecendo um retrato adicional da disposição dos consumidores para gastos discricionários. Continua depois da publicidade A sexta-feira (6) terá uma agenda mais enxuta, mas ainda contará com resultados de empresas relevantes para o mercado. A Alpargatas (ALPA4) lidera a lista do dia, acompanhada por Fer Heringer (FHER3) e Paranapanema (PMAM3). Confira a agenda:

Perguntas Frequentes sobre BEEF3

Qual é a cotação de BEEF3 hoje na B3?
A cotação de BEEF3 hoje está em R$ 2,61. Durante o pregão, registrou mínima de R$ 2,51 e máxima de R$ 2,67.
Quanto a BEEF3 paga de dividendos (Dividend Yield)?
A empresa distribui proventos periodicamente na forma de dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio). Você pode conferir a tabela completa com as últimas datas de corte (Data Com) e pagamento na seção de Dividendos acima.
Como calcular o Preço Teto de BEEF3 pelo Método Barsi e Décio Bazin?
O Preço Teto (Método Barsi e Décio Bazin) estabelece o preço máximo a pagar para obter um retorno mínimo em proventos (ex: 6% ao ano). Utilize nossa Calculadora de Preço Teto de BEEF3 para calcular automaticamente a margem de segurança e o Preço Justo de Graham.
O que significam os indicadores fundamentalistas P/L e P/VP de BEEF3?
O P/L (Preço sobre Lucro) indica quantos anos levaria para reaver o capital investido através dos lucros da empresa. Já o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) indica se o papel está sendo negociado acima ou abaixo de seu patrimônio líquido contábil.

Fonte de Dados Oficiais & Transparência

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