VGIP11 Valora CRI Indice de Preco Fundo de Investimento Imobiliario – Cotação Hoje
Valora CRI Indice de Preco Fundo de Investimento Imobiliario
CNPJ: 34197811000146
Selo de Investimento:
🏢 Renda SólidaAtende a 9 de 11 critérios fundamentais de consistência e solidez para renda imobiliária.
Checklist Fundamentalista de 11 Critérios
Critérios de consistência e valuation auditadosRetorno em dividendos nos últimos 12 meses superior a 6% ao ano
Pagamento regular de rendimentos em pelo menos 10 dos últimos 12 meses
Cota negociada sem ágio exagerado sobre o valor patrimonial
Ausência de desconto extremo que possa sinalizar vacância crônica ou risco de crédito
Sem quedas abruptas (superiores a 30%) no valor médio distribuído recentemente
Fundo de porte relevante com maior capacidade de diversificação e resiliência
Volume diário adequado para negociação ágil e spreads reduzidos no book
Atuação em setor com histórico maduro de geração de renda imobiliária
Histórico operacional comprovado em diferentes ciclos econômicos
Rendimentos saudáveis sem sinais de amortizações ou distribuições extraordinárias
Nível de ocupação saudável dos imóveis para garantir a receita de aluguéis (Ignorado para fundos de papel)
Método Barsi (Preço Teto 6% a.a.)
Estratégia focada em renda imobiliária com cálculo do preço máximo da cota para obter no mínimo 6% ao ano em proventos com base nos rendimentos dos últimos 12 meses.
Composição da Carteira & Ativos do Fundo
📊 Alocação por Classe de Ativo
Principais Títulos & CRIs em Carteira
Consulte o Raio-X completo de ativos, passivos, alavancagem, cotistas e histórico de 12 meses do VGIP11.
Resumo Fundamentalista de VGIP11
O ativo VGIP11 (Valora CRI Indice de Preco Fundo de Investimento Imobiliario) está sendo negociado hoje a R$ 71,64, acumulando uma variação de -0.57% no pregão. Nos últimos 12 meses, a cotação oscilou entre a mínima de R$ 71,47 e a máxima de R$ 85,54. O fundo atua no segmento de Papel / CRI, registrando um Dividend Yield (12M) de 14.46% e indicador P/VP de 0.79x.
Histórico de Cotação: VGIP11
Evolução do preço diário oficial e indicadores de tendência
Indicadores do Fundo Imobiliário (FII)
Sobre a VGIP11
O VALORA CRI FII RL (VGIP11) é um fundo de investimento imobiliário listado na B3. O fundo possui mandato de não informado e atua no segmento de Multicategoria, com gestão Ativa.
Outros FIIs do Segmento Papel / CRI
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Brasil fica fora de corredor estratégico entre EUA e Argentina e pode ser impactado por avanço do país vizinho
A iniciativa coloca a Argentina em posição de receber novos investimentos e financiamento americano O Brasil ficou fora de uma nova iniciativa estratégica dos Estados Unidos na América do Sul que promete movimentar bilhões de dólares em infraestrutura, energia, mineração e tecnologia. Estados Unidos e Argentina anunciaram o Corredor Andes-Atlântico, projeto criado para conectar as principais regiões produtoras de minerais e energia da Argentina aos portos do Atlântico e aos mercados internacionais. O Brasil não integra o corredor. Mas isso não significa que ficará indiferente aos seus efeitos. A iniciativa coloca a Argentina em posição de receber novos investimentos e financiamento americano justamente em setores nos quais o Brasil também tenta ampliar sua presença internacional: minerais críticos, petróleo, gás, infraestrutura, tecnologia e logística. Ao mesmo tempo, dois dos principais eixos argentinos contemplados pelo projeto têm ligação direta com a economia brasileira: o gás de Vaca Muerta e a Hidrovia Paraguai–Paraná. Na prática, portanto, o Brasil pode sentir os efeitos do acordo de duas maneiras: como concorrente da Argentina por investimentos internacionais e como possível beneficiário da expansão da infraestrutura energética e logística do país vizinho. Argentina é escolhida para primeiro corredor da região O peso do anúncio aumenta porque este não é apenas mais um acordo de investimentos. Segundo o governo americano, o Andes-Atlantic Corridor será o primeiro corredor da Partnership for Global Infrastructure and Investment, a PGII, no Hemisfério Ocidental. A estratégia prevê modernizar ferrovias, gasodutos, portos, redes elétricas e infraestrutura digital, ligando duas regiões consideradas fundamentais para o futuro econômico argentino. De um lado está o noroeste do país, onde estão algumas das principais reservas de lítio e cobre. Do outro, Vaca Muerta, gigantesca formação de petróleo e gás não convencional que transformou a Argentina em um dos atores mais importantes da nova configuração energética da América do Sul. O governo americano afirma que o corredor poderá destravar bilhões de dólares em investimentos e criar novas oportunidades para empresas dos Estados Unidos. E há dinheiro público americano potencialmente envolvido. O Export-Import Bank dos Estados Unidos, o EXIM, e a Argentina também anunciaram um marco de cooperação que poderá oferecer até US$ 7 bilhões em financiamento até 2027 para projetos de infraestrutura e expansão da capacidade produtiva. Separadamente, o EXIM apresentou uma indicação de financiamento de até US$ 6 bilhões para o Argentina LNG, projeto estimado em US$ 51 bilhões para produzir e exportar gás natural liquefeito a partir de Vaca Muerta. E o Brasil? É justamente aí que o acordo passa a interessar diretamente aos brasileiros. Brasil e Argentina estão buscando capital internacional para desenvolver setores semelhantes. E a disputa por minerais críticos se tornou particularmente importante. O Brasil sancionou há apenas uma semana, em 16 de setembro, a sua Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A nova legislação brasileira foi criada para estimular pesquisa, mineração, beneficiamento e transformação desses recursos dentro do país, aumentar a industrialização e atrair investimentos. Também foram previstos incentivos fiscais e instrumentos de financiamento. Ou seja: na mesma semana em que o Brasil estabelece uma política nacional para tentar transformar suas reservas minerais em investimento, indústria e tecnologia, a Argentina recebe dos Estados Unidos uma iniciativa internacional específica para acelerar exatamente esse tipo de projeto. O Brasil possui ativos extremamente relevantes nesse mercado, entre eles reservas de terras raras, grafita, nióbio, manganês e cobre. A Argentina, por sua vez, desponta principalmente no lítio e no cobre. O novo corredor não significa que os Estados Unidos tenham rejeitado o Brasil nem que os dois países disputassem formalmente o mesmo projeto. O anúncio não diz isso. Mas significa que, neste momento, é an Argentina – e não o Brasil – que passa a sediar o primeiro corredor desse modelo criado pelos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental. E os setores escolhidos são justamente aqueles que estão no centro da corrida mundial por segurança energética, tecnologia e minerais estratégicos. Investimentos que vão para a Argentina podem alterar a competição regional O impacto para o Brasil pode começar pela disputa por capital. Projetos de mineração e infraestrutura exigem bilhões de dólares e competem mundialmente por investidores, financiamento, empresas de engenharia e compradores de longo prazo. Com o corredor, os Estados Unidos pretendem aproximar diretamente empresas americanas de projetos e concessões argentinas e mobilizar instrumentos de financiamento de órgãos como o EXIM e a U.S. International Development Finance Corporation, a DFC. Isso dá à Argentina uma plataforma adicional para transformar suas reservas naturais em projetos economicamente viáveis. Enquanto isso, o próprio debate brasileiro sobre minerais críticos reconhece que o país ainda enfrenta obstáculos para desenvolver essas cadeias, incluindo financiamento, pesquisa mineral, qualificação profissional e processamento doméstico. Por isso, o avanço argentino passa a ser relevante para o Brasil mesmo que nenhum centavo do corredor seja investido em território brasileiro. Vaca Muerta pode trazer efeito direto para o Brasil Por outro lado, nem todo impacto significa competição. Um dos maiores beneficiários do novo corredor poderá ser Vaca Muerta e o Brasil quer comprar justamente esse gás. Brasil e Argentina já têm um acordo específico para ampliar as exportações de gás argentino ao mercado brasileiro. O objetivo traçado pelos dois governos prevê começar com cerca de 2 milhões de metros cúbicos por dia, avançar para 10 milhões e chegar potencialmente a 30 milhões de metros cúbicos diários em 2030. O Ministério de Minas e Energia afirma que o gás argentino poderá aumentar a oferta no Brasil e atender setores como fertilizantes, vidro, cerâmica e petroquímica. As primeiras importações já começaram, e representantes dos dois países trabalham para solucionar gargalos de infraestrutura, transporte, regulação e preços. Aqui está uma das consequências mais claras do novo corredor para o Brasil. Se os investimentos americanos permitirem à Argentina produzir mais gás e, principalmente, melhorar sua infraestrutura para transportá-lo, o mercado brasileiro também poderá se beneficiar desse aumento de capacidade. Ainda dependerá, claro, de gasodutos, contratos, tarifas e preços competitivos. Mas Vaca Muerta já faz parte da estratégia energética brasileira. Hidrovia coloca o Brasil dentro da equação A segunda conexão direta é logística. O projeto americano prevê integrar regiões produtoras argentinas à Hidrovia Paraguai–Paraná. Só que essa hidrovia não é exclusivamente argentina. Ela começa em Cáceres, no Mato Grosso, atravessa a região central da América do Sul e termina em Nueva Palmira, no Uruguai. São aproximadamente 3.442 quilômetros navegáveis, e o sistema atende Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai. No Brasil, a hidrovia é especialmente importante para o transporte de minérios, grãos e produtos agrícolas do Centro-Oeste. O trecho brasileiro possui cerca de 1.272 quilômetros. Portanto, quando um projeto bilionário pretende aumentar a quantidade de minerais, energia e produtos agrícolas argentinos movimentados pelos portos da Hidrovia Paraguai–Paraná, o Brasil está necessariamente dentro dessa equação logística regional, ainda que não faça parte do acordo entre Washington e Buenos Aires. Maior movimentação de cargas, novos investimentos portuários e mudanças na infraestrutura argentina podem alterar custos, fluxos comerciais e a dinâmica de uma rota compartilhada também por exportadores brasileiros. Minerais críticos colocam Brasil e Argentina na mesma disputa Talvez o efeito mais estratégico esteja, porém, nos minerais. Lítio, cobre, grafita, níquel, terras raras e outros minerais passaram a ser essenciais para baterias, carros elétricos, redes de energia, chips, equipamentos militares e tecnologias avançadas. Por isso, grandes potências estão tentando reduzir sua dependência de cadeias produtivas concentradas em poucos países. E a América do Sul possui uma parcela importante desses recursos. A Argentina se tornou especialmente atraente por suas grandes reservas de lítio e pelo potencial de novos projetos de cobre. O Brasil também tenta transformar seu patrimônio mineral em vantagem econômica. A política sancionada neste mês determina, inclusive, que o país procure agregar valor aos minerais em território nacional, em vez de simplesmente exportar matéria-prima. Ela cria mecanismos de financiamento, incentivos ao processamento e um conselho nacional responsável por definir prioridades estratégicas. O contraste é significativo. Enquanto o Brasil organiza internamente sua política para minerais críticos, a Argentina recebe uma estrutura internacional de apoio americano que inclui financiamento, infraestrutura e aproximação direta com empresas dos Estados Unidos. Não significa necessariamente que um país ganhará investimentos às custas do outro. Mas coloca os dois vizinhos em uma disputa cada vez mais importante por capital, indústria e protagonismo dentro das novas cadeias globais de energia e tecnologia. Há também uma disputa geopolítica O anúncio tem ainda uma dimensão geopolítica. O documento americano afirma que Washington pretende usar suas agências de financiamento e sua capacidade comercial para desenvolver projetos considerados estratégicos e adotar tecnologias consideradas “confiáveis”. Também fala em excluir determinados “atores não orientados pelo mercado”. O comunicado não menciona a China diretamente. Por isso, não é possível afirmar que o corredor tenha sido criado exclusivamente para afastar Pequim da Argentina. Mas a disputa entre Estados Unidos e China por minerais críticos e infraestrutura na América Latina é parte importante do contexto. Um estudo publicado neste ano pelo Atlantic Council, por exemplo, argumentou que a Argentina se tornou um espaço cada vez mais disputado entre empresas americanas e chinesas no setor de minerais críticos e apontou especificamente a crescente presença chinesa na cadeia argentina de lítio. E isso novamente interessa ao Brasil. O país mantém uma relação econômica muito importante com a China, seu principal parceiro comercial, ao mesmo tempo em que busca investimentos americanos e de outros países para desenvolver sua própria cadeia de minerais críticos. Portanto, uma presença americana mais estruturada na Argentina pode alterar também o equilíbrio econômico e geopolítico da América do Sul. O Brasil ficou fora, mas não ficará imune O ponto central para o Brasil é justamente esse. O país ficou fora do Corredor Andes-Atlântico, mas dificilmente ficará fora de seus efeitos. Se a iniciativa funcionar como planejado, bilhões de dólares poderão ser mobilizados para aumentar a capacidade argentina de produzir e exportar gás, petróleo, lítio, cobre e outros recursos. Isso pode transformar a Argentina em uma concorrente ainda mais forte do Brasil pela atração de investimentos internacionais. Ao mesmo tempo, o Brasil pode se beneficiar de uma Argentina com mais capacidade de produzir gás para exportação e de melhorias em uma rede logística regional que também atende produtos brasileiros. Há, portanto, um efeito duplo. De um lado, competição: pela atenção dos Estados Unidos, por investimentos, financiamento e empresas interessadas em minerais críticos, energia e infraestrutura. Do outro, integração: porque parte da infraestrutura argentina que poderá crescer abastece ou se conecta diretamente ao Brasil. Nos próximos meses, esse movimento começará a sair do papel. Uma delegação do Departamento de Estado, da DFC e do EXIM deverá visitar Buenos Aires, Jujuy e Salta em outubro para identificar projetos. O subsecretário de Estado Christopher Landau também deve ir à Argentina para discutir investimentos com representantes públicos e privados. Para o Brasil, a questão agora é acompanhar como a escolha americana pela Argentina para inaugurar esse novo modelo de corredor estratégico no Hemisfério Ocidental poderá redesenhar fluxos de capital, energia, minerais e infraestrutura na América do Sul. Porque, embora não esteja dentro do acordo, o Brasil está geográfica, econômica e estrategicamente perto demais para não sentir seus efeitos.
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
O Banco do Brasil (BBAS3) parece ter decidido não esperar o calendário eleitoral para se mexer. Em um mês, as ações acumulam alta de mais de 26% na B3, mais que o dobro dos cerca de 12% do Ibovespa no mesmo período e da valorização de pares como Itaú e Bradesco. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Acontece que, desta vez, a ação se descolou do balanço. A rentabilidade ainda está na casa de um dígito, a inadimplência do agronegócio continua pesando sobre os resultados e a carteira de pessoa física também começou a dar sinais de deterioração. Então, o que o mercado está comprando? Para uma parte dos investidores, a resposta passa pelas eleições presidenciais de outubro. Como estatal, o Banco do Brasil tende a ser mais sensível às mudanças nas expectativas sobre o futuro governo e os rumos da política econômica. É o chamado trade eleitoral, no jargão do mercado. Mas essa não é a única leitura. Há quem enxergue na alta uma tese que vai além das urnas: uma ação ainda descontada, com rentabilidade deprimida e espaço para recuperar resultados caso o ciclo de crédito melhore. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE BBAS3 como termômetro da eleição Para Daniel Utsch, gestor da Nero Capital, a arrancada de BBAS3 nas últimas semanas acompanhou a mudança de percepção do mercado sobre o cenário eleitoral. Leia Também Desde meados de agosto, a bolsa brasileira passou por uma reprecificação, em meio a uma leitura sobre a disputa eleitoral mais voltada à alternância de poder. A percepção entre os investidores é que uma eventual mudança de governo traria uma condução econômica diferente a partir de 2027, principalmente no que diz respeito à trajetória fiscal. E o Banco do Brasil, por ser uma estatal diretamente ligada ao governo, acabou funcionando como uma espécie de termômetro desse movimento. Em momentos de maior sensibilidade política, BBAS3 se torna uma forma relativamente líquida de expressar uma visão sobre o futuro do país — e, principalmente, sobre os rumos da política econômica e o grau de influência do governo sobre a companhia. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “O banco está com a gestão aparentemente mais profissional, menos sujeita à ingerência do governo federal, mas ainda assim é um call eleitoral”, afirma Utsch. Para Tomás Barros, analista de ações da AZ Quest, porém, a eleição pode até acelerar a tese, mas não explicará sozinha a alta da ação no futuro. “Estatais tendem a ser mais sensíveis ao cenário político. Mas a tese não depende só da eleição: qualidade de crédito, lucro e ROE continuam sendo importantes”, afirma. Na avaliação de Barros, outro fator que entrou nessa equação foi o fluxo estrangeiro, com a maior exposição dos investidores gringos ao BB nas últimas semanas. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “Provavelmente pesa mais o horizonte de investimento, exposição ao processo eleitoral, liquidez do ativo e a diversificação global. Para um investidor estrangeiro, BB é uma exposição ao Brasil dentro de uma carteira muito mais diversificada”, afirma. Ação dispara na bolsa, mas Banco do Brasil ainda não virou a chave Quase nada da valorização de BBAS3 observada até aqui pode ser atribuída aos fundamentos, diz Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research. Na visão dele, o banco ficou em situação até mais delicada após a piora da inadimplência no segundo trimestre e as dificuldades persistentes no agronegócio. O BB encerrou o 2T26 com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 13,9% sobre o trimestre anterior, e retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 8,3%. O resultado superou as expectativas, que já estavam baixas, mas veio acompanhado de sinais ainda desconfortáveis na carteira. A inadimplência acima de 90 dias chegou a 5,61%, enquanto o custo do crédito somou R$ 18,5 bilhões. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “Estruturalmente, o ponto principal é que o ROE que o Banco do Brasil entrega hoje está abaixo do que o banco já mostrou ser capaz de gerar em condições mais normalizadas. Então existe espaço para recuperação operacional, mas isso ainda precisa aparecer de forma mais consistente nos resultados”, afirma Barros. O desconto de BBAS3 é grande Nas contas de Utsch, o Banco do Brasil trabalha atualmente com um retorno sobre o patrimônio entre 8% e 9%, enquanto BBAS3 é negociada a um múltiplo perto de 0,6 vez o valor patrimonial na bolsa. Segundo ele, essa é uma combinação que deixa a ação sensível a qualquer sinal de melhora. Se o ROE voltar a níveis próximos ou superiores ao custo de capital, a distância entre o preço atual e um valor mais alto pode diminuir rapidamente. “Pensando em um banco que voltará a ter um retorno igual ou acima do custo de capital, haveria um potencial de valorização relevante”, afirma o gestor. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE É aqui que o trade eleitoral encontra a tese fundamentalista. Uma eventual mudança de governo poderia alterar a percepção sobre a governança e a condução do banco, na avaliação de Hungria. “Se essa mudança de governo se concretizar, há espaço para as ações andarem mais por conta da perspectiva de melhora da governança, eficiência e resultados com uma gestão mais pró-mercado”, diz. Mas a Empiricus não considera essa possível mudança um motivo forte o suficiente para apostar nesse cenário. A casa prefere manter BBAS3 fora das carteiras neste momento justamente porque uma parte relevante da tese depende de uma alternância de governo que ainda não pode ser dada como certa. “Vemos relações de risco e retorno mais interessantes em outros nomes”, afirma Hungria. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE O problema que precisa virar solução: o agronegócio Na visão dos especialistas, a principal peça que falta para a tese fundamentalista do Banco do Brasil ganhar tração continua sendo o agronegócio. A carteira rural do Banco do Brasil chegou a R$ 421,6 bilhões no 2T26, alta de 4,1% em 12 meses. Já os indicadores de qualidade do crédito do banco continuaram se deteriorando, especialmente a formação de inadimplência e a migração de operações para o Estágio 3, que concentra os créditos com problemas mais graves de recuperação. Embora a administração tenha apontado sinais de estabilização em algumas carteiras, o Citi ainda vê um problema no colchão de proteção do banco contra eventuais calotes. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “Continuamos preocupados com a possibilidade de que os níveis atuais de provisão sejam insuficientes para absorver totalmente o enfraquecimento contínuo da qualidade do crédito”, dizem os analistas. Para Utsch, o problema não necessariamente significa que o Banco do Brasil tenha se tornado estruturalmente menos rentável. “Esse ciclo de inadimplência do agro, que foi muito forte e ainda está sendo recorde, não terá uma melhora em um ou dois trimestres. Mas entendemos que é muito mais uma consequência do momento cíclico desfavorável do que de uma gestão ruim ou de que o Banco do Brasil estruturalmente terá um retorno muito ruim.” Inclusive, o BB já soma alguns ingredientes para uma eventual virada no agro. A MP 1.376, por exemplo, criou mecanismos para facilitar a renegociação das dívidas dos produtores, incluindo entrada, alongamento de prazos e garantias adicionais. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Ao mesmo tempo, a recuperação dos preços da soja e um câmbio mais depreciado podem ajudar a geração de receita dos agricultores. Nesse cenário, a XP já começa a enxergar condições mais favoráveis para uma melhora da qualidade dos ativos da carteira rural. Só que o mercado terá de esperar. A corretora estima que o 3T26 ainda carregue as marcas do período em que produtores adiaram pagamentos e renegociações, enquanto aguardavam a implementação das novas medidas. A expectativa é de uma adesão maior no quarto trimestre, abrindo espaço para uma redução mais consistente do custo de risco e uma contribuição mais positiva do agro para os resultados do BB. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Pessoa física acende o alerta no Banco do Brasil Acontece que o agronegócio não é mais a única frente de preocupação no Banco do Brasil. A carteira de pessoa física também começou a deteriorar, com a piora indo além dos cartões de crédito e alcançando produtos ligados ao consignado. Isso torna a recuperação do ROE uma história necessariamente mais longa. Mesmo que o agro comece a aliviar o custo de crédito, o banco ainda precisa mostrar que consegue conter a deterioração em outras linhas. É por isso que Barros vê um risco específico que pode passar despercebido por quem olha apenas para o desconto da ação. “O principal risco seja a recuperação demorar mais do que o mercado espera. Se o custo de crédito permanecer elevado por mais tempo, o ROE demora a se recuperar e a capacidade de geração de valor ficará limitada por mais tempo.” CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Banco do Brasil (BBAS3): comprar antes ou depois da eleição? Depois de uma alta de quase 27% em pouco mais de um mês, o Banco do Brasil já carrega uma parte relevante da expectativa de melhora no preço — mesmo sem uma recuperação consistente do balanço, avaliam os especialistas. A dúvida, portanto, é o que acontece daqui para frente. Se os fundamentos começarem finalmente a acompanhar o otimismo do mercado, a ação ainda pode ter uma segunda pernada de alta, avaliam os especialistas. Mas, se a melhora demorar mais do que o previsto, o investidor pode ter de esperar mais tempo para vê-la refletida nos resultados. Para quem enxerga BBAS3 como investimento de longo prazo, Utsch faz uma distinção importante: uma coisa é investir no Banco do Brasil; outra é usar a ação como uma aposta no resultado eleitoral. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE No primeiro caso, diz ele, não faria sentido deixar toda a tese dependente das urnas. Uma alternativa seria construir a posição gradualmente, atravessando o período eleitoral em vez de tentar acertar o momento exato de entrada. “Se o horizonte de investimento é o longo prazo, não se pode ficar olhando para a eleição. Você deve olhar para a eleição se quiser colocar sua opinião sobre o pleito especificamente naquele investimento”, afirma. Barros, por sua vez, avalia que entrar antes de uma confirmação mais clara da recuperação pode aumentar o potencial de capturar uma eventual reprecificação da ação — mas também significa aceitar o risco de que essa recuperação demore mais para aparecer. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Bitcoin cai com correção depois de chegar aos US$ 87 mil
O bitcoin opera em queda nesta quarta-feira, 23, com correção depois de bater os US$ 87 mil durante a madrugada. O movimento acompanha o dia negativo nas bolsas de valores internacionais e no ouro. Às 10h17 (horário de Brasília) o bitcoin cai 0,6% em um período de 24 horas, cotado a US$ 85.456. Em relatório, a equipe de análise da Vault Capital destaca que o bitcoin subiu "consumindo" as posições vendidas que estavam nos patamares de US$ 86,5 mil e US$ 87,1 mil. Com isso, a região de preços acima dos US$ 87 mil acabou se consolidando como uma zona de resistência. "Na segunda-feira, a máxima tinha sido US$ 87.396. São duas tentativas na mesma região em três dias, e a segunda parou um pouco abaixo da primeira", lembra Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault. Opções de bitcoin podem liberar movimento na sexta Analisando dados on-chain, Camargos destaca também que os grandes investidores fizeram uma realização de lucros somada de US$ 356 milhões ontem. "Desse total, US$ 349 milhões saíram de quem comprou recentemente. De quem comprou lá atrás, US$ 6,3 milhões." Na opinião do especialista, o próximo grande movimento do bitcoin pode vir na sexta-feira, 25, quando vencem US$ 15 bilhões em opções do bitcoin, o que corresponde a mais de 40% de todos os contratos em aberto. Gráfico do Bitcoin em 23 de setembro de 2026 "Quem vendeu essas opções carrega bitcoin como proteção, e essa proteção vem segurando o preço dentro de uma faixa. Na sexta ela pode deixar de ser necessária. Isso não dá direção, mas dá liberdade de movimento para os dois lados", explica. ETFs têm 4º pregão positivo Ontem, foi registrado um saldo líquido positivo de US$ 714,7 milhões nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista dos EUA. Foi o quarto pregão consecutivo com entrada de capital nesse tipo de fundo. Os dois maiores alvos do fluxo comprador foram o IBIT, da gestora BlackRock, com US$ 350,3 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 257,4 milhões. Nos ETFs da criptomoeda ether, por sua vez, o saldo foi positivo em US$ 162,2 milhões. Esse foi o terceiro pregão consecutivo de entrada de recursos. Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas caiu dos 78 para os 75 pontos. Essa região indica que o sentimento predominante no mercado cripto é o de “ganância”. O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco. Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Tik Tok
Perguntas Frequentes sobre VGIP11
Qual é a cotação de VGIP11 hoje na B3?
Quanto a VGIP11 paga de dividendos?
Como calcular o Preço Teto de VGIP11?
O que significa o P/L e o P/VP de VGIP11?
Fonte de Dados Oficiais & Transparência
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