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Atualizado: 20/06/2026

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Baixa no Bitcoin expõe por que investidores institucionais reduziram apostas em criptomoedas
Criptomoedas 20/06/2026

Baixa no Bitcoin expõe por que investidores institucionais reduziram apostas em criptomoedas

Baixa no Bitcoin expõe por que investidores institucionais reduziram apostas em criptomoedas A queda do Bitcoin vai além da cotação. Entenda por que investidores institucionais reduziram exposição às criptomoedas e o que mudou no mercado. A queda do Bitcoin levou a maior criptomoeda do mundo para abaixo de US$ 63 mil e ampliou as perdas acumuladas na semana. Ao mesmo tempo, os ETFs de Bitcoin registraram a sexta semana consecutiva de retirada de recursos, reduzindo uma das principais fontes de demanda pelo ativo. O recuo ocorreu após novos sinais de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter os juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo. Com retornos mais atrativos em títulos públicos e outras aplicações tradicionais, investidores reduziram a busca por criptomoedas. Os ETFs à vista tiveram participação direta na valorização do Bitcoin ao permitir que bancos, gestoras e fundos acessassem o ativo digital por meio do mercado regulado. Agora, a sequência de saídas mostra que esse fluxo perdeu intensidade. Juros elevados, retirada de recursos dos fundos e tensões internacionais aumentaram a pressão vendedora sobre as criptomoedas ao longo da semana. Queda do Bitcoin perde uma das principais fontes de demanda O Bitcoin depende da entrada contínua de recursos para sustentar suas cotações. Quando investimentos considerados mais seguros passam a oferecer rendimentos maiores, parte do capital permanece fora dos ativos digitais. Títulos públicos e instrumentos de renda fixa ganharam competitividade frente às criptomoedas. A mudança reduziu a procura por aplicações com oscilações mais acentuadas. As incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã também estimularam estratégias de proteção entre gestores globais, reduzindo a exposição a ativos de maior risco. ETFs registram seis semanas seguidas de retiradas A aprovação dos ETFs à vista abriu um novo canal de acesso ao Bitcoin para investidores institucionais. Nos períodos de maior entrada de recursos, esses produtos ampliaram a liquidez disponível e contribuíram para fortalecer as cotações da criptomoeda. Nas últimas semanas, o movimento ocorreu na direção contrária. A sexta semana consecutiva de retiradas mostra que parte do capital que alimentava a demanda pelo Bitcoin deixou de ingressar nesses fundos. Preço do Bitcoin acompanha recuo das demais criptomoedas A pressão de venda não atingiu apenas o Bitcoin. Ether, XRP, Solana, Cardano e BNB também encerraram a semana em baixa. O movimento conjunto indica uma reação a fatores econômicos mais amplos, e não a acontecimentos específicos de uma única criptomoeda. Os dados mais recentes mostram que investidores institucionais continuam influenciando diretamente o setor. A entrada de recursos nos ETFs amplia a demanda pelo ativo, enquanto as retiradas reduzem a liquidez disponível para sustentar os preços.

Bitcoin acumula 4 dias de queda e mercado cripto enfrenta pressão de mineradores e da Strategy de Saylor
Bitcoin 20/06/2026

Bitcoin acumula 4 dias de queda e mercado cripto enfrenta pressão de mineradores e da Strategy de Saylor

Bitcoin recua para US$ 62.400 com queda generalizada em altcoins. Pressão vem da Strategy de Michael Saylor e de mineradores operando no prejuízo. Quatro dias consecutivos de queda no mercado cripto O bitcoin acumula quatro sessões seguidas de desvalorização e opera abaixo dos US$ 62.400, uma retração de 2,5% nas últimas 24 horas. Não se trata de um movimento isolado. O mercado mais amplo de criptomoedas acompanha a pressão vendedora, com índices de smart contracts caindo 4% e os segmentos de DeFi e altcoins de menor capitalização registrando perdas semelhantes. Ether, XRP e Solana também recuam. Quando o bitcoin tosse, o resto do mercado pega gripe, diz o velho ditado cripto. Desta vez, porém, as razões por trás da tosse são mais estruturais do que um simples ajuste de curto prazo. Dois fatores se destacam: a deterioração financeira da Strategy, a empresa de Michael Saylor que acumula bitcoin em tesouraria, e a capitulação silenciosa de mineradores que operam abaixo do custo de produção há cinco meses consecutivos. São dois vendedores potenciais que não estavam no radar do mercado até pouco tempo atrás. Cursos BlockTrends Aprenda cripto do zero, sem pagar nada. Dezenas de cursos em vídeo, do primeiro satoshi à análise avançada. Comece agora, no seu ritmo. Ver cursos grátis → ● 100% grátis Fundamentos Cripto 7 cursos · 31 aulas Trader Cripto 18 cursos · 80 aulas Soberania Bitcoin 10 cursos · 44 aulas 3 trilhas grátis O problema da Strategy e o risco de venda forçada A Strategy, maior detentora pública de bitcoin do mundo, enfrenta um momento delicado. Sua ação preferencial com dividendos, a STRC, caiu abaixo do valor de par. Isso não é um detalhe técnico irrelevante. É um sinal de que o mercado já precifica o cenário em que a empresa precisaria vender parte de suas reservas de bitcoin para honrar compromissos financeiros. Segundo analistas da corretora Marex, o mercado “agora precifica abertamente o risco de cauda de que a Strategy tenha que vender moedas para defender sua estrutura de capital”. Em termos práticos, isso significa que a estratégia agressiva de acumulação de Michael Saylor, que por anos foi celebrada como visão de longo prazo, pode se transformar em fonte de pressão vendedora justamente quando o mercado mais precisa de compradores. Para quem acompanha a dinâmica do mercado cripto, o paralelo mais próximo é o da Celsius e da Three Arrows Capital em 2022. Empresas que acumularam posições enormes em cripto usando alavancagem e, quando o mercado virou, se tornaram vendedoras forçadas. A Strategy não opera com a mesma estrutura, mas o mecanismo de retroalimentação negativa é parecido: queda no preço do bitcoin deteriora o balanço, que força vendas, que pressiona mais o preço. Mineradores operam no prejuízo há cinco meses O segundo vetor de pressão vem de quem sustenta a infraestrutura da rede. Segundo dados de mercado, o bitcoin negocia abaixo do custo estimado de produção de US$ 78 mil há cinco meses consecutivos. Isso significa que, na média, mineradores estão pagando mais para produzir bitcoin do que recebem ao vendê-lo. Essa matemática é insustentável por muito tempo. Os mineradores com balanço mais fraco já começam a capitular, vendendo reservas acumuladas para cobrir custos operacionais. Quando isso acontece em escala, cria-se uma pressão vendedora adicional que não existia semanas atrás. Historicamente, a capitulação de mineradores costuma marcar fundos de ciclo, como detalhamos nesta análise sobre os ciclos do bitcoin. Mas essa fase pode durar semanas ou meses antes de uma reversão. O ponto importante é que, enquanto o custo de produção estiver acima do preço de mercado, haverá pressão contínua desse grupo. Volume nas exchanges atinge menor nível desde setembro de 2024 Os dados de volume reforçam o cenário de apatia. Em maio, o volume combinado nas exchanges caiu 3,45%, totalizando US$ 4,41 trilhões. É o menor patamar registrado desde setembro de 2024, período que precedeu uma alta significativa no último trimestre daquele ano. Volume baixo em tendência de queda é ambíguo. Pode indicar que a pressão vendedora está se esgotando, o que seria positivo. Ou pode significar que os compradores simplesmente desapareceram, o que é preocupante. O contexto atual sugere mais a segunda interpretação. Há, porém, um dado contraintuitivo. Enquanto o mercado geral encolhe, os volumes de futuros perpétuos ligados a ativos do mundo real tokenizados (RWA) subiram 10,4%, atingindo um recorde histórico. Isso mostra que o capital institucional não abandonou o mercado cripto, mas está migrando para segmentos percebidos como mais fundamentados, como a tokenização de ativos reais. O que esperar daqui para frente O cenário de curto prazo para o bitcoin combina três ingredientes desconfortáveis: um grande detentor sob pressão financeira, mineradores capitulando e volume em queda. Nenhum desses fatores, isoladamente, é catastrófico. Juntos, criam um ambiente em que qualquer recuperação enfrenta resistência significativa. Para o investidor que já está posicionado, o momento pede paciência e atenção ao comportamento da Strategy. Se Michael Saylor for obrigado a vender parte das reservas, o impacto psicológico no mercado pode ser tão relevante quanto o efeito prático da venda em si. A narrativa de “nunca vender bitcoin” é um dos pilares do otimismo institucional. Vê-la quebrar mudaria o tom do mercado. O segmento DeFi, que lidera as perdas junto com tokens de smart contracts, sofre por ser o mais sensível a movimentos de aversão ao risco. Quando o capital institucional recua, são esses ativos de maior beta que sentem primeiro. O dado positivo, se há um, é que capitulações de mineradores historicamente antecedem recuperações. Mas entre o fundo e a virada, o mercado pode testar a paciência de qualquer investidor. O momento não é de pânico, mas tampouco de complacência.

Crédito com cripto em garantia mira cliente que não quer vender ativos
Bitcoin 19/06/2026

Crédito com cripto em garantia mira cliente que não quer vender ativos

Depois de meses de queda no preço do bitcoin, plataformas de cripto buscam ampliar as formas de uso dos ativos mantidos pelos clientes em carteira. Uma dessas frentes é o crédito com garantia em criptoativos, em que o investidor toma recursos em reais sem precisar vender sua posição. No Mercado Bitcoin, a linha de empréstimos com criptoativos como colateral concedeu cerca de R$ 47 milhões e tem meta de chegar a R$ 100 milhões no ano, segundo Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto da companhia. A operação aceita bitcoin, ether, solana e stablecoins de dólar, como USDT e USDC, como garantia. A leitura da empresa é que o produto não reflete necessariamente uma mudança no comportamento do investidor original de cripto, mas a ampliação da base de usuários do setor. “Acho que não foi o comportamento do público que mudou em relação ao que faz com cripto. O público ficou mais abrangente, mais heterogêneo, e nem todo mundo é trader”, afirma Tota. Segundo ele, parte dos clientes passou a manter ativos digitais como posição de mais longo prazo, o que abre espaço para produtos que ofereçam usos adicionais a essa carteira. “Se você precisar de liquidez, de recursos, de reais, por qualquer razão, é um ativo que pode ser dado em garantia para tomar crédito”, diz. A linha começou com bitcoin e ether, em fase de testes por canais assessorados, e foi aberta para toda a base de clientes do Mercado Bitcoin a partir de março. O cliente pode tomar até 50% do valor dos ativos dados em garantia. Se uma carteira usada como colateral vale R$ 10 mil, por exemplo, o crédito concedido pode chegar a R$ 5 mil. Segundo Tota, essa relação entre crédito e garantia foi definida para dar margem à volatilidade dos ativos usados na operação. A estrutura reduz o risco de inadimplência para a plataforma, mas não elimina o risco para o cliente. Caso o valor do ativo dado como garantia caia de forma relevante ou o empréstimo não seja pago no prazo, a garantia pode ser liquidada para encerrar a operação. Segundo Tota, antes disso, o cliente recebe alertas e pode aportar mais garantias ou liquidar antecipadamente o contrato. A taxa mensal do produto fica na faixa de 1,69% a 1,79%, segundo o executivo. Tota afirma que o custo menor em relação a modalidades sem garantia está ligado à existência do colateral, mas diz que o crédito precisa ser usado de forma consciente. “Dever não é ruim, desde que seja uma dívida de qualidade”, afirma. O dinheiro tomado pode ser usado dentro ou fora da plataforma. De acordo com o executivo, parte dos clientes usa o empréstimo para fazer novas operações com criptoativos, inclusive de forma alavancada, mas os recursos também podem ser sacados via Pix e usados para outras finalidades. A possibilidade de usar criptoativos como garantia ainda é restrita a empresas que conseguem custodiar os ativos, precificá-los e, se necessário, liquidá-los rapidamente. Para Tota, essa é uma diferença em relação ao crédito bancário tradicional, no qual ativos como bitcoin e ether ainda não costumam ser aceitos como colateral. “A gente adora esse ativo como colateral”, diz. “Primeiro porque é um ativo de muita qualidade; segundo porque temos o mercado aqui dentro e conseguimos obter liquidez muito rápido no caso de precisar liquidar uma posição.” O mecanismo se aproxima de estruturas de empréstimos colateralizados já usadas no universo de finanças descentralizadas, mas dentro de uma plataforma centralizada. Tota afirma que, em blockchains, o valor de ativos travados como garantia em operações de crédito soma cerca de US$ 36 bilhões, com aproximadamente US$ 24 bilhões em empréstimos tomados.